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Domingo, 25/9/2022
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Baby, a chuva deve cair. Blade Runner, 40 anos



“Baby, the rain must fall” (“Baby, a chuva deve cair”) é o famoso título da crítica crítica de Pauline Kael ao filme “Blade Runner”, de 1982. Kael, uma das maiores críticas de cinema, foi implacável. Para o bem, mas, principalmente, para o mal. Não é juízo de valor, é o papel da crítica. Ok, é juízo de valor.

Mas um juízo que se baseava no que, naquele momento, para a escritora, o filme lhe dava. Ao mesmo tempo, para ela, marcando um lugar na história do cinema, graças ao seu visual, e, pelos seus erros narrativos (estudiosos chamam diegese), não tendo nada a oferecer para o público.

Se Kael pode ter sido, para muitos, injusta em seu julgamento, em um ponto ela acerta em cheio. A principal ideia do filme, pouco explorada para ela, é que os replicantes, os androides que se rebelam, se tornaram mais humanos que os habitantes daquele novo mundo.


Frame do filme


Isso, agora, não parece novidade, e muitos ainda tomam essa opinião como sendo sua e original. Mas sacar isso, naquela época, quando a ficção científica era deslumbrada com o futuro, era muita coisa. Na verdade, ainda é, não sejamos pretenciosos, baby.

A história de um mundo futuro no qual uma empresa produzia seres autômatos para servirem aos seus propósitos e que, ao tomarem consciência e adquirirem sentimentos, se rebelam contra seus criadores, ainda é uma das obras mais comentadas, discutidas, referenciadas não apenas do cinema, mas da cultura.

E, talvez, o seja, justamente por essa indelével relação que mantemos com a máquina. Adoração e medo. São esses os sentimentos que afloram em Deckard (Harrison Ford), o caçador de androides sentimental.


Frame do filme


São esses os sentimentos que nos arrebatam em relação à figura daquilo que nos parecia separado de nós, por que nós, ao contrário da maquinaria, não somos bonecos (é como um dos policiais se refere aos replicantes) de uma linha de montagem.

Mas, é também, justamente esse automatismo um dos fascínios da máquina. Ela nos parece eficiente, precisa, inequivocadamente, responsiva.

Pelo menos assim era, até “Blade runner” colocar de modo arrebatador Roy (Rutger Hauer), o líder replicante, derramando lágrimas enquanto a chuva cai.

Esse antigo confronto, que se tornou o motivo principal da ficção científica, foi potencializado pelo filme de Ridley Scott . Posteriormente, seria diluído em muita produção, com a mesma temática, de péssima qualidade.



Se há um tema de fundo a tirarmos desse filme, e que me parece o seu “teor de verdade”, é esse. Não o sentimentalismo da máquina, mas o confronto de uma humanidade buscada.

Nesse sentido, na mesma linha de Pauline Kael, Francisco Rüdiger, em “Cibercultura e pós-humanismo”, afirma: “a valorização da liberdade de expressão e movimento, a curiosidade corajosa, o conhecimento das paixões, o cultivo dos sentimentos parecem ter se tornado patrimônio característico dos androides, mais humanos que seus criadores, em todos os sentidos”. Alexa deve estar feliz.

Esse antigo embate talvez, cada vez mais, esteja diante de nós. Os replicantes, a figura do autômato, como já escrevi em outro momento (“Nosferatu 100 anos e o infamiliar que em nós habita”), tem, também, esse poder de nos suscitar o estranhamento, justamente por encarnar o desconhecido. Não por acaso, o tememos.


Frame do filme


Mas, se o final do filme, no corte do diretor, essa ideia é um pouco rompida, quando o caçador foge com sua presa, na primeira versão, o final, odiado pela maioria dos cinéfilos (sic), uma imposição dos produtores, faz com que eles apareçam sobrevoando uma paisagem árcade, como um casal feliz.

Por ironia, hoje, esses finais parecem estar lado a lado em nosso mundo contemporâneo. Insípido e vivaz. “Se você gostou deixe um like”, se não, ignore.

De certo modo, estamos, ainda, naquela cidade que não para de chover e na qual tudo parece, ao mesmo tempo, reluzente e frio, decadente e futurístico, maquinalmente humano.

