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Domingo, 12/8/2018
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Não sei se você já deitou em estrelas.





Não sei se você já deitou em estrelas. De perto, bem de perto estão coladas numa pele quente que sob a luz de uma luminária no canto são quase escuras. Seus brilhos não podem ser mesmo coisa natural. É um sol todo repartido que uma criança desenhou e tentou te fazer ver. Se você juntar tudo e tentar inventar algo real, ou sequer ousar outro desenho, o tempo te passará em segundos. Por exemplo, quando são dez e meia da manhã, do nada são cinco da tarde.

Não adianta tocar esse fundo de céu na tentativa idiota de movê-las para si. Elas podem na verdade estar na porta da farmácia. Tudo na porta da farmácia é passado. Inclusive estrelas que nem sua eram.

Para achar que você as tem – hoje em dia tudo que se afirma já é seu – faça o seguinte:

1- Junte um coração ainda descompassado pelos desencontros.

2- Uma pitada de desentendimento - hoje em dia é fácil não entender o que acontece.

3- Uma oração - uma novena para ser mais exato.

4- Peça sem que seu pedido seja tão claro (já que você tem que ser desentendido).

5- Tome uma xícara de café em algum lugar (não vale na sua casa).

6- Desista de esperar sempre.

7- Diga: “senta aqui”.

O restante do processo é um tanto cego. Arriscado. Mas quem quer estrelas nem pouco mais se importa com perigo. Perigoso é enterrar submetralhadoras. Todo resto é apenas duvidoso de dar certo. Que é perigo: você cavar onde esqueceu e encontrar seus armamentos dentro de você. Em vez de explosão, nota-se tão obsoleto e sujo de areia que você nem é mais um brinquedo de criança. É apenas algo que foi sumariamente morte.

Procure estrelas. Apenas procure. O mapa está nos olhos fechados dos outros...

Imagem: Google

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Postado por Blog de Aden Leonardo Camargos
12/8/2018 às 13h24

 
UM OLHAR SOBRE A FILOSOFIA (PARTE I)

De onde viemos e para onde vamos? — eis a pergunta multimilenária que já virou lugar-comum. Mas que jeito mais pífio de começar um texto, dirão uns, enquanto outros, no mesmo tom, hão de pensar: que falta de imaginação...

Doce e ledo engano. Nada há de tão complexo como tentar reciclar o chumbo em ouro, como pretenderam os alquimistas, e deram com os burros n’água, como seria de se esperar. É óbvio que aqui não queremos inventar nada; apenas recordar numa linguagem supostamente palatável o que já foi dito e repetido tantas e quantas vezes.

Mas do que se trata, afinal?

Simples: vamos falar de Filosofia. Ah, então talvez aí esteja a chave capaz de desvendar a famigerada pergunta que geração após geração persiste sem resposta, a despeito do assustador progresso da ciência e da tecnologia.

Lamento decepcioná-lo, meu hipotético leitor, mas não é bem assim. Então, pra que serve essa tal de Filosofia: discutir em mesa de botequim? Talvez sim. Pelo menos é o que narra Marc Sautet em seu belíssimo livro Um café para Sócrates, quando o filósofo francês se reuniu, em 1992, no Café de Phares, na praça da Bastilha, com alguns conhecidos para abordarem os acontecimentos presentes, passados, futuros, Filosofia e sabe-se lá mais o que, vindo a dar origem ao “Consultório de Filosofia”, que nada tem a ver diretamente com o Café de Flore, onde, muito antes, Sartre se encontrava com seus pares.

Tal questionamento basilar compele o ser humano a interrogar-se sobre a vida. A vida que nos surpreende quando menos esperamos, é assim mesmo: um eterno paradoxo. Ela, meu hipotético leitor, é hegeliana por excelência — um constante devir, imposto pela natureza para a perpetuação das espécies. A isto chamamos lei nomológica, (müssen, no idioma germânico) ou lei do ter que ser.

Vejam vocês, tão surpreendente é a vida que aqui e agora estou a dar palpites onde não fui chamado a meter o bedelho. É muita irresponsabilidade, convenhamos. Mas está escrito e não tem remédio. Devo prosseguir e ponto. Já estou pronto como a rês a caminho do abate.

Para mim, então, a Filosofia ou mais especificamente o pensamento filosófico é o modo pelo qual podemos entender o mundo e nele nos situar, almejando obter o melhor conhecimento de nós próprios para compreendermos as pessoas e também tudo que nos envolve. Não é para granjear seguidores que a Filosofia se presta, até porque não vai além de uma maneira pessoal, diríamos até personalíssima, de conviver com o mundo cuja face é moldada pelo transcurso do tempo. Ora, isso depende, em última análise, do grau de percepção de cada um. Ocorre em outra linha: a do sentimento, o sentimento do mundo, no dizer de Drummond ou o sentimento do tempo, segundo Ungaretti. Passa-se no território da sensibilidade onde o instinto e a racionalidade se completam para a persecução da verdade.

