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Quinta-feira, 28/1/2016
Monte Sinai (reeditado)
Dinah dos Santos Monteiro

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No Egito, o turista saindo do Cairo e atravessando o túnel sob o canal de Suez chega à Península do Sinai, onde o clima é seco e ensolarado. O litoral desta Península apresenta água cristalina, cor azul turquesa, tendo como principal atração os recifes de coral do mar vermelho, o que o torna um dos locais muito procurados para mergulhos e um dos principais destinos de turistas em férias.

A Península do Sinai no tempo dos Faraós foi muito valorizada por causa do cobre, do ouro e pelas minas de turquesa. O Egito se abastecia não só de pedras para as suas construções, mas também de pedras preciosas que se encontravam na região. Boa parte do interior montanhoso do Sinai continua inexplorada e é habitada por beduínos e povos tribais nômades. O turista que desejar explorar o interior do Sinai deverá preferir os camelos com guia beduíno ou excursões organizadas com jipes.

No Sul da Península do Sinai situa-se Djebel Musa que é tradicionalmente considerado como o Monte Sinai da Bíblia. Ele faz parte de um maciço montanhoso que culmina a 2.644m e sua importância é indiscutível na religião da Bíblia. Alguns especialistas divergem na opinião quanto à localização exata do Monte Sinai bíblico, levantando outras hipóteses quanto a sua localização.

Biblicamente falando foi ao Monte Sinai (Horebe) que Moisés foi chamado para libertar os Israelitas da escravidão. Do cimo deste monte (Sinai) foi proclamada a Lei dos Dez Mandamentos e na sua base foi ratificado o pacto que formou a nacionalidade hebraica.



Subir o Monte Sinai atrai muitos visitantes, que embora não o considerem sagrado ou santo esperam ter nesse lugar um encontro com Deus. Eles não imaginam, não sabem ou se esquecem de que, não muito distante dali, em outro Monte, perto de Jerusalém, Jesus foi crucificado para fazer uma aliança de graça, de perdão e de santificação com o ser humano, não baseado na virtude humana, mas no sangue de Jesus.

Muitos dos que sobem o Monte Sinai conhecem pouco a respeito da verdadeira natureza de Deus, mas sobem na esperança de que Deus assuma um novo significado em suas vidas.

Um certo preparo físico é necessário para subir o Sinai, pois a subida é longa e cansativa. O ideal é hospedar-se em um hotel próximo a ele, pois as subidas se dão às primeiras horas do dia, quando a temperatura cai. Os hotéis já estão preparados para o burburinho dos hóspedes que deixam o hotel de madrugada em direção ao monte.



A subida começa com um grande ajuntamento de pessoas, camelos e beduínos. A princípio há muito espaço, o turista pode caminhar sem nenhum problema. No início tudo é muito festivo e como a subida se dá na madrugada, todas as pessoas necessitam estar munidas de lanternas acessas o que dá a tudo um toque encantador. O cenário é cinematográfico. Aos poucos o caminho vai se transformando em trilha e já não dá para duas pessoas emparelhadas, uma fila então se forma junto com o camelo, que vai se esgueirando junto à ribanceira, quase caindo montanha abaixo com o beduíno que o segue gritando o tempo todo oferecendo o animal para ser montado, a um preço bem salgado. As pessoas se assustam quando o camelo passa por elas, pois eles são tremendamente silenciosos. O beduíno que o segue grita continuamente "camel", "camel", para anunciar a sua passagem e oferecer os seus serviços.

Depois de uma, duas horas caminhando, alguns turistas começam a desistir de subir o monte, mas esta desistência só é possível até um certo trecho, depois não dá mais para voltar. A subida de fato é longa e cansativa, além do agravante das pessoas terem que usar roupas de inverno que são pesadas e incomodas para a caminhada, pois quanto mais se sobe mais frio vai ficando, além de terem de carregar água para consumo próprio e lanterna.

Até o topo do monte leva-se quatro horas mais ou menos. A procissão segue lenta, sem pressa para não cansar muito, mas sem parar. Como a caminhada é contínua, muitas pessoas se sentem mal, então recorrem a camelos para continuar, já que não dá para voltar.



Neste caso todo o cuidado é pouco, pois montar num camelo não é tarefa fácil. Quando o camelo se abaixa para ser montado ele se ajoelha com as pernas dianteiras e uma vez montado ele se levanta jogando o seu ocupante para trás, causando uma sensação muito desagradável em quem o monta. A cada passada que o camelo dá fica a sensação de que ele manca. E não resta dúvida de que pior do que subir no camelo é descer dele, pois, se o seu ocupante não estiver segurando a cela com firmeza ele pode ser lançado ao chão.

O ponto alto da caminhada ao topo do monte é você olhar para trás e ver a fileira de lanternas acesas como se fosse um fio incandescente subindo morro acima. Nesta caminhada pessoas de vários países se misturam com um mesmo objetivo comum, chegar ao topo do monte.

Próximo ao topo existe um pequeno espaço onde os beduínos aproveitaram para fazer um alojamento e neste lugar vendem chá quente para esquentar o corpo, água e alguma coisa para se comer. Daí em diante os camelos não sobem mais e nem os beduínos.



Um pouco mais acima é o lugar apontado como o local exato onde Moisés recebeu a "Tábua dos dez Mandamentos", mas ninguém aguenta ficar lá muito tempo, pois é muito frio e o vento é cortante.



A emoção é visível no rosto das pessoas que chegam ao topo do monte, por acreditarem que neste mesmo lugar Moisés teve um encontro com Deus. A fila não pode parar, tem que continuar para dar lugar a outros, assim a descida vem logo em seguida. Nada mais lindo que ver o nascer do sol no topo do Monte Sinai. Na subida necessitava-se de lanternas para iluminar o caminho devido à escuridão, na descida a luz do sol ilumina o mesmo caminho daqueles que subiram na escuridão, com os seus raios claros e brilhantes, como que trazendo vida nova para os que ali valentemente foram e para aquele lugar onde horas antes reinava a escuridão.



Uma vez chegando à base da montanha é hora de conhecer o Mosteiro de Santa Catarina, que fica situado na encosta do monte. A biblioteca desse mosteiro guarda valiosos manuscritos, principalmente escritos em grego e árabe. A parte mais antiga do mosteiro, ao que tudo indica, é a capela da Sarça Ardente, construída no lugar onde se diz ter acontecido o fato com Moisés. A sarça é uma planta que ainda existe no deserto do Sinai.

"Seja como for, o que é indiscutível é a importância capital do Monte Sinai (Horebe) na religião da Bíblia." (A Bíblia, Edições del Prado — 1996 - vol 2, pg. 127)

"Assim, o Monte Sinai é ao mesmo tempo o símbolo da misericórdia de Deus e da desobediência dos homens." (A Bíblia, Edições del Prado - vol 2, pg. 127)

Se você pode, não deixe de subir o Monte Sinai, provavelmente você encontrará um novo significado para a sua vida, isto é: se você estiver disposto a deixar Deus falar ao seu coração. Pense nisto. Até breve.


Postado por Dinah dos Santos Monteiro
Em 28/1/2016 à 00h05


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