Um brasileiro no Uzbequistão (III) | Arcano9 | Digestivo Cultural

busca | avançada
35423 visitas/dia
1,3 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
>>> Banco Inter É uma BOLHA???
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A história do amor
>>> Além do Mais
>>> Derrotado
>>> Acabou o governo
>>> American women kick ass
>>> As duas oposições
>>> Michelangeli & Bach
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Lançamento de livros em Natal
>>> Simone de Beauvoir: da velhice e da morte
Mais Recentes
>>> Rindo E Refletindo Com A História de Richard Simonetti pela Ceac (2007)
>>> História da Civilização Ocidental - Volume 2 de Edward McNall Burns pela Globo (1989)
>>> História da Civilização Ocidental - Volume 1 de Edward McNall Burns pela Globo (1993)
>>> Estranha Economia de Felipe Barbosa pela Apicuri (2012)
>>> A Inspetora e Uma Grande História de Amor (Série Edi Jovem)) de Santos de Oliveira pela Ediouro (1993)
>>> Herry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowling pela Rocco (2019)
>>> Revisão do paraíso. Os brasileiros e o Estado em 500 anos de História de Mary del Priore. Organização pela Campus (2000)
>>> Polly Pocket: Teste e Truques de Editora Fundamento pela Fundamento (2007)
>>> Fábrica de Poesia de Roseana Murray pela Scipione (2009)
>>> O Outro Nome do Bicho de Chico Homem de Melo pela Scipione (2007)
>>> A Viagem de uma Alma de Peter Richelieu pela Pensamento (1993)
>>> Isso Não É Brinquedo! de Ilan Brenman pela Scipione (2007)
>>> Os senhores dos rios. Amazônia, margens e história de Mary del Priore & Flávio Gomes. Organizadores pela Campus (2003)
>>> O Gato do Mato e o Cachorro do Morro de Ana Maria Machado pela Ática (2007)
>>> A Voz de Deus de Fernando Pessoa pela Proi (1997)
>>> Medidas Desesperadas de David Morrell pela Rocco (1998)
>>> Como Ler os Quatro Evangelhos de Frei Carlo Maria pela Regnum Dei (1987)
>>> O Extraordinário Poder da Intenção de Esther & Jerry Hicks pela Sextante (2008)
>>> Elos do Passado de Wanda A. Canutti pela Eme (2002)
>>> Na Hora do Adeus de Irene Pacheco Machado pela Rema (1997)
>>> Breve história da cartografia. Dos primórdios a Gerardus Mercator de Abílio Castro Gurgel pela BTAcadêmica (2015)
>>> O Gerente Minuto de Kenneth Blanchard e Spencer Johnson pela Record (1981)
>>> A Charada do Sol e da Chuva de Luiz Galdino pela Ática (1996)
>>> Encarcerados de Nércio Antonio Alves pela Rumo (1990)
>>> O Hotel dos Bichos Desamparados de Ricardo L. Hoffmann pela Ftd (1990)
>>> Crescer é Perigoso de Marcia Kupstas pela Moderna (1994)
>>> Stress Você Pode Ser O Próximo Previna-se de João Vilas Boas pela Paradigma (2019)
>>> Criar Abelhas é Lucro Certo de Márcio Infante Vieira pela Nobel (1983)
>>> O Assassinato de Roger Ackroyd de Agatha Christie pela Globo (2008)
>>> Sudário de Turim de Evaldo Alves D'Assumpção pela Loyola (1981)
>>> O Abismo de R. A. Ranieri pela Edifrater (1991)
>>> O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec pela Ide (2004)
>>> Antologia Poética de Mário Quintana pela Globo (2011)
>>> As Três Partes de Edson Luiz Kozminski pela Ática (2009)
>>> Anjos Do Pedaço de Sandra Saruê pela Melhoramentos (2008)
>>> A Dona da Bola e a Dona da História de Heloisa Prieto pela Ática (2009)
>>> Por Trás da Consciência- um Manual de Introdução à Programação Neuro.. de Leonel Telles de Menezes e Christina Ávila de M. pela Record
>>> Hoburaco de Diego Petrarca (org.) pela Liro (2013)
>>> Miscelânia de Opiniões e Sentenças de Nietzsche pela Escala (2007)
>>> A Missão da Unidade - o Debate Entre Evangélicos e Católicos Sobre de Israel Belo de Azevedo pela Missão (1989)
>>> Carnaval da Redentora á Praça do Apocalipse de Roberto M. Moura pela Zahar (1986)
>>> Artrites e Reumatismos- um Guia para Pacientes e Familiares de Carlos Alberto Von Mühlen pela Grupal (2005)
>>> Adivinhe Quem Sou de Megan Maxwell pela Essência (2014)
>>> Pequod de Vitor Ramil pela Artes e Oficios (1995)
>>> O Coelhinho Que Não era de Páscoa de Ruth Rocha pela Atica (2007)
>>> Código Civil Comentado Plt 542 de Ricardo Fiuza pela Saraiva (2012)
>>> Manual de Direito Processual do Trabalho de Mauro Schiavi pela Ltr (2009)
>>> Novo Código Civil de Silvio de Salvo Venosa pela Atlas (2004)
>>> Prêmio Silvio Coelho dos Santos de Monografias de Karla Leandro Rascke e Outros pela Fundação Franklin Cascaes2012 (2012)
>>> A Biologia da Crença: Ciência e Espiritualidade na Mesma Sintonia - O Poder da Consciência Sobre a Matéria e os Milagres de Bruce A. Lipton pela Butterfly (2007)
COLUNAS

