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Quarta-feira, 6/1/2010
Internet em 2009

Julio Daio Borges




Digestivo nº 448 >>> O grande acontecimento na internet, em 2009, foi a ascensão do Twitter e da chamada Web "em tempo real" (com a adesão, inclusive, do Google). O Facebook tentou imitá-lo, o Google (de novo) tentou comprá-lo e o FriendFeed terminou muito parecido com ele (infelizmente), mas o Twitter, de Evan "Blogger" Williams, Biz Stone e Jack Dorsey, acabou virando mainstream (até no Brasil). Houve gente que anunciou desistir de seus feeds em prol da nova ferramenta... Cris Dias, um dos pais fundadores da blogosfera brasileira, chegou a proclamar que o Twitter (ou os microblogs) era(m) mais importante(s) que os mesmos blogs... Os blogueiros brasileiros, aliás, tiverem a sua própria Flip, com a segunda edição da Campus Party. E a blogosfera BR polemizou, em 2009, quando o assunto foi Petrobras — uma vez que a empresa protagonizou uma cena do que atualmente se chama de "desintermediação"... O livro mais importante de 2009 — apesar de estar longe de ser unânime — foi o Free, de Chris Anderson (Campus). Nele, o autor do clássico Long Tail leva a prática do Google de oferecer serviços de graça ao limite, incitando outras empresas a fazerem o mesmo e concluindo que "se for 'digitalizável', será grátis". Embora o Google continue imbatível nas buscas, acabou ultrapassado, em 2009, pela Apple, de Steve Jobs (em valor de mercado). Jobs, aliás, foi eleito o CEO da década pela Forbes, ao refundar a própria empresa, da qual havia se afastado, e promover a inovação, como ninguém, graças a produtos como o iPod e o iPhone e a serviços como o iTunes e a Apple Store. Embora tenha declarado, há anos, que o Kindle não seria uma boa ideia, porque "ninguém mais lê", especula-se que Jobs prepare, para 2010, sua versão de leitor eletrônico... O e-commerce se consolidou, como nunca, no Brasil, o Buscapé foi vendido por mais de US$ 300 milhões e Pão de Açúcar mais Casas Bahia ameaçaram ultrapassar Submarino mais Lojas Americanas. Para completar, o MySpace abandonou o barco, as mídias sociais (e seus "especialistas") cansaram um pouco e a informação continuou importante, apesar de suas inúmeras transformações...
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