Quem não gosta de uma boa história? | Ana Elisa Ribeiro | Digestivo Cultural

busca | avançada
27897 visitas/dia
846 mil/mês
Mais Recentes
>>> Festival Ópera na Tela traz Raphaël Sikorski para masterclass de canto lírico
>>> Empresa de tecnologia oferece prêmio de R$10.000 para a melhor resolução de case com problema real
>>> Especialistas apresentam a relação entre tradução e edição
>>> Com direção de Vivien Buckup, Ney Piacentini estreia solo com contos de Machado de Assis e Guimarães
>>> Teatro do Incêndio comemora 20 anos com nova temporada de O Santo Dialético
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Aqui sempre alguém morou
>>> Breve resenha sobre um livro hediondo
>>> Alice in Chains, por David De Sola
>>> Simpatia pelo Demônio, de Bernardo Carvalho
>>> Afinidade, maestria e demanda
>>> O Quixote de Will Eisner
>>> Era uma vez um inverno
>>> Caindo as fichas do machismo
>>> Uma livrada na cara
>>> YouTube, lá vou eu
Colunistas
Últimos Posts
>>> Nirvana pra todos os gostos
>>> Diego Reeberg, do Catarse
>>> Ed Catmull por Jason Calacanis
>>> Lançamento e workshop em BH
>>> Reid Hoffman por Tim Ferriss
>>> Software Programs the World
>>> Daphne Koller do Coursera
>>> The Sharing Economy
>>> Kevin Kelly por Tim Ferriss
>>> Deepak Chopra Speaker Series
Últimos Posts
>>> Último debate dos candidatos à prefeitura na Globo
>>> Olhar perdido
>>> O que está acontecendo com elas ?
>>> Armaduras
>>> Etapas de uma pintura III (movie)
>>> Origâmis
>>> Eleições Municipais e o Efeito DunDum!
>>> Dente-de-leão
>>> MARINHA
>>> O que dizer depois da reunião de orientação
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A simplicidade do humano em Pantanal
>>> Iron Maiden no Brasil. De novo
>>> Auster no scriptorium
>>> É tudo (in)verdade
>>> Revista Ato
>>> O Prêmio Nobel para Mario Vargas Llosa
>>> 89 FM, o fim da rádio rock
>>> 89 FM, o fim da rádio rock
>>> Solteirice
>>> Os desajustados
Mais Recentes
>>> Aspectos das Artes Plásticas no Brasil - Mário de Andrade
>>> Baudolino - Umberto Eco
>>> Gargântua e Pantagruel - Françoise Rabelais
>>> Revista JOAQUIM (Exemplares de 1 a 21)
>>> 80 Anos de Poesia
>>> Melhores Poemas de Paulo Leminski
>>> Oscar Wilde (Vidas Literárias)
>>> Goethe (Gigantes da Literatura Universal)
>>> Goethe 1749-1832 (Biografia)
>>> Oswald de Andrade (Biografia)
>>> Oswald de Andrade (Literatura Comentada)
>>> Greta Garbo(Biografia)
>>> Gonçalves Dias (Biografia)
>>> Nijinsky - Romola Nijinsky
>>> As Valkírias
>>> Mário Schenberg: Entre-Vidas (Biografia)
>>> Schiller (Gigantes da Literatura Universal)
>>> Villa-Lobos - Alma sonora do Brasil
>>> A Princesa que Enganou a Morte e Outros Contos
>>> Vá , Vá Ver Como Esses Negros Cultivam A Mandioca
>>> Sumri
>>> O Caneco De Prata
>>> Peste A Bordo
>>> Direito Processual Civil Brasileiro Vol 2
>>> Direito Processual Civil Brasileiro Vol. 3
>>> Fuvest Literatura
>>> Sistemas De Informações Para Tomada De Decisões
>>> Teoria Geral Da Administração
>>> A Ciociara
>>> O Cortiço
>>> De Repente , Nas Profundezas
>>> Revolução Em Mim
>>> Alice No País Das Maravilhas
>>> Office-boy Em Apuros
>>> As Sandálias Do Pescador
>>> A História Da Multiplicação Dos Pães E Dos Peixes
>>> Bobagens. Com
>>> Administração Industrial E Geral
>>> Meninos Sem Pátria
>>> Comércio Internacional E Câmbio
>>> Orientação De Leitura E Abordagem Literária Prosa
>>> O Cortiço
>>> Do Texto Ao Texto Curso Pratico De Leitura E Redação
>>> Literatura Brasileira Das Origens Aos Nossos Dias
>>> Literatura Portuguesa Da Idade Média E Fernando Pessoa
>>> Fugindo De Casa
>>> Direito Das Obrigações
>>> Roteiro Das Falências E Concordatas
>>> Triste Fim De Policarpo Quaresma
>>> O Pequeno Polegar
COLUNAS

