O laticínio do demônio | Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida

busca | avançada
46447 visitas/dia
1,8 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Novo livro de Vera Saad resgata política brasileira dos anos 90 para destrinchar traumas familiares
>>> Festival de Cinema da Fronteira e Sur Frontera WIP LAB abrem inscrições
>>> O Pequeno Príncipe in Concert
>>> Estreia da Orquestra Jovem Musicarium ocorre nesta quarta, dia 21, com apresentação gratuita
>>> Banda Yahoo se apresenta na Blue Note SP
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
>>> Sim, Thomas Bernhard
>>> The Nothingness Club e a mente noir de um poeta
>>> Minha história com o Starbucks Brasil
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jensen Huang, o homem por trás da Nvidia (2023)
>>> Philip Glass tocando Opening (2024)
>>> Vision Pro, da Apple, no All-In (2024)
>>> Joel Spolsky, o fundador do Stack Overflow (2023)
>>> Pedro Cerize, o antigestor (2024)
>>> Andrej Karpathy, ex-Tesla, atual OpenAI (2022)
>>> Inteligência artificial em Davos (2024)
>>> Bill Gates entrevista Sam Altman, da OpenAI (2024)
>>> O maior programador do mundo? John Carmack (2022)
>>> Quando o AlphaGo venceu a humanidade (2020)
Últimos Posts
>>> Sem noção
>>> Ícaro e Satã
>>> Ser ou parecer
>>> O laticínio do demônio
>>> Um verdadeiro romântico nunca se cala
>>> Democracia acima de tudo
>>> Podemos pegar no bufê
>>> Desobituário
>>> E no comércio da vida...
>>> HORA MARCADA
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A Loja de Tudo - Jeff Bezos e a Era da Amazon, de Brad Stone
>>> De perto, ninguém é normal
>>> 14 de Outubro #digestivo10anos
>>> Scott Henderson, guitarrista fora-de-série
>>> O primeiro parágrafo
>>> O prazer da literatura em perigo
>>> Aulas de filosofia on-line
>>> Mezzo realidade, mezzo ficção
>>> Telemarketing, o anti-marketing dos idiotas
>>> Esquema Dilma opta por Russomano
Mais Recentes
>>> O Poder Do Subconsciente de Dr Joseph Murphy pela Best Seller (2015)
>>> A Viagem de Uma Alma de Peter Richelieu; Nair Lacerda pela Pensamento (2011)
>>> Conversando Sobre Mediunidade: Retratos de Alvorada Nova de Cairbar Schutel; Abel Glaser pela O Clarim (1993)
>>> O Homem em Busca de Deus de Torre de Vigia pela Watch Tower (2015)
>>> Eu Posso e Sou Capaz de Rosalino X. de Souza pela Da Autore
>>> As Provas do Nosso Amor a Deus de Márcio Valadão pela Batista da Lagoinha
>>> Conheça o Deus Verdadeiro de J. E. Lourenço; S. Vilarindo Lima pela Ibcb (1987)
>>> Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios Evangélico de Edir Macedo pela Unipro (2019)
>>> Palamanda: Quando as Deusas se Vingam de Omar Carvalho pela Comunicação (1983)
>>> Sofrimento e Paz para uma Libertação Pessoal de Inácio Larranaga; José Carlos Corrêa Pedroso (trad.) pela Vozes (1988)
>>> Demian de Herman Hesse; Ivo Barroso (trad.) pela Record
>>> O Poder Oculto de Pe. Reginaldo Manzotti pela Petra (2019)
>>> Os Pilares da Terra: Volume 2 de Ken Follett; Paulo Azevedo (trad.) pela Rocco (1992)
>>> A Missa Parte por Parte de Luiz Cechinato pela Vozes (1993)
>>> Missionário de Amor, Luz e Redenção de Frei Rogério Neuhaus pela Da Autore (1997)
>>> Amor e Mudança de Júlio Cesar Faria Machado pela Fênix (1996)
>>> Terra à Vista: Descobrimento ou Invasão? de Benedito Prezia; Osvaldo Sequetin (ilustr.) pela Moderna (1992)
>>> A Filha do Feiticeiro: Uma Lenda Viking de Chris Conover; Sergio Flaksman (trad.) pela Ática (1996)
>>> Sexo para Adolescentes de Marta Suplicy; Paulo Freire (pref.) pela Ftd
>>> Las Botas de Siete Leguas de Christian Perrault pela Edic
>>> Venecia Guía Fotográfica de Loretta Santini pela Fotorapidacolor Terni (1973)
>>> Guia de Cadastramento de Famílias Indígenas de Cidadania pela Mds Senarc (2010)
>>> Flausino Vale: 1894/1954 de Jerzy Milewski pela Europa (1985)
>>> Ócio: Poesia e Provocações: Capa Dura de Mauro Felippe; Rael Dionisio pela Urussanga (2016)
>>> Caças a Jato: Aviões Supersônicos de Alfredo Guilherme Galliano; José Américo Motta Pessanha pela Abril Cultural (1975)
BLOGS >>> Posts