Trata-se de um problema de ponto de vista: uns veem o mundo em superficialidade, outros em profundidade. Os que enxergam o mundo pela superfície passam ao largo do que se oculta sob as aparências dos outros e do próprio mundo. São os pragmáticos: existem, mas não vivem em plenitude, são incapazes de contemplar um pôr-do-sol, perdem os espetáculos mais valiosos que a vida nos oferece de graça. E principalmente não percebem o que se oculta dentro de si, o estranho que nos coabita, o alter ego, o outro eu, que muitos conceituam como alteridade ou como outridade. É exatamente do ser humano e do mundo onde vivemos que cuida a Filosofia.

O fato de serem pragmáticos, porém, não ilide a capacidade de apreciar a natureza, se se dessem tempo para fazê-lo. Mas têm objetivos mais urgentes a atender e sua atenção se volta para eles.

Por outro lado, não há que confundi-los com os filósofos e doutos do Pragmatismo, corrente de pensamento assim denominada por William James.

Esse não foi o caso dos gregos da Antiguidade, que dispunham de tempo para refletir, quando surgiram os primeiros pensadores chamados físicos, porque physis era o nome dado à natureza. Foram eles os primeiros filósofos que começaram a investigar o mundo à sua volta. Eram os pré-socráticos, como Pitágoras, Heráclito de Éfeso, Parmênides e Tales de Mileto, tido como um dos mais proeminentes filósofos do seu tempo. Com efeito, foi ele quem especulou sobre a origem da natureza e se perguntou como era possível considerar todas as coisas como uma realidade única que se apresentava através de várias formas. Essa indagação foi o salto inaugural, o patamar evolucionário que impulsionou a Filosofia até os dias atuais: a ideia de unidade que nada mais é do que o conceito de essência, pedra de toque do existencialismo, que representa o patamar evolucionário a que se chegou no século XIX com o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, falecido por volta de 1855, com 42 anos.

A mitologia e a poesia da Magna Grécia constituíram as fontes primárias da imaginação, tão rica em achados. A figura mítica do centauro, metade cavalo, metade humano, nada mais significa senão o que fomos e ainda somos, seres congenitamente divididos entre instinto e razão. Complemento-a, por assim dizer, a poesia — notadamente a Ilíada e a Odisseia — de Homero, o cego que enxergava com a imaginação, abeberou-se naquela fonte cristalina, tão recheada de metáforas.

Com o surgimento da Filosofia liberta das amarras da imaginação, o pensamento voltou-se para o raciocínio lógico, para o exercício da razão.

Estava pronto o cenário histórico da época áurea da Filosofia, iniciada por Sócrates.

Sócrates, segundo a quase unanimidade dos especialistas, foi quem propiciou o desenvolvimento da Filosofia ao voltar seu olhar percuciente para o microcosmo, ou seja, o ser humano, já que os filósofos que o antecederam haviam explorado o universo, isto é, o macrocosmo. Desse modo atingiu-se a completude da Filosofia, abarcando a natureza em sua integralidade. Seu aforismo era: ”conhece-te a ti mesmo”, que até hoje subsiste entre nós e foi grafado no pórtico do templo de Apolo, onde se localizava o Oráculo de Delfos, cuja sacerdotisa o proclamou como o homem mais sábio já conhecido, ao que Sócrates murmurou com humildade: ”Só sei que nada sei”.

Para Sócrates só é sábio quem admite a própria ignorância, o que veio a ecoar, muitos séculos depois, por ninguém menos que Isaac Newton, formulador da lei da gravitação universal, bem como das leis do movimento. Eis o que disse o grande físico e matemático: o que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.

Sócrates utilizava a dialética de modo construtivo, em tom de diálogo — isso consubstanciava a maiêutica socrática, ou seja, o parto das ideias. Consistia a maiêutica em uma sucessão de indagações que o filósofo fazia a seus discípulos, inclusive Platão, até chegar ao cerne das questões, isto é, até que se chegasse à verdade relativa de cada resposta. O grande pensador ensinava como alcançar, por meio da lógica, o significante que se oculta por trás do sentido das palavras, que, para ele não passavam de um meio de busca da verdade, ao contrário de Zenão e dos sofistas que valorizavam as palavras como um fim em si mesmas.

A morte de Sócrates, aos 70 anos (399 a.C.), condenado a beber cicuta, ocorreu por força da acusação de corromper a juventude ateniense com suas críticas a respeito dos privilégios da aristocracia grega em detrimento da plebe. Além do mais, renegava os deuses do Olimpo, pois acreditava num Ser Supremo desconhecido, talvez uma Inteligência Ordenadora do Universo. Sócrates era monoteísta, opondo-se ao politeísmo vigente na Grécia da Antiguidade.

Ressalta Will Durant, em sua História da filosofia, que Platão nos Diálogos (Críton e Fédon), produziu uma das páginas mais belas e comoventes da literatura universal, ao fazer a Apologia de Sócrates.

Platão, por seu turno, tornou-se mestre de Aristóteles, terceiro pilar do arcabouço que originou a Filosofia atual.

Em seu Corpus Aristotelicum, criou a Metafísica, que vem a ser algo “Depois da Física”, privilegiando o pensamento abstrato. O Estagirita, como também era conhecido, foi mestre de Alexandre, o Grande, que ampliou seu poder conquistando várias nações. Sempre foi grato a Aristóteles, ordenando que enviassem a Atenas animais e vegetais das terras distantes que agregava ao seu império, vale dizer, todo o mundo conhecido: a Grécia então unificada fazia parte da Macedônia.