Sexta-feira, 25/5/2007
Quem não gosta de uma boa história?
Ana Elisa Ribeiro

+ de 6200 Acessos
+ 7 Comentário(s)

Quem não gosta de ouvir um bom contador de histórias? É fato: qualquer platéia, mesmo a mais desavisada, fica arrepiada quando um hábil narrador atua. Desta vez, não me refiro a poemas ou a contos escritos, mas àqueles "causos" que, reza a lenda, eram contados à beira da fogueira, especialmente em cenários do interior do país. As pessoas vão imergindo na conversa, entrando no clima e a imaginação aparece, firme e forte, mesmo para aqueles que se sentiam refratários a essas coisas.

Contar histórias não é tarefa fácil, mas com um pouquinho de treino é possível encantar ouvintes. Não é à-toa que, em diversos lugares, são oferecidos cursos para formação de contadores. Ainda que pareça muito diferente disso, é bom relembrar uma ocorrência recente. Na última sexta-feira de abril, a PUC Minas recebeu a visita do escritor Marcelino Freire. Afora o currículo editorial dele, o fato mencionável é que quando ele lia os contos de seus livros, parecia encarnar um personagem ou dois ou todos. E enquanto a leitura acontecia, a platéia, que não era pequena, ficava vidrada naquela voz, naquele sotaque (pernambucano) e naquelas figuras que iam se formando ali, diante das imaginações de todos nós. À medida que a história se desenrolava, a platéia navegava junto das ondas mais diversas: ria, chorava, se enraivecia, até desaguar em um alívio meio catártico. O silêncio imperava nos momentos mais dramáticos, mais adiante uma gargalhada. Isso é o que acontece quando alguém sabe contar histórias.

Para ir um pouco mais longe, desde 1987 um projeto registra histórias orais no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais, onde se entra por Diamantina. A forte tradição de literatura oral da região levou pesquisadores da PUC e da UFMG a passarem décadas visitando respeitados contadores de histórias, homens e mulheres, benzedeiras e todo tipo de poeta. O acervo, hoje mais definido, tem centenas de horas de gravação e foi decupado por dezenas de estudantes e bolsistas de graduação. A partir dele foram produzidos livros, CDs e vários contadores de caso ficaram conhecidos na capital.

A bela incursão pela tradição oral foi transformada em registro da cultura, em conhecimento, em resgate. Grande parte dos narradores daquelas décadas já morreu. Os filhos deles se mudaram para alguma capital, em geral para São Paulo, em busca de melhores oportunidades. Desaprenderam os contos orais que seus pais e avós lhes contavam.

São mais de duas centenas de contos e poemas, algumas rezas e vários "causos" de moral. A maioria dos narradores é formada de homens, os mais experientes, respeitados em toda a região. As mulheres, poucas, em geral atuam por meio da benzeção e das rezas, contam muitos casos sobre curas e bênçãos.

