Prata de tolo | Eduardo Carvalho | Digestivo Cultural

busca | avançada
46030 visitas/dia
1,2 milhão/mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter | Disparo
* Histórico & Feeds
TT, FB e Instagram
Últimas Notas
>>> Daily Rituals - How Artists Work, by Mason Currey
>>> Fernando Pessoa, o Livro das Citações, por José Paulo Cavalcanti Filho
>>> A Loja de Tudo - Jeff Bezos e a Era da Amazon, de Brad Stone
>>> Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais, de La Rochefoucauld
>>> O Capital no Século XXI, de Thomas Piketty, o livro do ano
>>> Trágico e Cômico, o livro, de Diogo Salles
>>> Blue Jasmine, de Woody Allen, com Cate Blanchett
>>> The Devil Put Dinosaurs Here, do Alice in Chains
Temas
Mais Recentes
>>> Eleições 2014: intrigas, infâmias, alucinações
>>> 10 maneiras de tentar abolir o debate
>>> Em Tempos de Eleição
>>> 150 anos de Miguel de Unamuno
>>> Eleanor Catton e seus luminares
>>> O medo como tática em disputa eleitoral
>>> Cavaleiros e o Inexplicável
>>> Hércules reduzido a lenda
>>> O assassinato de Herzog na arte
>>> A vida do livreiro A.J. Fikry, de Gabrielle Zevin
Colunistas
Mais Recentes
>>> O Digestivo nas Copas
>>> Idade
>>> Origens
>>> Protestos
>>> Millôr Fernandes
>>> Daniel Piza (1970-2011)
Últimos Posts
>>> Lula e o Genocídio Negro
>>> Lula e o Nazismo
>>> Por que voto em Aécio
>>> Uma questão de lógica
>>> ConaLit
>>> Aécio: 'Lula é um Exemplo'
>>> Luiz Eduardo Soares fala...
>>> Chico Buarque já votou em FHC
>>> Sobre o debate no SBT
>>> O melhor canal nestas eleições
Mais Recentes
>>> Lembranças de Ariano Suassuna
>>> Harold Ramis (1944-2014)
>>> Sergio Britto & eu
>>> Para o Daniel Piza. De uma leitora
>>> Joey e Johnny Ramone
>>> A Cultura do Consenso
>>> De Kooning em retrospectiva
>>> Delírios da baixa gastronomia
Mais Recentes
>>> Jaime Pinsky
>>> Luis Salvatore
>>> Catarse
>>> Chico Pinheiro
>>> Sheila Leirner
>>> Guilherme Fiuza
Mais Recentes
>>> Digestivo Books
>>> Caixa Postal
>>> Nova Seção Livros
>>> Digestivo no Instagram
>>> 2 Milhões de Pageviews
>>> 40 mil seguidores no Twitter
Mais Recentes
>>> Só Cronista se Explica
>>> O descobrimento da internet
>>> Óbvio Adams, de Robert R. Updegraff
>>> Mensagens encaminhadas
>>> Shiko e Chico!
>>> Redes e protestos: paradoxos e incertezas
>>> A voz da singularidade
>>> Cidades Latino-Americanas
>>> Em defesa de Harry Potter
>>> O Brasil pode ser um país de leitores?
LIVROS
Mais Recentes
>>> Recordação Mortal
>>> Golias
>>> O Anti-Maquiavel
>>> O Cavalo de Lata
>>> Casais inteligentes enriquecem juntos
>>> A Canção de Susannah - Edição de Bolso
>>> Caminhos da Evolução
>>> A Caixa dos Perigos
>>> O Burguês - Entre a História e a Literatura
>>> Brigitte Bardot
>>> O Brasil Privatizado
>>> Brasil 12 X 12 Alemanha
>>> Bolsa Blindada 2
>>> Bicicleta
>>> Avioes 2 - Nova Profissao
>>> Atrás do Espelho
>>> A arte de pensar claramente - Edição ampliada
>>> A arte da apresentação vencedora
>>> Arquivos Serial Killers - Made In Brasil
>>> Arquivos Serial Killers - Louco ou Cruel?
>>> Anjos na Escuridão
>>> Um Amor Para Eternidade
>>> O amor não tem leis - O julgamento final
>>> Amandine
>>> Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas
>>> Adhemar - Fé Em Deus e Pé na Tábua
>>> O Abc da Mulher Moderna
>>> 365 Orações Para Dormir Melhor
>>> 100 Dias de Felicidade
>>> Aconteceu Em Veneza
>>> 365 historias da Biblia
>>> 100 Anos de Moda Masculina
>>> Escrevendo a Nova História
>>> O Pagador de Promessas
>>> Mil Vezes Mais Justo
>>> A Cidade Vista - Mercadorias e Cultura Urbana
>>> Asylum
>>> Angry Birds Star Wars II The Pork Side
>>> Angry Birds Star Wars II Brave Birds
>>> Palmeiras, 100 Anos de Academia
>>> 1808 - Edição Revista e Ampliada
>>> As Aventuras do Capitão Pirata da Barba Verde
>>> Avantesmas: 13 Histórias Clássicas de Fantasmas
>>> Assim É Como Termina
>>> Assassinato no Expresso do Oriente
>>> Aniquilação - Volume 1
>>> Amo Você, Papai!
>>> Almanaque Ciência em Show Master Pop
>>> Alimentos para o bem-estar
>>> Aliens Vs. Cientistas Loucos no Fundo do Oceano
COLUNAS