Nenhum dos discípulos aristotélicos destacou-se como seu sucessor. Abriu-se então um hiato na Filosofia Ocidental até que surgissem novos filósofos que pudessem preencher o vazio deixado com sua morte.

Ayrton Pereira da Silva



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Postado por Impressões Digitais
4/8/2018 às 17h52

 
Globo News: entrevista candidatos

Assisti as entrevistas dos candidatos à Presidência da República, através da Globo News, promotora do evento, de segunda a sexta-feira e hoje sábado o dia inteiro. Os candidatos na sequência: Álvaro Dias, Marina Silva, Siro Gomes, Alkmin e Bolsonaro.

A equipe de comentaristas da Globo, pode se dizer a nata do jornalismo, para a ocasião.

Fiquei estarrecido, impactado com a falta de afinidade e conhecimento de alguns candidatos, completamente desinformados, com respostas do tipo: “isso é no posto Ipiranga”.

São eles postulante ao mais alto cargo executivo do Brasil. Foi decepcionante ver o desconhecimento, por esses postulantes, sobre a economia nacional, a vida social brasileira, a saúde, a educação e a segurança pública.

São pessoas que não espelham a confiança e o desejo de libertar o Brasil das mão desse poder corrupto que ai está. Muito pouco os que discorreram a contento, as perguntas dos entrevistadores, mediados pela Jornalista Miriam Leitão.

Meu desejo é que o povo tenha assistido ao evento, para os eleitores tirarem sua própria conclusão, e votar no menos pior. E esse ao ser eleito faça a transição menos traumática, para um futuro chefe da nação, bem mais preparado, ético e de brilho próprio.

Desses que se apresentaram, apenas um, segundo as minhas convicções, num certame com valores de zero a dez, eu daria uma media cinco. Bom dia a todos e que Deus nos ilumine.

Rio, 04/08/2018
Feitosa dos Santos

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
4/8/2018 às 13h43

 
Corpo e alma

A alma que arrastando o corpo,
Cansado corpo, que conduz a alma,
No alfarrábio do tempo, ponto final,
Se deixa no pó marcas da palma,
No coração do outro, dor e saudade,
A mente de outros, a paz acalma,
Num raso fosso, os despojos, o corpo,
Desatam-se os nós e liberta a alma.

Rio, 25/01/2012

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
4/8/2018 às 11h35

 
Cada poesia a seu tempo

Viva a vida ao seu tempo,
Cada tempo tem a sua poesia,
Não antecipe, e não atrase,
O ritmo, sempre nos dá alegria,
Viver aquilo que não se sente,
No fundo, só traz melancolia.

Ser tão somente o que se é,
Sem astúcia, e sem desdém,
Vale o tempo que a vida leva,
Seja esse, do tamanho que for,
Diga: a vida assim será mais justa,
Sou o que ainda não descobri ser
Menos devaneio e mais amor.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
3/8/2018 às 11h19

 
De Repente 30! Qual o Tabu Atual de Ter Essa Idade


Muita gente ainda se preocupa com o fato de ter ou estar perto dos 30 anos. Assim, como há o preconceito em alcançar essa idade completamente jovem, livre, leve e solto. Mas por que isso ainda é tabu numa sociedade onde diariamente os fatos provam que a vivencia não tem idade, só basta estar vivo e disposto.

Antigamente, ter 30 anos significava estabilidade num casamento, casa, filhos e contas pra pagar. Caso esses quesitos não estivessem ticados na lista da sua vida, algo estava errado. Os homens seriam fracassados, as mulheres teriam ficado “pra titia”, mas vamos combinar que acontecia numa sociedade que não tinha, ou não via muito mais pra oferecer a uma pessoa.

Agora os novos 30 são só o começo! Tenha em mente que numa jornada que pode chegar aos 100 anos, ter 30 significa planejar ou explorar os próximos 70. E pensar que no tempo das cavernas, a expectativa de vida do ser humano era de 35 anos! Uma pessoa de 30 poderia se considerar nessa altura a avó da “Família Dinossauro”, prestes a ser jogada do abismo.

O tempo e os avanços foram tratando de dar mais anos e melhores condições ao homem, que desde a era medieval até hoje cerca a sociedade com suas convenções. As chamadas gerações fazem parte dela, e pelo século XX vem fazendo importantes transformações pra que cheguemos aos 30 como meros mortais com uma vida inteira pela frente. Que podem se classificar como:

Geração Perdida - 1883 / 1900 - Jovens que morreram na 1ª Guerra Mundial. Geração Grandiosa - Cresceram durante a Grande Depressão e lutaram na 2ª Guerra Mundial. Geração Silenciosa - 1925 / 1942 - Passaram pelas maiores transformações históricas mundiais. Baby Boomers - 1946 / 1964 - São os filhos dos sobreviventes das guerras e revoluções. Geração X - 1960 / 1980 - Jovens que começaram a abraçar a modernidade. Geração Y ou Millennials - 1980 / 1990 - Jovens que descobriram a internet e os avanços tecnológicos com toda a sua grandeza. Geração Z ou Centennials - 1990 / 2010 - Jovens que além de experimentar, nasceram e produzem seus próprios conceitos e avanços da tecnologia.

