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Sábado, 17/7/2021
Blog de Camila Oliveira Santos
Camila Oliveira Santos

 
Renda Extra - Invenção de Vigaristas ou Resultado


Já faz alguns anos que o termo “Renda Extra” tomou conta das discussões do lar e da economia doméstica, onde milhares de pessoas, sem outra alternativa, iniciam alguma atividade para complementar sua renda. Assim, muitas conseguem alcançar algum resultado com a ação escolhida, porém boa parte delas também acaba pior que no início por caírem nos chamados “contos da carochinha”, que não são poucos por aí.

Mas o que diferencia as bem sucedidas das que não obtêm sucesso nesse situação? Talvez a localidade, a ideia, ou ambas em épocas e locais adversos aos propícios. Dessa forma, cada caso é um caso, sendo muito difícil prever no geral porque uma atividade visando renda extra não dá certo. Contudo, alguns fatos não podem ser ignorados. Portanto:

Pode não ter havido tempo hábil para a ação vigorar. Pois tudo depende de um período proposto e quando não respeitamos esse tempo, as coisas acabam por não conseguir seguir seu curso até o êxito. Um exemplo é a história real do filme “Hacker - Todo Crime Tem um Início”, em que o protagonista, vendo que não conseguiria ser bancado pelos pais, acabou juntando através de pequenos trabalhos pela internet, dinheiro desde a pré-adolescência e conseguiu atingir seu propósito na vida adulta. Infelizmente, a sede de poder foi demais e não acabou bem para ele, mas você não é ele e pode ter uma conclusão bem diferente na vida. Basta planejar, agir e confiar no tempo como melhor amigo.

Foram criadas fantasias na cabeça que não correspondem a realidade. Se tratando de renda extra e investimentos em geral, não há mágica. O pote enche de grão em grão, e se alguém disser o contrário à respeito, tem alguma coisa errada. Porque é extremamente fantasioso pensar que grandes quantias irão cair do céu sem qualquer esforço ou investimento. Desse modo, infelizmente, o ganho com investimentos dependerá de quanto você investir, o valor da renda será total e completamente correspondente ao seu volume de trabalho e o ganho lícito só virá através de meios legais que não prometem o que não podem cumprir.

Sim, de fato é um tapa de realidade na cara do cidadão que sofre e sonha com uma vida melhor de maneira um pouco mais branda, porém é melhor ganhar algo de forma permanente do que construir um castelo de cartas prestes a desmoronar no vento. Exemplos não faltam no mundo! Então, para ganhar dinheiro com renda extra, fique longe das propostas milagrosas e da picaretagem. Estude e tenha os pés firmes no chão, planeje, calcule, aja e tenha paciência, pois o trabalho será árduo como nos primeiros degraus de uma escada, mas com o tempo, o costume e o percurso, não será difícil se motivar ao ver cada vez mais de perto o fim do caminho.

Por fim, para você que gosta de juntar um troco com internet e não desiste fácil, acompanhe canais como o Trabalho Virtual, onde a dona apresenta muitos recursos e dicas para faturar na rede com as modinhas e empresas virtuais que vez ou outra surgem. Por isso, analise, tenha cuidado ao escolher o que pode servir para você e se não der certo, pule para outra. Fique longe dos golpes e fature o que puder. Você também pode consultar as postagens da Bruna no Canal Me Poupe, em que ela dá dicas de renda extra para pessoas endividadas e finalmente, acompanhe o economista Gil do Vigor no Programa Mais Você com dicas realmente simples para economizar algum e talvez realizar um grande sonho com as próprias mãos.

Juntar uns trocos no Kwai e no Tik-Tok é só o começo para você que tem energia e a criatividade de emergir dos bolsos vazios e ver a luz do dia na prosperidade.



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Postado por Camila Oliveira Santos
17/7/2021 às 06h31

 
1000 Vezes MasterChef e Nenhuma Mestres do Sabor


O Masterchef está há anos na programação, obviamente mostrando seus sinais de cansaço, inclusive perdendo pela primeira vez uma de suas notáveis juradas. E mesmo assim, com seus problemas e tropeços é uma competição e entretenimento culinário que o Mestre do Sabor jamais será.

Pois se o primeiro, logo de cara em sua estreia, foi arrebatando e recrutando cozinheiros amadores, profissionais e entusiastas num tremendo sucesso, o segundo estreou praticamente natimorto e imperceptível aos olhos de qualquer um, seja este interessado em comida, disputa, entretenimento ou qualquer outra estranha curiosidade.

O mais impressionante é que, ainda que mal das pernas, sempre haverá um fã esperando a próxima temporada do Masterchef pra comparar, comentar e analisar coisas que serão exclusivas da nova edição. Enquanto que Mestres do Sabor sempre passou e passará batido, porque menospreza o principal elemento que faz programas como este serem bem sucedidos. Pois mais que a comida, o interesse está nas pessoas, nos cozinheiros e no fator humano que as motiva a competir pelo sonho da gastronomia.