Você pode gostar ou não. Ok, é juízo de valor, então, baby, a chuva deve cair.

Relivaldo Pinho é autor de, dentre outros livros, “Antropologia e filosofia: experiência e estética na literatura e no cinema da Amazônia”, ed. ufpa.

[email protected]

Esse texto foi publicado no Diário online

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Postado por Relivaldo Pinho
25/9/2022 às 18h22

 
Conforme o combinado

Apesar da paisagem enfarruscada com o céu encabulado em sua vestimenta cinzenta de nuvens e buracos mostrando o desejado azul, a Primavera chegou aqui na varanda do vigésimo andar.
As fragatas, pontuais, mantém a rota para algum lugar lá no fundão da baía. Passam bem na minha frente e, conforme a direção do vento, fazem manobras elegantes e harmoniosas, afastando-se das paredes dos prédios. Em algumas ocasiões vemos seus olhos amarelos com o centro negro, dando a impressão que nos observam, enquanto voam livremente.
No piso alguns vasos com diversas plantas esperam a rega matinal. Na maior parte do tempo, o céu indecorosamente despido, permite um escândalo de luz e calor. O Sol levanta de mansinho e vai inundando toda a face do prédio, aquecendo, matando os fungos, espantando a tristeza, e chamando a todos para uma caminhada lá embaixo, na calçada em direção a praia, logo ali, duas quadras e pronto. O mar que, aqui de cima vejo distante, além da vizinhança, fica muito mais bonito, quando estamos na beira da praia. Mas não dá para reclamar.
Consigo ir além das fragatas, gaivotas, andorinhas, e mais algumas outras aves, até urubus bem lá nos confins das alturas.
A vista alcança o horizonte com as serras à esquerda, da Mantiqueira, e em frente a do mar, e seu harmonioso conjunto de curvas acima e abaixo, sinalizando a região de Petrópolis. O Dedo de Deus é o destaque.
Volto o olhar para o interior da varanda. Está na hora de tratar do bebedouro dos beija-flores, compartilhado com cambaxirras, sanhaços e até um desavisado bem-te-vi. A passarada acorda cedo e já pousa na rede de segurança ou revoa nervosa, como se cobrasse o café da manhã.
Esfrego a cara para espantar o restinho de sono, abro bem os olhos e desperto para a Primavera. Sim! é hoje! Começa a primavera. Para complicar um pouco, tem um tal equinócio que vai acontecer amanhã, dia 23 de setembro. Mas essa é outra conversa.
Olho para o vaso da primeira Amarilis a florescer. Esperou o dia certo, foi crescendo, crescendo e agora, pela manhã, começa o espetáculo maravilhoso da abertura da primeira flor. Serão quatro. Amanhã teremos mais uma e outra a caminho, até completar o quarteto. Está conosco há dezessete anos e nunca deixou de nos presentear com suas flores primaveris. Um bom sinal.
Mais um motivo para encher o regador, correr para os pés da linda amiga, matar a sua sede, refrescar suas raízes, sorrir e conversar um pouco, agradecer por sua fiel amizade.
Muito obrigado Amarilis. Sejam bem vindas as tuas flores.

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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
22/9/2022 às 13h31

 
Primavera, teremos flores

A expectativa de um período de luz e flores está vibrando em cada habitante deste hemisfério. Muitos nem se darão conta , mas a natureza vai fazer o seu trabalho mesmo que agredida, insultada e até distorcida, com represas, desmontes, aterros, devastações e intervenções bélicas por todo mundo.
O planeta vai se regenerando, fechando suas chagas, adaptando as cicatrizes e mutilações, rugindo e trovejando suas dores, reagindo e suportando seus ocupantes sem perder o controle, o rumo, a órbita.
Novamente a esperança de melhores dias, melhores colheitas, mais luz e paz entre as criaturas humanas vai surgindo e crescendo nas mentes e corações. É a vez desse hemisfério sentir a energia sutil do Universo. O Sol mais brilhante, a natureza em festa com mais flores, mais alegria.Mais cores, mais amores.
Vamos novamente!
Vamos acreditar no amor, na harmonia, na alegria, no BEM, na indiferença do Universo as iniquidades de parte dos humanos, e aproveitar a Primavera, a luz do sol e as cores mais vivas neste momento.
Quem sabe até aprender a viver e seguir em estado permanente de Primavera.