Das histórias, grande parte é o que se chama "contos de encantamento", em que um personagem pobre e esperto se casa com uma princesa disputada, filha de um rei desafiador. Noutros casos, os animais são os personagens, à maneira das fábulas.

É absolutamente fantástico perceber o quanto não sabemos de nossa cultura, o quanto desconhecemos nossas práticas e nossos arquétipos, em favor de culturas estrangeiras nem melhores e nem piores. Nada contra conhecer "o outro", mas seremos sempre colonizados se acharmos "nele" a nossa fôrma descabida. Admirar é compreensível, imitar, macaquear (como diria Bandeira) é que soa estranho.

Por certo, uma criança urbana brasileira saberá desfiar mais histórias japonesas do que alguma sobre onças pintadas. Mais narrativas sobre leões africanos do que sobre pacas nacionais. Terá uma idéia melhor sobre elefantes do que sobre micos. Assim como o Jornal Nacional dá 5 minutos de notícia insossa sobre um massacre de alunos americanos e 5 segundos para a guerra civil no Rio de Janeiro.

Grimm e outros coletadores de histórias fizeram, em seu tempo, algo parecido com o que os pesquisadores mineiros estão a fazer. Grimm e outros alteraram as histórias, fizeram delas morais um tantinho mais calculadas, excluíram trechos originais muito violentos ou desmoralizantes, tornaram-se autores. Isso é coisa antiga e, para que não venham os babões dizer que é absurdo, alemães e franceses fizeram primeiro.

No Brasil, muitos pesquisadores da cultura oral fizeram trabalhos espetaculares, nem sempre mencionados como o devido. Mário de Andrade, o poeta paulistano, talvez seja também conhecido por sua inserção nas pesquisas do Brasil. Mais do que ele, e bem menos famoso, é Luís da Câmara Cascudo, que publicou diversas obras coletâneas das narrativas brasileiras. Absolutamente necessárias, se não fosse nossa tendência para o macaqueamento.

A idéia, por favor, não é defender um isolamento cultural, negar a importância do estrangeiro, renegar talvez. Não. A idéia é defender que é necessário conhecer a própria cama e deitar-se na dos outros só de vez em quando. Em uma sala de aula, primeiro dia de curso, é muito comum que os alunos dêem respostas curiosas às indagações sobre quantas línguas dominam. Certa feita, questionei, como quem não queria nada, quem sabia inglês ali. Quase todos os braços da classe se ergueram, alguns com incontido orgulho, outros mais tímidos. Os poucos que não se manifestaram, debatiam-se no vexame e, em silêncio, prometiam se emendar.

Indaguei sobre o francês, meia dúzia ou menos ergueram os dedos. Ser francófono, hoje, é mais difícil. Quanto ao espanhol, metade da turma disse poder compreendê-lo, um tanto menos afirmou seu domínio. Curioso. Talvez a semelhança das línguas românicas os confunda um pouco. Parei por aí nos idiomas. Uma menina, filha e neta de chineses, fez questão de manifestar conhecimento sobre aquela língua oriental. Certa admiração atravessou a turma inteira.

Quando perguntei, com ênfase, quem dominava bem o português, nenhum, nenhum, notem, dedo se ergueu. Uma insegurança mística percorreu os olhares, com luzes mais ou menos fortes aqui e ali. Não tinham coragem de afirmar, para a professora da língua materna, que sabiam algo do vernáculo. Nem padrão nem sem padrão. A idéia que lhes veio, certamente, foi a da inalcançável gramática. Não sei se um Cegalla ou um Rocha Lima. Certamente, veio-lhes a imagem de um livro. Desaprendido, apesar dos 6 ou 7 anos de escola brasileira. Não admitiam-se conhecedores do seu próprio idioma, muito embora o utilizassem plenamente desde a média dos 3 anos de idade. Curioso, de novo.