Sendo assim, o programa que se sagrou as terças, trouxe pra tela e pra vida dos telespectadores a cada temporada, rostos jovens e maduros, grandes vilões e mocinhos, garotas perdidas, ranços, personagens cômicos, situações inusitadas, dramáticas e até heroicas. Tudo isso numa única cozinha, acompanhada de um mezanino e muito tempero.

Já o programa das quintas não tem química com o público e nem procura ter, engessado que está desde o princípio, numa única dinâmica e apresentadores por todos os cantos. Os competidores por sua vez, aparentam estar numa excursão gastronômica cozinhando com o melhor amiguinho a tira colo. Sem falar que o ganhador fica evidente desde o começo da temporada, e coincidentemente é o que mais ganha destaque, passa milagrosamente por perrengues sutis e abraça a causa da competição pra si.

Cabe aos outros serem os esforçados coadjuvantes, produzindo pratos que quem assisti não entende e não interessa conhecer. O julgamento também é uma coisa sem emoção, feita na ponta do garfo com comentários automáticos e cozinheiros sofríveis do lado de fora, que são eliminados tão anônimos e transparentes quanto chegaram ao som de trilhas sonoras rotatórias.

Finalmente, quanto aos jurados, se o Masterchef gerou verdadeiros ícones queridos da gastronomia brasileira, sendo que dois nem aqui nasceram, coube ao Mestres do Sabor já trazer grandes nomes da cozinha que não conseguem se fazer grandes o suficiente, tamanho o número de apresentadores / jurados que disputam um minuto de atenção em frente as câmeras. Sejam eles assistentes ou não!

Dentre eles, há sempre uma mulher e se Paola Carosella foi a fada sensata, deusa da empanada, terror dos amadores, cobiçada por alguns além da cozinha e por aí vai... Kátia Barbosa não demonstra qualquer tipo de força, sem conseguir se firmar entre os outros dois companheiros de palco. Seu time durante as três temporadas sempre se mostrou inexpressivo, vencendo raramente alguma prova e jamais se safando na berlinda da eliminação.

Além disso, é visível como alguns sempre são salvos em detrimento de outros que parecem convenientemente rodar a certa altura da competição. Em sua maioria, mulheres que são eliminadas sem uma explicação plausível. Inclusive, até hoje nenhuma teve real destaque na cozinha do programa. Pode ser que não tenham o que era pedido na ocasião, mas essa questão segue sem resposta.

Os ganhadores, como dito antes, são profissionais que estranhamente encaixam perfeitos demais num roteiro da jornada do herói, também envoltos numa vitória sonsa e morna que parece ser o desfecho pro conjunto da obra insignificante de todo o programa. Lembrando que o Masterchef sempre trouxe disputas acirradas que nem sempre agradaram o público, e visto algumas pessoas que venceram, podemos acreditar que só pode ter sido em função do sabor.

Enfim, depois de todo esse longo desabafo sobre resenhas culinárias, segue a constatação de que Mestres do Sabor seguirá numa linha reta e mortal, tentando encontrar uma luz na escuridão do forno em que se enfiou e nunca saiu, não importa o quanto tenha tentado. O programa jamais se encontrou.

Quanto ao Masterchef, este serviu um banquete suculento por anos e sempre alimentou seu público com fartura, porém de uns tempos pra cá o menu tem sido requentado demais, perdendo o sabor original e o prazer da novidade. Quem sabe com uma nova jurada e um elenco metade celebs o programa possa renascer? Vamos aguardar, mas não muito senão a comida esfria!



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Postado por Camila Oliveira Santos
25/6/2021 à 01h05

 
O Que Todo Mundo Via Mas Não Imaginava


Foram dias que se transformaram em semanas, meses e até ano do jeito que está. E é a primeira vez desde a Segunda Guerra que a população passa por algo maior e mundial. Desse modo, é a primeira vez em 75 anos que independentemente de onde olhe, encontrará a mesma situação acontecendo em grandes ou menores escalas.

Assim, este evento, como o seu antecessor, transformou os assuntos que estavam vigentes e está mudando o destino de muitas vidas ao redor do planeta. Visto isso, é esperado que as últimas gerações não estejam acostumadas com as ocasiões de freada momentânea, ao contrário disso, cada vez mais foram estimuladas a colocar o pé no acelerador, correndo em direção a uma vida de sucesso pra qual já nasceram atrasados.

Portanto, as pessoas dessa época estão habituadas a viver num mundo burocrático e social que não está acostumado a parar, e quando se depara com uma brecada acidental como a que está acontecendo, prejudica a humanidade com o mesmo efeito de um carro que para repentinamente estando em alta velocidade. No entanto, se tratando de sociedade e burocracia, antes era mais simples de retomá-las. Pois agora são necessários muitos papéis, vistos, aplicativos, ideias, etc. pra que a vida volte aos eixos e nem todo mundo compreende ou está com os requisitos em dia pra que isso se dê tranquilamente.