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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
20/9/2022 às 11h51

 
Além dos olhos

Há um ponto luminoso,
Por detrás daquele monte,
Um céu branco e azul,
Estendido no horizonte.

Aquela árvore defronte,
Parece a nuvem alcançar,
Quem a olhar desse ponto,
Pode a si mesmo enxergar.

Fica a mente a despertar,
O pensamento adormecido,
A beleza além dos olhos.
Nada fica escondido.

Há muito havia sumido,
Aqui, procura reavivar,
Unindo o homem a natureza,
Enquanto o tempo a passar.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
7/9/2022 às 21h46

 
Marocas e Hermengardas

Ninguém notou a falta das ingratas filhas da Pátria, Dona Maroca e Dona Hermengarda, nas comemorações do aniversário de sua Mãe, a nossa querida Viúva, hoje nem tão alegre quanto gostaríamos, mas impávida, colossal, maravilhosa e amada por seus entes.
Um dia especial, um dia impossível de repetir.
O segundo centenário do nascimento da Pátria Brasileira tinha tudo para ser inesquecível, maravilhoso, sensacional e brilhante. Mas algumas criaturas empoladas, pretensiosas e absurdamente egoístas, subtraíram da festa, a presença do que, eventualmente, estariam representando.
Esqueceram-se que não são nada mais do que temporários em seus momentos de egrégia autoridade, de deslumbre hierárquico, de empáfia e representatividade.
Pensam que são. Esquecem-se que estão.
Uma festa Nacional cívica única, um símbolo por si mesma, tem que mostrar todas as criaturas vivas que estão incumbidas do seu momento, as tais autoridades "supremas".
Não há nenhuma dúvida quanto a necessidade de uma demonstração de Patriotismo, Respeito, Humildade, Cordialidade e , até superioridade temporária, de parte das Marocas e Hermengardas, que se deram ao direito de nos agraciar com suas impertinentes ausências. Comparecer aos atos, ritos e liturgias, conhecidas como datas Nacionais, está no preço que a Viúva paga, regiamente, todos os meses, e para o resto da vida de todos ou quase todos eles e elas.
Não fazem falta, mas estão incluídos no preço pago com impostos, taxas e emolumentos.
Ciumeira política, nojos e caras tortas, um feriado a mais, enquanto os outros estão lá no palanque, ou palco, cumprindo dever de aparecer, de correr ou não algum risco de receber uma ovação latu censu. (chuva de ovos)
As Marocas e Hemengardas que não compareceram a qualquer dos desfiles do dia do duocentésimo aniversário da Pátria, da Independência do Brasil, mostraram arrogância, pretensão e desprezo por quem paga a conta, pelos patrões e financiadores de suas boas vidas. O melhor da história é que ninguém notou.
Uns provectos areopagistas mortais, fora da realidade, fora do palanque, fora da História. Fora das fotos de um momento que não irá se repetir. 200 anos de independência. 200 anos de Pátria, Nação, País.
Podres poderes…


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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
7/9/2022 às 11h18

