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Terça-feira, 26/5/2015
Sobre o tempo e Faith No More
Luís Fernando Amâncio

+ de 2400 Acessos

Por Luís Fernando Amâncio



Pra quem gosta de certezas, segue uma bem cruel: ninguém está ficando mais novo neste nosso sucessivo acordar/ comer/ sair de casa/ fazer uma porção de coisas/ voltar pra casa/ deitar de novo que a gente chama de vida. Não importa o quanto a ciência avance, ainda não conseguiram enganar o fluxo dos ponteiros no relógio.

Mas não é só de criar rugas e criar gosto por dominó que o envelhecimento é feito. Mais importante do que isso, a gente acumula experiências e vai se transformando. O que geralmente é bom - não foi para o Michael Jackson. E uma boa medida das mudanças pelas quais passamos são as músicas que vão se alternando em nossos playlists. Assim como o homem engatinha na infância, caminha na vida adulta e usa bengalas na velhice, há aqueles que escutaram Xuxa quando crianças, Guns'n Roses na adolescência e agora vão embalando seus filhos ao som de Gal Costa.

Bom, eu nunca fui desses. Minha trilha sonora até que muda, mas lentamente, sem alterações bruscas. Assim, é contemplando a discografia de algumas bandas que posso observar meu processo de envelhecimento. É o caso do Faith No More, banda californiana que se formou em 1981 e teve alguma popularidade no Brasil na década seguinte, impulsionada pela criação da MTV nacional. Enquanto o grupo lançava o "épico" The Real Thing, em 1989, disco recheado de sucessos, eu estava mais preocupado com o embate entre He-Man e Esqueleto no planeta Eternia.

Avançando alguns anos, posso dizer que a primeira canção de uma banda de rock que ouvi - e gostei - foi a versão que o Faith No More fez de "Easy", dos Commodores, que encerra seu álbum seguinte, Angel Dust (1992). Tudo bem, só conheci a música porque estava na trilha sonora da novela "Mulheres de Areia" - minha casa só tinha uma Telefunken, fazer o quê?

Apesar de gostar da "Easy", não foi aos 06 anos que eu virei roqueiro. Demorou um pouco mais e nem sei ao certo quando isso ocorreu. O que eu lembro é que, uma década depois do lançamento do Angel Dust, quando o Faith No More já era uma banda oficialmente separada, eu economizava no dinheiro do lanche na escola para juntar uns trocados. Guris sem mesadas precisam recorrer a essas artimanhas. Foi com essa economia que pude comprar King for a Day... Fool for a Lifetime (1995), cd de uma fase já decadente para o grupo, ao menos para o grande público. Porém, o álbum soa poderoso para ouvidos mais apurados, puxado pelo single "Digging the Grave". Valeu a pena fazer caixa 02 com a minha verba do lanche.


O tempo passou e a internet revolucionou o acesso a músicas e às informações sobre as bandas. Eu podia ler que o Mike Patton (vocalista) seguia uma carreira bastante extravagante, refutando aproximações com sua ex-banda. Os outros membros também seguiam suas vidas profissionais, como Mike Bordin (baterista), que tocou por anos com Ozzy Osbourne.

Mas a Terra gira. E, não sem muita surpresa, testemunhei a reunião do grupo, em 2009, comparecendo a um show em Belo Horizonte. Vi os caras novamente em 2011, em Paulínia, no festival SWU. E agora, em 2015, presencio o lançamento do novo álbum da banda, Sol Invictus, depois de um hiato de 18 ANOS - o último havia sido Album of the Year (1997), antes da separação. 18 anos, amigos, não são 18 dias.

Enfim, o tempo passou para mim e passou também para o Faith No More. Para os caras, as últimas décadas foram o suficiente para lançarem cds antológicos, acabar com a banda, voltar com a banda e ainda retomar a discografia neste ano com um álbum bastante digno - vale mais a pena escutá-lo do que ler esta crônica, aposto que já perceberam.

E eu, bom, espero que meu envelhecimento esteja mais produtivo do que simplesmente acumular cabelos brancos - porque nisso eu sou até bom. Provavelmente não farei nada tão grandioso como a abertura do The Real Thing, com a música "From Out of Nowhere".Não faz mal. Eu me contento em ser parte da audiência.



Postado por Luís Fernando Amâncio
Em 26/5/2015 às 16h24


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