A TV paga no Brasil | Sergio Kulpas

busca | avançada
69289 visitas/dia
2,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Mostra de Teatro traz quatro peças para assistir on-line
>>> Festival Som na Faixa apresenta edição online com atrações da música instrumental
>>> Leituras Urbanas começa novo ciclo literário
>>> Unil oferece abordagem diferenciada da gramática a preparadores e revisores de texto
>>> Conversas no MAB com Sergio Vidal e Ana Paula Lopes
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Aos nossos olhos (e aos de Ernesto)
>>> Carol Sanches, poesia na ratoeira do mundo
>>> O fim dos livros físicos?
>>> A sujeira embaixo do tapete
>>> Moro no Morumbi, mas voto em Moema
>>> É breve a rosa alvorada
>>> Alameda de água e lava
>>> Entrevista: o músico-compositor Livio Tragtenberg
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
Colunistas
Últimos Posts
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
Últimos Posts
>>> A busca
>>> O poder da história
>>> Caraminholas
>>> ETC. E TAL
>>> Acalanto para a alma
>>> Desde que o mundo é mundo
>>> O velho suborno
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Papa Francisco
>>> Pequena notável
>>> Notas de leitura sobre Inácio, de Lúcio Cardoso
>>> USP: 75 anos de histórias várias
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Minicursos na PUC Minas
>>> 7 de Setembro
>>> Dublinenses
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> A Lógica do Cisne Negro, de Nassim Nicholas Taleb
Mais Recentes
>>> Cinquenta tons mais escuros de E L James; Juliana Romeiro pela Intrinseca (2015)
>>> Esta Terra Tem Dono - Esta Tierra Tiene Dueño - Co Yvy Oguereco Yara de Alcy Cheuiche pela Age (2012)
>>> A Odisseia da Filosofia: Uma Breve História do Pensamento Ocidental de José Francisco Botelho pela Abril (2015)
>>> Pureza mortal de Nora Roberts; J. D. Robb; Renato Motta pela Bertrand Brasil (2011)
>>> A Hisótira da Ciência Para Quem Tem Pressa: De Galileu a Stephen Hawking em 200 Páginas de Nicola Chalton; Meredith MacArdle pela Valentina (2017)
>>> Contos da seleção o principe e o guarda de Kiera Cass; Cristian Clemente pela Seguinte (2014)
>>> 1808 de Laurentino Gomes pela Planeta do Brasil (2007)
>>> Dublinenses de James Joyce pela Biblioteca Folha (2003)
>>> Viaje a Ixtlan de Carlos Castaneda pela Fondo de Cultura Económica (2009)
>>> História do amor no Ocidente de Denis de Rougemont pela Ediouro (2003)
>>> As cidades invisíveis - coleção biblioteca folha de Italo Calvino pela Biblioteca Folha (2003)
>>> O evangelho segundo o espiritismo de Allan Kardec pela Ide (2004)
>>> Breves Respostas para Grandes Questões de Stephen Hawking pela Intrínseca (2018)
>>> Presença do Vinho no Brasil. um Pouco de História de Carlos Ernesto Cabral de Mello pela Cultura (2018)
>>> Uberizacao de Tom slee pela Elefante (2020)
>>> O Processo de Franz Kafka pela 1117 (2012)
>>> União 100 anos - Receitas que fazem nossa história de Açucar União pela Gold (2000)
>>> Os Miseráveis de Victor Hugo; Walcyr Carrasco pela Moderna (2012)
>>> La Religión Dentro de los Límites de la Mera Razón de Immanuel Kant pela Alianza Editorial (2009)
>>> A Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho pela Nova Alexandria (2015)
>>> Mentes Inquietas: TDAH - Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade de Ana Beatriz Barbosa Silva pela Objetiva (2004)
>>> A primeira história do cristianismo de Daniel Marguerat pela Paulus, Loyola (2003)
>>> As erras mais primitivas da terra (Tomo 1 e 2) de G. H. Pember pela Ed Clássicos (2003)
>>> The Witcher Livro 1: O Último Desejo de Andrej Sapkowski pela WMF Martins Fontes (2011)
>>> O Hobbit de J. R. R. Tolkien pela WMF Martins Fontes (2013)
>>> O Silmarillion de J. R. R. Tolkien pela WMF Martins Fontes (2011)
>>> Livro de Uma Sogra – Obra Completa Nº 5 de Aluísio Azevedo pela Waldré (1982)
>>> O Mulato de Aluísio Azevedo pela Ática (1992)
>>> Os Lusíadas de Luís de Camões pela Abril (1979)
>>> Os Trabalhadores do Mar de Victor Hugo pela Abril (1979)
>>> Decamerão (2 volumes) de Giovanni Boccaccio pela Abril (1981)
>>> Relações entre a Igreja e o Estado de Rafael Llano Cifuentes pela José Olympio (1989)
>>> A Interpretação do Homem de Renato Kehl pela Francisco Alves (1951)
>>> Envelheça Sorrindo de Renato Kehl pela Francisco Alves (1949)
>>> O Milagre de Lourdes de Ruth Cranston pela Melhoramentos (1955)
>>> Diário de um pároco de aldeia de Georges Bernanos pela Agir (1964)
>>> A Doutrina Social da Igreja de G. C. Rutten, O. P. pela Agir (1947)
>>> Maria e o Evangelho de Jean Galot pela Aster (1961)
>>> O que sobrou do paraíso? de Jean Delumeau pela Companhia das letras (2003)
>>> Senhores de engenho, judeus em Pernambuco colonial 1542-1654 de José Alexandre Ribemboim pela 20-20 Comunicação (2002)
>>> Os magnatas do tráfico negreiro de José Gonçalves Salvador pela Pioneira, Edusp (1981)
>>> A comunidade judaico-cristã de Mateus de Anthony J. Saldarini pela Paulinas (2000)
>>> A Formação da Terra - Biblioteca Salvat de Grandes Temas de Vários Colaboradores pela Salvat (1979)
>>> As origens do Novo Testamento de C. F. D. Moule pela Paulinas (1979)
>>> Mártires do coliseu romano de Emma Leslie pela Aeebar (1984)
>>> Filosofia para entender teologia de Diogenes Allen e Eric Springsted pela Paulus, Academia cristã (2011)
>>> Nigella Bites de Nigella Lawson pela Ediouro (2019)
>>> Minidicionário da Língua Portuguesa de Francisco da Silveira Bueno pela FTD (1996)
>>> Desenho Técnico de Thomas E. French pela Globo (1958)
>>> Métodos de Ensaios nas Indústrias de Celulose e Papel de Alfred Halward e Outro pela Brusco
ENSAIOS

