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Sexta-feira, 18/4/2008
Meu primeiro Camp

+ de 2400 Acessos
+ 3 Comentário(s)


Fotos by samegui

Eu já tinha ouvido falar de outros eventos "Camp", é lógico, mas não entendia direito o funcionamento. Na verdade, não acreditava que pudesse funcionar. Se todo mundo podia falar ao mesmo tempo, como poderia sair alguma discussão decente?

Então, quando a Ceila Santos me convidou, fui mais por consideração a ela, que me levou para a Época e que sempre foi uma "discípula" estimulante das minhas idéias. (Não é comum encontrar alguém que acredita mesmo no que a gente prega...)

Eu estava bem humorado, havia tido uma semana boa, o NewsCamp aconteceria sábado, então pensei: "por quê não?" ― e resolvi confiar na Ceila (temendo, muito secretamente, uma roubada, mas não a ponto de desistir previamente do evento).

Hesito quase sempre, quando me convidam agora. No começo, quando era tudo novidade, havia naturalmente um maior interesse meu. Os eventos de internet eram poucos. Ninguém falava a respeito. Se não fôssemos prestigiar, quem iria então?

Atualmente, é quase o contrário, para mim. Me chamam: ou para eu fazer consultoria de graça (porque, em geral, sei mais que os presentes; leia-se: tenho mais experiência); ou para divulgar, de graça (novamente), no Digestivo Cultural.

Uma última mensagem que recebi, nesse sentido, veio assim: "Ei, Julio, não quer vir aqui tomar um café com a gente?". Olha a sacanagem: era um evento, um curso e o café (de R$ 1,00 a R$ 2,00) era para eu divulgar e dar "dicas". Enfim...

O NewsCamp me surpreendeu porque não era nada disso. Eu cheguei no Espaço Gafanhoto e foi ótimo: eu não conhecia ninguém, na ante-sala, e, ao mesmo tempo, ninguém parecia saber quem eu era.

A sensação era a mesma da primeira aula de um curso qualquer... Você não conhece as pessoas. Ninguém parece conhecer direito ninguém. Estão todos "na mesma". Unidos pela expectativa de que o evento, que provocou aquela reunião, seja proveitoso.

Por isso, talvez, o conceito "Camp" funcione. Porque as pessoas ― que vão ― querem, realmente, discutir aquilo, trocar experiências, encontrar saídas. Todos me pareceram ocupados o suficiente para não desperdiçar um sábado discutindo atabalhoadamente.

O mais impressionante é que ninguém é "dono" do evento. A Ceila e os amigos dela convocaram as pessoas, mas podiam sair da sala, podiam desaparecer de repente, poderiam até abandonar o NewsCamp, que ele aconteceria do mesmo jeito.

Para quem nunca participou, não faz o menor sentido, eu sei. Acontece que "se ninguém é dono", então "todo mundo é dono". Não existe turma do fundão. Ninguém está ali para cumprir tabela. Fica só quem quer. E quem fica, trabalha para que o evento renda.

Depois de todos os presentes se apresentarem, inclusive a Ceila e os amigos dela, a sala se esvazia e todos vão tomar um café. Na sala do café, que é a mesma ante-sala do começo, quem quiser pode escrever os temas num quadro, dividindo por horário e por espaço.

Sim, você entendeu certo: o evento não tem uma agenda prefixada, tem apenas um tema geral, no caso "jornalismo e internet", e os próprios participantes (não os organizadores, necessariamente), vão montando a agenda do dia, relacionando salas e subtemas.

Depois do choque inicial, e sem que ninguém me pedisse, tomei a iniciativa de escrever "velha mídia, nova mídia", no primeiro horário da sala maior, e também "monetização/ sustentação", no segundo horário da sala maior, uma vez que eu só poderia ficar até o meio-dia.

Alguém mais, que eu não vi quem foi, escreveu algo relacionado a "mundo corporativo", no segundo horário da sala menor, e mais alguém escreveu (ou ia escrever) algo ligado a "publicidade/ propaganda", no segundo horário da sala menor.

Então, sem que ninguém pedisse (nenhum "bedel"), os participantes civilizadamente se dirigiram às suas salas e, dentro da expectativa de horário, o evento começou, cada discussão no seu local designado. Eu estava boquiaberto...

Boquiaberto também porque o nível da discussão era alto. Ao contrário da grande maioria dos eventos do tipo "caça-níquel", a "platéia" (sei que, em "Camp", esse conceito não faz muito sentido) não era de "wannabes", era de gente que trabalha na área ou que luta por sua profissionalização.

Fazendo um paralelo com a Flip (um evento que eu respeito): é como se a platéia não fosse de escrevinhadores-querendo-publicar, mas, sim, de escritores já profissionais que, subitamente, poderiam assomar ao palco, dividindo suas preocupações e sua experiência com todos.

