Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida

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Sábado, 18/4/2020
Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
Raul Almeida

 
Burca ou albornoz

Os argumentos contra ou favor ao isolamento social, por definição o distanciamento físico entre pessoas, não convenceram aos que menos recursos tem para resistir a Peste chinesa.
(Se a epidemia de gripe foi "espanhola"...)
O Corona virus, na versão oficial.

O noticiário expõe a realidade da tragédia, quando separa os miseráveis dos pobres, por sua vez distanciados dos remediados e prósperos. A mortalidade entre os primeiros é muito maior do que nos dois últimos grupos.

A discussão sobre a atitude rebelde, a insubordinação e discordância quanto a medida "restritiva à liberdade", tem facilitado a polarização e politização do assunto.

A idiotice de alguns, a ignorância e incompreensão tácita de muitos e a necessidade econômica de boa parte dos cidadãos, além da ordinária, imoral e canalha atitude de políticos ambiciosos, vai retardando a eficácia e segurança das recomendações e ações de quem mais entende do assunto: sanitaristas, médicos, e infectologistas.

Proteger o nariz e a boca com máscaras apropriadas, usar luvas, manter a distância entre os circunstantes, não promover ajuntamentos, reuniões, festas, comemorações, nada que aglomere ou aproxime pessoas.

Lavar as mãos adequadamente e repetir os cuidados sempre que usa-las: ao pegar em puxadores, maçanetas, trincos, torneiras, botoneiras de elevadores, cadeiras e assentos, enfim, sempre.
Usou o sanitario?
Pegou a caneta na loterica?
Subiu no ônibus? Desceu?
Abriu a porta do Banco?
Usou o caixa eletrônico?
Pois é.
Lave as mãos muito bem, como se estivesse com nojo do último objeto que tocou. Desinfete com o álcool-gel, não desperdice nem economize.

Não é preciso, por enquanto, usar burca ou albornoz. Mas se você não ajudar, vai usar mortalha, saco preto, um caixote ou o último lençol da casa.

Fique esperto.


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Postado por Raul Almeida
18/4/2020 às 18h54

 
Geladeira quebrada
Comida estragada


Era uma vez uma despensa cheia de alimentos vencidos. As latas de conservas estufadas, os sacos cheios de grãos bichados, o mofo e sujeira dos ratos espalhada por todos os cantos.
A geladeira e o freezer, lotados de carnes, lacticínios e pescados podres.

A necessidade de uma limpeza e reforma era evidente. A desordem e imundície com os víveres, acabaria por envenenar e até matar todo mundo.

Uma eleição para expulsar os intendentes responsáveis por tanta desgraça foi marcada e quase todos foram trocados. A esperança de melhores dias voltou.

Boa alimentação, boa saúde, economia e equilíbrio com os recursos, respeito e ordem, paz, alegria, orgulho de fazer parte daquela mudança.

Mas...

Na primeira oportunidade, as incapacidades e insegurança, começaram a mostrar suas caras. Quem precisa berrar sua autoridade, não está seguro de seu poder.
Os ratos e baratas de novas cepas, começaram a sua nefanda tarefa, de roer e estragar o sonho recém renovado.

A insanidade moral é a doença mais danosa a atividade política.

A vaidade e ânsia pelo exercício do poder são suas formas mais graves.
Depois, a ganância, a ambição, a falsidade e, igualmente a incompetência, completam o perfil do mau político ou lider.
A cereja do bolo é a burrice, a falta de percepção do próprio entorno, a ilusão com as parcerias danosas.

Quaisquer semelhanças não são meras coincidências.

