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Segunda-feira, 17/5/2004
Comentários
Leitores

Escrever é parir
Texto bacana. Excelente autor. Li Garcia Marques na adolescência e fiquei estarrecido. Realismo fantástico de qualidade. Sobre os "conselhos" para se tornar um escritor, acho-os de pouca valia. Apesar de que saber mentir ajuda bastante. Principalmente se você é aquele escritor que nunca publicou nada e na hora de preencher os cartões de hotel ou as fichas de emprego, você escreve: "Escritor" e sente-se ruborizado. É certo que a adversidade, os momentos críticos, a solidão, a náusea e tudo mais fazem com que vejamos o mundo e tudo o que está contido nele com olhos argutos e isso nos faz mais ferinos, cáusticos e então a pena flui com maestria sobre o papel branco. É a libertação da arte através do sofrimento. Nietzsche uma vez disse que só o aprazia aquilo que fosse escrito com sangue. Creio que ele tem razão.

[Sobre "Por que me ufano da América Latina"]

por Gui
17/5/2004 às
12h56

meu grande problema
É tudo como está escrito no artigo. Mas tem mais uma coisa: será que sou só eu que, depois de tanta aflição querendo ler-escrever-ler-escrever-etc, perde a sensibilidade justamente quando o tempo vem? Fico o tempo todo querendo me livrar de tudo pra me dedicar à literatura, mas quando o tempo vem alguma coisa acontece e me deixa insensível... Esse, e não o outro, é o meu grande problema (porque não tenho nem nunca tive ilusão de ter tempo pra fazer o que gosto).

[Sobre "Escrever para não morrer"]

por Víktor Waewell
16/5/2004 às
19h21

o escritor e as estaçoes...
Lembra quando a Clarice ficou a sombra do seu marido nas suas viagens diplomaticas? Acho que essas interrogaçoes tambem passaram por sua cabeça... Um bom escritor pode se resguardar por muito tempo, mas um belo dia acontece de se expressar, como de fato uma estaçao faz, vem indiferente a tudo e a todos. O escritor sempre resiste as intemperies da vida, ele continua latente e um dia explode em arte...

[Sobre "Escrever para não morrer"]

por themis
16/5/2004 às
13h25

Servidão Humana
Parebéns pelo texto, Ricardo. De Maugham, li somente Servidão Humana (1915), um belo livro sobre a sordidez humana, no caso, de uma mulher, Mildred, que faz gato e sapato do protagonista, Philip. Tratava-se de um rapaz que nasceu com um defeito no pé, torna-se médico e se disciplina a entender das artes. O livro tem a descrição de uma bela e trste cena, que se passa em um teatro, onde o Philip está sentado ao lado de Mildred e ela, por sua vez, ao lado de um amigo em comum. Philip, que não tem certeza dos sentimentos de Mildred, sofre com a possibilidade de ela estar sorrateiramente dando pegando na mão ao amigo. Mas Philip nem tem coragem de olhar e muito menos de por a situação a limpo. Um belo e imperdível texto. Abs, Bernardo Carvalho - Goiânia-GO

[Sobre "Leituras Inglesas (I) - W.S. Maugham"]

por Bernardo Carvalho
15/5/2004 às
23h26

Muito bom
Muito bom o seu texto, Julio, eu passei por uma mudança parecida com a sua, depois que você mantém o ritmo é difícil voltar atrás. Para complementar tudo isto, é preciso também aliar o lado espiritual, que é indispensável ou seja, ao mesmo tempo que você não pode fugir do seu corpo, você não poderá fugir do "vazio" que sobra, e isto só se complementa com atividades que enobreçam o nosso espírito, que é imortal. Meditação é uma das grandes aliadas à integração corpo-mente-espírito e universo, do qual viemos e um dia voltaremos. Um grande abraço e parabéns.

[Sobre "Mens sana in corpore sano"]

por Adriano Saran
15/5/2004 às
15h51

Primavera na Alemanha
Através da leitura deste breve texto, pude sentir o sabor, o aroma e todas as sensações desencadeadas pela primavera na Alemanha. Voce está certíssima quando se refere à alteração no espírito do alemão, paralelamente ao aparecimento do sol e do calor. Talvez nós brasileiros tenhamos até dificuldade em entender, mas o sol exerce um efeito neuroendócrino fantástico, propiciando essa euforia toda.

[Sobre "Tempo de aspargos"]

por Maria Cecilia
15/5/2004 às
11h05

Talentos v. tem de sobra!
Querida Dani, é sempre um prazer ler teus textos... v. realmente tem o dom da palavra... Talentos v. tem de sobra! V. descreve teu tema como uma pintura numa tela.... lembrarei de v. sempre q comer asparagos! Beijo, Marianna

[Sobre "Apresentação"]

por Marianna Auerbach
14/5/2004 às
22h02

Lento e Eficaz
Olá, Julio! Muito bom seu depoimento. Na verdade são pequenas mudanças de hábitos, lenta e gradualmente, que têm o poder de mudar hábitos nocivos adquiridos por anos. O que não pode ocorrer é uma auto-cobrança exagerada, de querer mudar tudo hoje e se sentir culpado por não atingir objetivos imediatamente ou a curto prazo, o que pode levar a um sentimento de ansiedade e de incapacidade. Como você bem disse, cada um tem seu ritmo, e hábitos podem ser mudados um a um, gradativamente e conscientemente, como uma terapia: lenta, porém eficaz e definitiva. Parabéns, seu texto serve de incentivo e inspiração para uma vida mais saudável!

[Sobre "Mens sana in corpore sano"]

por Sergio Fuentes
14/5/2004 às
13h59

Inteligência é se cuidar!
Oi Julio, tudo bom? Você leu o livro do Nuno Cobra? Eu estou lendo (estou na metade), e é exatamente este o ponto tratado no livro dele e em seu texto. Inteligência é cuidar de nosso próprio corpo, para depois poder cuidar de todo o resto com saúde. Tem uma parte do livro em que ele comenta sobre os hábitos atuais de nosso sociedade, a vida noturna está cada vez mais tarde. Pra que isso? Sexta passada uns amigos me convidaram para comer pizza às 22h30. Oras, a esse horário eu já jantei faz tempo... Pra que comer algo pesado muito tarde e ir dormir com o estômago pesado, prejudicando o sono, o próprio corpo? É lógico que excessões podem e devem existir. Mas se alimentar bem, fazer um minímo de esporte e dormir 8hrs. por dia é a coisa mais inteligente que alguém pode fazer por si mesmo. Não quero ficar fazendo propaganda (já fazendo...), mas este livro "Semente da Vitória" realmente deve ser lido. E parabéns, Julio, pelo seu novo e ótimo estilo de vida.

[Sobre "Mens sana in corpore sano"]

por Fernanda Floret
14/5/2004 às
13h47

Corpo e mente afinados
Sempre fiz exercícios físicos, pois a genética familiar tem sérias tendências obesas, dos dois lados... como nunca fui magra (imagina se eu não malhasse!!!) procurei sempre manter meu corpo saudável, que é pra ter uma mente saudável também. Não sou uma maníaca por malhação, mas o bem-estar que isso me proporcionou e proporciona ainda hoje, aos 35 anos, me faz ver que valeu a pena, apesar de gordinha, ter consciência do meu corpo. E confesso que me prefiro agora do que aos 18!

[Sobre "Mens sana in corpore sano"]

por Carol Aragón
14/5/2004 às
13h41

Julio Daio Borges
Editor

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