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Sexta-feira, 25/5/2018
O Blog do Pait
Felipe Pait

 
Greve de caminhoneiros e estupidez econômica

Não devia escrever nada sobre greve de caminhoneiros porque não é assunto que domino. Porém vi nas redes sociais tanta besteira escrita por economistas e por ideólogos que acham que leram alguma coisa sobre economia que não resisto.

As transportadoras têm contratos e os caminhoneiros podem não conseguir aumentar os fretes para acompanhar mudanças rápidas do preço do combustível. Não é absurdo segurar preços por um mês, dando tempo ajustarem os preços.

Dá para observar isso sem deixar de entender que incentivar queima de petróleo é destrutivo para o ambiente, para a saúde da população, para o bom funcionamento da economia, e para a condução honesta de todos os assuntos da república. A burrada de construir uma sociedade inteira dependente dos caminhões foi coletiva e duradoura, demora para ser corrigida.

Nessas horas dá a impressão que politicamente as opiniões se dividem em 3 grupos: os que querem subsídio ambientalmente destrutivo aos combustíveis poluentes porque são de esquerda, os que querem subsídio socialmente destrutivo aos combustíveis poluentes porque são de direita, e uns 18 que são contra o subsídio e a destruição do patrimônio ambiental e social do país porque são meus amigos.

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Postado por Felipe Pait
25/5/2018 às 10h36

 
Filosofia no colégio

Fiz uma leitura do artigo EFEITOS DA INSERÇÃO DAS DISCIPLINAS DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO SOBRE O DESEMPENHO ESCOLAR
de Thais Waideman Niquito e Adolfo Sachsida, abril 2018. Um parecer de revisor seguiria as seguintes linhas.

O artigo apresenta 2 modelos lineares, as equações (1) e (2). Não fica claro qual dos modelos é usado, se algum deles. A modelagem consistiria em calcular valores dos parâmetros beta ou alpha, mas os parâmetros só aparecem uma vez no artigo. Sem explicitar a relação com os modelos, não é possível interpretar as tabelas.

Há variáveis indefinidas ou definidas multiplamente. Exemplo: O vetor de covariadas X_{it} contém dados dos indivíduos como dito após (1), ou das escolas como após (2)? O parâmetro epsilon também é multiplamente definido. As tabelas deixam dúvida sobre qual exatamente são as variáveis listadas. Parece ser apenas um problema de redação.

Os valores p são indicados com 1, 2, ou 3 asteriscos. E os números sem asterisco, qual a significância? Considerando que são apresentadas dezenas de variações, positivas e negativas, é provável que apareçam correlações meramente aleatórias com probabilidade individual menor que 5%.

Já que o artigo na forma distribuída não faz a conexão entre modelo e as tabelas, minha leitura tem que se restringir ao texto. A dúvida mais evidente é que as pioras referidas são da ordem de 1% do desvio padrão - quantidades muito pequenas em vista das mudanças qualitativas nos exames e nas mudanças de tamanho e composição dos estudantes mostradas na tabela 3.1. Minha maior dúvida é que a análise de efeito é forçosamente diferencial - mede a diferença entre as notas em um ano e outro. Mas as medidas são muito ruidosas, e a diferença entre medidas tem uma relação sinal-ruído baixa. Para ter uma noção disso seria indispensável saber algo sobre os parâmetros alpha, beta, e epsilon, que aparecem nos modelos mas não são discutidos na sequência.

A relação de causalidade expressa no resumo "Os resultados mostram efeito negativo da inclusão dessas disciplinas sobre diversas áreas do conhecimento, sobretudo sobre o desempenho em matemática" não encontra justificativa no artigo. Mesmo se variações significativas fossem detectadas, o que não fica claro devido às observações anteriores, é possível imaginar inúmeros mecanismos explicativos que não a causalidade. Por exemplo: auto-seleção da introdução de novas disciplinas por escola e por aluno correlacionada com desempenho. Mesmo um mecanismo fraco de causa comum poderia explicar as pequenas variações detectadas.

Outra possibilidade é que mudanças curriculares, concomitantes mas não necessariamente coincidentes com a introdução de novas disciplinas, tenham tido efeito de aumentar ou diminuir a preparação dos estudantes para exames padronizados, ou para seções dos exames. Isso poderia refletir o julgamento de algumas escolas e alunos de que a finalidade do ensino não é a preparação para o Enem.