Sendo assim, o que pode ser a melhor forma de controle e facilitação em alguns países, em outros é o motivo de caus e confusão. Contudo, desejando segurar o “novo normal” a tecnologia tentou e não conseguiu ser completamente eficaz, moldando um mundo atual de questões que se seguirão visíveis e irreversíveis daqui pra frente.

Por isso, após o olho do furacão que está sendo essa pandemia, haverá quem ganhe e terá quem perca. Porque no momento, não importa o que digam ou o quanto reclamem, todos como não há muito tempo estão humanamente igualados. Acreditem ou não, tem gente que somente agora em diferentes escalas e reações está agindo e se sentindo como humano, pois assim é a vida.

Entretanto, não restam dúvidas que o planeta à partir de hoje seguirá como num filme indicado pras próximas gerações com um enredo estranho e surpreendente que inevitavelmente aconteceu. Já havia comentado esse tema no remoto e ingênuo ano de 2016 sobre o mundo que só víamos nos filmes e um ainda desse ano de 2020 sobre combater os vilões da vida real.

Por fim, saiba que esse é principalmente um momento de reinvenção, perfeito pra nos darmos conta do quão frágil pode ser a vida humana, social e financeira sem reservas nem pensamentos futuros. Então, pense e repense sobre tudo o que tem feito e não se leve tão a sério, pois o que faz o tempo perceptível são os humanos, pra Terra é irrelevante, e mesmo machucada, ela sempre dá um jeito de cicatrizar as feridas e sobreviver sem precisar de alguém pra isso.

São exemplos a despoluição com menos carros na rua, o silêncio em lugares que sempre estiveram tumultuados, animais aparecendo onde antes era impossível... E mais uma vez parece que conseguimos, continuaremos aqui, mas até quando? Portanto, não deixe que o destino da Terra seja sobre a questão da árvore que cai e se torna nula porque ninguém estava lá pra ver.



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Postado por Camila Oliveira Santos
28/7/2020 às 23h08

 
O Estranho Racismo Preconceituoso do Brasil


2020 não está pra brincadeiras e só faz escancarar as feridas mundiais, doa a quem doer! Mais uma prova disso são as manifestações que estão ocorrendo em prol das vidas negras, respingando em todas as nações. Mas embora o (Black Lives Matter - Vidas Negras Importam) esteja fazendo uma excelente demonstração de força e conscientização, em comparação com o Brasil, podemos apontar diversos fatores que divergem e mostram uma história de racismo e preconceito um tanto atípica com relação aos outros países.

Pra começar, um dado surpreendente é que nos Estados Unidos a população negra representa apenas 12% da nação, enquanto que no Brasil mais de 55% do povo se declara preto ou pardo. Então, porque a história conhecida depõe tanta disparidade entre os dois países pra essas pessoas?

A resposta é simples, mas o desconhecimento da população é apenas a ponta do iceberg que gerou esse abismo. Trata-se de conhecer a ti e a tua própria história como povo, uma coisa que o brasileiro não está acostumado a saber pela completa falta de incentivo. Dessa forma, a massa do país está habituada a lutar por si, numa batalha de classes onde só se modernizou o sistema de tratamento.

Obviamente, que os negros retintos são os indivíduos mais prejudicados nessa sociedade construída pra ser uma pirâmide. Contudo, o Brasil é formado de miscigenação, em que sua grande maioria - os que completam o grosso dos tais 55% e muitos que se consideram brancos - estão na base, enquanto que apenas alguns poucos formam esse topo imaginário e erroneamente abusivo. Mas se é assim, porque há tanta discórdia entre uma população que se encontra praticamente no mesmo patamar?

Aí vem de novo a simples resposta pra aquela pergunta acima... Porque o povo brasileiro desconhece sua história. Porque estiveram durante séculos expostos ao conformismo e a crença de que as coisas são como são e nada poderá mudar. Portanto, mesmo com o passar dos anos e com a modernização da sociedade, ainda existem certos tabus que colocam pessoas somente em determinadas posições, profissões, situações, causando a guerra urbana que é presenciada diariamente.

Desse modo, quem tem um pouco mais espezinha o que vem logo depois, só pra se sentir melhor com seus méritos de vida. É o tal doutor que não se formou em nada e a madame entojada com R$ 100,00 no banco. Achando que diminuindo o outro se eleva pra um nível superior. E ninguém se livra de fato desse mecanismo, medido pelos volumes dos bolsos, pelos tons das peles e por tudo o que o indivíduo representa ser, como um presente super vistoso ou que foi embrulhado meio xoxo na última hora.

Assim, muitas pessoas tentam mostrar o que não são, preferindo o desconforto a enfrentar as situações que um chinelo no shopping ou uma roupa esportiva podem trazer. Não se tratando de onde mais quando irá acontecer, porque sempre acontece. Então, ouse em ser o diferente e dê-lhe o benefício da dúvida. Com certeza o questionado agradecerá e poderá ter esperança por dias em que essa reação seja normal.

