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Quinta-feira, 4/11/2010
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Leitores

A ditadura da burguesia
Essa campanha foi estranha, pois a dois anos antes todo mundo já sabia quem ficava pra final. Teve rasteira, teve ficha suja e limpa, teve gente fazendo tomografia por uma bolinha de papel, teve a esquerda toda impugnada e só participando recorrendo à justiça, que teve um papel ridículo, e acha que o direito do ser humano não vale nada. Vale mais o juiz dizendo que esta ou outra assinatura não está correta ou que a certidão do fulano foi feita errada pelo cartório. Uma palhaçada. E ainda tentaram proibir comediantes de falarem sobre a eleição... Mas tudo bem: a moça tá eleita, o negócio e tocar a vida. Consolidou-se a ditadura da burguesia.

[Sobre "A arte da ficção política"]

por Manoel Messias Perei
4/11/2010 às
16h48

Artistas simplesmente são
O saber contar é que conta. O saber tocar faz a composição. Arte e artista não atendem chamados. Simplesmente são. Andando com os próprios pés.

[Sobre "J.M. Coetzee e o romance de formação"]

por Tere Tavares
4/11/2010 às
15h00

Perguntas para escritores
As questões iniciais do seu texto continuam atuais. Será que o Cristóvão Tezza ganharia todos os prêmios com o seu "O filho eterno" se não tivesse sua experiência pessoal? Seré que o Drummond de Andrade produziria obra melhor se não tivesse que gastar parte do seu tempo como funcionário público? A diplomacia ajudou ou atrapalhou a obra de Cabral, Vini­cius, Rosa etc? Jorge Amado escreveria melhor se não fosse casado ou tivesse atuação política? Daria para escrever um romance de formação sem a experiência pessoal? Quem teria as respostas?

[Sobre "J.M. Coetzee e o romance de formação"]

por José Frid
4/11/2010 às
10h22

Ser ou estar artista
Uma possível verdade é que perdemos muito tempo nos questionando e sentindo um "frio na espinha" com medo da adversidade da crítica. Sim, o artista nasce artista. Se ele será considerado como "tal" é que o modifica, para continuar ou parar de se "iludir". Mas vai continuar o mesmo. Questionando o fato de "ser" e "estar" artista todo o tempo. O futuro dirá se acertou. Como Coetzee. Um (de muitos) que é assim, respeitado em sua arte. Um "felizardo" artista.

[Sobre "J.M. Coetzee e o romance de formação"]

por Cilas Medi
3/11/2010 às
13h09

Literatura desde o berço
Ouso dizer que o escritor não nasce escritor para ser burilado como diamante até chegar ao ponto. Acredito que assim como qualquer outra profissão, há necessidade de suar, e muito, a camisa. Um trabalho diário de leitura e escrita, com um bom exemplo literário de berço também é fundamental. Exemplo no sentido de conscientização desde cedo para que o jovem se dedique à literatura. Não existe nascer e ser artista sem um trabalho árduo. A obsessão também faz parte do pacote. Não se nasce médico, engenheiro ou jornalista. Tem-se que trabalhar muito para isto, abrindo mão de muitas coisas. O diploma, assim como o livro para o escritor, há que ter muito trabalho duro e suor com sangue. Senão, é somente um papel.

[Sobre "J.M. Coetzee e o romance de formação"]

por Marco Linhares
3/11/2010 às
09h48

A obra do artista
A obra do artista deve ser o seu delírio alucinatório da vida, deve ter todos os elementos, o riso da felicidade, a ternura da embriaguês, o porre da solidão, a dor de cotovelo, a mulher ou companheira, o olhar enciumado das amantes ou dos amantes. O teor rosa dos machistas, o amor ambulante dos mascates e a leitura de um mundo novo. Imaginativo, criado, como se fosse uma galinha querendo botar o ovo. O seu tempo deve ser o pano de fundo da canção. E o ator que dança. Escrever é quase que só masturbar, e ter o prazer do gozo no lançamento.

[Sobre "J.M. Coetzee e o romance de formação"]

por Manoel Messias Perei
3/11/2010 às
05h18

Mulheres são maravilhosas
Um texto que será, sempre, atual. Como a própria humanidade, macho e fêmea, masculino e feminino. Escrever é um ato "sexual" e "não sexual". O que se escreve também. Pode "ter" e "dar" prazer. Mulheres, à frente e avante. Com ou sem faniquitos, são maravilhosas.

[Sobre "Batom, kichute e literatura"]

por Cilas Medi
2/11/2010 às
17h34

Transição identitária
Vivemos numa época em que ninguém sabe mais informar quem é o homem ou a mulher, e, na verdade, estamos em fase de transição identitária na nossa sociedade. Coisas do mundo contemporâneo.

[Sobre "Batom, kichute e literatura"]

por Manoel Messias Perei
2/11/2010 às
08h30

Um texto infeliz
Fabio, achei que o Saul Bellow te atrapalhou, dava para emplacar mais um montão de asneiras e depois voltar com a desculpa esfarrapada que "nada nestas linhas é tão sério", afinal, o DC é humorístico e cultural... A qualidade do texto é sofrível, parecia os projetos da professoras primárias que ele detonara, o tema de uma originalidade inquestionável, porém nada me pareceu mais pertinente que os elementos e as conclusões que ele utilizou para caracterizar seus personagens: comunistas, nordestinos, peruas, velhos e as garotas bonitas e vulgares; sei não... Não posso deixar de registrar a completa desconexão com a cena polí­tica, utilizando-se de estereótipos da guerra fria de quando a América Latina era a latrina oficial do Tio Sam. O que possa haver da proveitoso nesta prosa rala e juvenil talvez seja a animosidade que provoque, mas nem neste aspecto percebo o humor ácido que costuma permear este gênero. Enfim, uma oportunidade infeliz oferecida a alguém que desconhece o que seja texto em forma e conteúdo e que teve oitenta por cento do lixo redigido resgatado por vinte por cento do Saul Bellow. Fabio, caso você algum dia escreva algum texto que se pretenda sério, e que contenha ao menos dois parágrafos escritos de forma adulta e consequente, por favor, submeta-o ao bom senso para que não tenhamos que falar mal das universidades responsáveis (?) pela sua formação.

[Sobre "os universiotários"]

por Dudu Oliveira
1/11/2010 às
12h04

Antes de falar, dê aulas
Caro, dê aulas em faculdades privadas e em públicas. Depois me conte. A depender do que você quer ser quando crescer, as públicas serão mais humanas e mais preocupadas com educação. Não é seu caso, claro, que ataca os discordantes com uma coluna que o empodera. Chamar os discordantes de fracos e tal não resolve. De qualquer forma, você não é professor, certo? Parece que escolher essa carreira é, para você, assinar atestado de fracassado. Bom mesmo é ser jornalista chique. Quem trabalha em instituições privadas, em média, não está tão satisfeito quanto pode lhe parecer. Ah, e é bom lembrar que não é só salário que faz a vida e a emoção de muito professor. Tem mais coisa no meio desse caminho (tão simplificado por você). Não use sua coluna como espaço para humilhar seu leitor.

[Sobre "os universiotários 2 - a revanche"]

por Ana Elisa Ribeiro
1/11/2010 às
02h04

Julio Daio Borges
Editor

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