Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida

busca | avançada
74383 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Povo Fulni-ô Encontra Ponto BR
>>> QUEÑUAL
>>> Amilton Godoy Show 70 anos. Participação especial de Proveta
>>> Bacco’s promove evento ao ar livre na Lagoa dos Ingleses, em Alphaville
>>> Vera Athayde é convidada do projeto Terreiros Nômades em ação na EMEF Ana Maria Benetti sobre Cavalo
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
>>> Sim, Thomas Bernhard
Colunistas
Últimos Posts
>>> Rodrigão Campos e a dura realidade do mercado
>>> Comfortably Numb por Jéssica di Falchi
>>> Scott Galloway e as Previsões para 2024
>>> O novo GPT-4o
>>> Scott Galloway sobre o futuro dos jovens (2024)
>>> Fernando Ulrich e O Economista Sincero (2024)
>>> The Piper's Call de David Gilmour (2024)
>>> Glenn Greenwald sobre a censura no Brasil de hoje
>>> Fernando Schüler sobre o crime de opinião
>>> Folha:'Censura promovida por Moraes tem de acabar'
Últimos Posts
>>> A insanidade tem regras
>>> Uma coisa não é a outra
>>> AUSÊNCIA
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
>>> Guerra. Estupidez e desvario.
>>> Calourada
>>> Apagão
>>> Napoleão, de Ridley de Scott: nem todo poder basta
>>> Sem noção
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Por que as curitibanas não usam saia?
>>> Jobim: maestro ou compositor?
>>> 7 de Outubro #digestivo10anos
>>> A insignificância perfeita de Leonardo Fróes
>>> Soco no saco
>>> De Siegfried a São Jorge
>>> O Paulinho da Viola de Meu Tempo é Hoje
>>> Pelas curvas brasileiras
>>> A pintura admirável de Glória Nogueira
>>> A Flip como Ela é... I
Mais Recentes
>>> Ao Redor do Mundo de Fernando Dourado Filho pela Fernando Dourado Filho (2000)
>>> O Administrador do Rei - coleção aqui e agora de Aristides Fraga Lima pela Scipione (1991)
>>> Memória do Cinema de Henrique Alves Costa pela Afrontamento (2024)
>>> Os Filhos do Mundo - a face oculta da menoridade (1964-1979) de Gutemberg Alexandrino Rodrigues pela Ibccrim (2001)
>>> Arranca-me a Vida de Angeles Mastretta pela Siciliano (1992)
>>> Globalizacão, Fragmentacão E Reforma Urbana: O Futuro Das Cidades Brasileiras Na Crise de Luiz Cezar de Queiroz Ribeiro; Orlando Alves dos Santos Junior pela Civilização Brasileira (1997)
>>> Movimento dos Trabalhadores e a Nova Ordem Mundial de Clat pela Clat (1993)
>>> Falso Amanhecer: Os Equívocos Do Capitalismo Global de John Gray pela Record (1999)
>>> Os Colegas de Lygia Bojunga pela Casa Lygia Bojunga (1986)
>>> Amazonas um Rio Conta Historias de Sergio D. T. Macedo pela Record (1962)
>>> A História de Editora Sextante pela Sextante (2012)
>>> Villegagnon, Paixaƒo E Guerra Na Guanabara: Romance de Assis Brasil pela Rio Fundo (1991)
>>> A Política de Aristóteles pela Ediouro
>>> A Morte no Paraíso a tragédia de Stefan Zweig de Alberto Dines pela Nova Fronteira (1981)
>>> Rin Tin Tin a vida e a lenda de Susan Orlean pela Valentina (2013)
>>> Estudos Brasileiros de População de Castro Barretto pela Do Autor (1947)
>>> A Origem do Dinheiro de Josef Robert pela Global (1989)
>>> Arquitetos De Sonhos de Ademar Bogo pela Expressão Popular (2024)
>>> Desafio no Pacífico de Robert Leckie pela Globo (1970)
>>> O Menino do DedoVerde de Maurice Druon pela José Olympio (1983)
>>> A Ciencia Da Propaganda de Claude Hopkins pela Cultrix (2005)
>>> Da Matriz Ao Beco E Depois de Flavio Carneiro pela Rocco (1994)
>>> Testemunho de Darcy Ribeiro pela Edições Siciliano (1990)
>>> Tarzan e o Leão de Ouro de Edgar Rice Burroughs pela Record (1982)
>>> Viagem de Graciliano Ramos pela Record (1984)
BLOGS

Sexta-feira, 3/5/2024
Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
Raul Almeida
 