Domingo, 21/1/2024
O laticínio do demônio
Raul Almeida
+ de 200 Acessos

Leite é o primeiro acontecimento na vida de qualquer mamífero, seja ele bípede ou quadrúpede, hirsuto ou pelado. Não tem erro. Saiu do ventre, seja lá de que espécie for, vai direto para o peito ou para as tetas. A Natureza assim definiu.
Vamos pensar na ideia da sobrevivência, onde a alimentação tem o mais sagrado e privilegiado lugar. Comemos para nos mantermos vivos, suficientemente fortes para viver o que o destino com seus acasos e fatalidades nos reserva a cada momento.
A evolução dotou os seres humanos de inteligência, a diferença magistral entre nós e os outros mamíferos, que continuaram dotados de instintos, às vezes confundidos com lapsos de inteligência e racionalidade. Entretanto, os animais não aproveitam as sobras da amamentação se e quando existem.
Símios, equinos, caprinos, muares, suínos, enfim, não produzem queijo ou coalhada. Ah, mas como fariam? Sei lá. Conseguem armazenar sementes, frutos, carniça…
Nós humanos, descobrimos que o leite , mesmo quando azeda, segue sendo alimento, transformado em coalhada que pode virar queijo. E descobrimos muitas outras formas de conservar outros alimentos, evitando desperdício e provendo para momentos de escassez.
Alimentos estragados que não estão estragados! Poderia ser um paradoxo, mas é um recurso, uma técnica, uma prática ancestral. O paradoxo da virtualidade material,é uma outra circunstância visível em qualquer mapa-mundi.
Países, pátrias e nações são convenções. São resultado da concordância entre iguais humanos, quando se dispõem a resolver seus instintos animais, de posse, poder, similaridade biológica (parecidos uns com os outros) entre tantas outras questões. As fronteiras são imaginadas e estabelecidas por seres humanos. Tudo ligado ao instinto da sobrevivência acrescido de valores outros que a tal evolução foi agregando.
O País é o Direito, o Poder, o Estatuto. A Pátria é a Paixão, a beleza, a natureza, a Terra primeira onde se nasceu. A Nação é a Turma, a Gente, as Criaturas humanas que a amam. Aí encontramos o bígamo País e suas duas esposas, Pátria e Nação, fidelíssimas, estoicas, maravilhosas e ávidas para alimentar as criaturas humanas que em seu colo se abrigam.
Milhares de anos foram sedimentando normas, regras, diretivas, leis, sistemas e regimes, visando garantir a autoridade, integridade, poder e domínio dos mais proeminentes guerreiros, pensadores e, sem dúvida, místicos que sempre existiram, tentando explicar aos distraídos e assustados,os fenômenos, e as contorções da mãe Terra.
Quem se interessa, lê e estuda a história do mundo e as peripécias de personagens formidáveis.
Em tempos de agora o estupor e o espanto ronda as cabeças pensantes com as marcas virtuais dos Países sendo sacudidas por tanques e mísseis, a comida ameaçando escassear, retida em portos e porões de navios, miseráveis sem fronteira buscando um lugar para sobreviver, arriscando-se em travessias oceânicas ou tentando romper fronteiras onde não são bem vindos, além de fenômenos climáticos de grande porte, epidemias colossais.
Somos obrigados a escolher o nada, a passividade estéril e segura, o desdém ou a fuga da realidade, em busca de algum sossego. Ah, se fosse tão fácil.
O alimento político para manter vivo e saudável o triunvirato virtual, Pátria, País, Nação é conhecido: Democracia.
Democracia é o regime onde o Povo, a Nação, escolhe quem é que vai dirigir o País. Que escolhe o Governo garantidor da Pátria Amada, a terra onde nascemos e a Nação da qual que nos orgulhamos por adoção ou origem natural. De tempos em tempos, bem definidos pelas Leis, o Governo é substituído. É modernizado. Aí, entra o lado primitivo, o lado obscuro da vaidade, da ânsia de poder, da patranha, da promessa de Manah e Néctar, de delícias e festa. O alimento estraga.
Assim como o leite vira coalhada, se desintegra em soro e material semi-sólido, mais adiante vira queijo, e depois embolora, escurece, fede.
Tem sido assim.
Interessante notar-se que, durante a oferta de possíveis novos governantes, uma variedade de figuras, virtualmente semelhantes ao leite, apresentam-se, entre promessas e afirmações entusiasmadas.
Jarros de leite. Alguns já estão fermentados, amarelados pelo tempo e exposição à luz. Outros decantaram e seguem sendo coalhadas envelhecidas, a maioria já embolor ando e fedendo como queijos impróprios para consumo.
Não há leite fresco, nem coalhada, nem queijos finos.
E o laticínio do demônio.


Postado por Raul Almeida
Em 21/1/2024 às 17h33

Mais Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
Mais Digestivo Blogs
Ative seu Blog no Digestivo Cultural!

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Arte de projetar em arquitetura
Ernst Neufert
Gustavo Gili



Charlotte Street
Danny Wallace
Novo Conceito
(2012)



Método de Guitarra
Fernando Azevedo
Bruno Quaino
(2007)



Férias em Crome
Aldous Huxley
Livros do Brasil Lisboa



Comunicação no Plural Estudos de Comunicação no Brasil e na Itália
Maria Immacolata Vassallo de Lopes
Educ
(2000)



A Dieta Do Abdômen
David Zinczenko
Sextante



Livro Literatura Estrangeira Istambul Memória e Cidade
Orhan Pamuk
Companhia das Letras
(2007)



Maschere Nude
Luigi Pirandello
A. Mondadori
(1938)



Sexo - O Prazer Sem Limites - Livro de Bolso
Graham Masterton
Ediouro
(1999)



Ética Empresarial
Robert Henry Srour
Campus
(2003)





busca | avançada
46447 visitas/dia
1,8 milhão/mês