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Postado por Raul Almeida
16/4/2020 às 12h36

 
O tempo é um construtor de ruinas

A comportada vitrine ressaltando os elegantes modelos de roupas masculinas bem combinadas, prendeu minha atenção por um instante, provocando a vontade de vestir o bom gosto sugerido. E o melhor, facilitado em modicas prestações ou generoso desconto para pagamento a vista.
Os ternos e costumes bem cortados, camisas de colarinhos impecáveis, gravatas singulares em seus desenhos, um e outro acessório trouxeram lembranças.
No reflexo do vidro, as pessoas no indo e vindo da vida, sem prestar atenção a nada, só no caminho, molhado pela chuva intermitente do outono.
Distraído, quase não notei a imagem do outro observador das modas e ofertas da loja. Não sou de conversar com estranhos, puxar assunto, comentar atoa.
O senhor discretamente vestido, olhava, interessado, cada uma das composições, buscando os detalhes. O caseado dos botões dos paletós, a posição das mangas, as golas, o desenho das gravatas, a padronagem das camisas. Dava para perceber sua atenção.
Fiquei curioso, mas não o incomodei. Parecia ser bem mais velho do que eu. Talvez uns 15, 20 anos, sei lá. Fingindo interesse no interior da vitrine , olhava para o espectro refletido no vidro.
O porte, o modo de encarar os manequins de gesso, a falta de cabelos, o cenho semi-serrado, o rosto cavado e as bochechas caídas, sinalizando falhas dentais. O pescoço papudo, pós obeso, a boca enérgica, sem sorriso, sem paz. As orelhas características dos velhos: ou cresceram ou a cabeça encolheu.Baixei os olhos e, reparei as mãos vasculadas, magras, ossudas.
Num repente, dei conta de que não havia ninguém ali de frente para aquela vitrine.
Eu ainda não tinha sentido tudo que o tempo havia feito comigo.
Entrei na loja e comprei um boné de tweed, estilo inglês, para combinar com a nova fachada.


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Postado por Raul Almeida
11/4/2020 às 16h02

 
A vela
Cera, pavio, e chama.


Enquanto o pavio não é aceso, a treva predomina em seu entorno.
O limite da escuridão só será percebido quando a chama começar a iluminar.
Agora a vela está brilhando. Dependendo do tamanho da cera, vai durar mais ou menos, ajudando a sinalizar o caminho, a praticar a fé, a comemorar uma data.
O pavio e a cera serão consumidos enquanto produzirem luz. Basta uma lufada, uma brisa mais forte, um vento encanado e a luz se apaga.
Um pouco de sorte, alguma esperança e o pavio volta a queimar.
Algumas velas sempre estarão protegidas dos ventos dos acasos ou fatalidades. Poucas terão enorme brilho e várias serão acesas e apagadas conforme os ritos ou necessidades.
Outras vão quebrar e nunca viverão um momento de luz, além das que, em grande número, apagarão antes de terminarem o pavio e a cera.
Um grupo especial vai permanecer até chegar ao fim, com os últimos tremores da chama, o curvar do resto do pavio e o frio da treva. Poderá ser num altar, num velório, numa cabana na floresta, num despacho, durante a falha da cia. de luz e força.
Apenas uma vela.
®

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Postado por Raul Almeida
9/4/2020 às 09h28

 
Amigo, amigos.

Amigo, amigos Eu tenho um princípio desenvolvido ao longo da vida: Amigo é amigo.
Já subi e desci a ladeira muitas vezes. Aprendi um pouco. Amigo é amigo.

Não tem nenhuma maneira de classificar,organizar, priorizar, graduar, enfim, estabelecer uma quantificação de valor.
Amigo é amigo. Parentes ou não, colegas ou não, camaradas ou não.
Amigo é amigo. Por isso, geralmente, são poucos. Pouquíssimos durante a vida.

Já. os conhecidos...
Conhecidos podem ser parecidos com amigos, mas... Conhecidos sempre tem um mas. Amigo a gente sente.

Conhecidos a gente conhece, gosta, não gosta, não importa, importa, deixa de ser importante, diverte, ou não, enfim, conhecidos são fáceis de esquecer, desistir, afastar.
Amigo é amigo. É definitivo.



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Postado por Raul Almeida
7/4/2020 às 10h59

 
O jogo dos tronos na versão brasileira

A saga Game of Thrones, tanto no formato de livro como na serie de TV e um fenômeno mundial de sucesso. A continuação esta sendo esperada para 2019. A conferir.