Em resumo: embora possa conter contribuições publicáveis, o artigo é pouco acessível na forma como foi redigido. As afirmações feitas não estão devidamente apoiadas pela análise dos dados. A metodologia é discutível e, na forma apresentada, insuficiente para estabelecer causalidade.

(Enviei o texto acima ao 2o autor, que gentilmente disponibilizou preprint. Já que o artigo foi bastante comentado nas redes sociais, não me parece inadequado dar minha opinião nesse blog.)

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Postado por Felipe Pait
4/5/2018 às 11h24

 
Go é um jogo mais simples do que imaginávamos

AlphaGo da Google, e agora OpenGo do Facebook. Um inesperado triunfo da moderna ciência europeia sobre a milenar sabedoria asiática: o jogo japonês e chinês foi conquistado por ingleses e californianos. Demorou 20 anos porque a literatura do xadrez era muito superior, capaz de explicar o caminho para a vitória de uma forma que os computadores entenderam facilmente. A literatura do Go era menos precisa, e o domínio do jogo exigiu força bruta.

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Postado por Felipe Pait
3/5/2018 às 16h10

 
Saiu a escalação da Rússia para a Copa

Sarin;
Ritsynenko, Gelsemin, Silovik e Spetsnaz;
Dezinformatsiya e Kompromat;
Poloniyevsky, Foliant, Somanov, e Novichok.
Técnico: Binarnoye Obrazovansky

O ataque é letal. Os outros 31 times que se cuidem.

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Postado por Felipe Pait
4/4/2018 às 22h31

 
Se fosse o Temer, concedia indulto ao Lula.

Com o indulto ele não ia preso, não virava mártir, mas ficava inelegível porque foi condenado e iam parar os recursos. A popularidade do Temer caía abaixo de zero mas ele mesmo sabe que já está quase negativa. Melhor para o país: suspendia o desgaste do Supremo e liberava a imprensa para falar de outras besteiras. Basta dessa conversa fiada toda. Antipetistas e antitucanos vão me xingar por escrever isso mas #prontofalei.

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Postado por Felipe Pait
25/3/2018 às 18h51

 
Ursula Le Guin é pouco conhecida no Brasil

Ursula K Le Guin, que faleceu ontem aos 88 anos, escreveu algumas das melhores e mais importantes obras de ficção científica. Avaliando pela minha lembrança como leitor de ficção científica durante a adolescência, e também pelos resultados de uma busca rápida na internet, tenho a impressão de que o trabalho dela é relativamente pouco conhecido no Brasil.

Um artigo de jornal interessante é http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,em-tempos-sombrios-as-pessoas-olham-para-escritores-afirma-ursula-k-le-guin,70001753157

Traduções de obras clássicas escritas pela autora nos anos 1960 foram lançadas recentemente pela editora Aleph.

http://www.editoraaleph.com.br/autores/ursula-k-leguin

Traduções mais antigas existem, mas não são muitas. As obras da autora não aparecem em abundância no comércio de livros usados, e muitas ofertas parecem ser de edições portuguesas, que são em maior número.

Um dos motivos para a relativa obscuridade pode ser a falta de adaptações famosas para o cinema. Outra pode ser o escopo mais limitado da audiência de sci fi no Brasil, talvez menos interessada nos temas de Le Guin. Daria assunto para uma pesquisa mais longa.

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Postado por Felipe Pait
24/1/2018 às 16h21

 
Ópera dos 3 bilhões de vinténs

D. Inácio do Oiapoque ao Chuí - A Ópera dos 3 bilhões de vinténs.

Um distante principado na América do Sul, no século IXI (é "ichi" mesmo, não 9, nem 10, nem 11).

Dona Marisa van de Silva, corajosa nobre neerlandesa, contralto.
Barão A. de B., riquíssimo potentado local, barítono.
Acadêmica Oiapoque, a filósofa-geral da República da Lodoméria, soprano.
Senhor Inácio, um plebeu, baixíssimo.
Juó Bananere, ajudante-de-ordens, tenor falsete.
Mercador O. de Brecha, o próprio Barão A. de B. disfarçado.
General O. de Brecha, comandante supremo da cavalaria, irmão do Barão A. de B, não canta, nem dança.
Infante Inacinho, filho de D. Marisa e D. Inácio, mudo.
7 militantes mascarados; coro dos sindicalistas; viúvas dos sindicalistas vivos; estudantes de dialética; soldadesca; beleguins; guarda bolivariana.
(Dom Ferdinando, o primeiro cidadão, nunca aparece.)

