Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida

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Terça-feira, 4/10/2022
Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
Raul Almeida

 
Universos paralelos

Volto do supermercado com alguns itens da dieta básica de uma família comum. Cebola, batata, músculo bovino, banana. O suficiente para uma boa sopa de batatas com músculo, a couve já estava guardada desde a última feira, o alho e a salsinha também. Arrisco um pacote de biscoitos doces e pronto. Deu para hoje e amanhã, sem qualquer dúvida. A moça da caixa vai passando, rapidamente, os itens e logo me dou conta do que vou pagar.
Na semana em que tivemos acaloradas discussões políticas, onde o “pobre”, a fome e todas as atribulações da maioria absoluta dos brasileiros, foi dissecada, comentada, bumbada e saravada com promessas de melhoria em todos os sentidos, uma tal cesta básica foi, exaustivamente, citada.
Os políticos mais importantes na contenda, todos bem nutridos, alimentados com dietas fartas, alardearam realizações e concessão de ajuda financeira para “botar comida na mesa do pobre", ou melhor, na mesa das famílias dos pobres. Sem dúvida, para quem nada tem, qualquer ajuda é festa.
Mas a que mundo pertencem esses privilegiados filhos da Viúva, da Pátria amada salve, salve, quando exaltam fatos que deveriam ser corriqueiros na vida de cada brasileiro: Ter o que comer, com equilíbrio nutricional, o tal feijão com arroz, bife, ovo, salada e farofa, todo dia, E também banana, laranja, abacaxi, etc.
O custo desses filhos especiais, ungidos, incensados, bentos, maravilhosos, descarados em seus discursos, sinaliza a existência sobrenatural de um mundo, quem sabe, um universo paralelo onde deslizam em tapetes finamente tecidos, refletem brilhos de cristais polidos, abrigam-se em palácios, mansões e habitações hiper confortáveis, de onde saem, apenas, para renovar suas carteiras de bem-aventurados, de tempos em tempos, em certames denominados de eleições.
A realidade do mundo de água, pedra, areia, cal, fome, miséria e espanto, é encoberta pelas nuvens de discursos mofados, repetidos, quase indecentes por sua falta de imaginação.
Os atordoados do mundo real, desenvolveram um sentimento especial, chamado de esperança. De tempos em tempos escutam as mesmas promessas, os mesmos apelos, até frases "geriátricas” por sua antiguidade e escolhem um lado da conversa, chegam a encolerizar-se, agredir-se, sofrer.
Saio do supermercado com mendigos na porta. Vendedores de confeitos para arrumar uma moeda. Gente pedindo pacote de arroz, feijão, leite. Já se acostumaram. Não fazem parte de nenhum sindicato, associação, movimento, etc. São miseráveis autônomos.São miseráveis em tempo integral. Dormem no chão, na calçada, perambulam sem destino, agarram-se a algum lugar como parasitas, até que sejam retirados de alguma forma. São lixo humano…
Vivem em outra dimensão além do mundo dos filhos “eleitos” da Viúva míope, quase cega e além dos habitantes do mundo real, os que têm alguma forma de obter algum dinheiro em troca de trabalho.
Na outra ponta, no universo maravilhoso, ninguém sai à rua para fazer compras em supermercado, ou quitanda, ou empório, ou mesmo no camelô.Isso é tarefa para a criadagem. Não usam transporte público nem conduzem seus próprios automóveis. A Viúva paga tudo. Feira, mercado, empório, carro, motorista, combustível, manutenção, renovação de modelo. Alguns têm vários motoristas à disposição para que não falte quem guie durante as vinte e quatro horas do dia. Para os deslocamentos ou viagens de percursos longos, o avião está sempre a disposição, seja oficial, de carreira, ou particular, o tal jatinho. Esse último sinaliza o degrau de importância do filho maravilhoso da Alegre Viúva.
E pensar quantas cestas básicas podem ser compradas com o valor de uma só viagem de ida. Em tempos de eleição são várias durante um só dia.
Teremos mais um mês de campanha. Mais um mês de torneira aberta na bolsa da Velha, de gastos estéreis com dezenas de pessoas do universo maravilhoso, todas trabalhando de barriga bem cheia, sapatos com solado inteiro, roupas adequadas ao clima de onde quer que estejam, e mais conversa. Mais igualdade entre os iguais. Não mudará nada.
Universos paralelos não se tocam.