O controle dos sete reinos vai sendo disputado a ferro e fogo, mas o que fica muito evidente e a importância das intrigas, conchavos, conspirações e mutretas de toda espécie.

Os personagens vão se aliando ou delatando e matando sem piedade, pudor ou remorso. O importante e estar junto ao mais forte, ao mais valente, ao mais astuto, enfim ao que, em dado momento, demonstra estar com o controle, com o poder

A ambientação nos remete a idade media. A geografia, como de resto todo o cenário, nos leva a castelos europeus e a lugares próximos. Não vemos asiáticos nem africanos. E uma questão entre povos diferentes, mas facilmente identificáveis como europeus.

Sete reinos poderiam ser vinte e seis estados e um distrito federal
O império sobre todos eles poderia ser a presidência, e os governadores representariam cada povo, cada reinado.
A analogia e valida quando observada pelo viés das relações entre os nossos poderosos e seus entornos.

A delação, uma palavra para suavizar a soma da traição com a falsidade, revela informações, provas e testemunhos que, em algum momento, servirão de proteção ou mesmo de arma contra um atual amigo ou aliado, convertido em perigo, adversário ou inimigo.

A qualquer momento nos surpreendemos com o fato de que fulano gravou uma conversa particular com seu amigo sicrano a qual esta recheada de informações tenebrosas sobre negociatas, corrupção, manobras, conchavos, maquinações, diatribes, infâmias, enfim prato feito para qualquer jornal ou programa de noticias seja no radio ou na TV.

Um senador, um alto Quadro, um ex-importante ainda ativo, alguém que realmente possa desestabilizar um ou vários próceres, deixa “vazar”, ou divulga, um documento, uma gravação, faz um depoimento arrebentando com algum parceiro ou conhecido em negócios passados sempre escusos, infames, corruptos e/ou desonestos.

A gente acorda, vai aos cuidados, senta pra tomar o café e liga a TV ou o radio, abre o jornal e lá estão os figurantes do novo escândalo. Da nova delação, da mais recente traição, do novo caudal de patifarias reveladas...

Jogo Duro. Não adianta.
Hoje vidraça, amanhã pedra.
Assim e o ambiente onde politicos fazem o seu quotidiano,

Lembra bem o seriado da TV: Game of thones

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Postado por Raul Almeida
27/2/2018 às 12h18

 
Quando os verões acabam

Chega o tempo em que os verões acabam.

Não se trata de uma estação do ano, três meses de sol forte, chuvas fortes, sorrisos fortes, emoções fortes. Não.

O verão climático sinaliza a chegada das férias, da praia, das cores mais brilhantes, das roupas mais leves, da comida menos carregada, dos amores surpreendentes, das emoções e das travessuras. Vai repetir-se a cada ano, com maior ou menor intensidade para uns e para outros, cada qual no seu quadrado.

Os que podem muito, chegam a ter dois verões no mesmo ano. Vão nadar na Grécia, na costa Amalfitana, na Cote d’Azur, em Positano. Depois vão para o Caribe, para as ilhas do Pacifico, Chegam ate a ir para o Brasil.

A turma do meio vai para o nordeste, para Floripa, para o litoral sul de São Paulo, ou o norte do Rio. E vem argentino, vem chileno, vem americano, alemão.

O pessoal da geral vai para as praias das suas cidades, dos seus bairros, enfim, dentro do raio de ação do transporte publico e do bolso para o pastel ou o milho.

Na paralela um enorme contingente de trabalhadores sô nota que e verão por conta do aumento das vendas de cocos, refrescos, sorvetes de palito, cangas e chapéus de palha.
Tem a turma do sanduíche natural , do queijo de coalho, das batidas tenebrosas onde o amendoim reina soberano ou aquela caipirinha valha-me deus, onde a certeza do álcool liquida qualquer pretensão ou preocupação com a higiene.
São os marcadores do verão. Surgem e se multiplicam tal como desaparecem com o tempo ruim, baço e triste dos outros meses.

