Cinema Independente (5.1) | Cinema Independente na Estrada

busca | avançada
56607 visitas/dia
1,8 milhão/mês
Mais Recentes
>>> FAAP discute Semana de Arte Moderna de 22
>>> Toda Quinta retoma 1ª edição no Teatro Vivo com menção a Dominguinhos
>>> ENSINAR A FAZER - MARCENARIA
>>> O Peso do Pássaro Morto faz duas sessões online dias 30 e 31/10
>>> Exposição recupera a memória da ditadura brasileira
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Eleições na quinta série
>>> Mãos de veludo: Toda terça, de Carola Saavedra
>>> A ostra, o Algarve e o vento
>>> O abalo sísmico de Luiz Vilela
>>> A poesia com outras palavras, Ana Martins Marques
>>> Lourival, Dorival, assim como você e eu
>>> O idiota do rebanho, romance de José Carlos Reis
>>> LSD 3 - uma entrevista com Bento Araujo
>>> Errando por Nomadland
>>> É um brinquedo inofensivo...
Colunistas
Últimos Posts
>>> Michael Dell on Play Nice But Win
>>> A história de José Galló
>>> Discoteca Básica por Ricardo Alexandre
>>> Marc Andreessen em 1995
>>> Cris Correa, empreendedores e empreendedorismo
>>> Uma história do Mosaic
>>> Uma história da Chilli Beans
>>> Depeche Mode no Kazagastão
>>> Uma história da Sambatech
>>> Uma história da Petz
Últimos Posts
>>> Mundo Brasil
>>> Anônimos
>>> Eu tu eles
>>> Brasileira muda paisagens de Veneza com exposição
>>> Os inocentes do crepúsculo
>>> Inação
>>> Fuga em concerto
>>> Unindo retalhos
>>> Gente sem direção
>>> Além do ontem
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Um homem de Oz
>>> 12 de Junho #digestivo10anos
>>> crônica - ou ensaio - à la hatoum
>>> Prenda-me se for capaz
>>> Sobre futebol e hinos nacionais
>>> Zeitgeist
>>> Capacidade de expressão X capacidade linguística
>>> Silêncio e grito
>>> Sejam Bem-Vindos
>>> A alma boa de Setsuan e a bondade
Mais Recentes
>>> Invisível cativeiro de Roberto De Carvalho pela Aliança (2017)
>>> Putting Peace Into Practice de Nancy Nyquist Potter(editor) pela Rodopi (2004)
>>> Nove Partes do Desejo o Mundo Secreto das Mulheres Islâmicas de Geraldine Brooks pela Gryphus (1996)
>>> Os contos de beedle o bardo de J.K. Rowling pela Rocco (2008)
>>> Saúde Integral de Márcia Regina Colasante Salgado pela Ame (2017)
>>> Iracema em cena de Walcyr Carrasco pela Ática (2008)
>>> A Kabbalah da alma de Leonora Leet pela Madras (2006)
>>> O livro das princesas de Meg Cabot pela Galera Record (2013)
>>> Wicca Para Todos: um Guia Completo Para a Prática da Bruxaria Moderna de Claudiney Prieto pela Alfabeto (2013)
>>> O Acaso Criador- O Poder Criativo do Acaso de Rémy Lestienne pela Edusp (2008)
>>> Prova de fogo de Pedro Bandeira pela Scipione (1999)
>>> Jesus viveu na índia de Holger kersten pela Best Seller (1988)
>>> A mente de Deus de Dr. Jay Lombard pela Cultrix (2018)
>>> Lutando na espanha de George Orwell pela Globo (2006)
>>> Seu universo interior: Você é a história da humanidade de Jiddu Krishnamurti pela Planeta do Brasil (2018)
>>> A História da Filosofia de Anne Rooney pela M.Books (2015)
>>> Carlos Sciliar de Roberto Pontual pela Emanoel Araujo (1983)
>>> Partidos e Modelo Politico de Ismael Gonzalez pela Julex
>>> Dissociação da Sociedade Mercantil de Alberto Gomes da Rocha Azevedo pela Resenha Universitária (1975)
>>> Curso de Direito Penal Volume 1 Parte Geral de Wiliam Wanderley Jorge pela Forense (1986)
>>> Curso de Direito da Criança e do Adolescente de Cristiane Dupret pela Ius (2012)
>>> Osuna de Frente de Alvaro Montoya Gomez pela El Ancora (1983)
>>> Teoria dos Salários de K W Rothschild pela Quadrante (1971)
>>> Sociedades Anônimas 2 Volumes de Aloysio Lopes Pontes pela Forense (1957)
>>> Tutela Especifica de Luiz Guilherme Marinoni pela Resenha Tributária (2001)
BLOGS >>> Posts

