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Segunda-feira, 22/8/2005
O que é ser jornalista?
Marcelo Maroldi

+ de 27100 Acessos
+ 17 Comentário(s)

Saiu publicado no jornal O Estado de São Paulo da quarta-feira passada: o número de cursos de jornalismo no Brasil cresceu 70% nos últimos 4 anos (2000-04). A grande maioria das vagas é oferecida por universidades particulares (uns 80% do total).

Essa notícia me chamou a atenção. Não sou jornalista, não conheço a grade curricular de um curso de jornalismo, não tenho a mínima condição de avaliar os cursos disponíveis no país, mas tenho algumas considerações a fazer. A primeira delas é que, se você quiser cursar jornalismo nesse país, é bom ter dinheiro para pagar a faculdade (aliás, geralmente não é barato). Gostaria de saber o motivo de existirem tão poucas vagas em universidades públicas? Antigamente, pelo menos em uma cidade interiorana como a que vivo, fazia vestibular para jornalismo apenas filhos de jornalistas ou pessoas que, de alguma forma, estavam envolvidas com jornalismo. Hoje, não! O curso se popularizou, é natural os jovens quererem ser jornalistas... É uma profissão como qualquer outra e a demanda por vagas, claro, aumentou. Sobre as vagas de jornalismo estarem em universidades privadas, creio que é uma herança de longa data, pois, ao que parece, este curso sempre foi para classe média e classe média alta, nível em que os pais podem pagar a faculdade do filho; logo, cria-se uma oportunidade de mercado para estas instituições oferecerem tais cursos.

Mas, o que ocorreu nos últimos anos que despertou o interesse dos jovens por essa carreira? Bom, de certa forma, o jornalismo se glamorizou. Há grandes coberturas jornalísticas na TV (lembre-se do 11 de Setembro), os jornalistas ganham fortunas (veja a sra. Ana Paula Padrão, agora no SBT) e alguns se tornam celebridades (Diogo Mainardi dá autógrafos para pessoas que nem sabem que ele é escritor, ou seja, ele é apenas jornalista para estas). É uma profissão que pode dar certo, não é mais um tiro no escuro (ainda que a imensa maioria de jornalistas jamais será famosa ou rica e ouço dos próprios colegas jornalistas que ser jornalista geralmente não dá dinheiro, apenas muito trabalho, e segue-se na profissão por gostar do que se faz. Quanto jovens sabem ou pensam nisso ao escolherem essa carreira?).

Além disso, atualmente (ou sempre foi assim?) existe um certo status social em ser jornalista, alguns enchem a boca para dizer que são formados nessa área, não importa se precisam trabalhar em outras atividades por não conseguirem emprego na que estudaram. No nosso país de semi-analfabetos, ser jornalista é estar no Olimpo. Implica, às vezes erroneamente, que um jornalista é um sujeito muito culto, que lê muito (e em vários idiomas), conversa sobre cinema, literatura, teatro, mercado financeiro, neurociência, História e geografia, teologia, filosofia, etc. Nem sempre é assim, mas a maioria das pessoas comuns pensa assim. É chique ser jornalista...

Acabo me perguntando qual o papel da internet nessa história toda. Será que o fato de existir tanta informação disponível de fácil acesso estimula algumas atividades e desperta o interesse de outras pessoas por estas? Provavelmente... Temos milhares de jornais e revistas on-line na internet. Há inúmeros jornalistas famosos que mantêm sites e blogs na Web. Aquela sensação de distância do jornalista para o leitor parece ter diminuído sensivelmente. Se quiser, posso mandar um e-mail para os jornais e jornalistas, comentar no blog deles, e por aí vai.

Um dos jornalistas que escrevem em blogs é Ricardo Noblat (aliás, ele só escreve em blogs desde 2004!). Ele é autor de O que é ser jornalista(Record, 2004, 270 páginas - sendo que as últimas 47 (tudo isso!) contam apenas com dados de instituições de ensino). Esta série da editora Record visa, segundo a orelha do livro, atender jovens em idade de definição profissional. A idéia é ótima, mas, pelo menos neste caso, fica longe de atingir o objetivo.