Os verões ao quais me refiro, se extinguem sem importar o mês ou o hemisfério.

O sol brilha la fora, mas a tristeza resplandece. A memória para o que interessa falha, e se agigantam saudades, culpas, e a solidão em si mesmo. Depois, o outono emocional perene continua, por mais que se tente abrir as cortinas das boas lembranças.

A realidade e cruel.Os verões não voltarão mais.

O brilho das alegrias sempre fica meio empoeirado com as verdades duras e frias da vida vivida. Os dias eventuais que se parecem com dias de verão, são escassos mas acontecerão trazendo alguma energia, um pouco do sabor e cheiro dos tempos dos infindáveis verões, de anos a fio, quando tudo parecia fácil, não havia erros, equívocos, culpas.
Tudo estava certo.
Tudo conduzia ao sucesso, a vitória, a paz de espírito, a verdade, ao bem.
Era assim mesmo, se por acaso, alguém ficasse despedaçado ou despedaçada pelo caminho, era parte do jogo, estava escrito.

So que não era verdade. Aquele imenso verão acabou.
Os êxitos se apequenaram diante das culpas, dos remorsos, das desilusões, das derrotas, dos equívocos.

O outono impiedoso segue mais longo do que seria provável, sinalizando o inverno tenebroso, que começa a ser esperado com alguma ansiedade.

Acabaram-se os verões.
Agora acontecem eventuais dias ou momentos com gosto e cara de verão. Não estão conseguindo enganar como o faziam há bem pouco tempo.

So resta a constatação um tanto cínica:

“Não se fazem mais verões como antigamente”

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Postado por Raul Almeida
27/1/2018 às 16h12

 
Feliz 2018

Passagem do ano.

Uma data, um registro, uma imposição de lembranças de todos tipos.

Quando éramos jovens, quando estávamos aflitos, quando sobrou muito de tudo. Quando faltou...

Aqui em Niterói o " réveillon" foi antecipado, escamoteado pelo horário de verão, ladrão do tempo real.

Alem, pelo mundo afora, a mesmice dos fogos, dos copos e taças, da obrigação de se mostrar feliz.

Antecipada ou não a virada do relógio tem a mágica de levar a ilusão de igualdade entre os miseráveis e os prósperos .
O espetáculo pirotécnico na praia de Icarai, é proporcionado por estranhas baterias de obuseiros de vários calibres, morteiros, metralhas e foguetes, que não levam morte nem medo.
É o lado gay, o lado drag, da pólvora, da dinamite, do tolueno em sua mensagem de extravagância e impertinência .
O barulho horrível chega perto, sacode as vidraças invadindo o ar, junto com o cheiro da fumaça quase sufocante.


Valeu! A fila andou!

Agora vamos esperar o carnaval, quando, novamente, teremos luzes, fogos, menos é claro, fantasias no lugar das roupas brancas, muitas risadas, bebidas, comidas e festa.
E, todos misturados seguiremos à frente da bateria ensurdecedora , delirando.
A opulência desfrutando, o barraco desmoronando...

Em vários cantos pelo mundo, seres humanos estarão fugindo com medo e horror, tentando sobreviver,ficar longe do barulho sinistro das baterias de morteiros e obuses militares.
Nada de novo.
A fila continuará a andar.

A ironia recomenda: Feliz ano novo!