Terça-feira, 5/4/2016
Cinema Independente (5.1)
Fabio Gomes

+ de 2200 Acessos



DIVULGANDO SEU FILME


NA INTERNET

O seu filme já está digitalizado e finalizado em HD, agora é só usar uma conexão com a internet para publicá-lo no para publicá-lo no YouTube (https://www.youtube.com/. Para subir um vídeo para o site, você precisa criar uma conta usando seu endereço de Gmail – se não tiver, basta criar uma conta gratuitamente em https://gmail.com/. Configurado o seu Gmail, você volta ao YouTube para criar sua conta e já pode subir seu filme para lá.

Enquanto o vídeo sobe e é processado (o processo por vezes leva horas, depende do tamanho do vídeo), você pode escolher se deixa o vídeo como público, privado ou não-listado, e também editar as informações que serão lidas por quem acessar – use esse espaço para postar informações sobre o filme, e também divulgar a ficha técnica (a relação de quem participou ou ajudou nas filmagens. Aproveite a lista criada para a confecção dos créditos do filme). O YouTube também vai lhe pedir para inserir tags no vídeo; são marcadores que, embora não fiquem visíveis na página do filme, ajudam o próprio site a recomendar seu trabalho para internautas que estejam assistindo vídeos com tags semelhantes. Uma vez postado no YouTube, o vídeo pode ser facilmente compartilhado em sites, blogs, redes sociais, além de você poder enviar o link por mensagens ou e-mail. Se o vídeo for listado como público, outras pessoas também poderão compartilhá-lo, ajudando a aumentar a sua audiência.

Outro site interessante para o compartilhamento de vídeos é o Vimeo (https://vimeo.com). Em relação ao YouTube, ele tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem: você pode postar vídeos que fiquem protegidos por senha, e que só serão vistos e/ou baixados pelas pessoas a quem você informar link e senha (isto é muito usado, por exemplo, para o envio de filmes para festivais). A desvantagem é que a versão gratuita (chamada Basic) do Vimeo só permite postar 500 MB de vídeos por semana, limitado ainda a 10 arquivos por dia. Já as contas Plus podem carregar 5 GB e as PRO, 20 GB.

NAS TELAS

Pode ser que você queira apenas mostrar seus filmes na internet, compartilhá-los com seus amigos e eventualmente até ganhar algum dinheirinho se sua produção bombar no YouTube. Mas pode ser também que você queira mais que isso, ambicione ter seu filme exibido na tela grande do cinema, seja na sua cidade, seja pelo Brasil ou mesmo pelo mundo. Isso é possível? SIM. O que não necessariamente quer dizer que seja fácil.

Um meio simples de fazer seu filme ser visto por pessoas numa sala pode ser o contato com organizadores de eventos culturais, como saraus, que costumam acontecer em centros de cultura e locais alternativos (bares ou mesmo praças públicas) de boa parte das cidades brasileiras. Outra opção são os cineclubes – existem 1.370 cineclubes no Brasil, a maioria em cidades de até 20 mil habitantes. Diferentemente dos cinemas comerciais, os cineclubes priorizam a qualidade artística para selecionar os filmes que irão exibir.

Mercado exibidor – A possibilidade de você conseguir passar seu filme independente em um cinema de shopping center da sua cidade (mesmo que seu filme seja um longa-metragem de ficção, que é na prática só o que passa nos multiplex localizados em shoppings) é bastante remota. Como já disse a produtora baiana Solange Lima, “o mercado exibidor foi organizado para o filme importado, a produção nacional em geral só pega as sobras de datas” – e isso que devemos considerar que ela se referia a filmes produzidos comercialmente por companhias cinematográficas com algum tempo de atuação no mercado nacional. O circuito multiplex é dominado por distribuidoras ligadas aos estúdios de Hollywood, como a Fox Filmes, a Columbia Tristar e a UIP (United International Pictures) (e isso não é de hoje, como vimos no caso do filme O Cangaceiro, da Vera Cruz, e já naquela época não era exatamente uma novidade). Paralelamente, há uma série de distribuidoras independentes, que atuam no segmento chamado de “filmes de arte”. Empresas como a Downtown Filmes, Europa Filmes, Lumière Brasil e Pandora Filmes se fazem presentes em rodadas de negociação que acontecem em festivais de cinema, adquirindo os direitos de distribuição de filmes que se destacarem, tanto brasileiros quanto de outras nacionalidades. Esses filmes posteriormente serão exibidos no circuito de filmes de arte, constituído em sua maioria por salas mantidas por Estados e prefeituras (e alguns empreendedores privados), e também nos chamados “arteplex”, conjunto de salas semelhante aos multiplex mas que destina algumas de suas salas ao circuito de filmes de arte. Vale lembrar que aqui estamos falando, sempre, de longas-metragens, formato padrão do mercado exibidor. Curtas e médias acabam circulando majoritariamente pelos circuitos de festivais, cineclubes e demais canais alternativos. De todo modo, antes de cogitar entrar em uma rodada de negociações em um festival, você deve se registrar na Ancine.

