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Sábado, 18/8/2018
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Frases e verdades

Se não sabes o que dizer, simplesmente sorria. Um sorriso não verbaliza um conteúdo, mas sintetiza a ideia.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
18/8/2018 às 19h53

 
Música & Filosofia

O
percurso
em
terças
das
escalas
em
busca
das
soluções
harmônicas
qual
o
inexorável
movimento
helicoidal
dos
vegetais
invevitável
caminho
dos
pensamentos

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Postado por Metáforas do Zé
18/8/2018 às 11h19

 
Casa de couro

Quem sou? O estrangeiro? O desterrado?
Antes do nome, ensinaram-me as direções.
E o ermo nos caminhos das cidades.

Ao silêncio de ontem, nada me responderia.

Repetindo a sina dos antepassados,
a memória das raízes emerge nos oceanos.
Viagem, gravou-se este meu nome de batismo.
Dos caminhantes, herdei o Livro do Êxodo.

Barcaça do tédio, quem pelos mares
ora te conduz, tão cega e precisa?



(Do livro Travessias)

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Postado por Blog da Mirian
18/8/2018 às 09h07

 
Saber viver a vida é fundamental

Recuperar o sono das noites perdidas,
Noites perdidas! Antagônicas do viver.
Recuperar o sono! Antagônico do tempo,
No qual se vive, dorme e se tem prazer.

Vida, para ser vivida de bem com a vida,
Que foi imprimida, antes mesmo do nascer.
Não consigo entender, os obstáculos postos,
Para impedir o conjunto da obra a crescer.

Que sabedoria há no homem impositivo?
Que bravura existe num homem tão servil?
Torna-se esse um leão ou um cordeiro,
Da vida prisioneiro, desprezível homem vil.

A vida deve ser vivida na sua plenitude,
A cada dia, em cada instante que flamejar.
Corra, cante, pule, grite, esperneie e viva,
Loucura e liberdade de viver o verbo amar.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
16/8/2018 às 16h19

 
Não sei se você já deitou em estrelas.





Não sei se você já deitou em estrelas. De perto, bem de perto estão coladas numa pele quente que sob a luz de uma luminária no canto são quase escuras. Seus brilhos não podem ser mesmo coisa natural. É um sol todo repartido que uma criança desenhou e tentou te fazer ver. Se você juntar tudo e tentar inventar algo real, ou sequer ousar outro desenho, o tempo te passará em segundos. Por exemplo, quando são dez e meia da manhã, do nada são cinco da tarde.

Não adianta tocar esse fundo de céu na tentativa idiota de movê-las para si. Elas podem na verdade estar na porta da farmácia. Tudo na porta da farmácia é passado. Inclusive estrelas que nem sua eram.

Para achar que você as tem – hoje em dia tudo que se afirma já é seu – faça o seguinte:

1- Junte um coração ainda descompassado pelos desencontros.

2- Uma pitada de desentendimento - hoje em dia é fácil não entender o que acontece.

3- Uma oração - uma novena para ser mais exato.

4- Peça sem que seu pedido seja tão claro (já que você tem que ser desentendido).

5- Tome uma xícara de café em algum lugar (não vale na sua casa).

6- Desista de esperar sempre.

7- Diga: “senta aqui”.

O restante do processo é um tanto cego. Arriscado. Mas quem quer estrelas nem pouco mais se importa com perigo. Perigoso é enterrar submetralhadoras. Todo resto é apenas duvidoso de dar certo. Que é perigo: você cavar onde esqueceu e encontrar seus armamentos dentro de você. Em vez de explosão, nota-se tão obsoleto e sujo de areia que você nem é mais um brinquedo de criança. É apenas algo que foi sumariamente morte.

Procure estrelas. Apenas procure. O mapa está nos olhos fechados dos outros...

Imagem: Google

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Postado por Blog de Aden Leonardo Camargos
12/8/2018 às 13h24

 
UM OLHAR SOBRE A FILOSOFIA (PARTE I)

De onde viemos e para onde vamos? — eis a pergunta multimilenária que já virou lugar-comum. Mas que jeito mais pífio de começar um texto, dirão uns, enquanto outros, no mesmo tom, hão de pensar: que falta de imaginação...

Doce e ledo engano. Nada há de tão complexo como tentar reciclar o chumbo em ouro, como pretenderam os alquimistas, e deram com os burros n’água, como seria de se esperar. É óbvio que aqui não queremos inventar nada; apenas recordar numa linguagem supostamente palatável o que já foi dito e repetido tantas e quantas vezes.

Mas do que se trata, afinal?

Simples: vamos falar de Filosofia. Ah, então talvez aí esteja a chave capaz de desvendar a famigerada pergunta que geração após geração persiste sem resposta, a despeito do assustador progresso da ciência e da tecnologia.

