Comentários de Rogério Kreidlow | Digestivo Cultural

busca | avançada
69585 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
>>> Irene Ravache & Alma Despejada na programação online do Instituto Usiminas
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Rebelde aristocrático
>>> Cócegas na língua
>>> Animazing
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Anjos e Demônios, o filme, com Tom Hanks
>>> Quem tem boca vai a Roma
>>> Pergunte ao Polvo #worldcup
>>> O escandaloso blog de poesia de Maria Bethânia
>>> PosBIZZ com Ricardo Alexandre
>>> A era e o poder do Twitter
Mais Recentes
>>> Dom João Vl no Brasil de Oliveira Lima pela Topbooks (2020)
>>> Gibi Chico Bento N°34 de Mauricio de Sousa Editora pela Panni Comics (2009)
>>> Dom Casmurro de Assis, Machado de pela Abc (2020)
>>> Ditadura à brasileira: 1964-1985 a democracia golpeada à esquerda e à direita de Villa, Marco Antonio pela Leya (2020)
>>> Gibi Turma da Mônica N° 62 de Mauricio de Sousa Editora pela Panni Comics (2012)
>>> Diritto internazionale de Cannizzaro, Vincenzo pela la mia Libreria (2020)
>>> Diogo Antônio Feijó de Caldeira, Jorge pela 34 (2020)
>>> Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos de Vários autores; Schwarcz, Lilia Moritz and Gomes, Flávio pela Companhia das Letras (2020)
>>> Diários de Joaquim Nabuco - Volume Único de Evaldo Cabral de Mello pela Bem-te-vi (2020)
>>> Diários da presidência 1997-1998 (volume 2) de Cardoso, Fernando Henrique pela Contraponto (2020)
>>> Diários da presidência 1995-1996 (volume 1) de Cardoso, Fernando Henrique pela Companhia das Letras (2020)
>>> Diário da Navegação. Brasil 500 Anos de Jonas Soares de Souza pela Uspiana Brasil 500 anos (2020)
>>> Diálogo das grandezas do Brasil de Ambrósio Fernandes Brandão pela Cepe (2020)
>>> Vontade de Potência - Edição Bolso de Friedrich Nietzsche pela Vozes de Bolso (2017)
>>> Desenvolvimento E Subdesenvolvimento de Celso Furtado pela Contraponto (2020)
>>> D. Pedro II de Carvalho, José Murilo de pela Companhia das Letras (2020)
>>> D. Maria I: As perdas e as glórias da rainha que entrou para a história como "a louca" de Priore, Mary del pela Benvirá (2020)
>>> D. João VI de Pedreira, Jorge and Costa, Fernando Dores pela Abc (2020)
>>> Conversa cortada - a correspondência entre Antônio Candido e Angel Rama de Antonio Rocca, Pablo Candido pela Edusp e Ouro sobre Azul (2020)
>>> Constituinte de 1987-1988 de Adriano Pilatti pela Puc (2019)
>>> "Clamar e Agitar Sempre": Os Radicais na Década de 1860 de José Murilo De Carvalho; José Mario Pereira and Miriam Lerner pela Tusquets (2020)
>>> Como o Ser Humano Pode se Tornar e se Manter Produtivo de Paulo Gaudencio pela Palavras e Gestos (2012)
>>> Cidade febril: Cortiços e epidemias na corte imperial de Chalhoub, Sidney pela Companhia das Letras (2020)
>>> Cidade de Deus de Paulo Lins pela Tusquets (2020)
>>> Casa-Grande & Senzala de Freyre, Gilberto pela Global (2020)
>>> Brigada Ligeira de Antônio Candido pela Ouro sobre Azul (2020)
>>> Brasil: Formação do estado e na nação de Jancsó, István pela Hucitec (2020)
>>> Brasil, geopolítica e poder mundial: O anti-golbery de Martin, André Roberto pela Hucitec (2020)
>>> Bernardo Pereira de Vasconcelos (Português) Capa comum de José Murilo de Carvalho pela 34
>>> Balmaceda - Coleção Prosa do Observatório (Português) Capa comum de Joaquim Nabuco pela Cosacnaify (2020)
>>> Autobiografia de Visconde de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa) pela Senado (2020)
>>> Revista Tempo Brasileiro 25 - A Crise do Pensamento Moderno 3 de Vários pela Tempo Brasileiro (1970)
>>> Teatro Moderno = A Moratória de Jorge Andrade pela Agir (1996)
>>> Teatro na Igreja com criatividade de Maria José Resende pela Exodus (1997)
>>> O Furo . . .Que é um Furo que não é um Furo de Everton Capri Freire pela Parma (1981)
>>> A Retornada de Donatella Di Pietrantonio pela Faro Editorial (2019)
>>> O Teatro de Nelson Rodrigues: Uma Realidade em Agonia de Ronaldo Lima Lins pela Francisco Alves (1979)
>>> 525 Linhas de Marcelo Paiva pela Brasiliense (1989)
>>> Sonho interrompido por guilhotina de Joca Reiners Terron pela Casa da Palavra (2006)
>>> Mortos - Vivos = Vivos - Mortos de Walter José Faé pela Burity (1983)
>>> Ana do Maranhão de Lenita de Sá pela Folha Carioca (1982)
>>> Teatro e Paixão de Maria Lombros Comninos/Marta Morais da Costa pela Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte (1982)
>>> Teatro de Marionetes de Heinrich Von Kleist pela Ministério da Educação e Saúde (1952)
>>> Teatro - Realidade Mágica de Santa Rosa pela Departamento de Imp. Nacional (1953)
>>> Sonetos em Curitiba de Nylzamira Cunha Bejes pela Planeta (2002)
>>> A Represa / Suburbana de Maria Helena Khuner/Celso Antonio da Fonseca pela Funarte (1933)
>>> Teatro da Vida 2 = Projeto Andarilhus de Eduardo Bolina pela Pallotti (2009)
>>> O Palácio dos Urubus de Ricardo Meireles Vieira pela Funarte (1975)
>>> Helicópteros e Lepidópteros de Eno Teodoro Wanke pela Plaquete (1979)
>>> Darwin e Kardec Um Diálogo Possivel de Hebe Laghi de Souza pela Centro Espírita Allan Kardec (2002)
COMENTÁRIOS >>> Comentadores