Segunda-feira, 28/7/2003
Um brasileiro no Uzbequistão (III)
Arcano9

+ de 5600 Acessos
+ 1 Comentário(s)


A fronteira entre a Tashkent "uzbeque" (esq.) e a cidade "russa"

Tashkent, 02.06

A divisão geográfica da capital uzbeque é tão clara quanto a divisão humana entre russos e centro-asiáticos.

Levantei e peguei o luxuoso metrô. Quem nunca esteve em Moscou, Kiev ou Tashkent dificilmente consegue visualizar o que é um metrô soviético. Os líderes do Kremlin tinham a idéia de criar uma espécie de museu em cada uma das estações, investindo pesadamente em pisos de granito impecáveis, candelabros imensos, mosaicos luxuosos nas paredes. Cada estação parece ter um tema diferente, e todas são iluminadas por uma luz difusa, amarela, que dá a impressão de que, na verdade, você está em uma espécie de porão de algum palácio czarista, respirando ares de eternidade imutável na companhia de sofisticados detalhes decorativos. E os trens vêm e são pontualíssimos – um relógio marca quanto tempo se passou desde que o último parou na minha estação, e exatamente após sete minutos um outro se aproxima. Em Moscou, esse tempo é de dois minutos no horário de pico, e em Kiev, às vezes de quatro. Os três sistemas gêmeos de transporte subterrâneo, mais de dez anos depois da queda do rubro lábaro com a foice e o martelo, mantêm o que de melhor os soviéticos deram ao mundo. Emocionante. Não é sem motivo que senti um grande contraste ao, depois da minha pequena jornada por esse universo, subir as escadas rolantes e botar meus pés no Tchorsu, uma grande feira livre no noroeste da cidade.