A insanidade tem regras

A discussão sobre a "proporcionalidade"das respostas aos ataques de um bando de terroristas assassinos a uma população de fazendeiros e agricultores, além de uma plateia de jovens espectadores de um show musical, é deplorável.
A ideia de que a "guerra tem regras", é por si só, absurda. Regras para destruir, matar, aleijar, incapacitar , machucar seres humanos, estejam ou não caracterizados para tal serviço, fardados, sinalizados, etc, é de uma estupidez ciclópica.
Aperfeiçoar aparelhos denominados de armas e classificá-los de acordo com sua capacidade em : leves, de ataque, de assalto, de contenção, de destruição média, normal, de massas, não tem cabimento no entender de ninguém. Ao mesmo tempo em que alguns cientistas flutuam a quilômetros no espaço, estudando o Universo, milhares de outros gastam seus preciosos neurônios, melhorando inventando, máquinas e instrumentos para arrasar, devastar, sublimar pessoas. E não tem lado que esteja mais ou menos certo que o outro, quando o assunto é resolver questões através do expediente mais simples que se pode imaginar: A supressão da vida.
O poder engalanado, as fanfarras altissonantes, os ritmos marcados das botas e coturnos agredindo o piso das avenidas em desfiles impressionantes não bastam. Há que mandar aqueles atores orgulhosos em seus uniformes bem passados para a morte ou a incapacitação. Há que mostrar arrogância, prepotência, autoridade sobre o "outro" do outro lado de alguma divisória. Entretanto, o mais absurdo é que são poucos indivíduos, bípedes falantes, que controlam a estupidez geral.
A capacidade de convencimento desses monstros abissais é inexplicável, sempre escondidos por um artifício impalpável, principalmente o medo e as promessas de afastar o perigo. Os céus castigam. Os céus premiam os que acreditam, a igualdade entre os parecidos serve de cola, adesivo, grude, para formar hordas. Bastam algumas promessas que vão desde leite e mel até casas, escolas, comida abundante, automóveis e outras prebendas até as glórias de ser um cadáver com uma rodela de metal pendurada numa fita, atada ao peito.
Os líderes viram siglas sempre que interessa. Ou são mensageiros do altíssimo, em suas múltiplas versões, sempre adversárias umas das outras, ou seguidores de idéias e doutrinas de aglutinação da população, da choldra, da escumalha em que todos se transformam. A mudança dos nomes dos responsáveis pela morte de milhares de jovens em ação, e outras milhares de pessoas comuns por conta dos “efeitos colaterais" da insanidade, é parte do absurdo.
Geralmente uma ideia religiosa, política, ou geográfica. Mas não é o assassino mór que aparece: é a sua "firma" o seu "clube" "a sua verdade"', Os grupos terroristas tomam ares de "defensores legítimos", exércitos irracionais de países onde a fome e a miséria é conhecida, garantem sua "democracia popular", facções religiosas perpetram barbaridades em nome das leis de seus deuses ou deus.
O nome dos monstros que mandam a juventude de seus povos e países para a máquina de morte quase ou nunca aparece ou está diluído em diversos "chefes ou dirigentes". Ninguém é responsável por começar um horror qualquer.Sempre agem em defesa de alguma ideia ou ambição.
Agora estamos vendo a cobrança de proporcionalidade na irracionalidade em resposta e contenção a uma barbárie indescritível. Deve ser falta de assunto. Quem procura acha.

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
3/5/2024 às 09h44

 
Uma coisa não é a outra

Demonstrando grande indignação com a acusação que o levou a passar um período encarcerado, o Flagelo do Agreste, repetiu, durante uma entrevista na TV:
“Digam o que foi que eu roubei” insistindo, algumas vezes em tom indignado.
E com toda razão, reclamava da pecha equivocada que seus adversários insistem em repetir e alardear.
Não é verdade que o Flagelo do Agreste tenha cometido furto, roubo ou assalto,contra pessoas ou instituições.Entretanto,a condição de corrupto fica evidente, ao terem comprovadas diversas situações em que se beneficiou da corrupção ciclópica, perpetrada por empreiteiras poderosíssimas principalmente e, por ter aceitado mimos e vantagens imobiliárias mascaradas por terceiros em suas titulagens, tais como: sítio no interior de São Paulo, apartamento em balneário de luxo, na Baixada Santista.
Uma coisa não é a outra.
Um ladrão rouba, furta. Um corrupto é corrompido ou corrompe!Num determinado ponto das interpretações sobre o efeito de cada modalidade, chega-se, facilmente, ao entendimento de que os dois crimes resultam em benefício ao agente culpado.
Uma coisa não é a outra!
Ladrão é ladrão, corrupto é corrupto.
Faça-se justiça. O noticiário, os comentaristas, os detratores, os adversários políticos, o cidadão com mais de dois neurônios, todos, devem respeitar a condição explícita e comprovada pelas investigações, processos, condenações e penalidades que o Paciente tem. Ele não é ladrão! Ele é corrupto!.
Uma coisa não é a outra.
A propósito, os processos não foram extintos. a justiça não extinguiu o trabalho da Polícia, dos investigadores, promotores, auditores, contadores, inquisidores que instruíram, com perfeição, os processos de corrupção. O julgamento foi anulado por “erro de endereço”. Um escândalo repugnante, num festival de desfaçatez, que foi atenuado com uma “tornozeleira moral” dando ao condenado a possibilidade de aproveitar sua imensa, indiscutível habilidade, carisma, articulação e “endereço”, para seguir com suas arengas, hoje modernizadas, com vistas a um assento na mesa dos Arcanos da Ordem Mundial. Assim, o Mundo e o protagonismo nos grandes eventos econômicos, sociais, políticos, etc. que, realmente, englobam os hemisférios sem distinção, têm mais alguém querendo sair na foto. Mas, uma coisa não é a outra! Corrupto não é ladrão.
Uma coisa não é a outra.