Ato 1,
Cena 1: Um palácio nas Laranjeiras.
7 militantes mascarados, liderados por D. Marisa, invadem a residência do Barão A. de B. Distribuindo livros doutrinários e cantando canções de protesto, conseguem persuadir os vigias a facilitarem a entrada na sala do tesouro, e saem com o cofre do Barão, que sem perceber nada, canta no chuveiro a ária "Rouba mas faz". No pátio do palácio, D. Marisa e os mascarados distribuem $ do cofre aos sindicalistas. Dança dos ducados de ouro. Enquanto os militantes fogem, o Barão sobe à sacada, enrolado numa toalha, e finge jurar vingança.

Cena 2: Um calabouço nas Geraes.
D. Marisa lamenta a traição de um dos seus companheiros e promete vingança. Jura que nunca se casará com um ignorante em dialética materialista. Recebe a visita da Acadêmica Oiapoque, que discorre sobre a Teoria da Relatividade dos Crimes. Ária "Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão".

Cena 3: O Pátio de uma Montadora na Borda do Campo.
Seu Inácio se lamenta dos sucessos políticos e amorosos do príncipe Ferdinando. Juó Bananere, um sindicalista, entra no escritório e traz a notícia da prisão de D. Marisa. Seu Inácio se compadece de D. Marisa e concebe um plano para resgatá-la. Juó Bananere é incumbido das tratativas. Brinde de 51. Ária "Si, Barone Costaverde".

Ato 2,
Cena 1: O Pátio de uma Montadora na Borda do Campo.
Seu Inácio beija as viúvas do sindicato, que contribuem suas joias para o resgate. O mercador O. de Brecha, que ninguém mais é do que o Barão A. de B. disfarçado, entra no escritório e se dispõe a ajudar. Seu Inácio se retira cantando "Nunca saberei de nada". O ajudante-de-ordens Juó Bananere e o mercador cantam o dueto "Lá meteremo as mano", em dialeto. O mercador leva o dinheiro para o General nas Laranjeiras, enquanto Seu Inácio se dirige às Geraes com os sindicalistas e os estudantes. D Marisa é libertada, sob aclamação geral ao herói da hora, Seu Inácio. D. Marisa se lembra da jura feita no cárcere.

Cena 2: A Sala Magna da Congregação da Faculdade da Margem Esquerda do Rio dos Jerivás, também conhecida como palácio de D. Ferdinando.
Seu Inácio tem aulas de dialética com a Acadêmica Oiapoque. No intervalo das aulas, ele lamenta a cultura de D. Ferdinando, seu rival. Os estudantes jogam truco. Coro "Ai Tatu! Tatuzinho! Me abre a garrafa, me dá um pouquinho". Nas Geraes, D. Marisa estuda ciência política. Chega a notícia de que D. Ferdinando foi enviado em uma missão francesa.

Cena 3: O Pátio de uma Montadora na Borda do Campo.
Os sindicalistas liderados por Seu Inácio e os soldados liderados pelo General O. de Brecha formam 2 filas para depositarem seus votos numa só urna. Quando a urna fica cheia, é jogada no Rio dos Jerivás. Seu Inácio e o General (movendo os lábios sem cantar) se juntam no dueto "Quem for contra a democracia, eu prendo e arrebento", enquanto D. Marisa chega em silêncio. O Mercador se revela como Barão A. de B., irmão do General que inexplicavelmente tem o nome de família de seu pseudônimo, e declara apoiar Seu Inácio. O General remove a farda e veste o pijama. Coro "Quero que vocês me esqueçam nesse inverno".

Ato 3,
Cena 1: A Sala Magna da Congregação da Faculdade da Margem Esquerda do Rio dos Jerivás, também conhecida como palácio de D. Ferdinando.
O agora D. Inácio se prepara para a coroação. A Acadêmica Oiapoque canta a famosa ária "Quando ele fala, o mundo se ilumina". Os estudantes de dialética jogam uma mão de truco e tiram 3 manilhas. Juó Bananere oferece o brinde "Chateaux Domaine de la Grande Romanée-Conti du Jeriva Açu" ao casal maior. D. Marisa e D. Inácio são coroados rainha e rei.