Assim, depois de toda essa caminhada, chegar até aqui é sinônimo de orgulho. Afinal, quantos jovens ficaram pela trilha e se tornaram lembrança, antes mesmo de serem maduros o bastante pra desejar algo de concreto. Ter 30 atualmente, é experimentar as expectativas com uma bagagem que os 20, por questões óbvias não permitia.

Desse modo, você pode ser um jovem adulto que já se casou ou que não teve tantos relacionamentos porque decidiu se dedicar aos estudos ou ao trabalho. Pode ser alguém com filhos grandinhos que decidiu virar empreendedor ou teve o primeiro filho. Quem sabe ainda, um mochileiro que encontrou amor e morada e dessa vez a estadia será mais longa... Não importa! Tudo isso está certo, porque é você vivendo e se descobrindo diariamente e pra sempre até... Quem pode definir?

Mesmo com essa consciência, tem dia que bate aquela insegurança, pensando naqueles da mesma idade que aparentemente já conseguiram tudo enquanto você parece estar numa dança das cadeiras rumo aos 100. Mas é isso aí! Família, casamento, diversão, dinheiro, profissão e ociosidade, tudo de presente num contento louco e duvidoso que não adianta comparar nem medir pela idade, porque a verdade é que a idade certa não existe. Pra qualquer decisão que precise ser tomada, basta que você e só você esteja pronto.



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Postado por Blog de Camila Oliveira Santos
1/8/2018 às 19h37

 
Uma jornada Musical

Eu tinha 16 anos quando tive minha primeira experiência com musical em uma sala de cinema. Naquela época, dez anos atrás, o gênero já havia deixado de ser moda há tempos, enquanto eu estava na onda dos filmes de ação que saiam aos montes. Porém, não poderia negar um filme com Johnny Depp, fosse ele qual fosse. Sweeney Todd (2008) não foi o primeiro musical que assisti, mas o mais marcante (por ter sido o primeiro no cinema) e, por isso, nunca me atrevi a assisti-lo novamente.

Em 1927 o cinema recebeu uma surpresa, em busca de inovação a Warner Brothers lançou The Jazz Singer (O Cantor de Jazz, dirigido por Alan Crosland). Embora as canções não parecessem muito com o jazz como conhecemos, o filme foi um marco por trazer, pela primeira vez, um disco de acetato onde as falas e a música eram sincronizadas. Até então o cinema mudo contava com trilhas sonoras emprestadas de Tchaikovsky, Wagner, Chopin e muitos outros compositores clássicos, mas essa nova empreitada pedia mais, então os grandes estúdios começaram a contratar compositores ainda vivos, que podiam criar canções originais para seus filmes.

Outro musical que me lembro, embora vagamente, é O Mágico de Oz, versão de 1939, não recordo qual o motivo, mas o exibiram na escola onde eu estudava o primário. Partindo para os filmes que marcaram época e, vez ou outra, os encontramos em algum artigo quando o assunto é cinema, ou até mesmo história, todos devem se lembrar de Cantando na Chuva (1952) onde os diretores Stanley Donen e Gene Kelly apresentam não só um musical, mas também um sapateado que se tornou uma referência ao filme – uma das danças do filme foi usada em O Lado Bom da Vida (2012, dirigido por David O. Russell) e ficou formidável.

Depois disso tivesse diversas produção, tendo seu auge entre os anos 1950 e 1980, e muitos viraram grandes espetáculos, o vieram deles, como A Noviça Rebelde (1965, dirigido por Robert Wise) que ganhou a crítica e o público nas telas e na Broadway. Hoje vemos que assim como o cinema em si, o musical foi tomando novos rumos, por vezes parece que hoje não temos mais nenhum filme que se encaixe no gênero, mas se olharmos com atenção vemos que eles apenas se modernizaram e trouxeram a moda para si. Vemos esse novo musical em filmes como Apenas Uma Vez (2006), Mesmo Se Nada Der Certo (2013), a franquia Ela Dança, Eu Danço e Música, Amigos e Festa (2015).

Musicais é um assunto que tem muita lenha para queimar, se formos mencionar cada ator que merece (e os que não merecem, também) destaque, teríamos um texto para ser lido por horas a fio. Como meu tempo não permite e também, por ter vivido em épocas totalmente distantes, não poderia trazer nada que muitos dos leitores já não saibam. Mas fica aqui o início, lembrando que essa semana chega aos cinemas mais um musical oriundo dos palcos da Broadway, Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, que dá sequência ao filme lançado em 2008, onde vimos uma imponente e divertida Meryl Streep.

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Postado por A Lanterna Mágica
30/7/2018 às 08h32

 
PRESSÁGIOS. E CHAVES V

Antes da voz do adivinho, estiraram-se
no porto as horas da espera. Acostumado
ao salto do instante, o rosto do pai anteviu
a partida. E, dias de penitência, a encurralar
pérolas e conchas. Preparando a viagem,
meu útero de couro guardava roupas.
Almejando a cor dos trópicos,
meu ventre guardava a véspera.

Carregando os navios, o habitante do cais.

Na terra natal, ficaram as dores do degredo.
Dentro da mala, as dores do parto.


(Do livro Travessias)

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Postado por Blog da Mirian
28/7/2018 às 11h24

 
A passos de peregrinos lll - Epílogo

A nossa saga continua. Aos 11 dias do mês de junio, segunda feira, tomamos o café cedinho e de malas em punho tomamos o ônibus, com objetivo final Jerusalém. Faríamos porém, diversas paradas para visitas, como veremos a seguir.