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Postado por Raul Almeida
20/1/2018 às 13h31

 
O Peregrino

A criatura coberta com um casaco esfarrapado, uma trouxa de pano passando pelo ombro e um galho seco, seguro pela mão direita a guisa de cajado, provocou desconfiança e medo em tantos quantos a viram chegando pela principal rua da vila

Em poucos minutos, as crianças foram recolhidas, os velhos se aboletaram nas janelas , as mulheres procuraram esconder-se e os homens, divididos em valentões, comuns e covardes, ficaram pelas poucas esquinas e portas dos comércios, fazendo poses e tentando mostrar alguma determinação e hostilidade ao andarilho. Durou pouco aquele medo todo. A porta da igreja, aberta, reverteu toda a aflição em curiosidade e simpatia.
O estranho localizou a casa divina e, caminhando sem fixar os olhos em ninguém, caminhou diretamente para la.
BR> O trajeto não excedeu os 10 minutos, durante os quais a conversa no barbeiro de 2 cadeiras, uma para o dono e a outra para um segundo figaro que nunca chegou e sempre ficou vazia, mudou imediatamente. De assuntos gerais sobre colheitas, futebol, e incorreções entre uma senhora e seu matrimonio compartilhado com o dono da farmácia, para o estupor da chegada de um invasor. Pior, um miserável.

Logo na cidade orgulhosa pela ausência de mendigos e de pedintes.

Aquilo era insuportável. Se o sujeito estivesse pensando em ficar por ali, ah, seria varrido de alguma forma, para outro lugar. Para a próxima vila, para a beira da rodovia federal, para longe, bem longe.

A conversa no bar, tambem, mudou para o mesmo objetivo: impedir a permanência daquele nojo ambulante, daquele vagabundo sujo e maltrapilho mais do que o tempo necessário para um copo d’agua. Ali não iria ficar nem meia hora, bradava o filho de um tradicional morador, proprietário de uma fazendinha, na verdade, um sitio, bem pertinho da cidade.
O rapaz, grandão e falastrão, era visto como bom partido pelas solteiras, e pouco apreciado pelos pais das mesmas, por sua fama de violento e pretensioso.
Pudera, era um dos riquinhos, se e que ter duas dúzias de vacas leiteiras em produção, algumas parcelas em lavoura, pasto, pomar, transforma alguém em rico. Bem, naquele lugar, era.

Ao seu comentário irado, somaram-se outros.
Os amigos do falador, lavradores temporários esperando alguma oportunidade, enfim, velhos tão ou mais vagabundos que o desconhecido, foram acrescentando detalhes ao melhor modo de expulsar o intruso, caso ele manifestasse, de alguma forma, a vontade de permanecer na vila.

Os absurdos verbalizados, nem de longe pareciam sair da boca dos fervorosos cristãos de todo domingo, dos piedosos e solidários cidadãos que se reuniam, rapidamente, para desatolar a vaca de algum vizinho, fazer uma visita ao mais recente candidato a moribundo, enfim, gente que sempre procurou mostrar o arrependimento de qualquer eventual pecado, a caridade, a união pelas boas ações, tudo em conformidade aos sermões e palestras proferidas pelo vigário.

O Andarilho, sem claudicar, ou tremer, caminhou pela rua, fora das calçadas, seguindo em direção a igreja. Parou diante da porta, trocou o cajado de mão, persignou-se e entrou, caminhando ate a primeira fila de bancos. Ainda apoiado no cajado, ajoelhou-se, voltou a persignar-se moveu a cabeça para cima, e fixou os olhos no crucifixo centenário, começando a murmurar uma oração.

O pessoal do bar e do barbeiro chegou e ficou olhando, pelo lado de fora da igrejinha , acompanhando a atitude e movimentação do maltrapilho.
Poucos instantes depois, algumas velhotas, outras nem tanto, uma ou outra criança, foram se ajuntando aos que já estavam na porta, observando tudo.

A voz do homem era audível, mas as palavras incompreensíveis. O falatório estava na altura exata de ser percebido, mas não compreendido.

A curiosidade do povo, agora quase toda a vila, era enorme.

Alguém lembrou de chamar o padre. Não foi possível. Tinha saído cedo e a igreja estava por conta de uma das dedicadas senhoras da congregação. Escondida na sacristia atrás do altar, escutava e olhava por uma fresta, o que aquele mendigo estava fazendo em sua igreja, limpinha, varrida e espanada. Que angustia.