[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
28/4/2024 às 12h17

 
O Mal necessário

A política é necessária. Desde as cidades independentes que constituíam a Grécia antiga, até os dias de hoje, discutir, argumentar, definir, normatizar, definir e organizar o Estado, tem sido o papel fundamental, único e quase absoluto da Política.
Seculos, milênios de história nos dão conta da importância da Política no desenvolvimento da sociedade apesar de que sua prática, sempre ficou a mercê das variáveis mais sublimes e sórdidas, nas personalidades dos políticos. Quando se percebe a habilidade em conduzir interesses pessoais por parte deles, avante das verdadeiras necessidades da sociedade, já é tarde...
Os mais impressionntes líderes tanto do passado como agora, constroem verdades, prometem mentiras, provocam delírios de entusiasmo e desilusão, quase que ao mesmo tempo.
Valores impalpáveis tais como, carisma, simpatia, manipulação, são escancarados em personalidades comprometidas com ambições sinistras. Poder, poder, mais poder, mascarado ou não de várias formas.
Quando um grupo de políticos consegue estabilidade e organização, aquele mais destacado vai comandar um projeto pessoal de poder. Aí vale quase tudo.
Outros grupos se formam. Dissidências, outros carismáticos, novas promessas abordando aflições da sociedade são feitas alardeadas, gritadas a exaustão.
Sempre mais do mesmo.
A afirmação da ideia de que cada politico representa, a seu modo, as vontades, desejos, aspirações e, principalmente, as necessidades dos seus representados não passa de diáfana prosa.
Democracia! Democracia!Democracia!
Então , um pouco de "pão " e muito "circo", vai mascarando uma Doutrina eivada de nobreza, pois a comida nunca chega para todos e o circo distrai sem distinção.
Políticos que apoiam ditaduras com discursos infames, repugnantes e covardes, são os piores. Usam suas capacidades verborrágicas para a ideia de "não opinar em assuntos estrangeiros", ou negar as diásporas que os horrendos ditadores provocam.
Defender o lixo político é fazer a má politica.
Comprar votos usando sofismas e óbulos governamentais, doutrinar crianças e jovens, de forma sistemática, criando a fanatização em mentes ainda tenras é o que a politica tem de mal.
A crueldade, a barbaridade, a infâmia movida por sonhos de poder transforma a politica e seus ambientes num grande esgoto de esperanças.


[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
30/3/2024 às 12h59

 
Guerra. Estupidez e desvario.

Guerra: estupidez e desvario A segunda grande guerra acabou por conta dos bombardeios maciços que destruíram as cidades da Europa
A Alemanha foi devastada por bombardeios precisos e sistemáticos, que arrasaram tudo. Cidades repletas de civis apavorados e FAMINTOS, fabricas, usinas, etc. O louco que jogou o país no inferno matou-se e abriu o caminho para rendição.
Assim foi com a Italia, e seu alucinado "duce", jogando a joia da Europa no lixo da destruição, miseria, fome, horror. A terceira perna do eixo, o Japão só parou sob o espanto da devastação de duas de suas cidades, repletas de civis, torrados pelas bombas atômicas.
SEMPRE CIVIS FAMINTOS, HUMILHADOS, DESLOCADOS, DESABRIGADOS, pela estupidez, loucura, vaidade, prepotência, crueldade de indivíduos sempre abrigados em palacios, fortalezas, abrigos seguros, protegidos, longe da cena infernal das batalhas e escaramuças.
No passado, o mundo não viu, em tempo real, o massacre de civis feito por terroristas nem a chuva de foguetes sobre cidades civis, que assistimos com horror e espanto. Nem viu os cogumelos atomicos, ou a chuva de bombas sobre cidades cheias de mulheres, crianças, velhos. Todos pagando a conta da loucura daqueles por eles escolhidos para conduzir seus destinos.
É assim ,todos pagando a conta criada por assassinos desvairados. Crianças, mulheres, homens pacíficos ou incapazes de manejar um fuzil.
A questão palestina não tem a lógica de uma guerra de domínio.
O que Israel está combatendo é uma guerra de exterminio! A falange palestina tem como objetivo, mais do que o território de 1948 que não aceitaram . Seu objetivo é o extermínio do povo judeu! E ninguém diz nada!
Ninguem cobrou renúncia dessa idéia registrada no manifesto palestino! Ninguém enxerga a dimensão dessa barbaridade, que transcende a existência de um territorio-estado, mas preconiza a destruição de outro e do seu povo Inteiro, com mulheres, crianças, velhos, moços, costumes, hábitos, cultura...
O noticiário está deixando detalhes infames de lado.

