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Terça-feira, 23/12/2014
Nietzsche reloaded
Julio Daio Borges

Foi em 2000, numa das nossas primeiras viagens pra Bahia, que eu levei um livro sobre Nietzsche. Não conseguia parar de ler e a Carol me fotografou, em pleno Mangue Seco, lendo Nietzsche na praia. As fotos ficaram tão boas que ilustram meu primeiro site.

Tudo o que sei sobre fotografia, e que se reflete nas fotos que tiro da Catarina, aprendi com a Carol, com os amigos da Carol da FAU, e com as fotos que eu mesmo tirei dela, Carol. Outro dia a Carol disse, brincando, para a Catarina, que perdeu o lugar nas minhas fotos...

Voltando ao Nietzsche, não lembro quando ouvi falar dele pela primeira vez. Mas lembro de ler sobre ele, por exemplo, na biblioteca de uma casa em que ficamos durante a Oktoberfest de 1993, em Blumenau. A moça era super legal e deixava a gente ouvir os discos dela, LPs.

Me espantou que o Nietzsche criticasse Platão e, principalmente, Sócrates. Mas me encantou sua crítica ao racionalismo exacerbado que se seguiu depois, e que segue até hoje. Racionalismo científico, se quiserem. E que, obviamente, não explica tudo...

Topei com Nietzsche, agora lembro, também em livros de frases, na mesma década de 90. Mas minha maior "introdução" talvez tenha sido durante as aulas do professor Roberto Bolzani Filho, que eu descobri ainda dentro da Poli e que me fizeram prestar Filosofia depois.

Era um curso sobre a Metafísica, de Aristóteles, na FFLCH. Mas começava lá atrás, com os Diálogos de Platão. Quer dizer, começava bem antes, com aulas dedicadas aos Pré-socráticos. Eu cotejava as aulas com os respectivos capítulos na História da Filosofia do Bertrand Russell...

Nietzsche é talvez o filósofo mais acessível a nós, porque é moderno. Ao contrário de apresentar sistemas, escreve em primeira pessoa. Como tinha saúde frágil, especializou-se no texto curto, nas frases de efeito. É direto; não constrói longas cadeias de raciocínio dedutivo.

Aquele livro sobre o Nietzsche, me fez escrever um texto no centenário do filósofo, em 2000, que eu - parafraseando o Zaratustra - denominei: "Assim falava Nietzsche". É um grande resumo da filosofia dele. E que eu resolvi transformar em e-book...

Depois resenhei outros livros de Nietzsche, como a Genealogia da Moral, e, a convite do meu ex-editor, Fabio Cardoso, escrevi um outro texto, sobre o mesmo Nietzsche, para uma revista. Mas acredito que nada ficou tão bom quanto "Assim falava Nietzsche".

Na sequência de "A Poli como Ela é...", estou relendo as coisas do meu primeiro site, e organizando. Mas resolvi soltar esse "Nietzsche", em versão "stand alone", porque acho que ele merece. Se você leu até aqui, baixe, pelo menos, o sample, no seu iPhone, iPad, Android (até browser).

Modéstia à parte, é uma boa introdução ao Nietzsche. Faz par com um outro texto que escrevi sobre Freud, e que é um hit do Digestivo. Nietzsche, Freud, gente que definiu o século XX e que continua influenciando a nossa vida. Nesta época do ano, pode ser divertido ;-)

Para ir além
Assim falava Nietzsche

Julio Daio Borges
23/12/2014 às 13h35

 

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