A origem mesmo, somente um DNA poderia provar, no entanto, todo mundo tem um argumento descabido pra agir de maneira descerebrada. Resta a questão de que se a maioria segue um padrão, porque sou obrigado a reagir diferente quando vejo um negro de terno e penso ser um segurança, ou uma mulher de branco sem ser babá ou empregada, um cara vindo em minha direção e não segurar a bolsa mais forte?

E óbvio que há um padrão na população do país, mas isso foi gerado porque desde séculos atrás não foram dados os incentivos corretos pra que a massa brasileira se integrasse de forma a se tornar um país funcional. Onde os negros foram jogados a própria sorte depois da abolição, criando guetos e morros que se estenderam pelos estados.

Em que também já havia uma grande camada de brancos degredados pobres, analfabetos, índios, exilados e imigrantes aventureiros espalhados por todo o Brasil, que mais tarde, com a ajuda da emigração, revoltas, pandemia, a imigração europeia e asiática por motivos de guerra no começo do século XX e tantas outras coisas mais, se transformou no povo brasileiro.

Algo, que se for analisar, está se repetindo nos últimos anos. Curioso, não? Ainda mais levando em consideração que certas coisas, como a política nunca mudam. Voltando a diferença dos países, os negros e outros povos americanos tiveram melhor formação e consciência porque lutaram, porque se protegeram inicialmente em comunidades que depois se organizaram e vem correndo atrás dos seus direitos, pois está longe da perfeição, enquanto que nessa nação a situação desintegra seus habitantes e os transforma em adversários numa guerra pelos melhores recursos, pois nunca há pra todos e quem consegue dita as regras.

O que o brasileiro se esquece é que aos olhos do mundo são um povo só: latino. Onde poucos podem provar sua real descendência x, embora muitos usem desse argumento pra humilhar um rosto e sofrerem igual quando forem ao exterior. E que direito descendente é esse? Qual a finalidade? Só num país que nunca se livrou da síndrome de colônia vira-lata. Sem saber que de repente julgou e menosprezou alguém com muito mais instrução, empatia e sapiência. Um ser que em decorrência de sua aparência foi sentenciado mais um dia em que comemorava uma promoção, a vida saudável, um reencontro, etc.

Por fim, qual seria a solução pra todo esse dilema infindável? E claro que repetitivamente a chave será a educação. Pois só a educação poderá fazer com que as pessoas conheçam sua história de um modo geral, abrindo as mentes pra algo maior, gerando empatia. Só pela instrução será possível a identificação e afabilidade com o outro, além de que indivíduos instruídos não precisam, nem querem roubar, matar, brigar por motivos corriqueiros, quebrando um circulo vicioso que ainda levará muito tempo pra parar de girar.

A meritocracia é de fato um sistema válido, porém pra que possa funcionar, todos precisam ter as mesmas oportunidades, pra que consigam escolher e competir em pé de igualdade. Isso vale pra negros, brancos, pobres, ricos de qualquer gênero e motivação religiosa.

Mas o povo brasileiro, aos trancos e barrancos chegou até aqui e com certeza irá mais longe, até o dia em que textos como esse se tornarão obsoletos, tragados pela história. E pessoas, independentes de sua origem possam ser apenas indivíduos na multidão sem desconfianças nem julgamento prévio. Por isso, pais e mães, lutem pela própria educação e pela dignidade de seus filhos.



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Postado por Camila Oliveira Santos
8/6/2020 às 23h36

 
Em 2020 Combata os Vilões da Vida Real


O ano de 2019 finalmente passou, foi feliz pra umas 3 pessoas e miserável pro resto da humanidade, mas fazer o quê? Já diziam os sábios que o doce só é doce porque o amargo existe! Então, parabéns se você chegou até aqui com o mínimo de equilíbrio. Agora é vida que segue, tempo que rugi e você como instrumento e material do que poderá ser o seu ano.

Pois a maioria das pessoas, talvez pelas datas, astrologia e etc. acreditam que um ano novo seguido de um período de 12 meses podem fazer uma vida mudar pra melhor. Crendo nisso, tenha a certeza de que a resolução mais importante que você poderá tomar esse ano, é ser o herói de si mesmo pra combater os vilões da vida real que o perseguem sem piedade.

Claro, você pode ser o herói de outros, mas quando cuida de si, certamente faz o bem a vários dependentes e pessoas que te amam. Se a vida estiver tão boa assim, que já possa se sentir seguro a ponto de ser o protetor de terceiros, melhor ainda. Dessa forma, pra começar com o pé direito é importante identificar esses facínoras que tanto querem lhe fazer mal.

Portanto, são alguns dos mais cruéis: A ignorância e a mesquinhez, que levam a atos impensados e impulsos descabidos. As dívidas, que hoje em dia são atreladas a serviços e tecnologias rápidas demais pra que se tenha um pensamento coeso em relação a decisões. Bancos e instituições de fácil acesso pra pegar dinheiro e jamais deixar a bola de neve. Responsabilidades que são procrastinadas e poderiam fazer toda a diferença no modo de vida. E finalmente a insegurança, que impede de seguir seus sonhos ligados a beleza, trabalho, relacionamentos, saúde, etc.