Segunda-feira, 6/4/2009
Comentários
Rogério Kreidlow


Muito lero, afobismo e afins
Olá, Marta, concordo com ideias expostas no texto. Sou repórter de jornal impresso, mas não deixo de me atualizar sobre Web também. Há muito lero-lero, desconhecimento e "afobismo" dos dois lados. Se fosse acabar hoje com os jornais e depender de blogs, estariamos perdidos. E, engraçado, o mesmo vale para o contrário. E assim: eu também acredito ser difícil um monte de gente apurar assuntos por pura paixão, sem ganhar nada. Isso não existe. E se é pra ter gente inexperiente (tem blogueiros aos montes, jornalistas também) se metendo em assunto que não entende, nem Web nem jornal não vão servir pra nada, talvez pra piorar as coisas. Aí entra o "jornalismo cidadão" e tal. Legal é que numa lista de debates de cidadãos, vai poder entrar a assessoria e convencer um monte de gente. Vai poder entrar gente camuflada pra plantar mentiras, boatos também. Até porque a Web se assemelha à TV nesse afoite. Vide o que pipoca todo dia sobre BBB e que não é averiguado. Bom o teu blog também. Abraço.

[Sobre "Fim dos jornais, não do jornalismo"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
6/4/2009 às
15h48 189.26.149.252
 
Mais camps!
Julio, ótimo o post e fundamental essa reflexão sobre haver "camps" para outras discussões. Na verdade, se formos ver, nem tem nada tão novo nisso: é como os caras faziam lá na acrópole grega (claro que, lá, só os iniciados). Essa coisa de sentar e debater temas de interesse (e não só beber, paquerar ou se auto-divulgar, aparecer etc.) deveria ser natural. Entre rodas de escritores, cineastas etc., do século XX, me parece que havia isso. Essa coisa de não dissociar a vida, o bar, o momento de folga do trabalho, dos afazeres, da cultura... (ou talvez seja só impressão). Há muitos "eventos" hoje que são imbróglio, perda de tempo. E as coisas gratuitas, os encontros informais parecem não ter lugar para outros assuntos que babaquices, tentativas de impressionar, sei lá. Entre jornalistas, mesmo, a falta de idéias é enterrada sob papos que versam sobre como nos pagam mal, como trabalhamos tanto e como os editores são FDPs. Boas tuas idéias e impressões. Abraço