Registro na Ancine – A Ancine é a Agência Nacional do Cinema, foi criada em 2001, vinculada então diretamente à Presidência da República, passando ao âmbito do Ministério da Cultura dois anos depois. Seu papel é atuar como uma agência reguladora do audiovisual brasileiro, cabendo-lhe fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica e videofonográfica nacional.

Quem se registra na Ancine tem acesso aos serviços que a agência presta, como o encaminhamento de relatórios de acompanhamento de mercado, solicitação de Certificado de Produto Brasileiro, recolhimento da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, que incide sobre a veiculação, a produção, o licenciamento e a distribuição de obras cinematográficas e videofonográficas com fins comerciais, bem como sobre o pagamento, o crédito, o emprego, a remessa ou a entrega, aos produtores, distribuidores ou intermediários no exterior, de importâncias relativas a rendimento decorrente da exploração de obras cinematográficas e videofonográficas ou por sua aquisição ou importação, a preço fixo; o valor recolhido é destinado ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que é utilizado para financiamento público do setor) etc. O registro na Ancine é obrigatório para todos os chamados “agentes econômicos”, ou seja, aqueles que desenvolvem atividades econômicas ligadas ao audiovisual. Segundo a própria Ancine, agente econômico é “Qualquer pessoa natural ou jurídica que participa, independentemente, como sujeito ativo na atividade econômica (audiovisual ou não).” Ou seja, não são apenas companhias e produtoras que podem se registrar na Ancine, pessoas físicas também podem. O registro é extremamente simples e pode ser feito no Sistema Ancine Digital (http://sad.ancine.gov.br/controleacesso/menuSistema/menuSistema.seam). Você começa informando seu CPF, em seguida preenche um formulário, precisando ao final enviar cópias simples de seu documento de identidade, frente e verso. A documentação irá para análise da Ancine, e em no máximo 30 dias, se tudo estiver correto, você recebe seu número de agente econômico.

Tendo seu registro na Ancine, você poderá solicitar o Certificado de Produto Brasileiro para seu filme (registro gratuito) e também o Registro de Título (neste caso o registro deve ser pago e varia de acordo com a duração do filme e o uso comercial pretendido, indo de R$ 200,00 para curtas-metragens até 15 minutos para o mercado de TV por assinatura e chegando a R$ 3.000,00 para filmes acima de 50 minutos destinados a salas de exibição, mercado de vídeo doméstico, TV aberta e outros mercados, exceto a TV por assinatura). Os valores pagos pelo Registro de Título são considerados contribuição Condecine e revertem ao FSA. Valores idênticos são cobrados também de títulos estrangeiros lançados comercialmente no Brasil.

Na última parte, vamos falar de Editais e Festivais.




Postado por Fabio Gomes
Em 5/4/2016 às 20h35


Mais Cinema Independente na Estrada
Mais Digestivo Blogs
Ative seu Blog no Digestivo Cultural!

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Ilustrado Vol 1
Victor Civita (editor)
Abril Cultural
(1973)



A Garota no Trem
Paula Hawkins; Simone Campos
Record
(2015)



Se abrindo para a vida
Zibia Gasparetto; Lucius
Vida e Consciência
(2010)



A Semente de Deus
César Romão
Sextante
(2006)



Contos Brasileiros
Benjamin Abdala Júnior
Scipione
(1993)



Sexualidade
Di Quintella, Ary;Dieterich
Saraiva
(1992)



Grande Artistas - Manet: um Novo Realismo
David Spence
Melhoramentos
(1998)



Razão Jurídica e Dignidade Humana
Marcio Sotelo Felippe
Max Limonad
(1996)



Apostilas Polishop
Vários
Polishop
(2012)



Releitura
Senado Federal
Senado Federal
(2019)





busca | avançada
56607 visitas/dia
1,8 milhão/mês