Seguimos pele vale do Jordão, de um lado e do outro, paisagens montanhosas e desérticas, quão incrível é a natureza e o empenho do homem, bananeiral, oliveiras, tamarineiras e damasqueiros em abundância, um misto de beleza humana e divina.

Nossa primeira parada foi em Jericó, uma das cidades mais antiga da terra. “Jericó é uma antiga cidade da Palestina, situada às margens do rio Jordão, encrustada na parte inferior da costa que conduz à serra de Judá, a uns 8 quilômetros da costa setentrional da parte árida do Mar Morto e aproximadamente a 27 km de Jerusalém”.

Nas proximidades da Cidade de Jericó, encontra-se o Monte das Tentações, uma montanha em cuja metade, ergueram um mosteiro ortodoxo, que tão somente o destemido homem, com a ajuda divina é capaz de tal façanha. Para se chegar ao mosteiro, precisa tomar um teleférico, para alcançar esse objetivo. E lá fomos nós, uns apreensivos, outros eufóricos e outros nem tanto. Chegamos lá, simplesmente um visual deslumbrante e mais uma etapa cumprida.

De volta, entramos na cidade Jericó. Aqui numa loja de cosméticos do mar morto, as mulheres principalmente e alguns homens, inclusive eu, fizeram a festa comprando produtos como: cremes para o corpo, para a noite e o dia, para os pés e mãos, sabonetes, uma diversidade infinda. Compramos mel de tâmaras e tâmaras secas, as melhores do mundo. Uma comprinha também faz bem e eleva o moral da turma peregrina, porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

Ao saímos da cidade paramos na oliveira, (sicômoro de Zaqueu). Conta a bíblia que esse homem era muito baixinho e subiu nessa arvore para conseguir ver Jesus passar. Disse-lhe Jesus: Zaqueu desce dessa arvore, hoje repousarei em tua casa.

Seguindo viagem chegamos a Qumram, onde há vários manuscritos bíblicos, encontrados em sítios arqueológicos, nos arredores do mar morto.

Khirbet Qumram, “Ruína da Mancha Cinzenta”, sítio arqueológico situado na Cisjordânia, a cerca de 1 quilometro e meio a noroeste do Mar Morto, distando 12 quilômetros de Jericó e a leste, 22 quilômetros para Jerusalém. Aqui comtemplamos os achados, pinturas e os manuscritos de tempos idos.

No comercio local, compramos água, tomamos café e espreitamos a paisagem avermelhada e cinzenta da terra desnuda do deserto que nos rodeava. Daqui partimos para o mar morto.

O mar morto, realmente não há como ter vida numa água daquela, aliás não é agua, mas um caldo consistente de sal, pode-se ler um jornal deitado em sua superfície sem afundar.

Alguns peregrinos caíram naquele caldo, outros molharam os pés, eu molhei as pontas dos dedos e sai correndo para lavar em água doce.

Muito interessante ver a imensidão de água tão salgada. Acredito que em algumas dezenas de anos, tudo aquilo não passará de uma imensa salina. O sol é muito quente e quase não há vento na região, por isso, persiste ainda o nome água.

O sol já pendia baixo para o poente, quando saímos do mar morto, não sem antes fazer a contagem dos peregrinos, pela Marcia e Mei, as guardiãs da família. Ninguém faltando, seguimos firmes na direção de Jerusalém.

Subimos cortando o deserto da Judéia, para finalmente entrarmos triunfantes na cidade das cidades. Jerusalém a nova morada da nossa peregrinação, o Hotel Ramada.

Após o jantar veio via WatsApp, o horário do dia 12, a seguinte mensagem: “Família se alguém não estiver na recepção as 05h:30min vou considerar que não vai participar da Via Sacra”. Adivinhe a que horas acordamos.

Era doze de junho de dois mil e dezoito. Na velha Jerusalém, entre muros, há um grande mercado árabe-Judeu, é nas ruas internas desse mercado onde ficam as estações da via dolorosa, era ali, o monte do Gólgota.

Sua primeira estação é sob o portão de entrada na cidade velha, portão de Santo Estevão, onde começamos. Depois na (piscina probática, igreja de Sant’Ana fechadas), Fortaleza Antônia, (A Fortaleza Antônia era uma praça-forte construída por Herodes, o Grande, em Jerusalém, na extremidade oriental da muralha da cidade. Ligada ao Templo por uma galeria, e cujo nome homenageava o triunvirato romano).

Seguindo as Estações até o Calvário e o Santo Sepulcro, onde terminamos a Via Sacra. Voltamos ao café da manhã no hotel e logo depois, prosseguimos nossos caminhares.

Voltamos a Jerusalém antiga, até o Santo Sepulcro, onde em uma de suas capelas, Padre Aldo, celebrou a santa missa.

Segundo a nossa guia Mei, o Monte do Gólgota, onde se encontra o Santo Sepulcro, foi muito rebaixado pelos bizantinos. Na realidade eles fizeram o que hoje chamamos de terraplanagem, até conseguirem construir a igreja sobre a gruta do Santo Sepulcro de Jesus.