Os contos orais são, talvez, o que muitas mães contam aos filhos quando ainda eles usam fraldas. São o que dizem que nossas avós sabiam fazer ao redor do fogão a lenha. São o que todos conhecemos, ao menos longinquamente. São o pleno uso, encantador e encantatório, da nossa língua.

As duas décadas de pesquisa no Vale do Jequitinhonha são apenas parte de nossa necessidade de autoconhecimento. É possível encontrar livros e CDs produzidos a partir dessa empreitada. Em incursão semelhante, também é possível obter material sobre a cultura narrativa indígena, também disponível em livros, muitas vezes produzidos pelas próprias tribos. É preciso conhecer o próprio cheiro. Qualquer bicho do mato sabe disso.

Nota para a próxima coluna
Só para dar um gostinho, publicarei aqui um conto oral colhido no Vale, junto com o nome do contador de histórias que o narrou para a equipe de pesquisadores. Junto com ele, algumas versões produzidas por alunos em oficinas cujo objetivo era trabalhar o texto, as histórias e a intimidade com a cultura local.


Ana Elisa Ribeiro
Belo Horizonte, 25/5/2007


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Era uma vez um inverno de Elisa Andrade Buzzo
02. São Paulo e o medo no cinema de Elisa Andrade Buzzo
03. Notas sobre a Escola de Dança de São Paulo - I de Elisa Andrade Buzzo
04. Um safra de documentários de poesia e poetas de Elisa Andrade Buzzo
05. Conto de amor tétrico ou o túmulo do amor de Jardel Dias Cavalcanti


Mais Ana Elisa Ribeiro
Mais Acessadas de Ana Elisa Ribeiro em 2007
01. Dar títulos aos textos, dar nome aos bois - 27/7/2007
02. Leituras, leitores e livros – Final - 30/3/2007
03. Leituras, leitores e livros – Parte I - 9/2/2007
04. Guia para escrever bem ou Manual de milagres - 8/6/2007
05. Leituras, leitores e livros — Parte II - 23/2/2007


