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Segunda-feira, 26/2/2007
Comentários
Leitores

Uma leitura diferente...
O colunista, a certa altura, trai seus próprios argumentos: "há passagens inteiras que poderiam ser transformadas em (brilhantes) colunas jornalísticas"? Waaal! É o elogio mais sinuoso que eu já li sobre Paulo Francis. Quer dizer, em linhas gerais, que, como romancista, o texto de Francis se aproxima da melhor produção jornalística? Confuso...

[Sobre "Romancis"]

por Fabio Cardoso
26/2/2007 às
07h05

Ninguém agüenta a TV Globo
Realmente a cobertura da Globo no carnaval do Rio foi das piores, sempre foi. Entrevistas e mais entrevistas chatas. Ninguém agüenta. Assisti o desfile de domingo na arquibancada e posso afirmar que a TV não mostra nada nada nada. A grandiosidade do desfile mais espetacular do mundo some na telinha da TV. Ivo Samel

[Sobre "Cobertura do carnaval"]

por Ivo Samel
25/2/2007 às
23h39

estou sempre lendo
Fiquei aborrecido agora com tantos exemplos de gente que encara a leitura como algo crucial em suas vidas. Estava satisfeito com uns 20 livros anuais, na verdade não faço a menor idéia de quantos livros leio (deve estar por volta desse número), o que sei é que estou sempre lendo. Mas é claro que gostaria de fazer mais, não me imagino lendo algo grandioso como Victor Hugo. Talvez porque a leitura nunca foi encarada com respeito em minha família, sou o único que quebra as tradições e leva no mínimo dois exemplares pra viagem de fim de ano da casa de minha avó. Eu imagino que jamais consiga ler tantos livros (com os 70 de Jorge) e talvez nem mesmo queira, acho que um livro deve ser saboreado aos poucos e com cuidado, e o mais interessante é imaginar como essa leitura pode influenciar nossas vidas, é claro que isso também tem a ver com a habilidade de cada um. Realmente gostei de como você exemplificou os diferentes hábitos de leitura, Ana. Abraços.

[Sobre "Leituras, leitores e livros — Parte II"]

por Arthur Alves
25/2/2007 às
17h05

Comitragédia de ser brasileiro
Quem se reconhece no comportamento descrito? Quem de nós tem orgulho dele? Seremos nós? Quem recusou vantagem ilegal? Um povo é feito de identidades, alimentadas em atos, omissões e vontades, somos a média destas opções; quando não disseminamos valores e eles são equilibrados e éticos, quando não oferecemos referências e elas são honestas; ficamos à mercê de qualquer valor, digo maus e bons valores, ainda que a omissão nos coloque à sorte de valor qualquer. Educar bem meninos, salva homens. Praticar valores que dissemina, oferecer informação ao desinformado, discutir com respeito a formação do outro, não manipular, não praticar deslealdades. Tudo muito difícil nesta neo-sociedade detergente, que descobriu um produto que limpa o caráter de qualquer um. Os heróis são gangstêres; quanto de mídia se oferece ao maluf (em minúsculo mesmo), é o modelo que estimulamos. Que país é este? É a soma de todos os medos; vícios dos médios e gente de terceira num país de terceira, se sentindo reis...

[Sobre "No Brasil, de braços abertos?"]

por Carlos E. F. Oliveir
25/2/2007 às
14h53

acordando um gigante
Não precisa dizer (ou precisa?): quem faz este pais somos nós; cabe aos brasileiros mudar o que está aí errado. Burrocratas são minoria, felizmente. vamos criticar, vamos mudar, vamos acordar.

[Sobre "No Brasil, de braços abertos?"]

por Camilo Martucheli
24/2/2007 às
22h01

profundo e comovente
O seu texto é profundo e comovente. Penso no meu velho pai que se foi. Realmente a vida ficou mais sem graça sem ele, perdeu um pouco a magia. Acho que as pessoas, que não se relacionam de uma forma mais ou menos afetiva com os pais, ficam um pouco perdidas e revoltadas, sem saber direito o que fazem no mundo, sei lá! Gostei muito!