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Postado por Raul Almeida
4/10/2022 às 13h29

 
Cuidado com a mentira!

Cuidado!
A Eleição para Presidente do Brasil não terminou.
A vitoria de algum candidato é mentira. A notícia de qualquer tipo de vitoria nesse ponto da Eleição é mentira.
Tal como numa partida de futebol, o jogo só termina ao final do segundo tempo. No presente assunto, sómente após o termino do segundo turno,
O resultado da presente Eleição para 2022, só será conhecido após a total apuração dos votos , em 30 de outrubro de 2022. Não há ganhador de nada.
O segundo turno é que dará a conhecer o nome do vencedor das Eleições. O resto é especulação, noticia mentirosa, incitação ao engano, mentira, truque publicitário


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Postado por Raul Almeida
3/10/2022 às 12h28

 
E agora? Vai ter pesquisa novamente?

Depois da fragorosa constatação de que as pesquisas falharam na tentativa de mostrar , antecipadamente, o resultado aproximado das Eleições, como é que fica?
Alguma responsabilidade a ser cobrada?
Era só uma especulação? Para que serviram as tais pesquisas?
A resposta fica por conta de cada um dos interessados. Em Eleições passadas os resultados das pesquisas , também, deixaram a desejar. Eleições políticas não podem ser reduzidas a simples conversas de botequim, com previsões e afirmações divulgadas tal como retrospectos de corridas de cavalos.
Agora vamos de novo.
A Eleição definitiva será vitima de novas pesquisas?
A definição de quem vai dirigir a República pelos próximos quatro anos será, novamente, ornada com figuras histriônicas marcando presença em debates, discussões, comícios, tempo de TV., entrevistas, comentários, etc? Teremos "klingons", "performers", possessos e pacificadores ou teremos assuntos para refletir, idéias a considerar, projetos e vontades a conhecer.
Pensar que serão, apenas, duas criaturas ocupando o cenário é ignorar a multidão de jornalistas com suas opiniões, profissionais de diversos setores com seus interesses, religiosos, arrivistas, uma série enorme de gente arvorada em representantes de suas verdades
Vamos lá.
E as urnas deram o recado direitinho.
O apocalipse foi adiado.
As estatísticas estão nadando de braçada em todas as TVs.,mas a verdade só vai aparecer depois de encerradas as Eleições do dia 30.
Até lá Catilina dará centenas de cambalhotas dentro da própria tumba.


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Postado por Raul Almeida
3/10/2022 às 10h25

 
Bizarro ou sem noção

Não dá para entender e depois classificar o evento político denominado como “Debate” entre candidatos às próximas eleições.
Bizarro? Sem noção?
Sete personagens com e sem histórico, currículo, preparo ou respeito, agrediram os eleitores, alvo de seus interesses profissionais. Passar no teste de popularidade, carisma, convencimento, coerência, credibilidade, respeito e civilidade, deveria ser parte obrigatória, instintiva, endógena, natural, da personalidade de cada um. Mas…
Uma aparição bizarra e inusitada de uma criatura, paramentada com algo que pretendia sinalizar ser membro de algum clero, é apresentada em pé de igualdade com políticos de reconhecida atividade executiva ou parlamentar, sem nenhuma explicação de onde veio.
O apóstata joanino, segundo uma das participantes do encontro, entrou e saiu com a empáfia e pose de membro da Ordem dos ortodoxos (?). Repetiu e insistiu ser “padre", talvez desconhecendo que sua batina estilizada não certifica a passagem por nenhum seminário, sacristia, curso ou preparo teológico exigido para quem é ordenado. Até os vendedores de produtos místicos, abrigados pela denominação geral de “pastores”, passam por uma escola de formação. Os Pastores de confissão Batista, Luterana, e algumas outras igrejas da vertente protestante, também recebem intenso aprendizado teológico, até que possam ministrar sua crença.
O personagem absolutamente inconveniente em suas intervenções, repetiu chavões, errou no plural e na concordância, bajulou, representou e saiu tão vazio quanto entrou. Os outros quatro participantes sem qualquer chance, limitaram-se ao papel de coadjuvantes.
O destempero, a descompostura, o mau humor e a deselegância, enquanto atitude civilizada, pautou a rusga de cortiço mimetizada na maior parte do encontro. Não faltaram desaforos rasos, insultos medíocres, grosserias e até gritaria entre as pessoas que pretendem dar o diapasão a um País do porte do nosso.A sensação é de que “mais do mesmo”, seja lá quem for o mesmo, deixou o seu rastro de desalento, desencanto, sensação de perda de tempo, e tristeza.
Entretanto, é sabida ou presumida a ideia de boa intenção entre os que, sem nenhuma dúvida, serão os finalistas desse sufrágio. Aí, damos o desconto e revisitamos a História do nosso País, cheia de solavancos, mas repleta de bons momentos, realizações e vitórias. Vamos torcer para o lado que achamos menos mal. Vamos lembrar que o Brasil será sempre maior que suas atribulações.
Seja quem for, vai dar certo.Talvez não seja a nossa preferência. Talvez não seja bem como foi prometido, mas sempre será para frente.Apesar das figuras bizarras e dos encontros sem noção.