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
24/5/2007
14h15min
Ana, adorei o tema. Tenho uma filha de 2 anos e, embora esteja surpresa com a quantidade de literatura boa, brasileira e infantil, confesso a falta de “clássicos” nacionais. Valeu pelas dicas. Como sói acontecer, aguardo a próxima coluna. Bjs
[Leia outros Comentários de Cynthia Barcelos]
24/5/2007
20h36min
Oi Ana, boa coluna, bons causos... Realmente, contar histórias encantam a todos: crianças, adultos e idosos. Eta trem bão! Oralidade e escrita são partes da leitura, né... Escuta, não sabia que o Marcelino esteve por aqui. Quando acontecer algo interessante por aí, dá um toque na gente. Obrigado, parabéns pela coluna e um abraço do josealoisebahiabhzmg...
[Leia outros Comentários de José Aloise Bahia]
25/5/2007
11h38min
Ana, teu texto me remete a paragens antigas, porque, infelizmente, nas atuais, há pouquíssimo espaço para os bons contadores de histórias. Chego mesmo a pensar que essa figura é uma espécie em extinção. Hoje, salvo raríssimas exceções, já não temos tanto tempo para reunir nossos filhos, e compartilhar aquilo que nos foi transmitido por nossos antepassados. Hoje, Ana, infelizmente, nem se vê mais crianças brincando nas ruas como antigamente. É uma pena. Como tenho saudade das brincadeiras de rua. Hoje, nossas crianças estão trancadas em casa, reféns de nossa insegurança e dos eletro-eletrônicos. Mas, para nosso consolo, ainda podemos contar com trabalhos como esses que tu citaste. É sempre reconfortante te ler. Parabéns e um grande abraço.
[Leia outros Comentários de Américo Leal Viana]
26/5/2007
13h55min
Ana, adorei o seu texto. Ele me fez lembrar da minha infância no Vale, ao lado do fogão à lenha na casa do meu avô, ouvindo-o contar os causas da D. Onça e do esperto coelho. bj
[Leia outros Comentários de Edileusa Esteves]
27/5/2007
21h50min
Oi, Ana, aqui no Ceará a última bienal do livro foi dedicada aos descendentes da sherazade. Contadores de histórias deslindavam causos em várias tendas, o tempo todo. Era uma bienal do livro dedicada à tradição oral! Dá pra ver como a proposta ficou bonita aqui, ó... ps: a bienal juntava a cultura árabe com a cultura local. Do lado de lá, havia livros e palestras com escritores árabes. E do lado de cá, os contadores de história do sertão (e das histórias de Trancoso). Um abraço!
[Leia outros Comentários de helana gurgel]
2/7/2007
16h18min
Ana, achei seu texto muito bom, eu ouvi muitas histórias quando pequena de meus avós e participei de rodas de histórias em "serões" que as familías faziam em noites de luar, histórias de cobra grande, cobra que mamava, fantasmas, bruxas, lobisomen, assombração e muitas outras. Sou apaixonada pela literatura...
[Leia outros Comentários de Eva L. T. Nascimento]
3/7/2007
10h23min
Ouvir boas histórias, bem contadas, por alguém que encanta ao transmitir os fatos e invenções do ocorrido ou imaginado, é um importante passo para gostar de ler e de escrever. Osman Lins disse que o seu iniciador na arte de narrar foi Antônio Figueiredo, que vivia contando histórias, segundo o autor: um homem como não houve muitos no mundo. Nas cidades de interior do nordeste era comum as pessoas se reunirem para contar histórias, que além de despertar a curiosidade e a criatividade infantil, servem para elaborar medos, enfrentar dificuldades, apreender valores, ter lições sobre a vida, podendo preparar para as vivências. Parece que alguns desses sentidos da criação e do contar histórias se perderam; agora o aprendizado ocorre de modo mais distanciado, falta a presença de alguém que encante, estimule, desperte, como se a motivação fosse algo que surge de dentro pra fora. O individualismo tira a força das pessoas, do coletivo, da união. É preciso contar mais histórias! Parabéns, Ana.
[Leia outros Comentários de Cristina Sampaio]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ANTI-NELSON RODRIGUES
ROTEIRO DE LEITURA DE FLÁVIO AGUIAR
NOVA FRONTEIRA
(2003)



SOCIEDADE TECNOCRATA: IDEOLOGIA E CLASSES SOCIAIS - FIM DA IDEOLOGIA?
ADAM SCHAFF E OUTROS
DOCUMENTOS
(1968)



O DOSSIÊ PELICANO
JOHN GRISHAM
ROCCO
(1993)



BEN-HUR
LEWIS WALLACE
PAULUS
(1988)



A NOVA ERA DIGITAL 
ERIC SCHMIDT JARED COHEN
INTRÍNSECA
(2013)



1808 COMO UMA RAINHA LOUCA, UM PRÍNCIPE MEDROSO E UMA CORTE CORRUPTA ENGANARAM NAPOLEÃO E MUDARAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL E DO BRASIL
LAURENTINO GOMES
PLANETA DO BRASIL
(2009)



L'AMOUR EN PLUS-HISTOIRE DE L'AMOUR MATERNEL(XVII-VV-SIÈCLE) ( UM AMOR CONQUISTADO- O MITO DO AMOR MATERNO)
ELISABETH BADINTER
FLAMMARION
(1980)



OS CÃES DE RIGA
HENNING MANKELL
COMPANHIA DAS LETRAS
(2003)



COMENTÁRIOS SOBRE A TARA VERMELHA
CHAGDUD KHADRO
RIGDZIO
+ frete grátis



HQ MAGALI 8
MAURÍCIO DE SOUZA
PANINI COMICS
(2008)
+ frete grátis





busca | avançada
27897 visitas/dia
846 mil/mês