É no Tchorsu que os uzbeques de Tashkent gritam aos ventos a força de seu patrimônio cultural. Um patrimônio que tem muito de persa, muito de árabe, muito de nômades do deserto e nada de russo. Há dezenas de mercados (também chamados de bazares) como o Tchorsu na cidade, mas ele é o melhor para se encontrar as senhoras vindas do Vale de Fergana, o reduto dos muçulmanos conservadores do país. Ou vindas de mais longe, de Khoresm ou de Karakalpakstan, duas regiões administrativas uzbeques engolidas pelo Deserto do Kyzylkum e pelos restos mortais do Mar de Aral, a centenas de quilômetros de Tashkent. Os olhos puxados e os sorrisos não são parte da mercadoria à venda. O mesmo vale para os cheiros deliciosos na parte do mercado onde são vendidos as especiarias e os pães non, um dos símbolos nacionais – em forma de disco, com bordas bem grossas e com desenhos feitos com a ponta de um garfo no centro, e ainda algumas sementes de papoula para dar um gosto especial. Os aromas circundam vastos continentes de produtos industrializados, que por sua vez ocultam mais mercadores com metros e metros da mais pura e colorida seda de Margilan, um dos centros de produção do tecido do Uzbequistão, no Vale de Fergana. Vi vários grupos de mulheres com seus vestidos de seda deslumbrantes, com tons surreais de branco, vermelho, verde e azul. Sentadas, lado a lado, sorrindo e exibindo orgulhosas seus trinta dentes de ouro, preenchendo completamente suas bocas e refletindo o sol do início de tarde. Há doces, há algodão não-industrializado, vindo diretamente das plantações. Há restaurantes improvisados que vendem churrasco, e a fumaça das grelhas se espalha, criando nuvens baixas que as pessoas têm que atravessar. Algumas áreas do bazar são cobertas, mas grande parte dos vendedores tem que enfrentar o calor de 32 graus sem sombra alguma. A maioria deles não tem barracas – estendem suas toalhas no chão mesmo e lá expõem seus produtos. Não há placas com preços, e o vendedor berrando, coisa tão comum nas feiras brasileiras, é raro. Mesmo se você o encontrar, certamente ele vai estar exaltando a qualidade de sua mercadoria, não o preço dela.

As cores do mercado Tchorsu

A razão disso é que não existem preços. Como em todos os países do Oriente Médio, a pechincha é uma espécie de esporte milenar, venerado secretamente como uma verdadeira religião. Pena que não sei falar russo direito, e muito menos uzbeque. Só comprei no Tchorsu um lindo pão non, tão grande e fofo que ainda não consegui terminar de devorá-lo. 200 sums, ou cerca de 20 centavos de dólar. Poderia tê-lo conseguido pela metade do preço ou menos.


A hospitalidade é comovente. Na madrassa Kukeldash, ao lado do Tchorsu, um estudante quase me abraçou quando disse que era turista e lhe pedi para ver o jardim do pátio interno, recheado de rosas. Depois, me mostrou uma pequena sala onde os estudantes colocam à venda peças de artesanato que eles mesmo produzem. Parece que o produto mais popular é um porta-corão de madeira, que pode assumir cinco posições diferentes. Você encaixa as peças móveis e o porta-corão fica mais baixo, mais alto, maior ou menor. O estudante me mostrou como mexer as peças para colocar o objeto nas cinco posições. Depois me convidou a tentar fazer o mesmo. Respondi que, se eu conseguisse fazê-lo, comprava o porta-corão. Obviamente não consegui, mas cheguei à conclusão de que colocar o objeto nas cinco posições o transformam numa espécie de mandala. Ou seja: antes de ler o Corão, o estudante de lei islâmica pode refletir sobre o poder de Alá percebendo os sutis movimentos e angulações do porta-corão, e ser inspirado pelos seus mistérios. Sim. Uma técnica sufi de iluminação.

A madrassa e o bazar marcam o início de uma área onde não há prédios imensos soviéticos, não há estátuas soviéticas, e nem metrô soviético. O que há além do Tchorsu são casinhas que aparentam ser muito, muito humildes. Elas são feitas muitas vezes de barro misturado com palha. Outras, de alvenaria simples, deixando transparecer tijolos. Algumas aparentam ser tão pobres que me fizeram pensar que, na verdade, eu estava numa favela. Essa impressão que tive em 2001 logo se evaporou quando meu tradutor me explicou que as pessoas que lá vivem são na verdade ricas, bem de vida. Um dos grandes segredos dos uzbeques é o que eles escondem atrás dos portões de suas casas, portões que um turista só cruza se for sortudo o suficiente para ser convidado para um chá ou um jantar. Por fora, as casas são nada, mas dentro sempre há um imenso pátio com árvores frutíferas e passarinhos, muita sombra e muito carinho. Comprovei espiando na fresta de um dos portões fechados: crianças brincavam lá dentro e uma mulher cozinhava ao lado, em uma sala coberta e com grandes janelas. A doce vida secreta uzbeque na cidade velha.