A gruta se encontra na parte central traseira da nave, em frente à entrada principal do templo. Donde conclui-se que aqui ele foi crucificado e enterrado até a sua ressureição. Ainda em frente à porta principal, encontra-se a lápide, onde o corpo de Jesus foi ungido.

Após uma grande fila, adentramos ao Santo Sepulcro, ou seja, o local onde seu corpo foi depositado, após a sua morte por crucificação. Duas pessoas por vez, entramos eu e a Mayre, uma breve oração saímos para que outro tivesse essa oportunidade única.

Do Santo Sepulcro, seguimos para Ein Karem. Esse lugarejo tem um significado especial por ser a cidade natal de Zacarias e Isabel, os pais de João Batista, e o local onde se deu inicialmente a Visitação, Maria, a mãe de Jesus se encontra com a prima Isabel antes do nascimento de João.

O primeiro lugar onde paramos foi na fonte que cedeu o seu nome ao antigo lugarejo, “Ein Karem, significa fonte do vinhedo”. Conhecida também como a Fonte de Maria, reza a tradição cristã, que a Virgem Maria parou lá para beber água enquanto visitava a sua prima Isabel. Essa fonte jamais parou de Jorrar água potável e cristalina.

Após a fonte, subimos uma imensa e íngreme escadaria até à Igreja Franciscana da Visitação, que marca a visita de Maria a Isabel em sua casa num pequeno sitio.

Belíssima igreja de dois andares concluída em 1955, sobre ruinas bizantinas e cruzadas. No pátio, os peregrinos podem ler um dos hinos mais decantado da igreja, Magnificat de Maria, que ela rezou quando encontrou com Isabel. Hoje, escrito em diversos idiomas na parede na frente da igreja.

Na capela no andar de cima pinturas retratando cenas históricas nas quais a Virgem de Nazaré tem um papel especial, como o Conselho de Éfeso, quando ela foi declarada Mãe de Deus.

Em seguida fomos visitar a Igreja de são João Batista, no lugar onde antes era a casa de seus pais. Fomos recebido por um frade brasileiro, muito simpático e fez uma preleção histórica da vida do santo. Belíssima igreja e repleta de uma energia revitalizadora da fé cristã. Já bem tarde voltamos para o hotel Ramada, para o jantar e o merecido descanso.

Aos treze dias de junho de 2018, levantamos cedo, tomamos o café, e de posse das nossas mochilas, fomos em direção ao ônibus, que nos levaria ao Monte das Oliveiras e a Belém na Cisjordânia.

No Monte das Oliveiras há um imenso cemitérios dos Judeus, avista-se do outro lado do vale, um enorme cemitérios dos Árabes, bem separado um do outro. No meio do monte há a Capela da Ascensão de Jesus Cristo, um pouco mais a baixo visitamos a gruta da traição a Jesus. Do lado oposto está a gruta donde nossa Senhora foi assunta de corpo e alma à glória celeste.

Descemos até a base do monte, para visitar a Igreja do Pater Noster, Igreja Dominus Flevit e o Jardim do Getsemani. Local esse, onde Jesus foi rezar logo depois da última ceia e lá foi feito prisioneiro. Por volta de meio dia seguimos para Belém de Judá, nessa viagem nossa guia Mei ficou, em virtude de dificuldades em adentrar nas terras palestinas, foi substituída temporariamente por Benjamim, guia palestino.

O nosso primeiro ponto de parada foi no campo dos pastores, contemplamos a igreja dos pastores, e mais uma vez padre Aldo celebrou uma missa na gruta número dois desse local, aqui Mayre fez a sua primeira leitura bíblica. O coral da família peregrina entoou os mais belos cantos, e ao final ouviu-se: Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé.

Conhecemos ainda a gruta do leite, creio que o único lugar no mundo onde há uma imagem de nossa senhora de seio exposto amamentando Jesus. Pintura belíssima em um local de silêncio profundo. Visitamos a igreja da natividade, local onde se encontra a sala do estábulo, e o recanto da manjedoura onde Jesus ficou. Visitamos também a Basílica de Santa Catarina, muito bonita, como tudo na terra santa.

Visitamos ainda a gruta de são Jerônimo e em seguida retornamos para Jerusalém. Era hora de repousar para as próximas ações do dia 14 de junho.

No décimo quarto dia, mais uma vez tomamos o ônibus, as 9h:00 com destino ao portão de Jaffa nas muralhas da velha Jerusalém. Adentramos ao portão e percorremos o Mercado, parte Árabe e parte Judeu, após subir uma escada, nos deparamos com as piscinas probáticas e ao lado a igreja de Sant’Ana.

Um local importante, pois foi aqui, de acordo com a tradição, o nascimento de Nossa Senhora. Uma igreja em dois níveis, sendo o primeiro a nave principal da igreja, com uma acústica invejável. Aqui assistimos uma belíssima, musica por uma soprano do coral de um outro país. O segundo piso está sob o primeiro piso da Igreja, onde ficava a casa dos avós de Jesus, assim como o local destinado ao nascimento de Nossa Senhora. A presença de Maria mãe de Jesus se faz sentir da entrada a saída da igreja.

