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Sexta-feira, 1/2/2008
FAQ Letras e Números
Julio Daio Borges

Como foi a aproximação com o business que redundou na coluna Letras e Números?
Foi natural. O Digestivo se tornou uma empresa em 2003-2004. A visão em termos de negócio foi se desenvolvendo junto com a descoberta de novas iniciativas do internet business. Sobretudo fora do Brasil, via Web 2.0 (novo boom, a partir de 2005). Logo, a vontade de falar, igualmente, nesses assuntos foi direcionada aos artigos para a GV-executivo (que acolheu as pautas). No fim de 2007, os editores da revista tinham gostado tanto do resultado que — com a reformulação da GV-executivo — sugeriram a coluna.

Qual a diferença — eu sei que existe uma, mas quero que você explique — entre a Letras e Números e os "Digestivos"?
Dos formatos em que eu me exercitei, o dos Digestivos talvez seja o que mais funcionou. São quase 1400 Notas até agora, e, quando elas não chegam pelo e-mail, as pessoas reclamam — como se fosse uma espécie de "editorial" do site. Assim, foi natural que o molde para a Letras e Números fosse o "Digestivo", o conjunto de Notas semanal.

A diferença maior, eu acho, ocorre em termos de abordagem. Quando vou falar de business — mais notadamente, internet businessnos Digestivos, preciso situar o leitor de cultura, não posso ir direto ao assunto. Do mesmo jeito, quando vou falar de "cultura" na Letras e Números, tenho de pensar que estou falando para um leitor de business. Particularmente, gosto desse exercício. E não é nenhum esforço, porque os dois assuntos continuam me interessando.

Podemos pensar num "Digestivo Business", juntando tudo, no futuro?
Sim, é uma hipótese. Porque o business — de novo, via internet business — é um campo tão vasto quanto o da cultura hoje. As teorias da administração moderna podem ter se unificado só no século passado, mas a economia, a atividade econômica, vem desde os gregos. Aristóteles tinha suas teorias sobre o dinheiro e Marx afirmava que o capitalismo é antediluviano...

Do mesmo jeito que enxergou uma oportunidade para uma publicação cultural na internet brasileira, você enxerga também para uma publicação de business?
Sim. A diferença é que, ao contrário da época em que o Digestivo Cultural começou, hoje existem sites de bastante qualidade em matéria de economia e negócios. Ainda assim, existe espaço, porque a abordagem é a mesma das revistas e dos jornais — oficialesca, burocrática, distante. O leitor poderia participar mais — tanto quanto participa no Digestivo. De maneira colaborativa.

Tirando a crise dos subprimes nos EUA, acha que é o momento de falar mais sobre business?
Sim. A economia brasileira, como dizem, mantém os sólidos fundamentos. A inflação sob controle desde 1994 e o crescimento especialmente em 2007 consolidaram uma nova geração de investidores, que querem melhores informações e que querem discutir mais sobre o assunto. Basta observar qualquer lista de livros mais vendidos: faltam referências em português do Brasil e o interesse é constante.

Para quando podemos esperar novas "investidas" do Digestivo (opa, até rimou) nos domínios do business?
Infelizmente, por enquanto, é apenas uma idéia — sem previsão de execução (nova rima). O exercício na GV-executivo, em 2008, será importante. Confesso que queria adquirir mais formação (ainda que de autodidata) na área, para dar, com segurança, mais palpites. Estou ainda conhecendo os personagens, estudando as publicações, rabiscando idéias.

Digestivo Cultural, Digestivo Business... vem mais por aí?
Não, não vem não. Não, agora. Garanto que realizar os principais projetos do Digestivo Cultural, em 2008, é minha grande ambição. O "Business" — se for — será para os próximos anos. Nesse meio-tempo, vamos ler todos a GV-executivo, que é onde está o embrião...

Para ir além
Letras e Números

Julio Daio Borges
Sexta-feira, 1/2/2008

 

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