Esses são só alguns dos muitos vilões diários enfrentados pelo herói comum, mas que podem ser decisivos na barreira entre uma condição geral melhor de vida e diversos perrengues inimagináveis.

Por isso, evite dar opiniões, nem se deixe levar pelos julgamentos pré-concebidos e momentâneos dos sentimentos sem raciocínio. Quanto aos gastos, faça uso das facilidades que estão à mão com responsabilidade e não apenas porque você pode, pois existem no mundo infinitas coisas que podemos, mas nem por isso saímos realizando.

Pense e repense em todos os recursos possíveis antes de recorrer aos bancos e empresas de crédito que podem parecer uma solução imediata, contudo se transformarão em problema a longo prazo. Não deixe nada que pode ser feito agora pra depois, pois o acumulo de tarefas torna tudo mais desestimulante e difícil que antes. Sabendo que o tempo faz diferença nas ações, principalmente se tratando de dinheiro, quanto mais cedo melhor. Além de que exercícios, o abandono de um vício ou uma boa alimentação podem ser cruciais entre a saúde e a enfermidade.

Como vilão-mor estão a insegurança e a preguiça que trazem receios e evitam a realização do que já devia estar pronto. Visto isso, quando se tratar de um bom projeto pra vida, a resposta é fazê-lo antes que os pesares e dúvidas tragam uma âncora e impeçam o trabalho.

Quando estiver sem nenhum recurso ou ideia de como sair dessa situação de marasmo, apenas comece e deixe que o resto venha como etapas e recompensas do processo. Inicie por um trabalho que pode estar longe do ideal, mas trará contatos, amizades, relacionamentos, ideias e um dinheiro, que mesmo pouco, já é alguma coisa em vista de nenhum que estaria ganhando se estivesse parado se lamentando.

Também, realizando trabalhos manuais, temporários, renda-extra, que seja, você poderá guardar um dinheiro, de modo que este te traga garantias e independência financeira, tão fundamental atualmente pra se proteger de situações rotineiras que não são nada agradáveis de saúde, nos relacionamentos, dificuldades do emprego, com dívidas inesperadas... Enfim, tudo o que aflige as pessoas desde que a sociedade existe e te transformou num cidadão de bem.

Assim, pra esse ano é necessário planejar as ações, realizar, poupar e principalmente viver. Só dessa maneira você enfrentará os vilões tão amedrontadores do mundo real e sairá vencedor dessa história bem além da HQ. Claro que os problemas da rotina ainda existirão, mas numa escala menor, com maior probabilidade de resolução e capacidade de decisão pelas medidas tomadas e garantias realizadas. Quanto ao resto feliz ano novo!



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Postado por Camila Oliveira Santos
10/1/2020 às 05h27

 
Quando a Juventude Te Ferra Economicamente


Ás vezes, quando somos jovens, por não ter uma vivência maior, as coisas parecem fáceis demais. É aí que nossos planos podem dar muito certo ou totalmente errados. Acrescente a isso uma crise econômica inesperada e todos os fatores que ocorrem a partir disso...

Com certeza você vai chegar ao termo “caus financeiro”. Quando se é jovem, então? Caraca, ninguém merece! Queremos tudo e não temos nada, tanto a conquistar e muitas ofertas irresistíveis que aglomeram sonhos e conquistas numa vida que mal começou.

E seja por razão de estudos, vontade de conhecer o mundo, ajudar a família ou conquistar status e independência, atropelamos e contamos com algumas cartas que nem sempre podem se concretizar. Desse modo, investimos baseados em concursos que não chamam, empregos que não estão seguros, ganhos que não acontecem e voltamos diversos passos atrás, pra não dizer a estaca zero.

Esses ainda estão no lucro, em detrimento daqueles que ficaram endividados e não puderam terminar suas faculdades, tiveram que voltar a morar e depender dos pais, perderam seus carros e em consequência disso, relacionamentos, estabilidade e uma chance de conquistas a flor da idade. Se muitos adultos encontram-se nessa mesma situação, imagine os jovens que passam por isso pela primeira vez e ainda tem que assistir seus pais em situação similar, sendo quem sabe, usados como único apoio disponível.

Abrangendo um campo maior, há jovens no mundo que independentemente de situações de crise, não sabem se organizar financeiramente e nem recebem ajuda de alguém. Crescendo como adultos desastrosos que não sabem controlar seus gastos e ganhos, rendendo contas que não conseguem ser pagas. Tudo isso se deve a falta de educação financeira, que ao contrário do que dizem, também precisa vir do berço.

O problema é que apenas uma mínima parcela recebe esse tipo de orientação e ainda falta muito pra que algumas instituições aprendam a valorizar o consumidor cidadão, um indivíduo social que merece ser respeitado e conservado como cliente assíduo. Mas em vez disso, preferem “fidelizá-lo” com dívidas, combos de produtos que não interessam, tarifas exploratórias, juros e propostas surreais que prometem a reorganização financeiramente, porém no fim só auxiliará mesmo a instituição na cobrança descabida da “bola de neve”.