[Sobre "O pai e um violinista"]

por adriana
24/2/2007 às
17h00

Algum lugar em mim
Poderia, facilmente, ser a resenha de uma vida inteira. Quanta leveza e intensidade; teus textos chegam em mim plenos, em forma e conteúdo e desvendam cenas e desejos cotidianos com uma perene humanidade. Se alguém me perguntar agora sobre o sentido das coisas ou para onde vou, não terei dúvidas; vou para a leveza, de carona, rumo à mim mesmo. Até no sobressalto das doenças de assalto, superados e celebrados sem a vitoriosa arrogância. É uma carona gostosa, um prazer antigo, adormecido de não me lembrar. Não posso deixar de mencionar a clareza e objetividade sem excessos maneiristas que, às vezes, sucumbimos por imaturidade, vaidade ou mesmo vício. Gosto de ler assim, teu pulso e tua intenção; gosto dos teus verbos, do uso dos adjetivos, que não maltrata o leitor e oferece uma dinâmica, um curso simples, onde todos acabam encontrando suas próprias referências. O ano bom é inventário de uma vida boa, construída na relação com este mundo de saberes e entregas. Toma o sol e vai por aí...

[Sobre "Resenha particular sobre um ano bom"]

por Carlos E. F. Oliveir
24/2/2007 às
07h22

No tempo suspenso das cartas
Sou orfão dos carteiros, que levavam as saudades vencidas em troca de mordidas de cachorro; que eram cúmplices nas cartas de amor confesso e foram se transformando em funcionários de cobranças de um tempo miserável. Noutros tempos, conduziam saudades e confissões, agora trazem urgência telegráfica; a avareza das cobranças em boletos. Quero de novo a ânsia de seus passos, a expectativa em envelopes vermelhos, que era a cor que ela usava e nos revelava em todo meu desespero. Quero de volta o ritual das cartas, que estancava o tempo em caixas de papelão, onde depositava minhas frágeis paixões e suspendia minha memória para ,algum tempo depois, novamente me emocionar. Neste tempo e-mail, o amor chega com a urgência seca das cobranças, inventariado, sem histórico e envolvido na posse do egoísmo sem memória. Perdido o romantismo, a musa onírica é somente egoísta e passional, deseja somente minha posse. Quando antigamente ela por carta teria, confesso, toda minha fé, meu ardor e meu desespero...

[Sobre "A brasileira"]

por Carlos E. F. Oliveir
24/2/2007 às
06h35

Puxão de orelha nos escritores
Maravilha de puxão de orelha!!! Estou contigo. PARABÉNS!

[Sobre "A culpa é dos escritores, também"]

por Danton Medrado
24/2/2007 à
01h54

O nome do pai
Ainda outro dia pensava na nossa obsessão coletiva por equilíbrio, como se tudo estivesse ponderado, projetado e definido. Pensei no céu, no inferno e tentei imaginar um meio termo e perguntei: Onde estamos? Imaginei em seguida o Demônio de Laplace e tudo que ele sabia; pensei na idéia sugestiva do destino inexorável. Como a sua talentosíssima narrativa brilha e brinca com o nosso temor ancestral que tudo faça sentido e que para cada ato falho ou omissão haja um juízo; o quanto esta culpa se dissemina em nós. O destino é o futuro, desconhecido e imponderável onde restará um juízo e um juiz inflexível, para justificar a fúria dos seus atos e o rigor das suas sentenças. Buscamos nos eventos mais desconexos a presença da razão divina ou a dimensão científica do acaso, via Teoria do Caos. Ciência, bela esfinge mais um dogma a nos subjugar e justificar. Nesta cosmogonia projetamos nosso ideal de salvação, das nossas culpas e cultivamos a nossa perdição. Tememos as leoas e as hienas também!

[Sobre "Mamãe Natureza"]

por Carlos E. F. Oliveir
24/2/2007 à
01h05

Julio Daio Borges
Editor

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