Segunda-feira, 12/10/2009
A TV paga no Brasil
Sergio Kulpas

+ de 8300 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Prestes a completar 20 anos de existência, o modelo de TV por assinatura no Brasil mostra sinais de senilidade precoce. Quase todos os seus defeitos são congênitos, baseados na má formação original do modelo. O que começou como uma opção de entretenimento de elite no começo dos anos 90 chega ao fim da primeira década do século XXI como um punhado de ações de marketing cansadas, viciadas e muito mal-intencionadas.

Para piorar, esse filhote monstrengo da televisão brasileira sugou nesse período praticamente tudo que havia de bom na antiga TV aberta, deixando para trás um território irritante e sem lei, onde pontificam tele-igrejas e tele-vendas (ou vice-versa), planícies jurássicas onde habitam as Hebes, os Gugus e congêneres. E, surpreendentemente, onde ainda reside a mais rica plataforma publicitária do país.

Como um assinante pioneiro de TV paga (minha família comprou um dos primeiros pacotes da Globosat, no extinto sistema Multicanal), eu lamento não ter tido a presença de espírito de registrar essa evolução desde os primórdios. Conto principalmente com a memória, como consumidor e como jornalista.

Como consumidor, pude acompanhar como um modelo original que beirava o utópico foi sofrendo mutações, sempre para pior. Reza a lenda que a TV paga brasileira surgiu a partir de uma sacada de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

O velho mestre da Globo, muito familiarizado com a TV a cabo dos EUA, teria imaginado um sistema de canais complementares à própria Globo, divididos por temas: um canal de documentários, um de jornalismo, um de espetáculos e variedades, um de esportes e um de filmes. Essa ideia deu origem ao GNT, GloboNews, Multishow, SporTV e Telecine, em suas versões originais.

Segundo minha memória de consumidor, eram canais realmente extraordinários: uma programação excepcional, inédita, exclusiva, sem breaks comerciais, sem a gritaria do varejo da TV aberta.