Lamento decepcioná-lo, meu hipotético leitor, mas não é bem assim. Então, pra que serve essa tal de Filosofia: discutir em mesa de botequim? Talvez sim. Pelo menos é o que narra Marc Sautet em seu belíssimo livro Um café para Sócrates, quando o filósofo francês se reuniu, em 1992, no Café de Phares, na praça da Bastilha, com alguns conhecidos para abordarem os acontecimentos presentes, passados, futuros, Filosofia e sabe-se lá mais o que, vindo a dar origem ao “Consultório de Filosofia”, que nada tem a ver diretamente com o Café de Flore, onde, muito antes, Sartre se encontrava com seus pares.

Tal questionamento basilar compele o ser humano a interrogar-se sobre a vida. A vida que nos surpreende quando menos esperamos, é assim mesmo: um eterno paradoxo. Ela, meu hipotético leitor, é hegeliana por excelência — um constante devir, imposto pela natureza para a perpetuação das espécies. A isto chamamos lei nomológica, (müssen, no idioma germânico) ou lei do ter que ser.

Vejam vocês, tão surpreendente é a vida que aqui e agora estou a dar palpites onde não fui chamado a meter o bedelho. É muita irresponsabilidade, convenhamos. Mas está escrito e não tem remédio. Devo prosseguir e ponto. Já estou pronto como a rês a caminho do abate.

Para mim, então, a Filosofia ou mais especificamente o pensamento filosófico é o modo pelo qual podemos entender o mundo e nele nos situar, almejando obter o melhor conhecimento de nós próprios para compreendermos as pessoas e também tudo que nos envolve. Não é para granjear seguidores que a Filosofia se presta, até porque não vai além de uma maneira pessoal, diríamos até personalíssima, de conviver com o mundo cuja face é moldada pelo transcurso do tempo. Ora, isso depende, em última análise, do grau de percepção de cada um. Ocorre em outra linha: a do sentimento, o sentimento do mundo, no dizer de Drummond ou o sentimento do tempo, segundo Ungaretti. Passa-se no território da sensibilidade onde o instinto e a racionalidade se completam para a persecução da verdade.

Trata-se de um problema de ponto de vista: uns veem o mundo em superficialidade, outros em profundidade. Os que enxergam o mundo pela superfície passam ao largo do que se oculta sob as aparências dos outros e do próprio mundo. São os pragmáticos: existem, mas não vivem em plenitude, são incapazes de contemplar um pôr-do-sol, perdem os espetáculos mais valiosos que a vida nos oferece de graça. E principalmente não percebem o que se oculta dentro de si, o estranho que nos coabita, o alter ego, o outro eu, que muitos conceituam como alteridade ou como outridade. É exatamente do ser humano e do mundo onde vivemos que cuida a Filosofia.

O fato de serem pragmáticos, porém, não ilide a capacidade de apreciar a natureza, se se dessem tempo para fazê-lo. Mas têm objetivos mais urgentes a atender e sua atenção se volta para eles.

Por outro lado, não há que confundi-los com os filósofos e doutos do Pragmatismo, corrente de pensamento assim denominada por William James.

Esse não foi o caso dos gregos da Antiguidade, que dispunham de tempo para refletir, quando surgiram os primeiros pensadores chamados físicos, porque physis era o nome dado à natureza. Foram eles os primeiros filósofos que começaram a investigar o mundo à sua volta. Eram os pré-socráticos, como Pitágoras, Heráclito de Éfeso, Parmênides e Tales de Mileto, tido como um dos mais proeminentes filósofos do seu tempo. Com efeito, foi ele quem especulou sobre a origem da natureza e se perguntou como era possível considerar todas as coisas como uma realidade única que se apresentava através de várias formas. Essa indagação foi o salto inaugural, o patamar evolucionário que impulsionou a Filosofia até os dias atuais: a ideia de unidade que nada mais é do que o conceito de essência, pedra de toque do existencialismo, que representa o patamar evolucionário a que se chegou no século XIX com o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, falecido por volta de 1855, com 42 anos.

A mitologia e a poesia da Magna Grécia constituíram as fontes primárias da imaginação, tão rica em achados. A figura mítica do centauro, metade cavalo, metade humano, nada mais significa senão o que fomos e ainda somos, seres congenitamente divididos entre instinto e razão. Complemento-a, por assim dizer, a poesia — notadamente a Ilíada e a Odisseia — de Homero, o cego que enxergava com a imaginação, abeberou-se naquela fonte cristalina, tão recheada de metáforas.

Com o surgimento da Filosofia liberta das amarras da imaginação, o pensamento voltou-se para o raciocínio lógico, para o exercício da razão.

Estava pronto o cenário histórico da época áurea da Filosofia, iniciada por Sócrates.