Segunda-feira, 9/12/2002
Prata de tolo
Eduardo Carvalho

+ de 6700 Acessos
+ 5 Comentário(s)

Mario Prata

Um dos piores escritores do Brasil – e, conseqüentemente, um dos mais lidos e admirados – é o Mario Prata. Seu sucesso seria um insolúvel mistério, se ele escrevesse sozinho entre miríades de cronistas competentes e talentosos. Mas não: seus companheiros de trabalho são quase sempre tão ruins quanto ele. O principal destaque de Mario Prata, na verdade, – e, talvez, o seu especial segredo – é que ele conjuga e potencializa alguns dos piores defeitos dos "melhores" cronistas do Brasil, sem agregar suas qualidades: a absurda ingenuidade política de Luis Fernando Veríssimo; a tediosa falta de assunto de João Ubaldo Ribeiro; a moleza opinativa de Ignácio de Loyola Brandão. E, de todos, a perspectiva umbigocêntrica do mundo, como se fosse capaz de transformar seus incômodos com um pernilongo em um caso engraçado e interessante. Mario Prata, camuflado por prêmios e defendido por fãs, continua sendo, para leitores atentos, um engodo evidente. Só o silêncio poderia esconder sua anemia imaginativa; mas ele decidiu ser escritor. Sua mediocridade, então, é indisfarçável.

É um recurso comum, entre cronistas que publicam regularmente, a encheção de lingüiça deslavada. Mais de dois parágrafos, muitas vezes, com reminiscências bobas e diálogos inúteis, em que fica evidente, para o leitor acostumado, a preocupação do escritor em simplesmente preencher espaço. Cony e Veríssimo, por exemplo, escrevem diariamente, e suas eventuais apelações são compreensíveis. E, mesmo assim, eles sabem controlar o estilo, que, quando o conteúdo é oco, é o que sobra. Cony e Veríssimo escrevem com facilidade e fluência, alternado com precisão, entre curtas e longas, o tamanho de suas frases, e suas palavras são adequadamente escolhidas – sabendo exatamente o efeito que pretendem e que provocam. As crônicas de Mario Prata, no entanto, saem semanalmente. São relativamente curtas, o que, no seu caso, é positivo – mas mais da metade do que escreve é completamente inútil, mesmo para justificar ou ilustrar uma situação ou sua opinião. A única sensação que seu texto pode eventualmente provocar em um leitor inteligente é a de que não é preciso ser inteligente para ser considerado escritor; basta saber enganar. E Mario Prata é um completo embuste.

Um escritor de verdade precisa cumprir, no mínimo, dois requisitos básicos, e em especial para escrever crônicas: possuir um estilo próprio e corrente; e, talvez ainda mais importante, ser um observador atento e alerta, capaz de perceber, em acontecimentos vulgares, alguma coisa de diferente, incomum. Ou seja: o escritor precisa combinar uma capacidade extraordinária de observação com uma formidável habilidade com o idioma, para colocar no papel aquilo que, para os seus leitores, não passa de impressão vaga e perdida. Ou, então, – se escrever como um jornalista apressado e observar como um mecânico ocupado – seu texto será completamente desprezível, reproduzindo opiniões convencionais e retratando a realidade comum. Não registrará, jamais, nada de novo: e a conclusão de seu texto será, com muita probabilidade, no mesmo estilo e com o mesmo conteúdo da última coluna do Mario Prata, "Doidas e doidos": "Seja doido você também! Façamos um país cheio de contentamento, feliz, encantado, com paixão, entusiasmo, incomum, extravagante, exageradamente doido e feliz."