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
25/3/2024 às 13h12

 
Sem noção

Sem noção. Os temas "governança global" e "o poder do Sul", (do planeta) apresentados por excepcionais exemplos de competência reversa em desenvolvimento humano, combate a fome, honestidade, qualidade política ,transparência democrática, e valores que tais, tem sido os motes aproveitados pelo Flagelo do Agreste quando discursa em seus périplos desde a libertação da cadeia por erro de endereço do tribunal, e vitória na eleição de quem seria o menos rejeitado.
Ganhou por " una cabeza" no páreo da antipatia ao adversário.
MAS GANHOU!
Suas falas para ninguém alem dos notórios frequentadores dos encontros e protocolos, beiram ao ridículo.
Quer sentar-se a mesa dos arcanos!
Quer ser o mensageiro do renascer, nesse começo de milênio.
Imagina uma nova versão da santa ceia, com os ditadores, déspotas, caudilhos e simples chefes tribais como apóstolos, esquecendo das suas próprias limitações.
Dizer que o "seu" País tem um débito de 200 anos com, pasmem, um Continente, por conta de praticas generalizadas pelo Mundo durante a colonização é, alem de sua sabida fanfarronice politica, um desrespeito ao Pais que não lhe pertence.
O deslumbrado pensa que está agradando com suas sandices copiadas, é claro, mas está, com tamanha estupidez , fomentando ódio, ignorância, politicagem, e contenciosos desnecessários com a comunidade mundial de verdade.
A senilidade e o desvario, alem da purulência verbal só cria vergonha e espanto. Alguém tem que avisar ao pré decrépito que a farra vai acabar, de novo, e nem os endereços servirão de argumento para um novo perdão.

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
17/2/2024 às 15h19

 
Ícaro e Satã

Os mitos de Ícaro, filho de Dédalo, e Satã o Anjo caído, jamais poderiam encontrar-se, não fossem as analogias com a história recente do “País do Futuro”.
Um Ícaro moderno vestiu-se com asas aderidas com a cera de promessas douradas e brilhantes em busca de uma saída para um labirinto de absurdos, desmandos, corrupção e incompetência . Uma voz bradante e altaneira, condutora ao caminho da luz, da honestidade, da retidão, da esperança de dias de prosperidade e justiça. Um discurso emocionado, indignado, valente, agressivo, tinturado de sinceridade.
Convenceu. Ganhou altitude, vibrou com o próprio feito, sobreviveu à morte. Apenas esqueceu-se do que eram feitas as suas asas. Penas de quimera, cera de inverdades. Cordões de algodão doce.
Satã, ainda cheirando aos odores da podridão das façanhas de seu passado de corrupto ativo e passivo, das “maracutaias” e desastradas indicações e recomendações ,consegue romper a barreira da luz diáfana da verdade e retornar, agora triunfante, ao topo da montanha, ponto de partida de Ícaro e suas inconsistentes narrativas antes de lançar-se ao abismo da realidade.
O sol dos fatos derreteu a cera mentirosa e desfez as asas daquele Ícaro transformado em mais um ser opaco, pesado, sem nada da sua própria maquiagem. Um tolo agressivo, inconsistente, comum e menor.
Satã, aproveitando a realidade sinistra que o beneficiou por tempos impensáveis, agora voltava a luzir tenebrosamente.
Começa a desencavar as múmias espectrais que já o acompanhavam em outros tempos, a ressuscitar ogros e heroínas tenebrosas dos horrores recentes, e retoma o covil perdido para Ícaro.
Agora as semelhanças estarrecedoras trazem a história para frente. Ícaro assim como Satã tem suas origens na roça. Foram lavradores, pertencem a grupos diferentes de famílias de lavradores. Apareceram no mundo em lugares separados. Tiveram o desenvolvimento de suas vidas de forma assimétrica, por razões, igualmente assimétricas.
Ícaro pode ilustrar-se. Obter educação escolar, escolher e seguir uma Escola maiúscula, formadora de bons cidadãos e outros nem tanto, trilhar uma carreira profissional importante e complexa. Um seletor de inteligências.
Satã, ao contrário, percorreu caminhos duros e difíceis durante a juventude. A escola chegou bem tarde. O progresso urbano e social do qual Ícaro já desfrutava, demorou a gratificar o Anjo Caído. Entretanto, o caminho que lhe foi mostrado, levou a um grande destino. Experimentou o Mundo. Rapidamente, foi aprendendo tudo que viu e mais o que foi observando. Hábil,inteligente,aproveitou a rudeza como chame, característica sedutora, carismática.
Chegou antes ao topo da montanha, embriagou-se com a altura, desatinou e, depois de alguns solavancos, e rolar encosta abaixo, retornou. Retomou aquela mesma montanha que Ícaro lhe havia tomado e, pouco tempo depois, iria lançar-se desvairadamente.
Outros tempos.
As histórias, os mitos, as narrativas se repetem. Assim como os discursos das suas principais personagens.
Nada de novo