Sócrates, segundo a quase unanimidade dos especialistas, foi quem propiciou o desenvolvimento da Filosofia ao voltar seu olhar percuciente para o microcosmo, ou seja, o ser humano, já que os filósofos que o antecederam haviam explorado o universo, isto é, o macrocosmo. Desse modo atingiu-se a completude da Filosofia, abarcando a natureza em sua integralidade. Seu aforismo era: ”conhece-te a ti mesmo”, que até hoje subsiste entre nós e foi grafado no pórtico do templo de Apolo, onde se localizava o Oráculo de Delfos, cuja sacerdotisa o proclamou como o homem mais sábio já conhecido, ao que Sócrates murmurou com humildade: ”Só sei que nada sei”.

Para Sócrates só é sábio quem admite a própria ignorância, o que veio a ecoar, muitos séculos depois, por ninguém menos que Isaac Newton, formulador da lei da gravitação universal, bem como das leis do movimento. Eis o que disse o grande físico e matemático: o que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.

Sócrates utilizava a dialética de modo construtivo, em tom de diálogo — isso consubstanciava a maiêutica socrática, ou seja, o parto das ideias. Consistia a maiêutica em uma sucessão de indagações que o filósofo fazia a seus discípulos, inclusive Platão, até chegar ao cerne das questões, isto é, até que se chegasse à verdade relativa de cada resposta. O grande pensador ensinava como alcançar, por meio da lógica, o significante que se oculta por trás do sentido das palavras, que, para ele não passavam de um meio de busca da verdade, ao contrário de Zenão e dos sofistas que valorizavam as palavras como um fim em si mesmas.

A morte de Sócrates, aos 70 anos (399 a.C.), condenado a beber cicuta, ocorreu por força da acusação de corromper a juventude ateniense com suas críticas a respeito dos privilégios da aristocracia grega em detrimento da plebe. Além do mais, renegava os deuses do Olimpo, pois acreditava num Ser Supremo desconhecido, talvez uma Inteligência Ordenadora do Universo. Sócrates era monoteísta, opondo-se ao politeísmo vigente na Grécia da Antiguidade.

Ressalta Will Durant, em sua História da filosofia, que Platão nos Diálogos (Críton e Fédon), produziu uma das páginas mais belas e comoventes da literatura universal, ao fazer a Apologia de Sócrates.

Platão, por seu turno, tornou-se mestre de Aristóteles, terceiro pilar do arcabouço que originou a Filosofia atual.

Em seu Corpus Aristotelicum, criou a Metafísica, que vem a ser algo “Depois da Física”, privilegiando o pensamento abstrato. O Estagirita, como também era conhecido, foi mestre de Alexandre, o Grande, que ampliou seu poder conquistando várias nações. Sempre foi grato a Aristóteles, ordenando que enviassem a Atenas animais e vegetais das terras distantes que agregava ao seu império, vale dizer, todo o mundo conhecido: a Grécia então unificada fazia parte da Macedônia.

Nenhum dos discípulos aristotélicos destacou-se como seu sucessor. Abriu-se então um hiato na Filosofia Ocidental até que surgissem novos filósofos que pudessem preencher o vazio deixado com sua morte.

Ayrton Pereira da Silva



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Postado por Impressões Digitais
4/8/2018 às 17h52

 
Globo News: entrevista candidatos

Assisti as entrevistas dos candidatos à Presidência da República, através da Globo News, promotora do evento, de segunda a sexta-feira e hoje sábado o dia inteiro. Os candidatos na sequência: Álvaro Dias, Marina Silva, Siro Gomes, Alkmin e Bolsonaro.

A equipe de comentaristas da Globo, pode se dizer a nata do jornalismo, para a ocasião.

Fiquei estarrecido, impactado com a falta de afinidade e conhecimento de alguns candidatos, completamente desinformados, com respostas do tipo: “isso é no posto Ipiranga”.

São eles postulante ao mais alto cargo executivo do Brasil. Foi decepcionante ver o desconhecimento, por esses postulantes, sobre a economia nacional, a vida social brasileira, a saúde, a educação e a segurança pública.

São pessoas que não espelham a confiança e o desejo de libertar o Brasil das mão desse poder corrupto que ai está. Muito pouco os que discorreram a contento, as perguntas dos entrevistadores, mediados pela Jornalista Miriam Leitão.

Meu desejo é que o povo tenha assistido ao evento, para os eleitores tirarem sua própria conclusão, e votar no menos pior. E esse ao ser eleito faça a transição menos traumática, para um futuro chefe da nação, bem mais preparado, ético e de brilho próprio.

Desses que se apresentaram, apenas um, segundo as minhas convicções, num certame com valores de zero a dez, eu daria uma media cinco. Bom dia a todos e que Deus nos ilumine.