Isso depois de, durante o início da crônica, dizer que os seus conhecidos são todos doidos, mas que ser doido, afinal, não é tão ruim assim. Porque, conforme o dicionário Houaiss, ser doido significa ser feliz – e, portanto, ele quis dizer, na verdade, que todo mundo é feliz. Não é lindo? Não – é, isso sim, extremamente chato. E escolhi sua última coluna por acaso mesmo, porque, se procurar outras, vou cair na mesma bobagem repetida: um elogio irrestrito aos Tribalistas, comparando-os, da forma mais infantil possível, com os tropicalistas; um diagnóstico estúpido, mas comum, das eleições: "Fora o voto dele (Serra) e da família, o resto votava era contra o Silva, contra o analfabeto, contra o metalúrgico, contra o homem do povo. Enfim, 30 milhões votaram contra o brasileiro natural e, portanto, contra o Brasil"; uma homenagem ao cantor Ray Conniff, que ilustra com perfeição sua incompetência arrogante: "Se você não sabe quem foi (é) Ray Conniff, me dá vontade de dizer que então você não viveu". Mario Prata está obviamente congelado no tempo: além de escrever como criança, distribui opiniões sempre baseadas numa nostalgia boêmia, alheia e pentelha ao leitor sensível. O seu assunto esgotou junto com a sua fórmula.

Não é necessariamente exigido, mas referências eruditas escapam com naturalidade de um escritor normal. Não é possível que alguém, que é ou pretenda ser escritor, desenvolva seus dotes naturais sem recorrer eventualmente a clássicos literários, ou, para apurar a sensibilidade, a música erudita, por exemplo. Citações e alusões, de vez em quando, são apropriadas, menos para exibir conhecimento do que para apontar exemplos – e Mario Prata as utiliza, às vezes até exageradamente. Mas quase sempre ridiculamente. Duas vezes, que me lembre, ele se referiu a escritores: Dostoievski e Rilke. Em relação a Dostoievski, reclamou que, depois de inúmeras tentativas, mais uma vez desistiu de ler Os irmãos Karamozovi, muito longo e muito chato. De Rilke, aproveitou seu indispensável mas manjado Cartas a um jovem poeta e, com a desculpa de ilustrar seu assunto, copiou trechos inteiros, completando metade da coluna. Houve outras, talvez – mas duvido que tenham sido diferentes: escritores, para Mario Prata, são ou o incômodo de suas férias ou a salvação de sua coluna – a não ser, é claro, que sejam seus amigos ou leitores. Em outra ocasião, aliás, e com outra desculpa esfarrapada, copiou cartas de seus leitores, preenchendo quase inteiro seu espaço no "Caderno2". Melhor assim, talvez – apesar da chatice insistente, Mario Prata conserva a virtude da brevidade.

Chatice que, por sinal, é sua preocupação recorrente. Mario Prata gosta de chamar os outros de chatos. Como se ele fosse, digamos, legal, porque alguém, há uns oitenta anos, disse a ele que escreve bem – e, diferente de outros escritores, sem ser chato. E ele acreditou. E decidiu ser escritor. E aprendeu, com dedicação, a fórmula necessária, que consiste na lembrança vazia de memórias boêmias com opiniões socialmente bacanas. Assumiu o estilo: que vai desde passagens por spas, com a intenção de largar o alcoolismo, até o descuido com os dentes, para preservar a imagem de desapego a questões estéticas. Funcionou – e agora serve, ele mesmo, como modelo. Não adianta, porém: não há sucesso profissional que mascare uma mediocridade tão óbvia. Mario Prata é, antes e mais do que tudo, justamente aquilo que ele sempre evitou ser: um escritor chato. Não vale, por cinco minutos, uma companhia na privada.


Eduardo Carvalho
São Paulo, 9/12/2002

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Cézanne: o mito do artista incompreendido de Humberto Pereira da Silva
02. A busca de Marta Barcellos
03. A máquina de poder que aprisiona o espírito de Tatiana Cavalcanti
04. Dar títulos aos textos, dar nome aos bois de Ana Elisa Ribeiro
05. O boom literário de Rafael Rodrigues