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
8/2/2024 às 18h31

 
Ser ou parecer

O conceito de vadiagem tomou ares poéticos, românticos, até divertidos. O que seria um ou uma vadio ou vadia? Ora, alguém que não tem ocupação,que não faz nada. Vai levando a vida sem rumo certo, sem compromisso, sem preocupações.
Diferente do desempregado, do incapacitado seja física ou tecnicamente, o vadio vai levando o seu quotidiano encarnando diversos personagens para conseguir o sustento e a moradia. A forma mais comum é a do pedinte.
O mendigo que estabelece o valor do óbulo quando pede.
-Moço dá cinco reais para eu tomar um café ou para comprar uma quentinha ou,pede uma moeda. Essa figura, atualmente abundante nas nossas cidades, não tem mais de 30 anos de idade. Não tem profissão ou perdeu a referência do que é trabalhar. Perdeu a noção ou nunca teve, do que é ser um cidadão.
Múltiplas razões o atiraram na calçada, na sarjeta, no limbo da sociedade. Acostumou-se assim, perdeu o azimute da vida. Muitos são viciados em drogas assassinas, álcool e cigarro aproveitado as "bitucas” catadas no lixo ou no chão.
Dormem em qualquer lugar dentro de um universo geográfico que eles mesmo elegem. Um bairro por exemplo. Pode ser embaixo da marquise de um comércio, um canto no recuo dos prédios, um banco de praça, atirados ao chão em qualquer lugar, algo muito sinistro.
O segundo tipo é o mendigo profissional. Esse consagra um determinado ponto para estabelecer a sua “empresa”. As portas dos supermercados, igrejas. Lugares procurados pelos cidadãos para abastecer-se de comida ou conforto espiritual são muito visados. Tem metas a cumprir.
Na região onde moro, ao conversar com os motoristas taxistas, fico sabendo que “aquela mulher que fica ao lado da porta do mercado, sentada no chão sobre folhas de jornal, só vai embora quando atinge uma determinada quantia, cerca de R$ 150,00". Quando está bom, perto dos dias de pagamento dos trabalhadores produtivos, aposentados, pensionistas, ela vai embora cedo. Lá para o meio do mês, vai ficando até ao fim da tarde.
Sempre tem alguém que paga a “quentinha”, traz um pacote de biscoitos para as crianças. São três entre 2 e 5 anos de idade. Também recebe pacotes com mantimentos, que ficam ali no chão, encobertos com andrajos para não chamar a atenção.Nas imediações um homem, seu companheiro,dissimuladamente, observa se outro mendigo ou mendiga vem tentar dividir o ponto. Ele se encarrega de retirar os mantimentos quando a pilha fica um pouco indiscreta.Um outro habitué, colega do "marido” da moça frequentava o lugar com uma tornozeleira de bandido… Este sumiu. Chamava muito a atenção.
A versão mais recente do pedinte é o "viciado nóia", consumidor de crack, cocaína, drogas alucinógenas que, erradamente, o noticiário chama de entorpecentes. Estes, perambulam, imundos, alterados ou, nos intervalos da loucura, compondo angustiantes cenas de horror.
A variedade de personagens é vasta. Inúteis? Sobras sociais? Vítimas do destino ou da sociedade? Na verdade , são variantes do antigo Vadio. São vadios.
Um novo tipo de vadio recebe uma denominação, não sei se hilária ou jocosa: Nem-Nem, significando que nem trabalham nem estudam. Vadios-parasitas das próprias famílias. Vagabundos com várias desculpas para sua infame condição de inúteis. Exploram pais, avós, tios, amigos, amantes, enfim, não dormem no chão, não passam fome nem admitem a humilhação da mendicância explícita, seja profissional ou acidental.
Diversas castas desta modalidade de vadios podem ser percebidas, desde os mais pobres até os bem fornidos de recursos. Há quem tenha tudo do bom e do melhor.A família provém. Há os que ficam parasitando os mais prósperos, fazendo companhia, bajulando, participando dos séquitos e círculos dos, verdadeiramente, ricos. Sempre estão bem vestidos, simpáticos com os afortunados, arrogantes com a patuleia,e a criadagem, ou os desconhecidos, periféricos que estejam tentando entrar na turma. A condição de vadio já foi infração comportamental, listada no Código Penal. Vadio ia conversar com o Delegado… A carteira profissional fazia parte dos documentos a serem carregados no bolso dos comuns. Vadio, vagabundo, malfeitor, bandido, etc., não era motivo de graça nem poesia.
Agora os direitos mandam mais do que os deveres, logo o “direito de ser vagabundo, nem-nem, vadio, nóia, etc", é sagrado e serve para teses de sociologia, para a indústria da pobreza e caridade, e o cidadão comum que se vire.
Tempos modernos esses.