[Sobre "Meu primeiro Camp"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
20/4/2008 às
13h57 201.47.79.43
 
A prática é outra
De Masi estava na Oktoberfest de Blumenau-SC, este ano. Parece que anda por aqui, em projetos com o Governo do Estado. Mas pode. Encontrou um "filão" para ganhar e trabalhar pouco. Eu olho com um pouco mais de ceticismo para a História. É um percurso de miséria, opressão e, conseqüentemente, da necessidade de fuga, muito vinho, drogas, prostitutas, esportes sangrentos. Do jeito que vamos, não caminhamos para o ócio criativo, mas para o desemprego em massa, a informalidade e uma incongruência entre produção-consumo. Tanto que "neguinho", para ter um tênis legal, mete uma arma na cara. Fácil. Ócio criativo total, nem precisa trabalhar. Existe um império do lucro que molda o mundo, e (não sou esquerdista chato, apenas crítico) a vida não é prioridade para ele. Vejo a filosofia de De Masi como epicurismo, analgésico. Sou mais a favor da redução da jornada de trabalho para 4 horas diárias e, com isso, a multiplicação dos postos de trabalho. Política concreta. É o que penso. Abraço Verônica.

[Sobre "É descansando que se vai longe"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
13/11/2007 às
21h57 201.14.170.216
 
Jornalismo envasado
Muito bom o texto, Ana. Colocaste em palavras muito do que a gente vê e pensa, na lida diária. Nesse contexto, de enxugamento de redações, fica até difícil de culpar o repórter (algumas vezes, um mero revisor e "enxertador" de releases mesmo). Fica até difícil, pior, de culpá-lo por erros de apuração ou por má-vontade, porque chega uma hora que o "dar o sangue" acaba sendo o mesmo que fazer "papel de palhaço" perante as condições salariais, de trabalho e que tais, principalmente de veículos de comunicação do interior. É um mercado "nojentinho", com o perdão da palavra. Um mercado que precisa produzir rápido, sem muito nexo, para preencher um número indiscutível de caracteres, sem saber se o público vai ler aquilo no dia seguinte. Uma coisa sem muita lógica mesmo, já que o texto deveria ser o espaço da criação, da reflexão, da análise, do conhecimento. Virou produto envasado, no qual às vezes basta ajeitar um pouco o rótulo e mandar para as prateleiras. Bom texto, boa reflexão. Abraços

[Sobre "Release: subsídio ou substituto?"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
13/11/2007 às
21h11 201.14.170.216
 
Mais uma realidade brasileira
Redondo, é isso mesmo. E não duvido que a situação seja a mesma em qualquer lugar do país. Se nem as necessidades básicas de ensino são cumpridas, é fácil de entender porque carecemos tanto de pesquisa - um dos papéis fundamentais da universidade. E só para somar: se a situação já é angustiante ao entrar num curso e cursá-lo, torna-se pior ainda quando o estudante, depois de formado, não encontra alento na área que escolheu e descobre que ganha três vezes mais só com a comissão de venda de carros... Assim como na universidade, onde a lógica do dinheiro é que manda, tem gente que não pensa duas vezes em migrar de ramo. É complicado mesmo. O que fica de bom são os contatos, a amizade e as lembranças. Profissionalmente, se tivesse usado aquela grana para investir num negócio próprio, talvez desse muito mais satisfação e retorno do que todas as frustrações em busca de encargos burocráticos, em empresas míopes, mal-estruturadas, que nivelam por baixo, sem contar o piso de peão... Abraço

[Sobre "Ensino Inferior"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
1/11/2007 às
21h36 201.2.247.44
 
