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Quarta-feira, 9/5/2007
Último Romance

Julio Daio Borges




Digestivo nº 328 >>> O Los Hermanos era bom demais pra durar tanto. De Los Hermanos (1999) até 4 (2005), até agora, foram oito anos. Houve quem previsse o rompimento entre Camelo e Amarante desde o DVD, No Cine Iris (2005), onde os dois líderes, no palco, pareciam já desconectados. Camelo se tornou o compositor preferido de Maria Rita, parecia o Caetano Veloso de Qualquer Coisa, ao violão, no último disco, e foi objeto de inveja do mesmo Caetano (2006), ao gravar com Bebeto Castilho, ex-Tamba Trio. Amarante, mais roqueiro, em matéria de letras não ficava atrás, foi gravado em ritmo de bossa nova, não compôs “Anna Julia” mas colabora hoje com Kassin, na Orquestra Imperial, cantando velhos sambas (esperamos que continue...). A banda andava pequena demais para os dois, mais Barba, mais Bruno. À maneira de Cazuza – o exemplo ainda conta... –, ninguém se surpreenda se Marcelo Camelo aparecer solo, “acústico”, longe das guitarras, perto dos sambas, em cada vez mais participações em outros álbuns “de autor”. De Rodrigo Amarante, espere-se praticamente o oposto: participações em álbuns de bandas, tocando guitarra (da qual provavelmente não consegue se afastar), dificilmente solo, preferindo a formação em grupo, fornecendo letras pra Deus e o mundo... O Los Hermanos se tornou um problema por ser grande demais, sufocando criativamente cada integrante. Agora, o problema será outro: meio grupo ou um quarto de grupo faz verão como antes (o grupo todo)? Que o digam os Titãs (se bem que... um oitavo de grupo cada). A diferença é que, dos anos 80, Camelo, Amarante & cia. talvez só percam – se perderem – para o Barão de Cazuza. E vem aí Exagerado e Carnaval reloaded.
>>> Los Hermanos
 
>>> Julio Daio Borges
Editor
 

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