Enfim, um produto interessante o bastante para atrair o espectador comum de 20 anos atrás para a exótica ideia de "pagar para assistir televisão". Era um produto declaradamente de elite, nunca foi barato esse acesso. Aí se repetia a história do lançamento da TV por Chateaubriand, nos anos 50 ― só os ricos podiam comprar os caríssimos televisores RCA.

Para complementar essa oferta de canais brasileiros, os pacotes iniciais tinham um número surpreendente de canais, a maioria deles estrangeiros sem qualquer adaptação para o público local ― nada de legendas, dublagens etc. Havia uma série de canais latinos, europeus, asiáticos, árabes. Uma variedade cultural que foi varrida sem cerimônia, em muitos casos de forma abrupta. A Multicanal deixou de exibir uma dúzia de canais da rede Televisa de um dia para outro. Eram canais cafonas e de baixa qualidade, mas eram interessantes por isso mesmo. Outros sumiram porque eram caros ― em particular os canais europeus de programação cultural mais sofisticada.

Em meados da década de 90, ouvi de um executivo do setor durante um seminário que a TV paga "jamais" deveria fazer concessões às classes C e D. Com isso ele queria se referir ao preço das assinaturas, e não ao conteúdo. Quer dizer, o preço se manteria sempre alto ("não é coisa pra pobre"), enquanto a empresa faria o possível para reduzir os custos de programação, e buscando parcerias comerciais que eram território exclusivo da TV aberta (a "gratuita").

Usando a desculpa das sucessivas crises econômicas dos anos 90, as operadoras foram enfraquecendo seu conteúdo.

Os melhores programas custavam (custam) caro ― os nacionais exigem grandes investimentos, e os internacionais são cotados em dólares ou euros. É verdade que os contratos em dólar com as fornecedoras de conteúdo deixaram a maioria das empresas brasileiras no vermelho no fim do século. Também é verdade que, para sanear suas contas, essas empresas abandonaram qualquer pretensão de oferecer uma programação de qualidade, cancelaram todos os contratos que davam prejuízos e substituíram praticamente toda a programação por uma tapeação marqueteira, baseada em consultorias e estatísticas.

Um processo que tornou a TV paga um grande Domingo Legal: um conteúdo raso e pasteurizado, mas com nariz empinado de produto de luxo. Filmes dublados e reprisados à exaustão são o principal prato dos canais hoje. Dezenas de canais exibindo horas seguidas de informerciais e leilões de joias.

Ao mesmo tempo, os poucos assinantes da TV paga foram vendidos ao mercado publicitário como "público AAA altamente qualificado, formadores de opinião com alto poder aquisitivo" ― justamente porque são poucos e pagam caro por esse serviço. E esse foi o golpe fatal, que tornou os canais pagos a plataforma ideal para lançamentos de produtos de luxo e um laboratório para as mais ultrajantes ações de marketing. O GNT e o Multishow são exemplos dessa ideia, com muitos "programas" que de fato são anúncios disfarçados.

É claro que a internet despencou como um maremoto sobre tudo isso. O co-fundador do YouTube, Chad Hurley, disse em uma recente passagem por São Paulo que a internet vai arrasar o modelo atual de televisão. É muito provável, a começar por esses sistemas de TV paga.

E a resistência elitista das operadoras em criar pacotes populares deu no que tinha que dar: uma pirataria incontrolável de sinais, analógicos ou digitais. É ingenuidade das empresas supor que um decodificador será à prova de pirataria, quando os próprios técnicos que instalam esses equipamentos não ganham o bastante para pagar por uma assinatura "oficial".

E hoje, depois de duas décadas de atuação, a TV paga não atinge 7 milhões de assinantes no Brasil. Um número ridículo em qualquer aspecto. Basta comparar com o crescimento do número de assinantes de internet em banda larga, que chegou a mais de 30 milhões em menos da metade do tempo.

Como será o mercado para essas empresas na próxima década?

Novos players estão entrando, em particular as empresas de telefonia. A internet já permite criar uma programação em alta definição, com liberdade de horário (mesmo num país sem TiVo).

A nova geração tem um relacionamento muito menos passivo com os entretenimentos eletrônicos, e prefere usar aparelhos que cabem na palma da mão...

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no Webinsider. Leia também: "TV digital: melhores imagens e só".