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
4/2/2024 às 12h52

 
O laticínio do demônio

Leite é o primeiro acontecimento na vida de qualquer mamífero, seja ele bípede ou quadrúpede, hirsuto ou pelado. Não tem erro. Saiu do ventre, seja lá de que espécie for, vai direto para o peito ou para as tetas. A Natureza assim definiu.
Vamos pensar na ideia da sobrevivência, onde a alimentação tem o mais sagrado e privilegiado lugar. Comemos para nos mantermos vivos, suficientemente fortes para viver o que o destino com seus acasos e fatalidades nos reserva a cada momento.
A evolução dotou os seres humanos de inteligência, a diferença magistral entre nós e os outros mamíferos, que continuaram dotados de instintos, às vezes confundidos com lapsos de inteligência e racionalidade. Entretanto, os animais não aproveitam as sobras da amamentação se e quando existem.
Símios, equinos, caprinos, muares, suínos, enfim, não produzem queijo ou coalhada. Ah, mas como fariam? Sei lá. Conseguem armazenar sementes, frutos, carniça…
Nós humanos, descobrimos que o leite , mesmo quando azeda, segue sendo alimento, transformado em coalhada que pode virar queijo. E descobrimos muitas outras formas de conservar outros alimentos, evitando desperdício e provendo para momentos de escassez.
Alimentos estragados que não estão estragados! Poderia ser um paradoxo, mas é um recurso, uma técnica, uma prática ancestral. O paradoxo da virtualidade material,é uma outra circunstância visível em qualquer mapa-mundi.
Países, pátrias e nações são convenções. São resultado da concordância entre iguais humanos, quando se dispõem a resolver seus instintos animais, de posse, poder, similaridade biológica (parecidos uns com os outros) entre tantas outras questões. As fronteiras são imaginadas e estabelecidas por seres humanos. Tudo ligado ao instinto da sobrevivência acrescido de valores outros que a tal evolução foi agregando.
O País é o Direito, o Poder, o Estatuto. A Pátria é a Paixão, a beleza, a natureza, a Terra primeira onde se nasceu. A Nação é a Turma, a Gente, as Criaturas humanas que a amam. Aí encontramos o bígamo País e suas duas esposas, Pátria e Nação, fidelíssimas, estoicas, maravilhosas e ávidas para alimentar as criaturas humanas que em seu colo se abrigam.
Milhares de anos foram sedimentando normas, regras, diretivas, leis, sistemas e regimes, visando garantir a autoridade, integridade, poder e domínio dos mais proeminentes guerreiros, pensadores e, sem dúvida, místicos que sempre existiram, tentando explicar aos distraídos e assustados,os fenômenos, e as contorções da mãe Terra.
Quem se interessa, lê e estuda a história do mundo e as peripécias de personagens formidáveis.
Em tempos de agora o estupor e o espanto ronda as cabeças pensantes com as marcas virtuais dos Países sendo sacudidas por tanques e mísseis, a comida ameaçando escassear, retida em portos e porões de navios, miseráveis sem fronteira buscando um lugar para sobreviver, arriscando-se em travessias oceânicas ou tentando romper fronteiras onde não são bem vindos, além de fenômenos climáticos de grande porte, epidemias colossais.
Somos obrigados a escolher o nada, a passividade estéril e segura, o desdém ou a fuga da realidade, em busca de algum sossego. Ah, se fosse tão fácil.
O alimento político para manter vivo e saudável o triunvirato virtual, Pátria, País, Nação é conhecido: Democracia.
Democracia é o regime onde o Povo, a Nação, escolhe quem é que vai dirigir o País. Que escolhe o Governo garantidor da Pátria Amada, a terra onde nascemos e a Nação da qual que nos orgulhamos por adoção ou origem natural. De tempos em tempos, bem definidos pelas Leis, o Governo é substituído. É modernizado. Aí, entra o lado primitivo, o lado obscuro da vaidade, da ânsia de poder, da patranha, da promessa de Manah e Néctar, de delícias e festa. O alimento estraga.
Assim como o leite vira coalhada, se desintegra em soro e material semi-sólido, mais adiante vira queijo, e depois embolora, escurece, fede.
Tem sido assim.
Interessante notar-se que, durante a oferta de possíveis novos governantes, uma variedade de figuras, virtualmente semelhantes ao leite, apresentam-se, entre promessas e afirmações entusiasmadas.
Jarros de leite. Alguns já estão fermentados, amarelados pelo tempo e exposição à luz. Outros decantaram e seguem sendo coalhadas envelhecidas, a maioria já embolor ando e fedendo como queijos impróprios para consumo.
Não há leite fresco, nem coalhada, nem queijos finos.
E o laticínio do demônio.

