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Quarta-feira, 28/9/2016
Blog belohorizontina
sonia maria de araujo sobrinho

 
O que está acontecendo com elas ?

O Brasil iniciou sua participação no concurso Miss universo em 1954, e a nossa primeira representante Miss Brasil, a baiana Martha Rocha, logo na estréia, foi envolvida numa polêmica que causou indignação nacional devido às lendárias duas polegadas a mais nos quadris que a deixaram em segundo lugar no concurso. A revanche só veio nove anos depois com a conquista do título pela gaúcha Ieda Maria Vargas em 1963.

De lá pra cá muita coisa mudou e nos perguntamos o que está acontecendo com elas. As mulheres mais bonitas do Brasil, acostumadas a elevar a imagem do país lá fora, desfilam agora em concursos de misses que estão perdendo a audiência e também o glamour. Espaços antes reservados às passarelas estão agora mais para ringue de batalha.

Em 2015 fatos inusitados aconteceram em reinados relâmpagos que quase fizeram as candidatas perderem a cabeça por causa da coroa.

Durante o concurso estadual para escolha da candidata amazonense na disputa ao título de Miss Brasil, a vice eleita não aceitou a derrota e arrancou a coroa da vencedora, sob a alegação de que o resultado final fora comprado.

Nos Estados Unidos, na cidade de Las Vegas, durante o concurso Miss Universo, um erro do apresentador deu o título de vencedora a uma candidata que chegou a desfilar e passado o constrangimento teve que devolver a coroa porque a eleita tinha sido outra.

Hoje, as mulheres querem mesmo modificar uma geração. Não se calam diante de injustiças e nem aceitam rótulos, não querem mais ser mostradas como objeto de consumo. Lutam por igualdade de direitos e contra qualquer tipo de assédio ou discriminação. Fogem dos padrões de imagem que costumam refletir corpos muitas vezes fora de alcance para grande número delas.

Sempre é tempo de fazer reparação e mudanças estão acontecendo. Pela primeira vez em 57 anos de Miss Mundo Brasil, em 2015 as jovens não desfilaram em traje de banho. A organização mundial do concurso considerou "retrógrado" que pessoas vestidas julguem o corpo de meninas de biquíni.

No próximo dia 01 de outubro as atenções estarão voltadas, ou não, para a 62ª edição do Concurso Miss Brasil que já foi uma das maiores festas de confraternização nacional.

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
28/9/2016 às 20h46

 
Itaúnas não será esquecida e nem Bento

O coração teima em doer e a memória não se apaga. Não tem como não se indignar ao acompanhar as notícias sobre o maior desastre ambiental do Brasil e um dos maiores do planeta, ocorrido em novembro de 2015 em Mariana, Minas Gerais.

O distrito de Bento Rodrigues foi varrido por um mar de lama após o rompimento da barragem do Fundão. Milhares de toneladas de barro, minério e água contaminada destruíram o Rio Doce, atingindo toda a fauna e a flora da região. O Estado do Espírito Santo, onde o Rio Doce deságua no mar, também foi atingido e retrocedendo a memória, não podemos nos esquecer que a vila de Itaúnas também já foi alvo de tragédia semelhante.

Se Bento Rodrigues foi varrido por um tsunami de lama devido a atividades desenvolvidas à margem das responsabilidades pela mineradora SAMARCO , a vila de Itaúnas foi soterrada num processo lento ocorrido pela ação dos ventos. Dunas se formaram à partir do desmatamento da restinga nos anos 30 e 40 .devido a exploração intensa dos madeireiros na região capixaba.

Ambos os cenários foram engolidos pela ganância do homem em busca do lucro fácil, desprezando compromissos éticos para com o planeta e futuras gerações. O impacto além de ambiental destruiu vidas e histórias. Não dá para mensurar a importância da memória do outro pois sob o olhar “de fora” ela terá sempre pouco ou nenhum valor.

A Vila de Itaúnas conseguiu se reerguer e vive hoje, exclusivamente do turismo e da pesca. Tombada como patrimônio histórico e natural é um dos marcos de luta pela preservação ambiental no Espírito Santo. Bento Rodrigues ainda está contando prejuízos, nem os especialistas mais otimistas conseguem dizer quando haverá reversão do atual quadro. Caminha também para um processo de tombamento; criação de um memorial ou museu. O desejo comum agora é a reconstrução nos moldes do que foi perdido. Não se reconstrói vidas partidas apenas mudando para a outra margem do rio.

Contrariando o conceito já instalado de que o povo brasileiro esquece suas tragédias antigas assim que aparecem outras, Itaúnas não será esquecida e nem Bento.

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
11/5/2016 à 00h42

 
Família Disneylândia

Que a Disney é mega, todo mundo sabe e sendo mega nada vem sozinho.