Não entendia o que ele dizia, mas via bem a sua cara barbuda, cavada e calma. Aos poucos simpatizou com a figura. Parecia um peregrino.
Sim! Um peregrino, rezando em latim. Um homem santo, alguém que não dava valor a coisas materiais e tinha um modo próprio de adorar ao Senhor.

Tão logo entendeu tratar-se de um peregrino, saiu pela porta de trás da igreja e foi contar a novidade as amigas. Ainda não sabia da comoção em toda cidade com a chegada do estranho. Logo que deu a volta na construção santa, percebeu o enorme aglomerado de gente. Aproximou-se e, em voz baixa, pediu silencio para não atrapalhar o peregrino.

-Peregrino? Como assim?

A piedosa congregada, foi recuando e trazendo consigo a populaça, reunida na porta de sua linda igreja, varrida e espanada com fervor.

-Ele esta rezando em latim. Que nem o papa! Ele olha pra deus, e parece que fala com ele!

-Mas, como e possível, um mendigo roto, com uma trouxa nas costas ser um peregrino, comentou um dos mais céticos e menos assíduos nas missas.

-E um peregrino sim! Eu conheço! Respondeu a piedosa,cuidadora da igreja.
-E sim! Algumas outras congregadas começaram a repetir, em voz mais alta, chamando a atenção do pessoal mais próximo a porta.

O contestador calou-se.
Num passe de mágica, o maldito, o miserável, o imundo, o invasor, fora transformado em fiel penitente.

O melhor estava por vir.

A cidade aglomerada na porta da igreja, foi entrando com cuidado, e se ajeitando nos bancos. Primeiro no fundo ate lotar, completamente, inclusive nas laterais como acontecia todos os domingos, deixando livre, apenas, o banco do peregrino, que permanecia orando, olhando para a imagem, parecendo desconhecer o que estava se passando.

Nem meia hora após sua chegada, e a vila quase toda, estava ali ao seu lado, em oração e respeito.

Em dado momento, o peregrino levantou-se e caminhou em direção ao altar. Apenas alguns passos, seis ou sete, deixando sua trouxa e o cajado, no caminho de acesso.

Um rumor de surpresa e espanto foi ouvido: Ohhh!

Ninguém saiu do lugar.

O peregrino ajoelhou-se bem perto do crucifixo e começou a rezar, em voz alta e, em línguagem comprensivel.

Fez a primeira e a segunda mais conhecidas preces , pedindo perdão para os pecados de todos que ali estavam, pedindo saúde, enfim a formula geral de solicitações e petições ao divino, concluindo com um sonoro amen.

Todos responderam: amen!

Então uma voz alta e diferente do peregrino ecoou na pequena igreja:

Bem aventurados aqueles que tem fé.
Bem aventurados aqueles que acreditam.
Bem aventurados os de bom coração.
Bem aventurados os que ajudam aos que precisam.
Bem aventurados os que dão, pois irão receber em dobro.

A imagem respondera as preces!

O homem era um santo!
Milagre! Milagre! Milagre!
Gloria! Gloria! Gloria! Gloria!

Uma gritaria formidável, um estupor, dois enfartes, vários desmaios, a choradeira e euforia tomaram conta do ambiente e o peregrino, tão logo a voz se calou, procurou a porta da sacristia, aquela que servira de esconderijo para a piedosa, saindo em seguida, pela outra, a dos fundos, voltando para a rua.

Abriu a sua trouxa, tirou uma caneca e um prato de alumínio, peças logo arrancadas e disputadas pelos moradores ávidos em lhe dar água e comida. Abençoou a todos quantos beijaram suas mãos.
Agradeceu as roupas limpas e os sapatos substitutos das velhas sandálias.
Fez a barba no barbeiro, tomou banho na casa a piedosa, não recusou a coleta feita em seu nome e apreciou a carona ate a rodoviária.

Uma hora depois da saída do ônibus em direção a capital, sentado na primeira fila, ao lado da janela, deu uma conferida na coleta, levantou e avisou ao motorista que iria descer antes, na primeira parada.

Ali mesmo na parada, conseguiu uma carona com um caminhoneiro.