Realidade brasileira e alento
Ana, parabéns por levantar esse tema da leitura (e da falta de estudos sobre isso) e parabéns, também, pela fala no "A Palavra na Tela". Já gostava dos teus textos aqui; passo a tomá-los ainda mais como referências. Como tu mesmo disseste no debate, quem discute tende a olhar para si próprio, seus anseios, sua vidinha. E o Brasil não é esse cara que discute, que participa de mesa redonda e amacia o ego com isto. O Brasil rala, sua, fede e quem discute quer que ele passe perfume. Quando dizes que, aqui, "as pessoas querem falar, fazer, ganha quem grita mais alto, mas [...] ninguém estuda", isto serve para a produção científica, para os debates sobre Jornalismo (papagaiados, "apologizados", lá de fora, porque é mais "chique"), para a universidade. Foi muito boa tua contextualização histórica. Muita gente quer bancar uma de palestrante, mas não entende um mínimo do país. O bom é que, no meio disso, há alentos - como teu texto e tua fala. Parabéns e abraço!

[Sobre "O Brasil pode ser um país de leitores?"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
27/10/2007 às
17h42 201.2.247.44
 
Menos partidarismo, na verdade
Só uma consideração ao comentário anterior. Assim que postei, fiquei pensando... o mais justo seria "Mais arte, menos partidarismo" para o título do comentário. Porque a Política sempre foi, é e será necessária para nossa vida. O problema, na verdade, é o descaso com que se trata ela, seja por indiferença, seja por excesso de interesses privados em detrimento de interesses públicos. Era só esta correção: "Mais arte, menos partidarismo". Abraços

[Sobre "A propósito de Chapolin e Chaves"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
9/10/2007 às
20h37 200.180.59.152
 
Mais arte, menos política
Dificilmente faço críticas "negativas" aqui, mas acho que elas nos ajudam a rever alguns pontos. O texto está bem escrito, a relação com os autores é boa, mas, primeiro, não traz nada de tão novo sobre Bolaños a não ser que é "gênio" — um conceito discutível. Segundo, há muito preconceito aí. Deixa o pessoal do interior dançar Strauss em seu casamento, o que há de brega nisso? Para muitas pessoas, é o momento mais especial da vida, não há nada de brega, errado ou feio — se há, é em achar isso brega. Também achei exagerado "momentos mais ridículos" da existência humana. E nunca assinei nem leio Caros Amigos, devido a seu excesso de partidarismo. Mas a crítica a ela, no meio de um texto como este, é desnecessária. Tenho amigos que lêem Caros Amigos e são fãs de Chaves sem, necessariamente, serem deste ou daquele partido ou ideologia. Bolanõs é um artista excelente e sua arte (ou seja, a Arte) não precisa vir acompanhada de julgamentos de valor pessoais. Abraço e até a próxima!

[Sobre "A propósito de Chapolin e Chaves"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
9/10/2007 às
20h34 200.180.59.152
 
Baques do mercado II
Fazer pós em foto, num país onde fotografia ou é sinônimo de publicidade ou, pior, de casamento, comunhão e aniversário, não deixa de ser um suicídio financeiro. Querer atuar academicamente nisto, ainda mais; pode parecer coisa de idiota... Qualquer amigo que foi para a área de automóveis, vendas, aluguéis ou administração, certamente gargalharia na minha cara. Mas, enfim, a gente quer sonhar, quer encontrar uma luz no túnel que não passe, necessariamente, por certas engrenagens do mercado... mesmo sabendo das conseqüências. Com quem atua na academia, acaba acontecendo o mesmo. O ranço para com "o mundo lá fora", às vezes, é mais uma necessidade de carapaça, de se saber protegido, porque se conhece as dificuldades... E o fato é que conhecer, num sentido amplo, não faz viver melhor (às vezes, conduz ao fundo do poço). É mais uma questão de "esperteza", malícia, sorte e outras coisas indomáveis...