O passaporte para conhecer esse mundo maravilhoso antes do tempo, a meu ver, pode trazer embutido, pacotes indigestos .

Algumas pessoas podem fazer, inconscientemente, uma interpretação confusa desses roteiros ao procurar adequa-los à suas vidas. Acredito que o ideal é que Disney só entrasse em nossas vidas, depois de certa experiência realista. Quando ela entra antes de termos vivenciado tristezas, perdas ou dificuldades, o mundo ideal e justo que ela prega, nos coloca em uma redoma e fica difícil sair dela para enfrentarmos a realidade quando nossas lutas pessoais aparecem.

Podemos entrar em um roteiro confuso onde interpretamos mensagens como moldes para nossas vidas e muitas vezes, não é assim que funciona.

Na identificação de sentimentos universais como medo, tristeza, alegria e amor, sofremos juntos com as personagens, fazendo muitas vezes, interação e troca de papéis. Não é tarefa fácil lutar para combater monstros ou vilões que muitas vezes estão dentro de nós. A luta fica ainda mais difícil quando temos que lutar contra o ‘’suposto’’ lado do bem. Querer tudo do belo não é possível para sempre e como é duro constatar isso. Em algum momento somos chamados a ser protagonistas de nossa própria história.O conto de fadas, as mágicas para resolver dificuldades passam a ser aplicadas subjetivamente e muitas delas não tem o efeito esperado. Onde está o príncipe que não me tira desse solitário castelo ? Fada madrinha, use sua varinha para me congelar nesse exato momento da minha história...

Na família Disneylândia funciona assim, na hora do aperto, na hora das dificuldades, válvulas de escape são acionadas. Que tal viajar pra Disney ? sem nenhuma dúvida, é pra lá que eu quero ir.

Nesses apelos estamos convictos de que não queremos mais crescer, estigmatizados estamos, como Peter Pan na Terra do Nunca.

Quando William Shakespeare disse: “para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve”, para que fosse entendido, tiveram mesmo que desenhar e essa frase apareceu no livro/filme Alice, no País das Maravilhas, no diálogo dela com o coelho.

Eu estava vivendo o conto de Alice, em um momento crescia, virava gigante, em outro diminuía; acordei.

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
15/2/2016 às 23h12

 
À beira do caminho

Em viagens e em nosso dia a dia você já reparou nas pessoas que encontramos todos os dias à beira do nosso caminho?

Pessoas que também fazem parte desta paisagem e que muitas vezes ignoramos, nos apresentam seus produtos que podem ser para comer ou para deleite de nosso saber.

Arte pintada nas ruas, nas paredes ou no chão, estática, de equilíbrio e ainda arte comestível; quitutes típicos, sem atravessadores.

Quando menos se espera lá estão eles e como num passe de mágica, surgem com aquela fruta, aquele objeto de presente que eu sei que alguém vai gostar.

Comida diferente e boa que há muito tempo eu não via e olha ela ali; pare o carro, vamos comprar. Aproveite também para se acalmar pois neste trânsito intenso também tem harmonia. Escute o tocador de flauta; veja o rapaz se apresentando, usa cones, bolas de cristal e se apresentam até no sinal. O sorriso apareceu, fui platéia solitária deste espetáculo e este número exclusivo foi até à mim.

Com certeza vou-me embora satisfeita, tanta gente a me agradar. Cidade grande, beira de estrada, não pensei ser possível nestes lugares, esta alegria encontrar.

"É preciso às vezes desarmar nossas vestes de proteções, que nos fazem surdos ao som de flautas meio inquietas, que andam com flautistas pelos fios das calçadas de nossas ruas".

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
11/11/2015 às 03h27

 
ENTÃO, BRILHA !

Com posição geográfica privilegiada, a Rua Guaicurus, recebe gente de todos os lugares e o movimento é intenso sempre. Muitos dos que circulam por essa região, estão à procura de seu comércio popular e meretrício barato. Em seu entorno, o viaduto que dá acesso à rodoviária e a vida pulsante de quem circula por baixo dele, trabalhadores e desocupados, tudo misturado.

Ela já foi o centro da zona boêmia de Belo Horizonte, mulheres de classe não passavam por lá. O local era reduto de Hilda Furacão, famosa prostituta que serviu de inspiração para o romance do escritor mineiro Roberto Drummond.

É também rodeada por vizinhos ilustres, como o Espaço 104, local multiuso de arte e bens culturais e o Museu de Artes e Ofícios, que abriga o universo do trabalho, das artes e dos ofícios no Brasil. Locais de referência que valorizam o hipercentro e resgatam a função simbólica de deixar nossa cidade, conectada com o resto do mundo.