Cena 2: Um palácio nas Laranjeiras.
Beleguins leem uma vasta lista de calúnias contra D. Inácio. O sindicalistas se movimentam contra o neo-liberalismo. D. Inácio acusa D. Ferdinando. O Infante Inacinho se exila, sob a proteção do Leão de Damasco, velho amigo da Acadêmica Oiapoque. D. Inácio se recolhe a Ibiúna e reflete sobre o poder enquanto bebe uma aguardente de poire. Juó Bananere bebe um caldo de cana. D Marisa das Pontes governa sozinha.

Cena 3: Uma escola de samba, que é o próprio calabouço nas Geraes, com o resto dos cenários misturados.
Continua a leitura das calúnias pelos beleguins, agora liderados por Juó Bananere. D. Marisa se recolhe à Ilha Porchat. O Baile da Ilha Porchat. D. Inácio percorre o país em um ônibus, enguiçado no pátio da montadora. D. Ferdinando, ausente, ministra aulas na Sorbonne. Os sindicalistas e os soldados formam filas para encher uma nova urna. O Infante Inacinho retorna de Damasco com a guarda bolivariana, composta por soldados, militantes, sindicalistas, estudantes, viúvas, e beleguins. Juó Bananere e a Guarda põem os beleguins remanescentes para correr e aclamam Inacinho imperador. É carnaval.

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Postado por Felipe Pait
7/1/2018 às 19h15

 
Toscanini e o Hino da República

O chatérrimo Hino da República, que ninguém conhece, é da autoria de Leopoldo Miguez, que foi responsável pelo lançamento da carreira do grande Toscanini. No meio de uma apresentação da Aida de Verdi no Rio de Janeiro em 1886, os músicos entraram em greve contra o regente Miguez. A saída foi chamar o violoncelista, que conhecia a ópera de cor, para reger naquela mesma noite.

Foi um sucesso imediato e duradouro. Lançado com apenas 19 anos, Toscanini se tornou o maior maestro da história. A posteridade foi menos generosa com o bem intencionado Leopoldo Miguez. Vencedor do concurso para substituir o hino nacional, deve a sorte do olvido à pressão popular: o Marechal Deodoro relegou a composição vencedora às raras comemorações do golpe militar que depôs Pedro II.

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Postado por Felipe Pait
22/10/2017 às 12h17

 
Açaí com granola

Antes de ler email pela manhã, convém pegar 2 ou 3 colheradas do açaí congelado e colocar em cima da granola com banana. Daí enquanto você vai lendo a correspondência o açaí começa a degelar, se misturando mais facilmente com os grãos e atingindo temperatura mais agradável para o consumo. Infelizmente nada posso recomendar a quem não come açaí com granola, banana, e coco pela manhã.

Pensando bem, posso sim. Esse sábado dia 21 começa o Kleztival - 8o Festival Internacional de Música Judaica, que estou ajudando a organizar a divulgar. No sábado e no domingo há concertos no SESC Consolação, que fica ao lado da R Maria Antônia e do Mackenzie. Durante a semana o festival continua em vários lugares da cidade, e no fim de semana seguinte, dias 28 e 29, há uma série de filmes no MIS, seguido de encerramento festivo musical.

Os teatros do SESC são o que há de melhor em infra-estrutura. Fora as do SESC e a do Renascença que é beneficente, as demais apresentações acho que são quase todas gratuitas. Uma coisa garanto: os músicos são um melhor do que o outro.

Abaixo está o link para o site com o programa do festival. Aproveitando o ensejo passo também o link para um artigo meu sobre klezmer que acabou de sair no Estadão online.

Programação do Kleztival

A música klezmer: da Bessarábia a São Paulo

Venham e tragam parentes, amigos e conhecidos. Todo o público é bem vindo!

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Postado por Felipe Pait
19/10/2017 às 07h53

 
Irredentismo

Mensagem aos separatistas brasileiros: cada estado que se separar do Brasil é uma despesa a menos para os paulistas.

Os paulistas são contra a separação de qualquer estado. Nós amamos todos vocês brasileiros igualmente, e acolhemos os migrantes de todos os estados e de outros países como se fossem paulistas quatrocentões, da mesma forma que os paulistas quatrocentões acolheram a nós a partir do século 19: oferencendo trabalho. Produzimos o suficiente para sustentar todos os outros estados, e só reclamamos quando os impostos, fruto do nosso suor, são desviados por meio de corrupção.

Porém, se alguma parte do Brasil resolver se separar, é em prejuízo próprio e para benefício financeiro de S Paulo. Serão bem vindos de volta quando recobrarem o juízo.

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Postado por Felipe Pait
10/10/2017 às 14h01

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