[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
21/1/2024 às 17h33

 
Democracia acima de tudo

O regime democrático é, sem qualquer possibilidade de dúvida, desculpa, justificativa, etc. o melhor e mais representativo para a condução de um País.
É através dele, que o povo se manifesta, escolhe, define e consagra suas lideranças.
As eleições periódicas possibilitam cada nação trocar o que não funcionou, alijar o que não prestou, reformar as esperanças e seguir em frente
Ser um democrata legítimo, que encarne as vontades, desejos, aspirações e , sobretudo, as reais necessidades do Povo é obrigação do escolhido ou escolhidos.
Dai Democracia := governo do povo.
Não parece sincero aquele que se diz democrata e, abertamente, descaradamente, despoticamente, apoia, elogia, respalda, suporta de várias formas(politicamente, diplomaticamente, economicamente) lideres de países totalitários e repressivos que sequestram as denominações:"democracia e democrática", mascarando a realidade dos seus regimes hediondos, miseráveis, belicistas, fechados e infames.
Quem apoia tais absurdos sabe o que está fazendo. Tais países tem arremedos de eleições quando tentam legitimar seus regimes. Os donos estão no poder há décadas. Quem se atreveu ou,ainda, se atreve a criticar ou fazer oposição, é preso, perseguido e até assassinado. Não é segredo! O noticiário nos mostra essa realidade.
Será que a ideia de legítima Democracia permite a "ingenuidade" em acreditar que os ditadores das Américas, Africa, Asia e Europa sejam reeleitos, sempre? Que o povo os reeleja sem questionamentos?
Democracia acima de tudo.


[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
9/1/2024 às 12h00

 
Podemos pegar no bufê

O ano está acabando.
Boa sorte o novo está chegando.
Chegamos ao fim desse ano repletos de mais do mesmo.
Em algumas situações, poderíamos até invocar o passado e reencontrar Marco Polo e suas viagens mirabolantes, e a Derrama sem inconfidentes.
Um ano de muita conversa fiada, muita falastrice sobre a "tentativa" de ruptura dos valores, etc., etc. De certo mesmo tivemos um calor siderúrgico, uma seca aflitiva, algumas incógnitas espalhadas pela América de Baixo, com vociferadores, ditadores e papagaios de galocha ameaçando mudar o sentido dos ponteiros do relógio.
Testemunhamos, envergonhados, a tibieza de um líder sem condenar terroristas, praticando um discurso de pafúncio, sobre a "paz mundial", exortando a patuleia ao amor e a proteção as criancinhas miseráveis, principais vítimas das guerras, bla, bla, bla.
A temperatura política global, com diversos conflitos armados pelo mundo, as incertezas decorrentes da baixa qualidade das lideranças, alianças e acordos, reuniões, "cumbres" congressos e outros eventos que parecem não funcionar, não dão margem para grandes esperanças. Mas,para o bem de todos, pelo menos aqui em Pindorama o carnaval vai cair em fevereiro! Os ensaios dos grupos, blocos, etc., já começaram e prometem mais algumas memoráveis horas de alegria, festa,luzes e amor.
Feliz Ano Novo para todos!
Fé e Esperança podemos pegar a vontade, no bufê da vida.