Acreditem, o mundo real tem muito disso. Falar nas entrelinhas pra tornar o inexperiente em especialista na marra. Contudo, thanks God, existem alguns jovens que são entendidos e disciplinados com as finanças. Geralmente, pessoas que receberam o exemplo e puderam acompanhar a família ou a escola, aprendendo o valor do dinheiro ou que estranhamente, se interessaram precoces pelo assunto e felizmente era o tema certo.

Entretanto, a maioria ainda se interessa e deposita sua energia voraz em boys bands e super heróis, me incluo nessa. Inocentes e contentes, sem saber que o futuro nos espera ali na porta com um bilhete precificado só de ida pra terra da “oportunidade”.



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Postado por Camila Oliveira Santos
30/9/2019 às 03h42

 
O Mundo Nunca Foi Tão Intenso Nem Tão Frágil


O mundo nunca foi tão intenso nem tão frágil! Essa é a conclusão imediata que se tem ao assistir “Years and Years”, série da HBO que retrata um futuro próximo em constante e abundante transformação. Dessa forma, a história parte dos dias atuais e vai seguindo ao retratar uma família com diversos personagens que sempre foram tabu na sociedade de fundo sexual, individual, no conflito de gerações e incrivelmente se deparando com “Terra Planistas”, que defendem uma vida retrógrada e renegam fatos comprovados da ciência.

Sendo assim, a série abusa das possibilidades do que virá a seguir e chega num primeiro momento a conclusão que de tanto evoluir, o mundo está voltando a seus primórdios e apesar de toda a tecnologia, ninguém deixou de ser humano, agindo com toda a visceralidade dos primeiros dias de existência. E mesmo como uma obra de ficção, “Years and Years” aponta os caminhos do futuro imaginado, onde não surpreendentemente a tecnologia impera cada vez mais na vida das pessoas, excluindo a maioria, causando dependência e solidão.

Quanto a cenografia, ninguém vive a la “The Jetsons”, com carros voadores e casas suspensas, mas os robôs estão presentes em praticamente todas as áreas e as pessoas querem existir para sempre como consciência na nuvem. Algo que não é aprovado por toda a população, dessa maneira a sociedade entra em conflito, numa guerra política e ideológica, onde culmina num quase fim de mundo com bombas nucleares e a população numa balburdia do “salve-se quem puder”. Tudo isso só no episódio piloto onde são 6 ao todo. O que virá por aí os próximos capítulos podem prever, mas como no acertado nome da série, o que acontecerá de verdade só os anos e anos dirão.

Fazendo uma análise do seriado trazido aos dias atuais, podemos perceber facilmente que a modernidade atrelada a tecnologia e a burocracia, ironicamente estão dificultando o desenvolvimento da sociedade como um todo. Não que seus avanços sejam ruins, mas o fato de não atingir a todos que desejam desfrutar de seus benefícios.

Desse modo, praticamente nenhum sonho hoje em dia é simples, para uma população que vive em países dilacerados pela fome e a guerra. Onde até as mais abastadas nações têm grandes ambições, muitas vezes inalcançáveis, sofrendo um eterno desconforto e insatisfação com as realizações da vida. Ninguém tem culpa disso, nem está errado em querer algo melhor, pois toda a mídia e marketing se fazem cada vez mais presentes sob todas as formas e de fato conseguem girar a economia universal.

Porém, tudo isso faz com que pessoas se lancem em perigosas e irresponsáveis aventuras, arrastando crianças exaustas pela mão e quase sendo mortos na próxima esquina. Tanto esforço para acabar como potencial alvo das estatísticas da violência ou para que no fim esteja sujeito as guerras de líderes inescrupulosos que podem encerrar o jogo num apertar de botão ou da própria natureza louca e descontrolada pelos feitos do homem.

Por fim, segue a reflexão de que progredir, avançar e inovar não é errado, pois a humanidade possui inteligência, criatividade e muitos outros atributos justamente para isso. O que está errado é a forma como é feito e distribuído no geral. Formando para o futuro uma geração de despatriados, descrentes e frustrados, que se sobreviverem a tudo, para onde irão? Será que o caminho avança ou retrocede em busca de valores descabidos? O filme “A Vila” de M.Night Shyamalan tem uma interessante concepção sobre o assunto.

Lembrando que, em tempos mais simples, o mundo era explorado por viajantes e aventureiros sem muros que o conquistaram e o construíram para quem o divide agora. Só uma de muitas e intensas questões unindo passado, presente e futuro.



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Postado por Camila Oliveira Santos
8/7/2019 às 21h37

 
As Expectativas de um Recrutador e um Desempregado


Nem todo mundo tem a oportunidade na vida de conhecer os 2 lados de um processo seletivo à uma vaga de emprego. Geralmente, a maioria fica no lado de entrevistado da mesa, sem perceber antes de criticar, como é difícil também para o recrutador tomar a decisão de contratação.