O subtítulo da obra é Memórias Profissionais de Ricardo Noblat (escrito em letra menor, não concorrendo com o título principal). É isso que o livro traz: as memórias do jornalista. Embora interessantíssimo, não explica ao jovem o que é ser jornalista. Muito pelo contrário. Ele não fala nenhuma palavra sobre como é o curso, o que se aprende, como se aprende, nem trata muito sobre o que são os diversos papéis dentro de um jornal (editor, repórter, redator, etc) e, principalmente, não fala absolutamente nada sobre as outras formas de jornalismo (rádio, televisão, internet...), limitando-se a abordar a mídia impressa (jornais e revistas). Portanto, não serve como uma introdução acerca do que é a profissão de jornalista, que é justamente a idéia do livro. No entanto, independente disso tudo, é uma leitura bastante interessante e agradável. Noblat conta como foi subindo na carreira, passando por algumas revistas e jornais em que trabalhou. Entretanto, o destaque maior é dado à parte, digamos, política. Noblat relata as suas aventuras com gente famosa, deputados, governadores; as ameaças que recebeu (e sua família); as demissões que sofreu por imposição de autoridades e pessoas influentes... são tantas histórias! Serve para imaginar como esse jogo de poder e informação funciona. Em tempo, Noblat ainda conta de sua experiência como marqueteiro (político) na primeira e única eleição presidencial na História de Angola.

Dito isso, resta dizer que o livro pode estimular candidatos a jornalistas, afinal, são muitos os fatos curiosos narrados de forma simples e direta pelo prestigiado Ricardo Noblat. Há algumas dicas e informações sobre o que é ser jornalista, mas isso não é o carro-chefe do livro. Ainda assim, vale conferir.