[Sobre "A Poli... - 10 anos (e algumas reflexões) depois"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
1/10/2007 às
03h26 201.14.134.11
 
Baques do mercado I
Julio, parabéns pelo texto. Traduz muita coisa a muita gente. Eu entrei no Jornalismo como opção de última hora, mas gostei desde o início. Aprendi muito, fiz amigos que mantenho até hoje, aproveitei biblioteca, recursos, laboratórios, expandi horizontes. O baque veio com a entrada no mercado, feito de falhas, de erros grosseiros, de gente despreparada (e que se acha preparada), de salário baixo (o maior motivo de desânimo). Tanto que tem gente que tá se agarrando, como pode, à universidade, tentando ser docente, porque é ainda uma das melhores remunerações (e uma vida mais tranqüila). Redação é coisa pra recém formado, disposto a se esgotar em dois anos. Depois passa pra assessoria. Até tentar um negócio próprio, migrar de ramo, virar vendedor, enfim. Atualmente curso pós em Fotografia, com foco na docência e pesquisa, por interesse e gosto, embora o caminho das pedras seja longo e dolorido (passa por indicações, puxa-saquismos, etc., a gente sabe)...

[Sobre "A Poli... - 10 anos (e algumas reflexões) depois"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
1/10/2007 às
02h54 201.14.134.11
 
Yuppies, filhos de Friedman
Se não me engano (li em algum lugar, há algum tempo) essa "onda" já começou com o criador do Universo, um cara chamado Milton Friedman, da Escola de Chicago (o pai desse tal de Neoliberalismo). Dizem que lá, quando a História já tinha acabado (Fukuyama), nos idos de 1990, já se distribuía fitas cassetes (tipo Shoptime, essas coisas) com programas completos para executivos e governos "enxugarem" suas máquinas — coisa garantida. Tem um outro termo para essa turminha também, os Yuppies. São eles os responsáveis pela "revolução" que estamos vivendo, segundo os próprios. É um mundinho de face sorridente e boboca, mas cheio de caninos raivosos por trás... O pior é que esse linguajar de "executivo" tem contaminado diversas áreas — e a minha área (o jornalismo) é uma das que caiu nessa, com esse mundinho assessoria de imprensa. Tem um autor, o Baumann (O Amor Líquido), que mostra como usamos isso até nos relacionamentos. Dizemos: estou "investindo" nessa pessoa. Dia desses, em vez de namorar, compramos...

[Sobre "Curso superior de auto-ajuda empresarial"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
1/10/2007 às
02h16 201.14.134.11
 
Kandinski e a Verdade
Maurício, penso que toda essa questão da arte, até bem pouco tempo, passou por essa questão da Verdade, aquela, tão sagrada em outras áreas também. A pós-modernidade foi nos dar verdades, relativizar, brincar, inclusive, com o sagrado... Passe pelos Cursos de Estética de Hegel. Chega a ser cansativo o tanto de justificativas em torno do "belo artístico", do Espírito e da Verdade. Quem liga pra isso hoje? Kandinski, na medida em que de certa maneira cometia uma "heresia" (e ele devia se culpar muito por isso por causa de sua tradição) tentava justificar de todas as maneiras sua arte de formas abstratas. Precisava convencer de que ela era "a" Revelação. Fascimo do lado dele? Os nazistas consideraram sua arte degenerada... Enfim, eles são necessários como investigadores. Agora, se as escolas de Artes o tomam como dogma, aí é outro problema. É como ler Nietzsche e querer fazer uma cátedra de seu pensamento...

[Sobre "Uma teoria equivocada"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogsome.com
24/9/2007 às
13h55 200.101.255.81
 
Interesses e achismos II
Definir alguma coisa, só depois de muita pesquisa. E o que há é muita conjetura isolada e, pior, achismo. Até porque, se quisermos ser chatos de galocha, o fim de alguma coisa é ela deixar de existir completamente. Ou seja, diminuir não é deixar de existir, portanto, dizer "fim dos impressos" é um equívoco. Também tem a questão do localismo, que, nas grandes cidades, onde se pensa o Jornalismo, foi deixada de lado. Monte uma rede de jornais impressos em pequenas cidades do interior, mostre a cara da população, dos políticos e empresários locais (com um jornalismo sério, bem feito, etc.), e talvez a situação será animadora. Informações sobre Guerra do Iraque, mil e um blablablás sobre o Pan ou acidente da TAM nunca interessarão mais do que o que acontece de bom ou ruim com meu vizinho, na minha rua. Então, tem uma porção gigantesca de fatores a serem observados. E o que pode valer pra Nova Iorque pode não funcionar pra Pequim. Prefiro a duvida às declarações. Abraço

[Sobre "Não queimem os jornais, ainda"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogspot.com
24/7/2007 às
21h47 201.11.98.60
 
