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Segunda-feira, 27/7/2015
O Chileno
Julio Daio Borges

Conheci o Chileno no Colegial. Lembro quando a gente era do "Primeiro E", ele era da sala ao lado ("Primeiro D", acho). Nos intervalos, o Alemão tirava sarro do Chileno. Dizia que ele parecia um ator... (de filmes proibidos para menores...)

Penso que naquela época do "Chaves" ― quando meu amigo mexicano era zoado ―, voltamos todos num mesmo ônibus e o Chileno vinha consolando o Hugo: "Não liga, não, cara. Lá fora, o Brasil só é conhecido por corrupção, prostituição, essas coisas".

Também lembro do Chileno nas nossas conversas sobre computadores. O Altafini ― que sabia das máquinas de todo mundo ― me contava que não-sei-quem tinha um Amiga, acho que o Bonilha, e que o Chileno tinha uma configuração parecida, em sociedade com alguma outra pessoa, talvez com o Bigode.

Não lembro muito do Chileno no Terceiro Colegial. (Eu fazia Cursinho junto.) Voltei a ouvir falar dele quando já estava na faculdade. Reencontrei o "Alta" e ele me contou, bastante impressionado: "O Chileno ficou rico, tá andando de Mitsubishi!".

Eu usei o Videotexto, ainda no Colegial, mas não acompanhei a era das BBSs. Depois do Apple II, me desconectei do mundo da informática e passei a me interessar por música. Só fui me "reconectar", a um PC, na época da faculdade (no Terceiro Ano)...

No Quarto ou Quinto Ano, voltei a ouvir falar do Chileno, através do Brisac. A STI já era um sucesso e o "Brisa" se penitenciava por não ter participado da sociedade, quando teve a chance: "Eu tinha entrado na Poli, precisava estudar...".

Quando eu estava no Banco, já na época do Real, acho que nos anos 2000, fomos almoçar no Shopping Paulista, eu e meus colegas de ABN Real ― e eu reencontrei o Bigode, um "século" depois. A STI já havia sido vendida e ele estava num novo negócio ― com o Chileno ―, um portal chamado hPG...

O Bigode tentava me explicar, falando muito rápido, e frisava que estavam crescendo bastante, e ele terminava quase sem fôlego. Eu já publicava na internet ― não havia o Digestivo ainda ― e eu perguntava como eles conseguiam crescer tão rápido... "Tudo na base do boca a boca", ele sentenciava. Lembro que não acreditei muito, porque já havia recebido "propaganda" do hPG...

O fato é que, nos primórdios do Digestivo, quando eu fazia cursos de HTML e ASP, eu acompanhava a evolução do hPG nas revistas especializadas. (Havia revistas de internet, para quem não sabe.) E o hPG estava sempre nos primeiros lugares.

Eu era um mero mortal, construindo um site que eu não sabia se ia dar certo, com mais dez malucos. E o Chileno já estava no olimpo da internet.br, dando as cartas...

Lembro da venda do hPG, para o iG; lembro da Web Force, o grupo que eles montaram, para lançar novos projetos. Mas nunca mais ouvi falar do Chileno...

Até recentemente, quando o Leo ― meu colega de Poli, meu amigo de Gemp, nosso grupo de empreendedores, que também estudou no Pueri ― me revelou que conhecia o Chileno dos primórdios, e que havia retomado contato com ele, por causa da sua agência: a inkuba.

Hoje recebi o vídeo do Man in the Arena, o videocast do Leo e do Miguel ― também meu amigo de Gemp ―, e lá estava o Chileno, o Rodrigo Martinez, sendo entrevistado por eles!

Eu nunca paro para assistir os episódios ― eu geralmente ouço os áudios ― mas, desta vez, eu parei. E fiquei emocionado, ao ver o Chileno, o Rodrigo Martinez​, contando suas histórias desde antes do STI, até depois do hPG. Também sobre sua ida para Cingapura e sobre seus projetos recentes.

Me arrependi de não ter ido jantar com ele, quando gravaram o programa. O Leo me convidou, mas eu não pude. Acabei me arrependendo hoje ― ao ver a conversa boa que eles tiveram, na Livraria Cultura.

Eu tive a sorte de conhecer essas pessoas, que fizeram tanto pela internet brasileira, como o Rodrigo Martinez, e que continuam fazendo, como o Leo Kuba o Miguel Cavalcanti ;-)



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Julio Daio Borges
27/7/2015 às 22h16

 

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