Para ir além






Marcelo Maroldi
São Carlos, 22/8/2005


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01. O Jagunço degolado de Wellington Machado
02. American Dream de Marilia Mota Silva
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04. Os desajustados de Elisa Andrade Buzzo
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04. A ousadia de mudar de profissão - 28/11/2005
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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
21/8/2005
10h21min
Existe uma outra razao, mais pratica, para a popularidade do jornalismo no pais. Em primeiro lugar, acho que oferecer cursos de engenharia, medicina e biologia exigem um grau de investimento bem maior pela universidade particular. Sem contar que ha' uma escassez de professores desta area. Entao, as universidades acabam oferecendo informatica, administracao e jornalismo como os cursos cabeca-de-lanca. Em segundo lugar, as pessoas ja' comecaram a se ligar no fato de que para passar em medicina e engenharia voce acaba estudando muito (e existem poucas particulares preparadas a oferecer estes cursos, que exigem alto investimento em laboratorios, etc.), e depois de formado nem sempre se ganha bem. Depois vem o fato de que o nosso deploravel segundo grau desmerece o estudo de matematica, fisica e biologia. Materias mal ensinadas e chatas, que perante a maneira politizada de ensinar historia e geografia, acabam atraindo pessoas para o jornalismo, que em tese e' uma opcao viavel para quem gosta destas ultimas... E para terminar, infelizmente, no Brasil, a classe media em geral ainda nem tem nocao do que faz um engenheiro ou cientista da computacao, e onde estao as oportunidades do futuro. Somos hoje um pais um pouco congelado, em que a unica novidade e' a noticia. Ha' uma profusao de jornalistas hoje, mas falta noticia quente...
[Leia outros Comentários de Ram]
23/8/2005
05h10min
Suas palavras me fizeram lembar o comportamento dos colegas da UFF que faziam jornalismo; mostravam-se arrogantes e condescendentes; seria por causa do tal status do curso?
[Leia outros Comentários de Claire]
26/8/2005
23h53min
Quem sou eu para falar, sou formado há um ano e pouco. Mas a verdade é que muitos jornalistas e estudantes de jornalismo não sabem responder "o que é" ou "quem é" o jornalista. Há muitas respostas diferentes. Você chega na faculdade e dizem que jornalista tem que escrever bem, é quem escreve bem. Bobeira. Todo mundo tem que escrever bem, se expressar bem. Embora o cara que escreve bem não seja necessariamente jornalista. Tem que ter curiosidade, tem que investigar, pesquisar, querer saber, querer conhecer (olha que uma cambada aí nem pensa nisso; pensa, sim, em "aparecer"). Falta conceituar a profissão, discutir mais. Uma coisa: se você é o cara que denuncia tudo, está sempre procurando uma brecha, um furo, pode cair no sensacionalismo, acabar fazendo mais do que é, se é que não vão te queimar primeiro. Por outro lado, se só fala de coisas boas, te chamam (os próprios colegas) de "assessor de imprensa", de puxa-saco e de jornalista-light. Tem gente que lê jornal, revista, para se divertir. Procura página de comportamento, beleza, etc. Então jornalismo é entretenimento? (Fale esta palavra é muito jornalista lhe torce o nariz). Na minha restrita visão de recém-formado que mais questiona do que tem certezas sobre a profissão, penso que o jornalismo carece de conceito, de discussão, de definição, ainda... Ah! Tem jornalista que gosta de exaltar sua biografia, são tomados como exemplos por muitas pessoas (principalmente através da televisão). No fotojornalismo – que curto muito – a coisa vai mais além: quem não sonha em cobrir uma guerra não é bem fotojornalista, então a realização profissional é fotografar a bala atingindo o soldado ao seu lado (Robert Capa), vender a foto para todas as revistas do mundo e ganhar um puta prêmio com aquilo, para ficar para a posteridade. Tem uns que querem mudar o mundo sendo jornalista, também, e que acham todas as outras profissões, principalmente as tecnológicas, carreiras dinheiristas e que fazem apologia ao capitalismo por lhe dar sustentação. Eu ainda fico – cada vez mais fico – com a pergunta que dá título do texto.
[Leia outros Comentários de Rogério Kreidlow]
2/9/2005
22h51min
Acabo de ler seu texto e fiquei surpresa com tanta sabedoria. Não se encontra uma publicação falando sobre jornalismo, encontra-se colunistas falando de experiências próprias e como vc mesmo disse a abordagem fica apenas em jornais e revistas e nem sequer diz que um bom jornalista (de mídia impressa) deve entender de digramação...!
[Leia outros Comentários de Flávia]
19/9/2005
20h43min