Logo depois, atravessamos uma praça e fomos em direção ao ônibus que nos aguardava. Circundamos as muralhas da velha Jerusalém, e novamente paramos, antes de um Shopping, caminhamos a pé, atravessamos o Shopping, subimos mais uma escada e nos deparamos com o portão dos Leões, onde a Mei sugeriu: são 11h:30, tempo livre até as 13h:45, todos devem estar de volta, para prosseguirmos até o Muro das lamentações.

Assim cada um fez como quis, uns foram ao mercado para realizar compras de lembranças para os familiares, outros foram almoçar ou lanchar, outros ainda visitaram lojas extramuros, exposição de ates etc. Depois dessas ações, voltamos ao portão de entrada nas muralhas, conforme estabelecido por nossa guia Mei, e logo após a contagem dos membros da família, seguimos a pé para o Muro das Lamentações.

Esse é um lugar sagrado por excelência para o judaísmo e é conhecido como Muro Ocidental (“Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico”). O Muro das Lamentações é o único vestígio do antigo templo de Jerusalém.

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C. pelo Rei Davi e derrubado pelos babilônios em 586 a.C. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Zorobabel após o Exilio Babilônico, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 d. C., durante a primeira guerra Judaica-Romana.

“Quando as legiões do então general Tito destruíram o templo, só uma parte do muro externo ficou em pé. Tito deixou esse muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações)”. Fizemos nossas orações e a seguir, pela lateral, tomamos o ônibus e fomos para o topo do Monte Sião.

Subimos as escadarias que dão para a Abadia da Dormição. A 15 de agosto, católicos do mundo inteiro celebram a Festa da Assunção de Nossa Senhora, comemorando a elevação da Virgem Maria de Nazaré ao Céu, ao fim da sua vida terrena. A festividade é reconhecida pelas igrejas ortodoxas como Dormição, (adormecer), da Mãe de Deus. Esse também é o nome do Santuário católico em Jerusalém que comemora o evento: a Hagia Maria Sion ou Abadia da Dormição. A sólida igreja beneditina, com seu alto campanário em forma de cúpula, visível de vários pontos da cidade.

Por causa da santidade especial do local, tornou-se uma igreja judaico-cristã, conhecida como Igreja dos Apóstolos.

Conhecendo o Cenáculo: “Localizado em um andar acima da tumba do Rei Davi, o salão da Última Ceia, também chamado de Cenáculo, é onde Jesus e seus apóstolos dividiram a última refeição antes da crucificação, segundo a tradição Cristã. Acredita-se também que foi lá que muitos outros eventos importantes relatados no Novo Testamento aconteceram, como a aparição de Jesus para seus discípulos depois da Ressurreição”.

“O Cenáculo é dividido por três pilares em três naves. Os pilares e os arcos, janelas e outros elementos arquitetônicos góticos são uma clara indicação de que a sala foi construída pelos cruzados no início do século XII, em cima de uma estrutura muito mais antiga. A estrutura mais velha, de acordo com pesquisas arqueológicas, foi uma igreja-sinagoga das primeiras comunidades cristãs de Jerusalém”.

Ainda no Monte Sião, visitamos a Igreja de São Pedro Di Gallicantu. A Igreja de São Pedro Di Gallicantu é uma igreja católica romana, localizada na encosta oriental do Monte Sião, dos dias atuais, a poucos metros da saída da Cidade Velha, fora das muralhas de Jerusalém, no lugar da casa do Sumo Sacerdote Caifás.

Neste palácio, segundo as tradições, ocorreram o sinédrio e o julgamento de Jesus Cristo, descrito em (Mateus 26:58; Marcos 14:54 e Lucas 22:54). Os primeiros relatos dos peregrinos bizantinos, com algum apoio da arqueologia, apontam para a área da Igreja de São Pedro Di Gallicantu, como o possível local desse acontecimento. Finalizando nossa visita a este local, retornamos ao hotel, para banho e um breve descanso, antes do jantar de confraternização, hoje fora do hotel, como despedida da nossa peregrinação cristã.

As 8h:00, tomamos o ônibus e partimos para o jantar de confraternização e entrega do Certificado do Peregrino. Um jantar delicioso regado a um bom vinho e sangria. Ali, alguns dos participantes tomaram da palavra e teceram elogios a Marcia, nossa acompanhante e Mei, a nossa guia, de conhecimentos históricos e teológicos formidáveis, conforme fala do padre Antonio, que conta com minha anuência.

Depois do delicioso jantar tomamos o ônibus e regressamos ao hotel, já com o indicativo de malas prontas para o retorno aos nossos lares.

Na sexta-feira, 15 de junho de 2018, levantamos cedo, malas prontas e passaporte a mão, tomamos um café reforçado, tomamos o ônibus e partimos ao som de: quem parte, leva saudade, de alguém que fica chorando de dor... e lá fomos nós a busca de Emaús. Ruinas, tão somente ruinas, pouquíssimos habitantes, alguns frades e algumas freiras.

Num local reservado para orações por entre as ruinas, ali realizamos o mais lindo ato da nossa viagem, leitura de um texto bíblico, partilha do pão e do vinho, onde todos os participantes comungam de um só espirito, o Espirito Divino, na partilha do pão, como fizera o Cristo Jesus.