[Comente este Post]

Postado por Raul Almeida
30/12/2023 às 10h49

Mais Posts >>>

Julio Daio Borges
Editor

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Por Que Elas São Infiéis
Leneide Duarte Plon
Ediouro
(2006)



Menina Mãe
Maria da Gloria de Castro
Moderna
(1998)



O Segredo Chinês
Chen Guidi , Wu Chuntao
Record
(2008)



A Cidade do Sol + A Utopia
Tommaso Campanella, Thomas Morus
Atena
(1956)



Sonho Estrelado
Ubaldo José Baiano
Jardim dos Livros
(2014)



Kuery
Júlio Emílio Braz
Moderna
(2014)



Ciranda do Tempo
Jussara Braga
Do Brasil
(1987)



Great War Speeches
Sir Wiston Churchill
Corgi Books
(1965)



Livro Literatura Estrangeira As Enganadas
Jo Soares
Companhia das Letras
(2011)



Sempre Foi Você
Carrie Elks
Universo Dos Livros
(2014)




>>> Abrindo a Lata por Helena Seger
>>> A Lanterna Mágica
>>> Blog belohorizontina
>>> Blog da Mirian
>>> Blog da Monipin
>>> Blog de Aden Leonardo Camargos
>>> Blog de Alex Caldas
>>> Blog de Ana Lucia Vasconcelos
>>> Blog de Anchieta Rocha
>>> Blog de ANDRÉ LUIZ ALVEZ
>>> Blog de Angélica Amâncio
>>> Blog de Antonio Carlos de A. Bueno
>>> Blog de Arislane Straioto
>>> Blog de CaKo Machini
>>> Blog de Camila Oliveira Santos
>>> Blog de Carla Lopes
>>> Blog de Carlos Armando Benedusi Luca
>>> Blog de Cassionei Niches Petry
>>> Blog de Cind Mendes Canuto da Silva
>>> Blog de Cláudia Aparecida Franco de Oliveira
>>> Blog de Claudio Spiguel
>>> Blog de Diana Guenzburger
>>> Blog de Dinah dos Santos Monteiro
>>> Blog de Eduardo Pereira
>>> Blog de Ely Lopes Fernandes
>>> Blog de Expedito Aníbal de Castro
>>> Blog de Fabiano Leal
>>> Blog de Fernanda Barbosa
>>> Blog de Geraldo Generoso
>>> Blog de Gilberto Antunes Godoi
>>> Blog de Hector Angelo - Arte Virtual
>>> Blog de Humberto Alitto
>>> Blog de João Luiz Peçanha Couto
>>> Blog de JOÃO MONTEIRO NETO
>>> Blog de João Werner
>>> Blog de Joaquim Pontes Brito
>>> Blog de José Carlos Camargo
>>> Blog de José Carlos Moutinho
>>> Blog de Kamilla Correa Barcelos
>>> Blog de Lúcia Maria Ribeiro Alves
>>> Blog de Luís Fernando Amâncio
>>> Blog de Marcio Acselrad
>>> Blog de Marco Garcia
>>> Blog de Maria da Graça Almeida
>>> Blog de Nathalie Bernardo da Câmara
>>> Blog de onivaldo carlos de paiva
>>> Blog de Paulo de Tarso Cheida Sans
>>> Blog de Raimundo Santos de Castro
>>> Blog de Renato Alessandro dos Santos
>>> Blog de Rita de Cássia Oliveira
>>> Blog de Rodolfo Felipe Neder
>>> Blog de Sonia Regina Rocha Rodrigues
>>> Blog de Sophia Parente
>>> Blog de suzana lucia andres caram
>>> Blog de TAIS KERCHE
>>> Blog de Thereza Simoes
>>> Blog de Valdeck Almeida de Jesus
>>> Blog de Vera Carvalho Assumpção
>>> Blog de vera schettino
>>> Blog de Vinícius Ferreira de Oliveira
>>> Blog de Vininha F. Carvalho
>>> Blog de Wilson Giglio
>>> Blog do Carvalhal
>>> BLOG DO EZEQUIEL SENA
>>> Blog Ophicina de Arte & Prosa
>>> Cinema Independente na Estrada
>>> Consultório Poético
>>> Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
>>> Cultura Transversal em Tempo de Mutação, blog de Edvaldo Pereira Lima
>>> Escrita & Escritos
>>> Eugênio Christi Celebrante de Casamentos
>>> Flávio Sanso
>>> Fotografia e afins por Everton Onofre
>>> Githo Martim
>>> Impressões Digitais
>>> Me avise quando for a hora...
>>> Metáforas do Zé
>>> O Blog do Pait
>>> O Equilibrista
>>> Relivaldo Pinho
>>> Ricardo Gessner
>>> Sobre as Artes, por Mauro Henrique
>>> Voz de Leigo

busca | avançada
74383 visitas/dia
2,4 milhões/mês