Como parte de seu processo de redenção, a "via de má fama" mostra que também tem classe. No calendário oficial dos principais eventos, como a Virada Cultural, a cidade recebe programação diversificada com shows, teatro, dança, literatura e intervenções artísticas em diversos pontos da cidade e a Rua Guaicurus é um deles.

No carnaval é ponto de concentração de Blocos Caricatos que resgatam o lado lúdico da festa popular mais celebrada no Brasil. O lema de um dos blocos mais famosos é justamente o respeito "gente é pra brilhar".

Rejeitada, humilhada, muitas vezes ridicularizada e se nada disso conseguiu te derrubar ou ofuscar: agora é ordem, então, brilha !

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
4/10/2015 às 12h51

 
MUQUIFU

Estar no ambiente do MUQUIFU - Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos, fez muita diferença em relação ao conceito que eu tinha sobre quem mora no lado do asfalto e daqueles que moram nos morros.

Encontrei Padre Mauro na Capela Maria Estrela da Manhã, celebrando a missa com uma batina branca, decorada com pintura das mãozinhas das crianças inscritas para a catequese. Além de pároco e curador do museu, Padre Mauro Luiz da Silva, sintetiza a comunidade inteira e o museu idealizado por ele, traduz a alma dos moradores das cinco vilas do Aglomerado Santa Lúcia em Belo Horizonte; Santa Lúcia, Estrela, Santa Rita, Esperança - em processo de extinção e São Bento, também condenada a desaparecer diante da ganância e da especulação imobiliária.

Com o intuito de resgate da memória, os moradores dessas vilas, estão retratados em todo lugar no museu e até na capela, onde o visitante pode acompanhar, mesmo durante a missa, o trabalho que está sendo feito pelos artistas Cleiton Gos e por Fabiano Valentino. A obra irá retratar a cena da passagem bíblica, "a fuga", fazendo um paralelo entre a Sagrada Família, fugindo para preservar a vida do menino Jesus e a expulsão dos pobres e dos negros dos centros urbanos, fugindo dos tiroteios, da polícia, da miséria.

É emocionante percorrer as instalações criativas, em todo o espaço. Na sala "Pedro Pedreiro..." o piso de brita e os objetos expostos chamam nossa atenção para tudo que ainda precisa ser construído; em outra sala a reprodução de um "quartinho de empregada" sob o tema "Doméstica, da Escravidão à Extinção" e muito mais.

A união no ambiente do MUQUIFU é tanta que durante um sarau, regado ao chá da Dona Jovem, conheci Dona Maria Marta, inspiradora para o rosto da imagem de Santa Efigênia e pude interagir com Marcial Ávila, Artista Plástico, poeta e ilustrador da cidade de Diamantina.

Se antes meu conceito sobre os morros era distorcido, vejo-os agora com olhos de amor.

Primavera dos Museus

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
17/9/2015 às 21h40

 
Inclusão

Ao terminar de ler o livro "Mulheres" da ilustradora Carol Rossetti o tema tratado "inclusão" já está fazendo parte da minha vida. Não que não fizesse parte antes, fazia, só que agora tenho vivenciado o assunto de maneira bem próxima e mais verdadeira, não mais como algo imaginário, que ficava só no papel.

Confesso que incluía mas com um certo distanciamento, incluía com receio; duvidando. Precisei de pessoas voluntárias agindo perto de mim para mostrar, com o exemplo delas, que é possível, que o processo não dói e nem tira pedaço, você pode se dar e ainda assim continuar inteira. Passadas as barreiras da angústia, da impaciência e da incredulidade, descobri a confiança.

Você me deu essa confiança através da sua presença. Precisei, olhei e você estava lá. Ouvi seus aplausos, senti seu abraço, recebi seu recado; a mensagem não se perdeu.



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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
24/8/2015 às 11h04

 
Museu dos brinquedos



Passava na porta, olhava a fachada mas demorei para entrar e não precisei estar acompanhada de crianças para justificar minha ida ao Museu dos Brinquedos em Belo Horizonte.

Lugar mágico para se dedicar a descobertas e interação, tanto para os pais que já os conhecem, tanto para os filhos que estão sendo apresentados a esses brinquedos, desconhecidos até então.

A evolução dos brinquedos foi tanta e em tão pouco tempo que é importante ter esse lugar para encontro de gerações e compartilhamento de alegria.

Não esperei saudosismo ao revisitar tantas lembranças do passado. Tratei mesmo foi de relaxar e aproveitar esse momento que reservei para mim, feliz por estar diante de tantas preciosidades simples com alto valor agregado.

No pátio visualizei a brincadeira corrida de saco, a gente tentando se equilibrar, querendo correr e caindo, colocando à prova nossa velocidade e esforço para conseguir chegar do outro lado.

Em outro lance lá estava eu pulando "amarelinha", me equilibrando de novo fazendo tudo para chegar até o céu.