Interesses e achismos I
Obrigado pela resposta e obrigado por linkar no teu blog, também linkarei no meu. Essa questão dos jornais realmente dá o que pensar. Pena que quem deveria (os jornalistas, as empresas jornalísticas, as instituições como sindicatos e sobretudo a universidade) está há anos-luz disto. Ao mesmo tempo, também tem muita gente que mal entende de jornalismo, que vai na onda do fim dos impressos, etc. Acho complicado. Para quem lida com Web, a gente entende que é marketing enfatizar isto, até por causa da receita publicitária. Por outro lado, há quem trabalhe com impressos nesse "interiorzão" afora, longe de uma São Paulo da vida, que só prosperou. O próprio Rádio, Brasil afora, dá um banho em qualquer rede de podcasts, videocasts, etc., porque rádio pega em qualquer lugar, rádio é só girar um botão e ouvir, entre outras facilidades. Definir alguma coisa, só depois de muita pesquisa e pouca conjetura isolada ou, pior, achismo...

[Sobre "Não queimem os jornais, ainda"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogspot.com
24/7/2007 às
21h35 201.11.98.60
 
O problema é outro
Não é o meio (impresso, vídeo, multimídia, que é o caso da web) que faz uma reportagem ser boa. É o talento do repórter, o entrosamento com o editor, a disponibilidade de uma equipe, a aposta de uma empresa jornalística. O jornalismo não é "pior" porque feito na web. É pior porque carece de investimentos, e investir é apostar em talentos. Desconheço casos de blogueiros que sejam grandes repórteres, ao estilo das grandes revistas, apenas por serem blogueiros. Há blogueiros (e há uma enorme confusão nisso) que se dizem jornalistas, mas não passam de meros "noticiadores". E notícia, hard news, lide, "aconteceu ontem" e link, para o que está acontecendo, qualquer pessoa alfabetizada pode dar. Agora, viajar, colher várias entrevistas, arriscar-se, realizar uma pesquisa complexa e saber transmitir isso (em QUALQUER meio) de forma acessível, contextualizada e bela, não é qualquer um que tem a paixão, capacidade e possibilidade de fazer. E isso pode ser feito na web também, basta investir.

[Sobre "Não queimem os jornais, ainda"]

por Rogério Kreidlow
http://rogerkrw.blogspot.com
24/7/2007 às
12h46 201.11.98.60
 
Julio Daio Borges
Editor
mais comentários

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ENCICLOPÉDIA MÉDICA DA FAMÍLIA MODERNA O CORPO DO SADIO VOLUME 4
ENCICLOPÉDIA MÉDICA DA FAMÍLIA MODERNA
MELHORAMENTOS
(1977)
R$ 7,90



PERENNIAL PLEASURES
THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART
THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART
(1993)
R$ 12,00



HISTORIA DE AVARÉ
FLORA E PASCHOAL BOCCI
ALVARO ABUJAMARA
(1983)
R$ 11,87



UM ESTRANHO NO ESPELHO
SIDNEY SHELDON
CÍRCULO DO LIVRO
(1983)
R$ 9,80



A LEI DAS RECUPERAÇÕES COMENTADA E COMPARADA
CLÓVIS ANTÔNIO MALUF
EDIFIEO
(2006)
R$ 12,00



OS PIORES TEXTOS DE WASHINGTON OLIVETTO
WASHINGTON OLIVETTO
PLANETA
(2004)
R$ 7,50



SENSELESS SECRETS
MICHAEL LEE LANNING
CAROL PUBLISHING
(1996)
R$ 20,00



TOURING THE CAPE PENINSULA AND WINELANDS (ÁFRICA DO SUL)
BRIAN JOHNSON BARKER
STRUIK TIMMINS
(1991)
R$ 19,28



GRAVATAS DE PEDRA. COMPETENCIAS, MITOS E HEROIS
MARCELO MARQUES GALVAO
QUALITYMARK
(2006)
R$ 12,00



I MITI DEL NOSTRO TEMPO
UMBERTO GALIMBERTI
FELTRINELLI
(2013)
R$ 300,00





busca | avançada
69585 visitas/dia
2,2 milhões/mês