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Postado por Raul Almeida
30/9/2022 às 15h27

 
Sete Belo

Sete candidatos, dois de verdade e cinco sapateando no escuro.
Os dois com reais condições de estabelecer uma disputa, trocaram grosserias, diatribes, caras feias, e pouco ou nada de debate de programas, idéias, projetos. Os outro cinco fizeram o papel de recheio de pastel de vento. Um quase nada de coisa nenhuma. Até um indivíduo vestido com um paramento estranho, falando errado e repetindo chavões, sarabandeou entre perguntas e bobagens, sem dizer a que veio.
As "perguntas " sem nexo e as afirmações estapafúrdias ou insultuosas, deixaram os telespectadores de frente a uma comédia de horrores. Uma porcaria, um vexame, uma perda de tempo sem paralelo.
Os dois candidatos de verdade, os que, realmente estão na boca do povo, se provocaram, se mostraram estéreis e pequenos em idéias ou propostas. Uma lástima.
Vamos manter a fé, o habito de orar diariamente, pedindo a Deus que olhe pela nossa Pátria.
O Brasil é muito maior do que a pequenez dos seus políticos.

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Postado por Raul Almeida
30/9/2022 à 01h37

 
Conforme o combinado

Apesar da paisagem enfarruscada com o céu encabulado em sua vestimenta cinzenta de nuvens e buracos mostrando o desejado azul, a Primavera chegou aqui na varanda do vigésimo andar.
As fragatas, pontuais, mantém a rota para algum lugar lá no fundão da baía. Passam bem na minha frente e, conforme a direção do vento, fazem manobras elegantes e harmoniosas, afastando-se das paredes dos edifícios. Em algumas ocasiões vemos seus olhos amarelos com o centro negro, dando a impressão que nos observam, enquanto voam livremente.
No piso alguns vasos com diversas plantas esperam a rega matinal. Na maior parte do tempo o céu, indecorosamente despido, permite um escândalo de luz e calor. O Sol levanta de mansinho e vai inundando toda a face do prédio, aquecendo, matando os fungos, espantando a tristeza, e chamando a todos para uma caminhada lá embaixo na calçada em direção a praia, logo ali, duas quadras e pronto. O mar que, aqui de cima vejo distante, além da vizinhança, fica muito mais bonito, quando estamos ali na beira.Mas não dá para reclamar.
Consigo ir além das fragatas, gaivotas, andorinhas, e mais algumas outras aves, até urubus bem lá nos confins das alturas.
A vista alcança o horizonte com as serras à esquerda, da Mantiqueira, e em frente a do mar, e seu harmonioso conjunto de curvas acima e abaixo, sinalizando a região de Petrópolis, já na serra os Órgãos. O Dedo de Deus é o destaque.
Volto o olhar para o interior da varanda. Está na hora de tratar do bebedouro dos beija-flores, compartilhado com cambaxirras, sanhaços e até um desavisado bem-te-vi. A passarada acorda cedo e já pousa na rede de segurança ou revoa nervosa, como se cobrasse o café da manhã.
Esfrego a cara para espantar o restinho de sono, abro bem os olhos e desperto para a Primavera. Sim! é hoje! Começa a primavera. Para complicar um pouco, tem um tal equinócio que vai acontecer amanhã, dia 23 de setembro. Mas essa é outra conversa.
Olho para o vaso da primeira Amarilis a florescer. Esperou o dia certo, foi crescendo, crescendo e agora, pela manhã, começa o espetáculo maravilhoso da abertura da primeira flor. Serão quatro. Amanhã teremos mais uma e outra a caminho, até completar o quarteto. Está conosco há dezessete anos e nunca deixou de nos presentear com suas flores. Um bom sinal.
Mais um motivo para encher o regador, correr para os pés da linda amiga, matar a sua sede, refrescar suas raízes, sorrir e conversar um pouco, agradecendo por sua fiel amizade.
Muito obrigado Amarilis. Sejam bem vindas as tuas flores.