Mais Eduardo Carvalho
Mais Acessadas de Eduardo Carvalho em 2002
01. Com a calcinha aparecendo - 6/5/2002
02. Festa na floresta - 9/9/2002
03. Hoje a festa é nossa - 23/9/2002
04. Todas as paixões desperdiçadas - 23/12/2002
05. Uma verdade incômoda - 4/11/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
9/12/2002
10h15min
Caro Eduardo, Falar do Mario Prata também é chato, ele é um escritor que não deve lido ou lembrado com tamanha seriedade. Em seu próximo texto faça uma crítica mais bacana, como a do show Chaetando Meloso e sua trup de rebeldes sem causa ou consequência. Imaginar que um ataque de armas biológicas no Parque do Ibirapuera poderia livrar o mundo de 100.004 pessoas chatas. Vê se escreve um texto mais legal porque o Mario Prata é muito chato até quando se fala dele. Abração Otávio
[Leia outros Comentários de Otavio]
9/12/2002
11h09min
Parabéns pelo texto, Eduardo. Concordo com tudo o que foi escrito, com ponto, vírgula e tudo. E Tom Jobim é o Mário Prata da MPB.
[Leia outros Comentários de Fernando]
9/12/2002
19h43min
Concordo plenamente com o texto de Eduardo Carvalho, e acho que o Pratinha assim como Paulo Coelho, deveria ingressar na ABL, e tornar-se um chato e medíocre escritor definitivo. Apenas fazendo um adendo aos comentários acima, Caetano e sua trupe já perderam as ideologias há muito tempo, só lhes restando o insistente reconhecimento por parte de alguns ripongas saudosistas; estes deveriam estar se beneficiando dos serviços prestados pelo INPS ou SUS. Não posso concordar em chamar Tom Jobim de Mário Prata da MPB...isso sim é um absurdo; se Mário tivesse um mínimo da genialidade de Tom, certamente não estaria dependendo da bondade de "amigos e fãs". A música de Tom, é um legado, como a música de Noel e tantos outros.
[Leia outros Comentários de Jorge]
19/12/2002
11h50min
Prezado Eduardo Carvalho, Li pela primeira vez um artigo seu e gostei do português, muito raro, hoje, ver alguém escrever bem o nosso idioma. Estando distante do Brasil, moro em Montreal, nem ao menos sei quem seja este senhor Mário Prata, mas as minhas experiências de ter vivido a famigerada ditadura militar no Brasil e a de hoje viver num país que prima pela liberdade de expressão, fazem-me pensar que aquele senhor tem --aasim como o senhor o tem para criticá-lo-- o pleno direito de pensar não importa o quê, votar não importa em quem, escrever e/ou publicar seja lá o que for e, óbviamente, agradar ou não a esta minoria de brasileiros leitores que têm acesso a literatura. Achei, portanto, esse seu artigo muito positivo no especto crítico, porém agressivo demais, impondo uma tamanha chafurdação e humilhação ao senhor Prata que assim sugere o seu fim como escritor, o desincentivo dos leitores a lê-lo e, por fim, criando um clima inadequado à liberdade de expressão e de desenvolvimento da boa ou má literatura brasileira. Gostaria ainda de dizer que num dos comentários ao seu texto, alguém referiu-se ao famoso poeta Tom Jobim, que foi e é uma das maiores personalidades e genialidades brasileiras à nível internacional. Sucesso! Continuarei a lê-lo. Normando
[Leia outros Comentários de Normando Lima]
26/12/2002
19h14min
Não sou fã do texto do escritor Mário Prata. Mas sua crítica está muito contundente. Há quase algo de pessoal. Aliás achei uma crítica chata.Fui me irritando enquanto lia.Penso que o senhor fez um pequeno laboratório com seus leitores. A ferocidade foi proposital.Não por motivos mesquinhos.Mas para provocar.Teria outra explicação?
[Leia outros Comentários de Luiz Alberto Dias]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




>>> Poeme-se apoia mostra gratuita de cinema e literatura
>>> Pianista premiada faz apresentação pelo Música no Museu
>>> Os Intolerantes
>>> Caminhos da Reportagem discute realidade das pessoas com deficiência
>>> Mariene de Castro solta a voz no Sem Censura da TV Brasil
>>> Presidente da Comissão de Cultura da OAB apresenta trabalho na Conferência Nacional
* clique para encaminhar

Cortez Editora
Companhia das Letras
Best Seller
Editora Perspectiva
Editora Record
Busca Sebos
Intrínseca
Civilização Brasileira
Bertrand Brasil
Nova Fronteira
Arquipélago Editorial
WMF Martins Fontes
Editora Conteúdo
José Olympio
Primavera Editorial
Globo Livros
Hedra
LIVROS


GARFIELD - QUEBRA-CABEÇAS
De R$ 16,90
Por R$ 15,95
Economize R$ 0,95



HELLO KITTY - MINHA FAMILIA E AMIGOS
Por R$ 48,95
+ frete grátis



EU SOU SAINT GERMAN
Por R$ 10,85
+ frete grátis



GOURMET SEM SEGREDOS
Por R$ 46,95
+ frete grátis



AMANDINE
Por R$ 44,95
+ frete grátis



CIDADANIA - UM PROJETO EM CONSTRUÇÃO
Por R$ 32,95
+ frete grátis



AO PONTO
Por R$ 48,95
+ frete grátis



A ARTE DA GUERRA PARA PROVAS E CONCURSOS
Por R$ 59,95
+ frete grátis



DELÍRIO
Por R$ 28,95
+ frete grátis



INQUISIÇÃO - PRISIONEIROS DO BRASIL
Por R$ 68,95
+ frete grátis



busca | avançada
46030 visitas/dia
1,2 milhão/mês