Vivemos o mais importante, o sentido espiritual de Emáus, o que essa passagem lembra. Jesus já ressuscitado, caminha pela estrada que sai de Jerusalém para Emaús, com dois dos seus discípulos e não é reconhecido por eles, até que ao chegarem ao povoado, Ele pega o pão e parte. Essa é a ideia central de Eamús, a partilha do pão, revelando o Cristo Jesus.

Prosseguimos a viagem, para Tel Aviv, onde ficava a velha cidade de Jaffa. Monumento ao seu antigo portão, jardins panorâmicos, muitas flores e esculturas, além de uma ampla vista panorâmica de Tel Aviv. Aqui nos separamos do meu filho, nora e seus pais, estes estenderiam a viagem até a Jordânia, por mais seis dias, após as despedidas, fortes emoções, eles seguiram para um hotel e nós, a outra parte da família, seguimos para o aeroporto de Ben Gurion (Tel Aviv).

Nesse aeroporto a comandante May, ficou até o instante em que o ultimo peregrino passou pela segurança israelense, fez entrevista, traduziu nossas respostas para o hebraico, aos seguranças, separou a família dos demais passageiros, uma verdadeira diva do turismo em Israel. Mairav Atmor-Mei, todá rabá.

As 15h:40 levantamos voo para Roma, onde chegamos as 18h:25 ao aeroporto Leonardo da vinci, Roma Itália. Lá eu, Mayre e Mariângela nos despedimos dos peregrinos de São Paulo, Ourinhos SP e Venâncio Aires RS, partindo de Roma as 22h:00 direto para o Rio de Janeiro, onde chegamos as 5h:00 da manhã de sábado. Graças a Deus, enfim em casa...

NOTA DO AUTOR:
Procurei ser o mais autêntico possível, é claro que algumas coisas deixei passar, e outras que ficaram aquém das minhas lembranças. Este pois, foi o modo que encontrei para agradecer a todos pelo companheirismo, aconchego, força e fé, sem estas características cristã, pouco andaríamos ou andaremos. Por alguns erros e falhas, minhas sinceras desculpas.
BR>Que assim seja por tempo indefinido. Bem e paz.

Rio de Janeiro em 25/06/2018
Santos.may@globo.com

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
24/7/2018 às 19h00

 
Jeferson De, Spike Lee e o novo Cinema Negro

Essa semana começa duas mostras interessantes em São Paulo, uma delas é “Spike Lee e o Novo Cinema Negro”, que estreia amanhã (24) no Centro Cultural São Paulo, onde serão apresentados nove filmes do ator. A outra reúne uma maior quantidade de filmes e uma pluralidade de gêneros, embora mantenha seu foco, o 13° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que tem seu início marcado para o dia 25 (quarta).

O que esses dois eventos têm em comum? A mostra do diretor Spike Lee já mostra em seu título, já o Festival Latino-Americano traz como homenageado o realizador Jeferson De, que começou suas manifestações em prol do cinema negro muito antes de entrar em pauta o sistema de cotas raciais (iniciada em 2003) com a criação do Dogma Feijoada, no ano 2000. O manifesto estabelecia que: 1) o filme tem de ser dirigido por realizador negro brasileiro; 2) o protagonista deve ser negro; 3) a temática do filme tem de estar relacionada com a cultura negra brasileira; 4) o filme tem de ter um cronograma exequível; 5) personagens estereotipados negros (ou não) estão proibidos; 6) o roteiro deve privilegiar o negro comum brasileiro. Seu filme de estreia foi Bróder (2009), recebeu prêmios em Gramado e Paulínia, além de ser selecionado no 60° Festival de Berlim.

Em 2016 Spike Lee divulgou em seu Instagram um comunicado falando sobre a ausência de negros nas categorias Melhor Ator/Atriz e Melhor Ator/Atriz Coadjuvante. Embora naquele ano não houvessem atrizes ou atores negros que pudessem concorrer ao prêmio, sua publicação foi importante para que a indústria cinematográfica abrisse os olhos para a questão. No ano seguinte o diretor Barry Jenkins recebeu o prêmio de Melhor Filme com Moonlight e tivemos nomes como Denzel Washington, Naomi Haris, Viola Davis e Mahershala Ali, sendo que esses últimos dois receberam os prêmios em suas categorias. O comunicado de Spike Lee não foi o responsável por essas conquistas, foi só um mediador disso, ele deu a oportunidade para que mais negros chegassem ao cinema e mostrassem seu trabalho e recebessem reconhecimento por isso.

As coisas estão mudando no cinema, não só no Brasil, no mundo inteiro. Isso não se refere apenas ao Cinema Negro, mas também nas questões de gêneros. Podemos ver em festivais como esses, que buscam dar oportunidades aqueles que outrora não encontravam seu espaço, ou uma forma de falar e ser escutado. E tudo isso não é algo que favorece somente esse pessoal que está encontrando seu espaço, mas o público em geral que recebe através não só do cinema, mas de diversos meios, novas histórias, culturas e conhecimento. Por isso vemos a necessidade que Spike Lee viu em 2016, que Jeferson De viu em 2000 e tantas outras pessoas viram muito antes deles, a necessidade de falar sobre o assunto, quebrar o tabu e colocar as cartas na mesa, para que todos joguem o mesmo jogo e assim, todos saem ganhando.

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Postado por A Lanterna Mágica
23/7/2018 às 19h00

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