Rio, 04/08/2018
Feitosa dos Santos

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
4/8/2018 às 13h43

 
Corpo e alma

A alma que arrastando o corpo,
Cansado corpo, que conduz a alma,
No alfarrábio do tempo, ponto final,
Se deixa no pó marcas da palma,
No coração do outro, dor e saudade,
A mente de outros, a paz acalma,
Num raso fosso, os despojos, o corpo,
Desatam-se os nós e liberta a alma.

Rio, 25/01/2012

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
4/8/2018 às 11h35

 
Cada poesia a seu tempo

Viva a vida ao seu tempo,
Cada tempo tem a sua poesia,
Não antecipe, e não atrase,
O ritmo, sempre nos dá alegria,
Viver aquilo que não se sente,
No fundo, só traz melancolia.

Ser tão somente o que se é,
Sem astúcia, e sem desdém,
Vale o tempo que a vida leva,
Seja esse, do tamanho que for,
Diga: a vida assim será mais justa,
Sou o que ainda não descobri ser
Menos devaneio e mais amor.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
3/8/2018 às 11h19

 
De Repente 30! Qual o Tabu Atual de Ter Essa Idade


Muita gente ainda se preocupa com o fato de ter ou estar perto dos 30 anos. Assim, como há o preconceito em alcançar essa idade completamente jovem, livre, leve e solto. Mas por que isso ainda é tabu numa sociedade onde diariamente os fatos provam que a vivencia não tem idade, só basta estar vivo e disposto.

Antigamente, ter 30 anos significava estabilidade num casamento, casa, filhos e contas pra pagar. Caso esses quesitos não estivessem ticados na lista da sua vida, algo estava errado. Os homens seriam fracassados, as mulheres teriam ficado “pra titia”, mas vamos combinar que acontecia numa sociedade que não tinha, ou não via muito mais pra oferecer a uma pessoa.

Agora os novos 30 são só o começo! Tenha em mente que numa jornada que pode chegar aos 100 anos, ter 30 significa planejar ou explorar os próximos 70. E pensar que no tempo das cavernas, a expectativa de vida do ser humano era de 35 anos! Uma pessoa de 30 poderia se considerar nessa altura a avó da “Família Dinossauro”, prestes a ser jogada do abismo.

O tempo e os avanços foram tratando de dar mais anos e melhores condições ao homem, que desde a era medieval até hoje cerca a sociedade com suas convenções. As chamadas gerações fazem parte dela, e pelo século XX vem fazendo importantes transformações pra que cheguemos aos 30 como meros mortais com uma vida inteira pela frente. Que podem se classificar como:

Geração Perdida - 1883 / 1900 - Jovens que morreram na 1ª Guerra Mundial. Geração Grandiosa - Cresceram durante a Grande Depressão e lutaram na 2ª Guerra Mundial. Geração Silenciosa - 1925 / 1942 - Passaram pelas maiores transformações históricas mundiais. Baby Boomers - 1946 / 1964 - São os filhos dos sobreviventes das guerras e revoluções. Geração X - 1960 / 1980 - Jovens que começaram a abraçar a modernidade. Geração Y ou Millennials - 1980 / 1990 - Jovens que descobriram a internet e os avanços tecnológicos com toda a sua grandeza. Geração Z ou Centennials - 1990 / 2010 - Jovens que além de experimentar, nasceram e produzem seus próprios conceitos e avanços da tecnologia.

Assim, depois de toda essa caminhada, chegar até aqui é sinônimo de orgulho. Afinal, quantos jovens ficaram pela trilha e se tornaram lembrança, antes mesmo de serem maduros o bastante pra desejar algo de concreto. Ter 30 atualmente, é experimentar as expectativas com uma bagagem que os 20, por questões óbvias não permitia.

Desse modo, você pode ser um jovem adulto que já se casou ou que não teve tantos relacionamentos porque decidiu se dedicar aos estudos ou ao trabalho. Pode ser alguém com filhos grandinhos que decidiu virar empreendedor ou teve o primeiro filho. Quem sabe ainda, um mochileiro que encontrou amor e morada e dessa vez a estadia será mais longa... Não importa! Tudo isso está certo, porque é você vivendo e se descobrindo diariamente e pra sempre até... Quem pode definir?

Mesmo com essa consciência, tem dia que bate aquela insegurança, pensando naqueles da mesma idade que aparentemente já conseguiram tudo enquanto você parece estar numa dança das cadeiras rumo aos 100. Mas é isso aí! Família, casamento, diversão, dinheiro, profissão e ociosidade, tudo de presente num contento louco e duvidoso que não adianta comparar nem medir pela idade, porque a verdade é que a idade certa não existe. Pra qualquer decisão que precise ser tomada, basta que você e só você esteja pronto.



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Postado por Blog de Camila Oliveira Santos
1/8/2018 às 19h37

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