Uma pequena mesquita no coração da cidade velha de TashkentDifícil navegar pelas ruas estreitas e empoeiradas. Procurando por uma antiga madrassa, finalmente me deparei com os primeiros turistas nesta parte de Tashkent. Eram dois franceses jovens, um mais baixinho e loiro e outro alto e moreno. Faziam uma dupla engraçada, e era impossível não perceber que eram visitantes de uma terra distante. Perguntei a eles se falavam inglês e responderam com empolgação que sim, brevemente interrompendo a seção de fotografias de um detalhe perdido da rua. Me indicaram o caminho de Khast Imom. Não imaginava que os veria de novo.

A indicação estava certa. O Khast Imom é um complexo que inclui uma madrassa, uma mesquita, um mausoléu e instituto de estudos islâmicos. A madrassa, chamada Barak Khan, abriga hoje o equivalente islâmico de uma arquidiocese de quatro países: Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão e Quirguistão. Imagine uma catedral no meio da favela da Rocinha – é mais ou menos a impressão que se tem. Não que o prédio da madrassa ou da mesquita sejam grandiosos. Pelo contrário: o Khast Imom é muito mais modesto do que se espera. Nada de mosaicos grandiosos. No pátio interno da Barak Khan, entrei sem fazer barulho e vi as rosas e abelhas refletindo o sol que passava pelas sombras das amoreiras. Muito bonito. Enquanto admirava o jardim, um funcionário do local mostrou que seu radar para turistas estava bem calibrado. Chegou rápido. “Fala uzbeque? Russo? Inglês? De onde você é?” perguntou o gordinho bronzeado, aparentando ter uns 25 anos.

Respondi a suas perguntas em inglês, e ele mostrou conhecer bem a língua. “Brasil? Futebol? Ronaldo!”, sorriu. O cartão de visitas do futebol é infalível, pensei eu. Ele disse que já havia encontrado brasileiros visitando o complexo, e eu fiz uma cara de espanto. “Foi há muito tempo, umas poucas pessoas vieram”, explicou. Depois, numa ironia para um estudante de religião, me perguntou se eu tinha dólares para trocar no mercado negro, porque ele poderia me ajudar. Agradeci, disse que não, e lhe perguntei sobre o Khast Imom. “Aqui na Barak Khan ficam escritórios. Você pode olhar. Lá do outro lado da rua fica a mesquita Telyashayakh.” Eu disse que já havia dado uma olhada na madrassa e lhe perguntei sobre a mesquita e sobre o seu grande tesouro, guardado na biblioteca ao lado. O tesouro que atrai pessoas de muito longe. “Sim, ele está lá”, disse o estudante. “O velho corão. Mas você não pode ver, infelizmente. O bibliotecário está doente, e a biblioteca está fechada.”

O corão em questão é considerado o mais velho que existe. Chama-se Corão de Osman. Diz a lenda que o tomo pertenceu ao califa que lhe deu o nome, Osman, o terceiro sucessor de Maomé. No ano de 655, ele foi assassinado em Medina, e o seu sangue teria manchado as páginas do livro. Em 661, Ali, primo e genro de Maomé, foi assassinado, abrindo caminho para que os sucessores de Osman voltassem ao poder no Califado. Esses fatos estão na raiz da principal divisão na religião muçulmana. Os seguidores de Ali passariam a ser conhecidos como xiitas, e os seguidores da linha ligada a Osman, de sunitas. As lendas sobre o livro continuam: antes de morrer, Ali o teria levado para a cidade de Kufa, hoje no Iraque. Lá ele teria permanecido até o século XIV, quando Tamerlão conquistou a região e decidiu trazê-lo para sua capital, Samarkand. Em Samarkand ele teria permanecido mais alguns séculos, até que os russos chegaram. Em seguida, o livro teria sido vendido para os russos, que o transportaram para um museu em São Petersburgo. Só muito tempo depois o Corão de Osman seria devolvido e passaria a ser guardado no Khast Imom, apenas para que eu, que viajei de tão longe, não pudesse vê-lo. Que bom que outros viram.