Durante a viagem, contou um pouco de sua historia. Era ventríloquo. Trabalhava em circo e teatro. Gostava do que fazia. De vez em quando participava dos grandes espetáculos da semana santa.

Desceu em Brasília.


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Postado por Raul Almeida
17/1/2018 às 11h28

 
A sagrada liberdade e o divino direito

Nao existe maior bem do que a liberdade, não ha maior valor do que o direito. Acredito que todo mundo com mais de um neurônio, pode entender, aceitar e ate divulgar tal ideia.
A liberdade de ir e vir, a liberdade de contestar, a liberdade de viver em paz, a liberdade de tomar decisões e responder pelos resultados das mesmas. A liberdade que obriga ao respeito a liberdade do próximo.
O mesmo se da com o direito. O direito de ir e vir, o direito de contestar, o direito de escolher, o direito de assumir uma posição, um lado da questão, uma preferencia, o direito a proteção do estado, o direito a reclamar e o direito a se defender.

Quando uma pessoa no mais amplo e total exercício do seu direito e liberdade, viola o pactuado, o aceito com certo, o regido pela lei do Estado, portanto, a lei que os homens entenderam ser o melhor para reger a sociedade, escolhe algo que rompe com o combinado, o pactuado, o legal. O que todos entendem como necessário para o bem estar comum. A contrapartida tem que ser, nada mais nada menos que a aplicação da tal Lei Soberana, indiscutível, total, colegial, meia, e arquibancada.

Quem fuma maconha comete ilícito, quem fuma crack, idem, assim como que cheira ou se injeta com cocaína, morfina, heroína, e por ai vai.

As novas ferramentas do diabo, aquelas que modificam a realidade do momento vivido, estão se multiplicando a partir de fármacos e medicamentos. Ainda vem coisa por ai.
Assim, um maconheiro dentro da sua casa ou em algum lugar fechado consumindo maconha esta cometendo o mesmo ilícito do que se estivesse na rua, na praça, no clube, na praia... O cheirador idem.
Mas o cracudo não! Nao esta cometendo ilícito, não esta infringindo a lei, não esta violando o pacto principal da sociedade, a obediência as leis, de acordo com as ONGS e movimentos sociais que vão a rua defende-los.

Bem, se não estão cometendo ilícito por consumir crack, uma droga letal, ilegal e proibida, estão cometendo outros crimes bárbaros a saber: Criação de meios e facilidades para a proliferação de pragas e moléstias tais como: Sarna, piolho comum, carrapatos, phitirus pubis, o popular "chato", sífilis, aids, tuberculose... Tal como tem constatado as autoridades sanitárias que, eventualmente os examinam.
Alem de serem vetores de pragas e doenças, violam hábitos essenciais de higiene,de limpeza e de conduta social e urbana. Sim! Conduta! Promiscuidade também e ilegal!
E mais, ao obstruir calçadas e vias publicas, praças, logradouros, etc., novamente impedem que as pessoas normais exerçam o sagrado direito a liberdade de ir e vir. Atrapalham o direito das pessoas produzirem, de trabalharem, de conseguir emprego e renda, pois o comercio fecha, míngua, acaba nos locais onde a choldra viciada se reúne.
Pior. Para financiar suas delicias e devaneios, assaltam, roubam, furtam agridem e molestam pessoas normais, que não estão enlouquecidas voluntariamente, não estão infringindo, cometendo ilícitos ou crimes.
Nao da para entender a defesa do lixo, do chorume humano, da decadência, da desgraça enraizada e escolhida por alguns em detrimento de todos.

Os defensores das cracolândias, sob qualquer pretexto, são criminosos, são ordinariamente canalhas, são o pior dos lixos.Muito pior do que os cracudos que dizem defender, quando sabemos que fazem , apenas, oposição politica sistemática contra tudo e todos que querem por ordem nesse inferno.

Deveriam ser presos e responder por tamanha barbaridade.


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Postado por Raul Almeida
30/5/2017 às 11h24

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