Ok. É fato que o jornalismo foi "descoberto" nos últimos tempos e isso faz parte sim de uma certa "glamourização" da profissão. E boa parte disso é por causa dos famosos colunistas, que, estes, sim, utilizam o jornalismo como status. Muitos acabam optando por uma faculdade de jornalismo por isso, sim. Ou para apresentarem o Big Brother, como o Bial (tsc)... Mas na faculdade aprendem que a realidade é outra. Quantos usufruem desse tal status? Seria interessante uma pesquisa em relação ao que os estudantes pensavam da faculdade e da profissão antes de entrarem nas mesmas e como encaram isso depois de estar lá dentro... Porque creio que existe uma grande diferença. É bom sempre lembrar que a grande maioria destes "novos" jornalistas que a cada semestre entram nas faculdades, tem seus 17, 18, 19 anos... E não creio que eles (ou um grande percentual) leiam um blog como o do Ricardo Noblat, por exemplo. E não entendi o que queres dizer com "a maioria das pessoas comuns pensa assim"... Quem seriam essas pessoas comuns??? Porque eu me considero uma pessoa comum, e nem por isso acho que todos os jornalistas aquelas "coisas" todas que citas (até porque sou um) e nem vejo as pessoas "comuns", com as quais me relaciono, pensarem deste jeito. PS: Concordo em grande parte com o 1º e o 3º comentários(de um ex-colega de faculdade, vejam só).
[Leia outros Comentários de Flavio Roberto]
20/9/2005
13h21min
a internet está cheia de pessoas que falam o que querem, que opinam sem se preocupar em fundamentar uma tese, ou a fundamentam baseado na leitura de um único texto. Viva a banalização. Existe sim conceitos cercando o jornalismo e os valores que norteiam a sua prática, assim como há pessoas totalmente despreparadas para exercê-lo, mesmo sendo formadas na área. Vamos pesquisar pessoal, ajuda muito na tarefa de fazer críticas.
[Leia outros Comentários de Everson Navarro]
9/10/2005
17h09min
Acho importante que o Jornalismo seja visto como um "modismo", isso quer dizer que as pessoas cada vez mais se interessam em saber o que está acontecendo a sua volta. É verdade que acontece a tal "glamourização" dos jornalistas, mas isso quer dizer que, de alguma forma, esses jovens que buscam entrar em uma faculdade de jornalismo possuem admiração por essa profissão. Estamos sendo bombardeados pelos meios de comunicação, ainda uma novidade para nós. Então nada mais que sensato que os jovens queiram trabalhar com o que eles se familiarizam desde cedo, com o que eles já possuem intimidade. Os adolescentes passam o dia assistindo a tv, passam o dia na internet e querem trabalhar nesse meio por ser uma coisa que eles acham interessante, e por ser uma coisa que eles estão acostumados a lidar. Não recrimino o fato da profissão de jornalista estar crescendo cada vez mais, mas recrimino o fato das escolas não mostrarem aos seus alunos outros caminhos a seguir. Como já foi dito em um comentário anterior, na escola ninguém se interessa por física, química, matemática, pois desde que os alunos são pequenos é transmitida a idéia de que essas matérias são muito chatas, isso é uma forma de reprimir o talento de cada um, que está relacionado às ciências exatas, biologicas, etc. Por isso o jornalismo está sendo tão procurado pelos jovens, pelo fato de incluírem matérias relativamente fáceis pra eles. Acho que deveria ter um esclarecmento sobre os talentos de cada um.
[Leia outros Comentários de Camila de Almeida]
23/7/2006
13h10min
olá. estou em ano de vestibular e estou quase optando por jornalismo. Digo "quase" porque estou perdido em dúvidas! oq seria ser jornalista? bem, primeiro sei q tem um papel social e gostaria de me comprometer com isso, sim, caso seja a minha escolha! mas na verdade penso em fazer jornalismo para alcançar um objetivo maior. Não penso ser egoísmo da minha parte "usar" os ensinamentos, enfim, tudo q se pode saber qd se é um jornalista! Em relação ao curso ter matérias menos complicadas q as engenharias, por exemplo, penso que isso tem muito de verdade. Mas sei também que tem pessoas que "nasceram" para levantar prédios e outros que vieram ao mundo para investigar e revelar o mesmo. Quero dizer: apesar de "facilidades" (pois nem p/ todos a matemática é mais difícil que gramática) cada um tem seu talento e assim as coisas giram em harmonia com a terra. Obs: não sei ainda minha área, mas confesso que fico cada vez + fascinado com esse meio jornalístico =]
[Leia outros Comentários de Lucas Pacheco]
3/10/2006
16h18min
Essa pergunta já foi respondida aqui mesmo no Digestivo: "(...) os jornalistas são um pouco como a prostituta de Isaac Bashevis Singer: como se deitam com vários homens, deixam sua alma espalhada por toda parte. (...) o jornalista tem de se apaixonar pelo assunto que vai cobrir, tem de digeri-lo e tem de reproduzi-lo, deixando no texto alguma porção de si." Fiquei aqui pensando que o profissional da prostituição também teve sua profissão "glamourisada" no último ano. E em outros também. Assim como os profissionais da medicina, da arquitetura, aviação... Que bom! Isso faz parte do sonho de quem escolhe uma profissão. Mas, quando se chega lá, aprende-se a viver sem o glamour. Aprende-se também a viver sem o status. Se é que realmente exista isso de "ser chique ser jornalista". Não me lembro dessa discussão durante, nem depois, da graduação...
