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Sábado, 2/5/2015
Blog de Thereza Simoes
Thereza Simoes

 
Museus Parte I - Origens Históricas

Se consultarmos um dicionário da língua portuguesa para o significado da palavra "museu", de modo geral vamos obter o seguinte:
Museu: substantivo masculino, derivado do grego museîon, através do latim museum, em português museu, ao pé da letra, "templo ou lugar consagrado às musas".
Significado: lugar onde reúnem curiosidades de qualquer espécie ou exemplares artísticos e científicos: (sentido figurado) coleção de coisas várias e velhas¹.
As musas eram filhas do deus grego Zeus com Mnemósine (deusa da memória), e sua função era guadar as ciências, as artes e os tesouros da cultura. Existem diversos relatos do Mouseion de Alexandria, que data do século III a.C. e ficava em Atenas, que era antes uma instituição filosófica, lugar de contemplação.

Origens históricas do museu

Os museus existem há séculos e ao longo dos anos assumiram múltiplos objetivos. O século XX foi um marco, quando eles tiveram que se modificar diante das transformações relacionadas à compreensão das sociedades e seus fenômenos culturais. Foi então que o contexto educacional (formação e motivação de público) ganhou força e se estabeleceu como resposta à demanda por sua democratização de acesso. A exposição é de modo geral, a forma de comunicação dos museus e centros culturais com o público. Atualmente, esta comunicação está se tornando cada vez mais variada, não existindo mais o antigo museu, apenas "expositor de coisas antigas", conceito que por muito tempo dominou e ficou calcado no inconsciente do público.

A origem dos museus está relacionada com a vontade de colecionar objetos. Esse hábito é encontrado em muitos momentos ao longo da história da humanidade e pode ter diferentes objetivos como manter a memória, obter reconhecimento social, etc
A partir do século 16, na Europa, eram comuns os Gabinetes de Curiosidades, que eram salas onde eram expostos objetos de toda espécie, como animais empalhados, conchas, moedas, louças, esculturas, enfim, produtos da natureza e do homem.
Ao longo da história, os donos dos gabinetes privados começaram a permitir que viajantes e estudiosos visitassem o espaço. Ainda que restrita, essa visitação começa a se parecer com os museus públicos que conhecemos.
Foi a partir do século XVIII que se ampliou o caráter "público" das coleções apoiado pelas novas noções de cidadania, surgidas a partir da Revolução Francesa de 1789, porém eles ainda não estavam direcionados para o público em geral (não haviam legendas nas obras ou textos de apoio por exemplo). A observação era entendida como suficiente para se compreender a importância dos objetos expostos. O primeiro museu público foi o Louvre, criado em 1793 em Paris por Napoleão para exibir obras de arte confiscadas nas colônias francesas.
No século XIX, sob a influência da Revolução Industrial, começam a surgir novas formas de expor objetos, tais como: uso de cenário e aparatos que podiam ser tocados, por exemplo. O papel educacional se intensificou e foram criadas estratégias para facilitar a comunicação com o público, seleção dos objetos que deveriam compor a exposição, o aumento do espaço entre os objetos e introdução de legendas e textos com informações sobre os objetos. Percebe-se que o projeto curatorial, como hoje é chamado, é de fato um fator importantíssimo na comunicação e formação de público.
O museu moderno resulta do humanismo do Renascimento, do espírito do Iluminismo do século XVIII e da democracia do século XIX.
O período posterior a 2ª Guerra Mundial é caracterizado por estudiosos de diferentes áreas do conhecimento como um marco para significativas mudanças na história do pensamento. Uma aceleração sem precedentes na produção de tecnologias e comunicação e informação, transformou a sociedade e isso reflete nas instituições, sobretudo nas de caráter cultural e educacional.
O museu, como expressão cultural, também foi impactado por essa transformação e atravessou profundos questionamentos que visavam o desenvolvimento de uma função social. Em 1946 foi fundado o Internacional Council of Museums - ICOM, uma organização não-governamental. Isso possibilitou troca de experiências, ampliando o conceito do museu e mudanças nas relações dos museus com a sociedade com uma ampliação das funções sociais: de locais de guarda e estudo de coleções passam a locais de debates de ideias e atualização em relação às correntes vigentes no exterior.

No Brasil, devido ao interesse e iniciativas privadas, São Paulo avançou no relacionamento com o circuito de artes internacional nos anos 50, após longo período de hegemonia cultural francesa.
O Museu de Arte Moderna da São Paulo — MAM, foi fundado em 1948, pelo industrial ítalo-brasileiro Francisco Matarazzo Sobrinho, mais conhecido por "Ciccillo" Matarazzo. Foi um dos primeiros museus de arte moderna no país, com modelo inspirado no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, que era dirigido na época pelo milionário e grande incentivador Nelson Rockefeller. No caso do MAM de São Paulo, a maior parte do acervo inicial pertencia ao casal Ciccillo e Yolanda Penteado.
O encontro do experiente profissional museológico Pietro Maria Bardi, com o jornalista e visionário Assis Chateaubriand em São Paulo, resultou na organização do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand — MASP, com um programa inovador no meio museológico brasileiro.
Em 1951 o Masp trouxe o influente concretista Max Bill, e esta foi a primeira exposição de Bill fora da Suíça. Paralelamente, o mecenas Ciccilo Matarazzo trouxe a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951 com 21 países participantes, seguindo os moldes da Bienal de Veneza.
A 2ª Bienal de São Paulo em 1953, foi uma das mais importantes porque trouxe fragmentos de todos os movimentos culturais que aconteceram durante o período da 2ª Guerra Mundial (1936/ 1945), como a pintura abstrata e geométrica dos principais artistas modernos para o público, e além disso possibilitou novos horizontes para os artistas brasileiros.
Os museus e espaços expositórios foram melhorando a comunicação com seus públicos. As exposições passam a ser cada vez mais compreesíveis, com legendas, textos e objetos interativos. Interação que ultimamente tem sido unanima nas grandes exposições, senão fator principal. Cabe questionarmos o uso da interação como ferramenta de transmissão de conhecimento ou mero intreterimento, mas isso fica para um próximo post.

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Postado por Thereza Simoes
2/5/2015 às 20h19

Julio Daio Borges
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