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Postado por Raul Almeida
22/9/2022 às 13h31

 
Primavera, teremos flores

A expectativa de um período de luz e flores está vibrando em cada habitante deste hemisfério. Muitos nem se darão conta , mas a natureza vai fazer o seu trabalho mesmo que agredida, insultada e até distorcida, com represas, desmontes, aterros, devastações e intervenções bélicas por todo mundo.
O planeta vai se regenerando, fechando suas chagas, adaptando as cicatrizes e mutilações, rugindo e trovejando suas dores, reagindo e suportando seus ocupantes sem perder o controle, o rumo, a órbita.
Novamente a esperança de melhores dias, melhores colheitas, mais luz e paz entre as criaturas humanas vai surgindo e crescendo nas mentes e corações. É a vez desse hemisfério sentir a energia sutil do Universo. O Sol mais brilhante, a natureza em festa com mais flores, mais alegria.Mais cores, mais amores.
Vamos novamente!
Vamos acreditar no amor, na harmonia, na alegria, no BEM, na indiferença do Universo as iniquidades de parte dos humanos, e aproveitar a Primavera, a luz do sol e as cores mais vivas neste momento.
Quem sabe até aprender a viver e seguir em estado permanente de Primavera.

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Postado por Raul Almeida
20/9/2022 às 11h51

 
Marocas e Hermengardas

Ninguém notou a falta das ingratas filhas da Pátria, Dona Maroca e Dona Hermengarda, nas comemorações do aniversário de sua Mãe, a nossa querida Viúva, hoje nem tão alegre quanto gostaríamos, mas impávida, colossal, maravilhosa e amada por seus entes.
Um dia especial, um dia impossível de repetir.
O segundo centenário do nascimento da Pátria Brasileira tinha tudo para ser inesquecível, maravilhoso, sensacional e brilhante. Mas algumas criaturas empoladas, pretensiosas e absurdamente egoístas, subtraíram da festa, a presença do que, eventualmente, estariam representando.
Esqueceram-se que não são nada mais do que temporários em seus momentos de egrégia autoridade, de deslumbre hierárquico, de empáfia e representatividade.
Pensam que são. Esquecem-se que estão.
Uma festa Nacional cívica única, um símbolo por si mesma, tem que mostrar todas as criaturas vivas que estão incumbidas do seu momento, as tais autoridades "supremas".
Não há nenhuma dúvida quanto a necessidade de uma demonstração de Patriotismo, Respeito, Humildade, Cordialidade e , até superioridade temporária, de parte das Marocas e Hermengardas, que se deram ao direito de nos agraciar com suas impertinentes ausências. Comparecer aos atos, ritos e liturgias, conhecidas como datas Nacionais, está no preço que a Viúva paga, regiamente, todos os meses, e para o resto da vida de todos ou quase todos eles e elas.
Não fazem falta, mas estão incluídos no preço pago com impostos, taxas e emolumentos.
Ciumeira política, nojos e caras tortas, um feriado a mais, enquanto os outros estão lá no palanque, ou palco, cumprindo dever de aparecer, de correr ou não algum risco de receber uma ovação latu censu. (chuva de ovos)
As Marocas e Hemengardas que não compareceram a qualquer dos desfiles do dia do duocentésimo aniversário da Pátria, da Independência do Brasil, mostraram arrogância, pretensão e desprezo por quem paga a conta, pelos patrões e financiadores de suas boas vidas. O melhor da história é que ninguém notou.
Uns provectos areopagistas mortais, fora da realidade, fora do palanque, fora da História. Fora das fotos de um momento que não irá se repetir. 200 anos de independência. 200 anos de Pátria, Nação, País.
Podres poderes…


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Postado por Raul Almeida
7/9/2022 às 11h18