 
Que porcaria

Ficamos aqui sentados em frente à tv e o espetáculo absurdo que é oferecido, desafia a dignidade, inteligência, civilidade e paciência dos espectadores.
O assunto é o momento político, as eleições, os candidatos, as campanhas, as atividades relativas ao pleito e todos os atores envolvidos. Do mais rastaquera, pequeno, dispensável, até aos grandes protagonistas, os candidatos aos empregos temporários decorados de sinecuras, prebendas, boquinhas e mutretas regulamentares.
Os discursos mofados, impertinentes, falidos, retrógrados e , indiscutivelmente, resilientes, falam das mesmas coisas de décadas passadas. O pobre, a fome absurda em um país exportador de alimentos, a miséria, o desamparo dos menos favorecidos pelo destino ou pela falta de "políticas publicas", que transformem as carências dos azarados em igualdades improváveis.
Os distributivistas do patrimônio dos vencedores insistem em mudar o mundo, com que não lhes pertence, pregando simetrias absurdas. Os cascateiros contumazes continuam prometendo o conforto inimaginável das modernidades para quem nem sabe como arrumar o que comer para o dia seguinte.
Estamos em tempos de eleição.
Desde igualdades impossíveis com direitos absurdos ,além de vantagens sociais maravilhosas, os candidatos a empregos temporários por sufrágio universal, prometem néctares e ambrosias deliciosas, acondicionadas em pacotes magistrais. São todas promessas antigas de educação escolar, de cuidados com a saúde, com a facilidade de locomoção, de segurança pública, de acesso a comida .
O emprego é uma falácia ordinária já que o Estado não é um ente econômico. A economia cresce em proporção inversa à intervenção do Estado. Emprego e renda é outra cascata infame. Emprego gera salário. Capital, Investimento, gera renda…
Assim vamos sendo, novamente, entupidos de catilinárias medíocres, oportunistas e pouco imaginativas, que consideram as gerações como um amontoado de mentes desmemoriadas, passíveis de entorpecimento por discursos experimentados com diversos níveis de êxito e fracasso. Recentemente, a inclusão, a igualdade, o preconceito, e outras filigranas semânticas tem reforçado o discurso dos postulantes à teta mais inchada da Viúva. Fazer o que né?
Nada.
Dinastias seguem controlando o melhor dos negócios,desde os tempos do Império. Novas cepas de conversadores chegaram e foram se aboletando nas cadeiras dos ungidos, e assim a banda segue, tocando os mesmos dobrados, marchas, fanfarras e estribilhos.
Teremos mais um momento de grande esperança.
Barrabás vai sair ileso, como da vez passada.
Pedro negará, novamente
Pilatos vai lavar as mãos.
Caifaz seguirá incolume e seu papel maldito
E, depois da pandemia, teremos carnaval na Sapucaí.
Segue o salão.


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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
3/9/2022 às 19h32

 
Singela flor

Singela flor,
Um vaso de amor,
Uma pétala ao chão.

Escuta a canção,
No peito a paixão,
Desse amor de flor.

Essa flor do jarro,
Jarro de barro,
Não maltrate esse amor.

Flores do vaso,
Vasos de barros,
No jardins das flores,

Jardins dos amores,
Minhas rosas flores,
De eternas paixões.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/9/2022 às 17h30

 
O cerne sob a casca

Pisar na terra torrão,
O urbano não pode avaliar,
Este, mal consegue o asfalto a pisar,
Não sentiu a essência da terra molhada,
Da folha caída ao chão,
Não sentiu o aroma das flores,
Não se fez tremer ao silêncio das almas,
Os diferentes olores na brisa a vagar,
Os encantos e os prantos da terra,
O fogo, a água e o ar em guerra,
Seguem comigo pra lá e pra cá.
Quem se ergue da terra torrão,
Nada o pode parar,
Se chorar, logo aprende a sorrir,
Se cair, aprende a se levantar,
A teimosia lhe mostra o caminho a seguir.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/9/2022 às 16h09

 
Assim é a vida

Prosseguindo pelas estradas,
Planícies, serras e montes,
Buscando enxergar a vida,
Para além dos horizontes.

Sigo os caminhos defrontes,
Carrego as minhas memórias,
O tempo nos traz batalhas,
Também as honoráveis vitórias.

Recordo um tempo de glória,
Andar entre florestas e matas,
Ouvindo o canto dos passarinhos,
Dos rios, o roncar das cascatas.

Do luar em noites de serenatas,
O vento o cabelo desgrenhava,
A chuva torrencial ia caíndo,
Eu seguia e de nada reclamava.

Quando a saudade me abarcava,
Tomava meu caderno e escrevia,
Com caneta de pena e tinteiro,
Os versos escritos nesta poesia.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/9/2022 às 16h04

 
Criança, minha melhor idade

Sigo sentindo saudades,
Dos meus tempos de criança,
Das coisas boas da terra,
Doces e sutis lembranças.

Vive em mim a esperança,
Ser o amanhã novo dia,
Onde meus netos sentirão,
Os sabores que eu sentia.

A criança, minha companhia,
Está em cada sorriso meu,
Nos caminhos por onde ando,
Ela nunca se perdeu.

Hoje, os netos e também eu,
Compartilhamos os brinquedos,
Aconchegados uns aos outros,
Rumo a um futuro sem medo.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/9/2022 às 15h58

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