Passei também o sufoco em obter melhor pontuação no jogo de varetas onde cada cor tem peso diferente, tem que tirar uma sem que nenhuma outra se mova e sim, tira nosso fôlego e o de quem está na torcida por nós também. Trapaças acontecem - a vareta mexeu ou não mexeu? - e o jogo pode acabar por aí dependendo do ânimo da turminha.

Muitos brinquedos tinham praticamente custo zero, as próprias crianças faziam quase tudo, utilizando material reciclado. Para jogar futebol, quando não tinha a de borracha, os meninos faziam a bola de meia e, para andar com os pés de lata, era só amarrar com barbante.

AÍ chegou a tecnologia, vieram os games, as bonecas falantes que pareciam ter vida própria e o progresso foi tanto que muitos brinquedos foram parar no museu. Mergulhar neste mundo de fantasia revigora o corpo e a mente, e esse bem estar fica, mesmo depois que a visita termina.

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
6/8/2015 às 19h00

 
Troca de identidade

Tenho o hábito de guardar artigos antigos que li e gostei e isso reforça meu entendimento a cada leitura que faço. Remexendo nesse baú, encontrei o texto "O Melhor amor" escrito por Affonso Romano de Santanna.

Fazendo a releitura dessa crônica, percebi como o assunto tratado é atual e entendido agora em formato expandido vai além do amor entre casais e casa também direitinho no que se refere ao amor entre amigos. Um amor que também dá trabalho, e muito.

O escritor fala que se existe um melhor amor, deve existir também o pior amor. Cita exemplos de pessoas que murcharam, se humilharam numa relação e que não conseguiram se agarrar a um galho, corda ou não tiveram coragem suficiente para gritar por um pedido de socorro a tempo de evitar a anulação de si mesmo.

Segundo ele, o melhor amor é aquele que desperta em nós os nossos melhores sentimentos e para mim, numa amizade não é diferente. Temos que ter atitudes que nos façam crescer, pois no meio de um belo caminho pode haver a tentativa de troca de identidade. O parecer com você meu amigo, nossa sintonia é tão grande que confundo minha vida com a sua. Podemos dedicar tanto de nossa individualidade a um amigo, exaltar tanto as qualidades dele que corremos o risco de esquecermos as nossas. Na hora de chorar, choro contigo e confundo, troco tudo pensando que é na minha vida que está acontecendo determinado fato e não na sua.

A diversificação em nosso grupo de amizades, distribuindo equitativamente nossa atenção e vivência, torna a relação sadia, ampla e contribui para que ninguém adoeça. Não conseguir dizer a um amigo 'isso eu não quero' ou 'não posso' é tão difícil quanto deixar de curtir uma informação colocada em uma rede social. Vira obrigação aceitar, consentir, compartilhar sem questionar, apenas para fazer o outro feliz, mesmo que momentaneamente.

Só que chega uma hora em que é preciso dar um basta. Assumo com grandeza a sua libertação, torço por ela. Não faço mais vista grossa a uma atitude inconsequente só para te segurar ao meu lado. Olho para você sem culpa, será que acertos justificam erros? Parece até matemática, tipo de cálculo que não fecha.

Novas construções, caminhos diferentes, é história agora que nos pertence.

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
15/7/2015 às 16h56

 
O lado independente do 1º FLI-BH

Com o tema "Imagina o mundo, imagina a cidade" e homenageando o escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade, Belo Horizonte promoveu durante os dias 25 a 28 de junho , o "1º FLI-BH - Festival Literário Internacional".

A cidade foi anfitriã de grandes nomes da literatura nacional e estrangeira que nos presentearam com debates, palestras, conferências, oficinas e muito mais na programação.

Na área destinada à "feira de publicações independentes", surpresa à parte com a qualidade do trabalho exposto, fazendo valer a máxima de escrever, publicar, distribuir, mostrando atitude em relação ao mercado editorial.

A qualidade das fanzines, quadrinhos, cartazes e objetos de papelaria artesanal, nos fazem pensar que esse pessoal merece também ter destaque no folder oficial dos eventos. Remanejando lugares num gesto de solidariedade, com alegria e jovialidade, permitiram que o maior número possível deles pudesse participar, fazendo a inclusão com o sistema de rodízio.

Ver o espaço invadido pelas crianças das escolas públicas, disputando livros e portando com orgulho o vale-livros no valor de quinze reais que receberam para gastar na feira, nos faz acreditar que nosso objetivo é possível, o de facilitar o acesso ao maior número de pessoas à cultura e educação; literatura como dádiva.

Quanto mais eu visitava a feira, mais vontade eu tinha de voltar. Que esse ciclo seja mantido para a próxima FLI-BH.

veja fotos: http://www.belohorizontina.com/

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Postado por sonia maria de araujo sobrinho
29/6/2015 às 15h38

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