Pois saiba que essa é uma difícil escolha para qualquer contratante, num país que anseia em se recuperar de uma crise e possui um grande número de mão de obra parada. Atualmente, qualquer anúncio de emprego recebe centenas de currículos com os mais variados perfis que se encaixam bem ou são totalmente alheios a vaga descrita.

Surpreendentemente, esse mercado de trabalho dispõe de perfis óbvios que não são a opção certa, como também de candidatos azarões que são a resposta a suas preces, mas em outra situação, jamais estariam livres ou dispostos a se candidatar ao trabalho anunciado.

Já na seleção, existem muitos candidatos que não sabem se vender, são pessoas sem foco que agem pela compreensiva necessidade do sustento, parecendo seres automáticos que já desistiram de seus objetivos e fazem tudo maquinalmente por obrigação.

A maioria é de jovens recém ingressados no mercado que pulam de emprego rapidamente, fazendo bicos ou como temporários da crise. Há ainda os mais velhos que foram obrigados a contribuir com a renda familiar, mas estão há anos sem trabalhar.

Pelos currículos, pode-se perceber que tratam-se de indivíduos que tem esperanças e expectativas, descendem de boas histórias de vida e que lutam anonimamente para se destacar numa pilha de papel. Assim, os recrutadores têm a função de optar por alguém, meio que decidindo pelo bem-estar daquele que será selecionado.

Mas há também a percepção de que alguns precisam claramente se qualificar, se encontrar num conjunto de vagas que exigem foco e aptidões específicas. Além de enfrentar um grande número de pessoas bem instruídas na expectativa de que seja dessa vez, convivendo diariamente na ansiedade de não saber o que está acontecendo em relação a seu destino profissional.

Um empregador possui a difícil obrigação de acertar na escolha, mesmo percebendo a urgência que muitos candidatos têm de se empregar. Mesmo que doa cerceá-los em detrimento de outros mais preparados, pois ele precisa lembrar que independente de quem contrate, seu ato resultará em menos um profissional nesse mar imenso aí fora.

É preciso lembrar também que nem sempre o mais qualificado fica com a vaga, porque existe o candidato certo para a vaga certa, é preciso olho apurado e feeling. Mas ainda, nem sempre o encaixe perfeito acontece, sendo necessário voltar atrás em uma nova busca. Pois mesmo na crise, há profissionais que são valorizados, ficam entediados ou são seduzidos por outras propostas e metas de vida. Por isso, a contratação é só o começo dessa relação profissional que pode resultar em crescimento e aprendizado para ambas as partes ou tédio e insatisfação.

Buscando uma conclusão, percebemos que o mercado de trabalho atual é um desafio que mistura sorte e competência, cujo foco e preparação diferencia dos demais, mas ao mesmo tempo fecha as portas para determinadas oportunidades menores que poderiam ser brevemente aproveitadas.

Quem atira para todos os lados pode atingir alguma coisa, porém algo que deverá sofrer ajustes enquanto se espera por um futuro melhor. O importante é não ficar parado e esperar acontecer. Outra sábia conclusão fica por conta de que o profissional é seu próprio produto, vivendo no despertar de um tempo que preza por ideias e engrenagens para sobreviver, abolindo cada vez mais a carteira de trabalho e os direitos, em favor do bom e velho “te vira” do empreendedorismo.

E para você que conseguiu a tão sonhada colocação, foi porque alguém o escolheu entre tantos e confiou na sua habilidade e seriedade como profissional. Alguém que precisa tomar uma boa decisão para o andamento de seu sonho e continuidade do negócio.

Então, passado o entusiasmo de estar trabalhando, é claro que ninguém deve bancar o escravo de alguém, mas uma boa relação entre as partes deve ser construída, sem o jeitinho brasileiro nem o sofrimento por desistência ou acomodação. Lembrando que cada caso é um caso, mas preservar o que foi tão difícil de conseguir exige dedicação e sacrifício.

Entretanto, fica o desejo que tanto o profissional quanto o recrutador, nessa época difícil, possam encontrar aquilo que buscam num duradouro relacionamento de trabalho com amizade e respeito.



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Postado por Camila Oliveira Santos
15/4/2019 às 14h35

 
O Estranho Mundo Atual que Julgamos


O mundo vive agora uma guerra psicológica, onde as opiniões das massas se tornaram arma e munição, engrossando as fileiras de soldados treinados e dispostos a disparar dezenas de comentários e achismos a qualquer sinal de indagação.

Trata-se de uma tropa de guerreiros sem rosto, atingindo diariamente quem quer seja com comentários breves e aterradores. Desferindo geralmente o sábio conhecimento sobre meia página de um artigo mal lido, talvez ao máximo com uma passada de olhos, ou ainda direto aos comentários, pois é lá que está acontecendo a verdadeira batalha em busca da iluminação.

Pra concluir que tudo não passou de descabido e que nem chegaram perto do que o texto queria dizer. Religião, política, ética, etnia, gênero, cultura... A música da semana... Tudo é motivo pra se lançar ao campo de batalha, loucos pra expressar, digitar e definir o que de fato também não entendem. Que o mundo está vivendo uma guerra ideológica cuja apologia máxima de ideais não representa a todos e ainda confunde aqueles que nada compreendem.