 
Que porcaria

Ficamos aqui sentados em frente à tv e o espetáculo absurdo que é oferecido, desafia a dignidade, inteligência, civilidade e paciência dos espectadores.
O assunto é o momento político, as eleições, os candidatos, as campanhas, as atividades relativas ao pleito e todos os atores envolvidos. Do mais rastaquera, pequeno, dispensável, até aos grandes protagonistas, os candidatos aos empregos temporários decorados de sinecuras, prebendas, boquinhas e mutretas regulamentares.
Os discursos mofados, impertinentes, falidos, retrógrados e , indiscutivelmente, resilientes, falam das mesmas coisas de décadas passadas. O pobre, a fome absurda em um país exportador de alimentos, a miséria, o desamparo dos menos favorecidos pelo destino ou pela falta de "políticas publicas", que transformem as carências dos azarados em igualdades improváveis.
Os distributivistas do patrimônio dos vencedores insistem em mudar o mundo, com que não lhes pertence, pregando simetrias absurdas. Os cascateiros contumazes continuam prometendo o conforto inimaginável das modernidades para quem nem sabe como arrumar o que comer para o dia seguinte.
Estamos em tempos de eleição.
Desde igualdades impossíveis com direitos absurdos ,além de vantagens sociais maravilhosas, os candidatos a empregos temporários por sufrágio universal, prometem néctares e ambrosias deliciosas, acondicionadas em pacotes magistrais. São todas promessas antigas de educação escolar, de cuidados com a saúde, com a facilidade de locomoção, de segurança pública, de acesso a comida .
O emprego é uma falácia ordinária já que o Estado não é um ente econômico. A economia cresce em proporção inversa à intervenção do Estado. Emprego e renda é outra cascata infame. Emprego gera salário. Capital, Investimento, gera renda…
Assim vamos sendo, novamente, entupidos de catilinárias medíocres, oportunistas e pouco imaginativas, que consideram as gerações como um amontoado de mentes desmemoriadas, passíveis de entorpecimento por discursos experimentados com diversos níveis de êxito e fracasso. Recentemente, a inclusão, a igualdade, o preconceito, e outras filigranas semânticas tem reforçado o discurso dos postulantes à teta mais inchada da Viúva. Fazer o que né?
Nada.
Dinastias seguem controlando o melhor dos negócios,desde os tempos do Império. Novas cepas de conversadores chegaram e foram se aboletando nas cadeiras dos ungidos, e assim a banda segue, tocando os mesmos dobrados, marchas, fanfarras e estribilhos.
Teremos mais um momento de grande esperança.
Barrabás vai sair ileso, como da vez passada.
Pedro negará, novamente
Pilatos vai lavar as mãos.
Caifaz seguirá incolume e seu papel maldito
E, depois da pandemia, teremos carnaval na Sapucaí.
Segue o salão.


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Postado por Raul Almeida
3/9/2022 às 19h32

 
As campanhas e os motes

Observar o vai e vem dos motes, seus conteúdos, a maneira como são trabalhados e toda a máquina de convencimento que os utiliza, pode ser um bom exercício de cidadania.
No presente momento o primeiro mote está de volta na boca de uma parte dos candidatos:
O pobre, a miséria, o pão, a fome, o trabalhador, a justiça social, o maldito rico.
O segundo é a corrupção, a desonestidade, a ladroeira, a prevaricação, o nepotismo, a incompetência, o abandono da educação, o banditismo político.
Recentemente um novo mote, hibrido dos anteriores e acrescido das idéias de igualdade, inclusão, tolerância, racismo, bem e mal, deus e demônio, está balizando o foco da propaganda política e falatórios dos candidatos.
Nos últimos 60 (sessenta) anos as peripécias, cambalhotas, espantos e acontecimentos políticos alternaram a cada temporada de Eleições, as promessas, incitações, desafios e verborragias tenebrosas, formadas dentro da estética de um dos motes tradicionais.
Faltou mencionar a Reforma agrária, impertinente desde os tempos do Império,sempre presente nos discursos de todos, tanto inclinados a esquerda como a direita ou ao salve-se quem puder, a turma do meio, sempre agarrada a uma cadeira em algum nível parlamentar.
Chegamos aos tempos do mote mistico, com profissionais especializados em religiões atuando e procurando influenciar o eleitorado, a partir da ideia do bem e do mal, do céu e do inferno. Tempos modernos, novos motes.

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Postado por Raul Almeida
31/8/2022 às 16h08

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