[Leia outros Comentários de Juliana Coelho]
3/10/2006
16h38min
É importante discutirmos também se realmente é mais fácil, ou mais barato, manter um curso de jornalismo com emissoras de TV e rádio, laboratórios de fotografia e vídeo, redações de jornais e revistas, dentro de uma faculdade. E, se estudar de economia, política e jornalismo científico a cinema e teatro é mais fácil ou menos importante do que as disciplinas de engenharia ou agronomia. Creio também "que é uma herança de longa data" todos os cursos serem para classe média e classe média alta. Graças a diversos fatores, isso também tem mudado e pessoas de "classe baixa" também agora podem sonhar com o glamour do jornalismo. É uma pena que as opiniões sobre o que é ser jornalista também estejam tão banalizadas.
[Leia outros Comentários de Juliana Coelho]
3/5/2008
00h08min
Olá, sou estudante de jornalismo e discordo completamente com suas considerações acima. Ser jornalista não é querer ter status, mas sim ter responsabilidades sociais. Compromisso ético e verdadeiro. Ser jornalista é poder discutir sobre qualquer assunto. Jornalismo é cultura.
[Leia outros Comentários de vanderson beligoli]
1/9/2008
21h58min
É deveras interessante ler tantas opiniões, umas em concordância e outras não. Sou licenciada em Gestão de Empresas e trabalho como repórter para um canal TV. Não estudei comunicação social, mas sinto que o meu talento é exatamente por aí. Ao contrário do que muitos pensam, para exercer a profissão de jornalista é necessário continuar a estudar por toda a vida...
[Leia outros Comentários de Guimarães]
10/1/2009
21h16min
Olha, eu discordo completamente do que ele falou, ele está completamente equivocado sobre... o que é ser jornalista. Eu tenho treze anos e já sei o que quero da minha vida (ser jornalista; ser jornalista não é querer se promover sobre a profissão; ser jornalista é ser comprometido com a sociedade e com você mesmo, é informar as pessoas de uma maneira limpa...). É uma profissão muito gratificante e acredito que quem faz o curso de jornalismo faz com prazer. Ser jornalista é uma profissão maravilhosa e prazerosa. Boa sorte à todos que estão fazendo jornalismo!
[Leia outros Comentários de Dábyla Arrais ]
1/2/2009
21h06min
Cara, tu escreve bem e ainda tem uns pensamentos interessantes... Merece mais um parabéns. P.S.: Jornalismo realmente é pra quem gosta, mas acho que pra alguém ser jornalista deve ser no mínino um bom escritor. (Obviamente de textos jornalísticos.)
[Leia outros Comentários de Gustavo Franco]
4/2/2010
23h13min
Olá! Também quero fazer parte; sou radialista e nem formado sou. Meus 24 anos de experiência me dão o direito de falar de jornalismo como sendo uma profissão fantástica; e olhe: dá o maior status. Às vezes até digo que sou jornalista. O que se deve ser analisado pelos senhores e senhoras é que, enquanto discutem o que é ser jornalista, as universidades se preocupam em "faturar".
[Leia outros Comentários de Adelino M. Vicente]
13/4/2010
16h09min
Apenas estou começando a estudar jornalismo, no entanto, pesquiso e não chego a uma conclusão do que é realmente ser um jornalista. Tenho sonhos com essa profissão, como se há muito tempo eu já soubesse o que é ser jornalista, tenho amor pela profissão sem mesmo a conhecê-la bem. Então penso que ser jornalista é aprender um pouco a cada dia sobre a vida, sobre o mundo, é analisar, ter uma boa percepção, saber críticar, argumentar e mostrar ao mundo com suas palavras o que ele nos transmite a cada instante, pois somos espectadores de plantão.
[Leia outros Comentários de Elisangela Mendes ]
15/5/2011
18h12min
Hoje me considero privilegiada de trabalhar ao lado de pessoas muito inteligentes. Sempre gostei de trabalhar com pessoas que sabem mais que eu. Muito mais. Acho que é assim que a gente aprende. Penso também que a grande maioria dos jornalistas sabe muito pouco de quase tudo. Melhor seria escolher uma área e se aprofundar. Esse é o mundo ideal. Mas nem sempre é possível. Os salários são baixos. É difícil conseguir se firmar. É difícil entrar nos grandes veículos. Os desafios são incontáveis. Por isso é preciso gostar. Gostar. Duvidar. Trabalhar com quem sabe mais. Aceitar que você sempre vai cumprir ordens (ou então precisará montar um veículo de comunicação própri)... e ainda assim terá que se render, vez ou outra, ao perfil dos anunciantes... a não ser que você seja milionário!) Eu tenho 36 anos de idade. Comecei a trabalhar como jornalista em 1995. E ainda estou longe, muito longe... de ser a jornalista que povoa o meu imaginário...
[Leia outros Comentários de Daniela Paixão]
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