And there it was. It resembled no other Koran I had seen. It bore no ilumination, nothing exquisite at all, but was strong and utilitarian, with the beauty of something primitive. It lay mounded on itself in separate pages: thick, deerskin leaves. The script flowed long and low over them, like a fleet of galleys going into battle. The strokes were broad and strong. They belonged to the harshness of history, not embroideries of faith.
- Colin Thubron, The Lost Heart of Asia

Com lendas e imagens que nunca testemunhei na cabeça, um tanto chateado, fui devagar tomando meu caminho de volta à Tashkent russa. Peguei o metrô novamente e, enfrentando um calor que me fez passar mal, fui ver o colossal Palácio da Amizade dos Povos – uma regalia arquitetônica, bastante evidente, dos tempos soviéticos. Vastas paredes de concreto cinza, com uns 10 metros ou mais de altura, projetadas para vencer a eternidade. Pensando bem, você não precisa de coisas tão gigantescas para vencer a eternidade. Você precisa de boas histórias.

Bebi uma Coca-cola. Adeus Tashkent, por ora, esta é minha despedida. Amanhã parto para o oeste. Para longe.


O monumental (e horrível) Palácio da Amizade dos Povos

(Continua aqui)


Arcano9
Miami, 28/7/2003


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Inquietações de Ana Lira de Fabio Gomes
02. Vocês, que não os verei mais de Elisa Andrade Buzzo
03. Notas confessionais de um angustiado (V) de Cassionei Niches Petry
04. A Coreia do Norte contra o sarcasmo de Celso A. Uequed Pitol
05. Simone Weil no palco: pergunta em forma de vida de Heloisa Pait


Mais Arcano9
Mais Acessadas de Arcano9 em 2003
01. Quem somos nós para julgar Michael Jackson? - 10/2/2003
02. Um brasileiro no Uzbequistão (V) - 8/9/2003
03. Um brasileiro no Uzbequistão (III) - 28/7/2003
04. Um brasileiro no Uzbequistão (I) - 30/6/2003
05. Empolgação - 10/3/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
25/8/2003
13h37min
Olá! Sou professora de Geografia. Meus alunos estão estudando o continente asiático. Por isso, preparei uma atividade para ser trabalhada com a reportagem 'UM BRASILEIRO NO UZBEQUISTÃO'. Gostei muito do ponto de vista do repórter, infelizmente, não consegui descobri o nome do brasileiro. Vocês poderiam me informar?
[Leia outros Comentários de Estela Moreno]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




PERCEPÇÃO E INFORMAÇÃO
PAUL J. BARBER - DAVID LEGGE
ZAHAR
(1976)
R$ 55,00



A VIDA FORA DA MATÉRIA (COM 70 GRAVURAS EM CORES) - 13ª ED.
CENTRO REDENTOR
CENTRO REDENTOR
(1973)
R$ 42,00



AUGUSTO COMTE E AS ORIGENS DO POSITIVISMO
CRUZ COSTA
COMPANHIA NACIONAL
(1959)
R$ 80,00



DEFICIÊNCIA MENTAL
STANISLAU KRYNSKI
ATHENEU
(1969)
R$ 14,00



MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO VOLUME I
J. DAFICO ALVES
NOBEL
(1974)
R$ 20,00



TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA
LIMA BARRETO
OBJETIVO
R$ 7,00



DICIONÁRIO DO SÉCULO XXI
JACQUES ATTALI
NOTICIAS EDITORIAL
(1999)
R$ 70,77



SEJA VOCE MESMO SEU MELHOR AMIGO
MILDRED NEWMAN EBERNARD BERKOWITZ
JOSÉ OLYMPIO
(1985)
R$ 25,90
+ frete grátis



A CONFISSAO DE LUCIO
MARIO DE SÁ CARNEIRO
ESCALA
R$ 6,00



GUIA PRÁTICO PARA FAZER AS COISAS
CLÁUDIO THEBAS
FORMATO
(2001)
R$ 4,50





busca | avançada
35423 visitas/dia
1,3 milhão/mês