Sergio Kulpas
São Paulo, 12/10/2009

Mais Sergio Kulpas
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
13/10/2009
08h24min
Que bom ler alguém falando da TV paga. De fato, o que nos resta? Quase nada por tanto preço. O "último capítulo daquele seriado bacana" encontro amanhã no Reino de Camelot (camelôs), por 2 reais, já com legenda e tudo. Que bacana! Viva a pirataria, viva o YouTube, viva "A ilustre casa de Ramires", que é a minha saída para isso tudo: ler.
[Leia outros Comentários de Marcelo Hagah]
13/10/2009
18h20min
Uma espetacular viagem crítica pela história da TV paga... Parabéns pela clareza! Um fato a ser considerado é que o setor nunca foi rentável aqui no Brasil, nem nos primórdios. Nesse sentido, acho que houve, desde o começo, um erro de preço e escala. A pirataria foi desprezada até ficar endêmica, e nem os financiamentos do BNDES deram solidez econômico-financeira para as operadoras. No final das contas, agora temos dezenas de opções de conteúdo pago, mas fica a pergunta: será que algum vai vingar?
[Leia outros Comentários de Paulo Resende]
15/10/2009
12h44min
Uau! Pode crer. Eu odeio a Warner, embora adore as séries. Mas é igual ao SBT - onde o comercial é maior do que o bloco do programa. Melhor se passassem tudo e depois, entre um programa e outro, tivessem os comerciais. Acabo alugando as séries na locadora. Até o Discovery está ficando assim, ainda que os comerciais sejam da própria programação.
[Leia outros Comentários de Débora Carvalho ]
15/10/2009
23h46min
Pra que serve a TV, mesmo? É diversão e informação, primeiramente. E já que pago, devo ter o direito de assistir o que quero e ser consultado quanto ao cancelamento de um canal e não simplesmente avisado depois (quando avisam). Pois é, depois de ver vários seriados que assistia serem cancelados pelas produtoras sem motivo e ver a programação da TV fechada ser invadida pela onda do telemarketing, desisti completamente de adquirir qualquer pacote. É ilógico ver propaganda numa TV que eu pago, pois, se eu financio, a TV não precisaria vender o espaço. Mas já que é assim, então eu prefiro baixar pela internet, ver na TV aberta... qualquer coisa, menos pagar os preços absurdos, já que a única coisa que eu vejo na TV, mesmo aberta, são filmes, seriados, documentários e jornal. Os empresários de TV estão tornando a própria TV não só num produto inacessível, financeiramente falando, como num produto inútil, intelectualmente falando... viva a interatividade da internet!
[Leia outros Comentários de eurandi corvello ant]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA VOL. 16
A. DA SILVA MELLO
REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA
(1959)
R$ 55,83



ILUSTRATION OF ACUPUNTURA & MOXIBUSTION TREATMENT FOR COMMON DESE
ZHANG JIANHUA (COMPILER)
JIANGXI SCIENCE AND TECHNOLOGI
(2010)
R$ 58,28



UMA NOVA FACE - UM ROSTO MAIS JOVEM SEM CIRURGIAS
GREGORY BAYS BROWN
PRESTIGIO
(2005)
R$ 8,39



TUDO TEM SEU PREÇO
ZIBIA GASPARETTO
VIDA E CONSCIENCIA
(2002)
R$ 10,00



O CANTO DOS MEUS AMORES - 5086
ARMANDO NOGUEIRA
DUNYA
(1998)
R$ 8,00



O GRANDE DESAFIO DA EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA 7 BILHÕES
JOÃO B. PEIXOTO
BIBLIOTECA DO EXÉRCITO
(1978)
R$ 9,90



ARCHITECTURE NOW! RESTAURANTS & BARS
PHILIP JODIDIO
TASCHEN ESPAÑA
(2009)
R$ 300,00
+ frete grátis



NASCIDO PARA VENCER
JAMES E. JONGEWARD
BRASILIENSE
(1978)
R$ 26,00
+ frete grátis



O MUNDO EGÍPCIO - DEUSES, TEMPLOS E FARAÓS - VOLUME 1
EDIÇÕES DEL PRADO
DEL PRADO
(1996)
R$ 6,90



QUANDO O PASSADO NÃO PASSA
ELISA MASSELI
VIDA E CONSCIÊNCIA
(1999)
R$ 9,00





busca | avançada
69289 visitas/dia
2,0 milhão/mês