Mais tarde eu pensei que a internet se desenvolve tão rapidamente porque existe um tipo de "solidariedade", residual, que permite às pessoas se aproximarem, mesmo que, em teoria, elas estejam "concorrendo". (Conclusão: os blogueiros são muito mais unidos que os jornalistas.)

Para completar, eu descobri uma "cena" blogueira completamente nova. E encontrei, claro, gente que já havia lido ou lincado, mas que nunca havia visto "ao vivo". Quer dizer: quando achamos que estamos "por dentro" do que acontece na internet (brasileira), ela se revela mais complicada do que parece...

Gostei de conhecer o Wagner Fontoura, que trabalha na Riot; o André Deak, que já apareceu no Digestivo; o Eduardo Vasques, que "organizou" junto com a Ceila; o Manoel Netto, bem engraçado; o Gilberto Jr, bastante espirituoso; a Carol, já filha de blogueira, imagina...

Fora tantos outros de quem eu não guardei o nome (muito menos o nome do site ou blog). Como era sábado, não levei nada para anotar, mas percebi que as pessoas vão enchendo blocos com dúzias de informações novas, como se os links e as referências fossem vocalizadas na hora e evaporassem no ar...

Fui embora ao meio-dia e meia, quando todos saíam para almoçar, com um certo pesar, porque queria ter ficado. Ao contrário de tantas outras reuniões, não havia me cansado das pessoas ainda e sentia ― "como são adoráveis as pessoas que a gente não conhece muito bem..." (Millôr) ― que aquela era, momentaneamente, a minha turma.

Não prometo que vá a outros "Camp"; prefiro não destruir (ou arriscar) a boa imagem que construí com esse. Mas, possivelmente, tentarei lançar a iniciativa junto à comunidade do Digestivo. Outros "Camp" poderiam transcender a internet. Existem tantas áreas em que as pessoas estão "desconectadas"...

Para ir além
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Postado por Julio Daio Borges
Em 18/4/2008 às 16h15


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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
20/4/2008
13h57min
Julio, ótimo o post e fundamental essa reflexão sobre haver "camps" para outras discussões. Na verdade, se formos ver, nem tem nada tão novo nisso: é como os caras faziam lá na acrópole grega (claro que, lá, só os iniciados). Essa coisa de sentar e debater temas de interesse (e não só beber, paquerar ou se auto-divulgar, aparecer etc.) deveria ser natural. Entre rodas de escritores, cineastas etc., do século XX, me parece que havia isso. Essa coisa de não dissociar a vida, o bar, o momento de folga do trabalho, dos afazeres, da cultura... (ou talvez seja só impressão). Há muitos "eventos" hoje que são imbróglio, perda de tempo. E as coisas gratuitas, os encontros informais parecem não ter lugar para outros assuntos que babaquices, tentativas de impressionar, sei lá. Entre jornalistas, mesmo, a falta de idéias é enterrada sob papos que versam sobre como nos pagam mal, como trabalhamos tanto e como os editores são FDPs. Boas tuas idéias e impressões. Abraço
[Leia outros Comentários de Rogério Kreidlow]
22/4/2008
10h19min
Bacana, mesmo! Realmente qualquer convite, hoje em dia, é pra se ficar com os dois pés atrás... Sempre tem segunda intenção... Muito boa a dica. Indica onde há troca de idéias com outros que também se arriscam no novo! Como aprendemos com nossos erros e com os erros alheios, e, como os "alheios" erram muito mais que a gente (!), a chance de chegar à "perfeição" é muito grande (risos)! Abraço.
[Leia outros Comentários de Guto Maia]
22/4/2008
12h06min
Nosso negócio são Políticas Públicas de Cultura, por um viés republicano, solidário e com sustentabilidade. Surpreender-nos-ia, tanto quanto a você, uma dinâmica desta natureza. Achamos o formato exótico para o que se tentou abordar. Os nossos monopólios midiáticos, que produzem a síntese do que se supõe aconteça no nosso dia-a-dia, o fazem a serviço de vários processos de alienação - estratégia diversionista, que esconde seu verdadeiro foco. Não se vêem visões abrangentes nesta discussão - faltam teóricos, doutrinadores e estadistas. Só uma oposição (enquanto alinhamento político-ideológico) tão panfletária, quanto dotada de uma visão fragmentária das nossas realidades e a serviço do que? A academia perdeu o bonde da história, com espaço de reflexão. No caso do tema que estou focado, não há nada de representativo, de republicano, como destaquei, em português. Não me surpreendeu, que o material que postei, nos últimos 60 dias, não provocou nenhum comentário...
[Leia outros Comentários de Wilson Merlo Pósnik]
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