Separando relações, surpreendo com atos inimagináveis. E qual seria a atitude certa a tomar? Se abster e desertar, seguir em frente e lutar, afinal nós temos 10 dedos e um teclado afiado pra isso! Apenas viver, enquanto percebemos que a alienação não é mais uma opção, que mesmo querendo estar de fora, as situações nos cobram posições e decisões sobre o que está acontecendo com os moradores ao lado, com nossas famílias e principalmente com nós mesmos.

E qual será o próximo passo? Quem será vitorioso e quem sairá prejudicado? Numa guerra em que quase todos apontam o dedo, mas ninguém quer de fato fazer alguma coisa. Soldados virtuais com certeza não enxergam, usando da ignorância como arma pra ferir. Como causa usam o novo momento, a frustração dos últimos 20 anos, ou será só a verdadeira face sendo mostrada, agora que pode ser coberta pelo tom do anonimato?

Mas é certo que está enraizada, ganhando força com o véu tecnológico do morde e assopra, num jeito velado de escrever, de ofender sem aparecer, e jamais dizendo ou assumindo de verdade aquilo que ficou claramente registrado e implícito. Assim, comentar atualmente na internet é em definitivo um ato de guerra, com dois lados que discordam de tudo virtualmente, porém fisicamente vivem tão próximos quanto a irmãos.

Usando do extremo, da agressão, do deboche, da ironia, da política e até do senso amigável pra dar pitaco e dizer ao outro o tempo inteiro sua opinião e “maneira correta” de fazer as coisas. Visto que ninguém gosta de ter alguém apontando os erros e dizendo-lhe sempre o que fazer. Todos precisamos aprender muito na vida, contudo a educação só é agregada de fato se absorvida de forma orgânica e natural, deixando marcas, lembranças e sentimentos com experiências válidas que um simples comentário de uma linha nunca poderá gerar.

Claro que este, feito da maneira adequada, pode ser um dos caminhos de se evitar retrocesso ou criar o efeito oposto. Entretanto quando usado pra fins levianos como vem acontecendo, comentários serão utilizados pra julgamento, como verdadeiros linchamentos virtuais que estarão acontecendo a todo momento, além de trazer as graves consequências pro mundo real.

Ao escrever esta postagem, me incluo na categoria dos pitaqueiros, porém há aqui muito mais que uma linha sobre determinado assunto, além disso é apenas uma leitura pra ser praticada e não comentada. Comecemos por melhores opiniões e algumas sugestões na vida e na net.



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Postado por Camila Oliveira Santos
4/3/2019 às 15h34

 
Os Efeitos Colaterais do Ano no Mundo


O mundo nasceu forjado no caus e na selvageria, onde os primeiros homens tiveram que travar lutas pela existência com animais vorazes e após sua extinção, iniciaram batalhas entre si por territórios, divergência de crenças, diferença de povos e todo tipo de motivo que sempre culminou em derramamento de sangue e maiores problemas que a bendita solução.

Claro que o planeta agora alcança melhores resultados com a sociedade moderna e uma diplomacia mais estabelecida entre as nações, porém nunca é o bastante pra sanar os atritos que surgem renovados por ideias que se perderam e não bastam na memória daqueles que não a viveram ao extremo.

Mas até que ponto algo é certo e cruzando a linha, passa a estar errado? Será que esse certo realmente já esteve correto um dia ou era só chamariz ganhando força pra se mostrar extremo mais adiante, no momento conveniente?

Tantas perguntas sem resposta e diferentes quadros que podem levar a diversos cenários entre a utopia e o caus completo. Quem sabe a Joia do Tempo no Olho de Agamotto tenha o resultado numa em milhões de possibilidades acontecendo aleatoriamente? kkk

Entretanto, é fato que uma ponta só existe porque há uma outra equivalente, uma balança, gangorra, que seja, equilibrando no meio os atos cometidos por ambas as partes. Dessa forma, a direita está mais forte porque a esquerda não soube dosar. Da mesma maneira que a guerra acontece porque quase ninguém tenta praticar a paz. Momentos em que tudo piora porque só assim pode melhorar, ressurgindo do fundo vingativos e violentos em forma de política, imigração em massa, terrorismo, catástrofes climáticas, guerras absurdas, modismos ensandecidos, etc.

As velhas lutas e batalhas morreram, esta é uma época velada. Porém, tão perigosa quanto a do início da Terra, há milhões de anos atrás. Cada vez mais a vista, dispersa e arriscada com os recursos tecnológicos, logística e poder de persuasão. Em praticamente todos os meios a propaganda é a alma do negócio e isso está mais que compreendido por aqueles que querem dominar.

Vivendo de novas armas, assim segue a humanidade. Ferindo como de costume pelos velhos objetivos de dominação. São só os efeitos colaterais desse ano no mundo, silenciosos e surreais devastando sorrateiramente até quando nem onde possa imaginar.



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Postado por Camila Oliveira Santos
30/11/2018 às 05h05

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