O óbvio final de Belíssima | Digestivo Cultural

busca | avançada
61479 visitas/dia
2,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Ambulantes faz show de seu novo disco na Casa de Cultura Chico Science
>>> SESI São José dos Campos apresenta a exposição J. BORGES - O Mestre da Xilogravura
>>> Festival gratuito, diurno, 8o.Festival BB Seguros de Blues e Jazz traz grandes nomes internacionais
>>> Bruno Portella ' Héstia: A Deusa do Fogo ' na Galeria Alma da Rua I
>>> Pia Fraus comemora 40 anos com estreia de espetáculo sobre a vida dos Dinossauros do Brasil
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
>>> Sim, Thomas Bernhard
>>> The Nothingness Club e a mente noir de um poeta
Colunistas
Últimos Posts
>>> Metallica homenageando Elton John
>>> Fernando Schüler sobre a liberdade de expressão
>>> Confissões de uma jovem leitora
>>> Ray Kurzweil sobre a singularidade (2024)
>>> O robô da Figure e da OpenAI
>>> Felipe Miranda e Luiz Parreiras (2024)
>>> Caminhos para a sabedoria
>>> Smoke On the Water (2024)
>>> Bill Ackman no Lex Fridman (2024)
>>> Jensen Huang, o homem por trás da Nvidia (2023)
Últimos Posts
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
>>> Guerra. Estupidez e desvario.
>>> Calourada
>>> Apagão
>>> Napoleão, de Ridley de Scott: nem todo poder basta
>>> Sem noção
>>> Ícaro e Satã
>>> Ser ou parecer
>>> O laticínio do demônio
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Rita de Cássia Oliveira
>>> Bel Ami, da obra de Maupassant
>>> Os filmes de Frederico Füllgraf
>>> Cinema em Atibaia (III)
>>> Jornalismo de todos para todos
>>> Das boas notícias
>>> Sociologia de um gênio
>>> A arqueologia secreta das coisas
>>> Mahalo
>>> O iPad não é coisa do nosso século
Mais Recentes
>>> The Secret Passage Stage 4 - A2 de Paloma Bellini pela Hub (2011)
>>> Pluralidade como corolário da liberdade sindical de Cláudio Cesar Grizi Oliva pela Ltr (2011)
>>> Pela Moldura da Janela de Lourdinha Leite Barbosa pela Topbooks (2011)
>>> Administração Financeira de A. a Groppelli e Ehsan Nikbakht pela Saraiva (2010)
>>> Client/server Architecture de Alex Berson pela Mc Graw Hill (1992)
>>> Caso Em Família de Rex Stout pela Francisco Alves (1977)
>>> Farewell de Carlos Drummond de Andrade pela Record (1996)
>>> Sessenta Anos Passados: Estórias de um Médico Não Especialista de Affonso Renato Meira pela Scortecci (2016)
>>> The New Direct Marketing: How to Implement a Profit-driven... de David Shepard Association pela Irwin Professional Pub (1998)
>>> A Graça da Coisa- 25ªedição de Martha Medeiros pela L&pm Editores (2013)
>>> Metapesquisa Em Comunicação - o Interacional e Seu Capital Teórico.. de Maria Ângela Mattos pela Sulina (2018)
>>> Linguagem e Persuasão - 8ªrevista e Atualizada de Adilson Citelli pela Atica (2004)
>>> O Melhor da Super de Alexandre Versignassi pela Abril (2013)
>>> Psicologia Educacional de Nelson Piletti pela Ática (2008)
>>> O que é Pesquisa em Educação? de Potiguara Ácacio pereira pela Paulus (2005)
>>> Quando a graça de Deus nos toca de PR. Marcio Valadão pela Igreja batista da alagoinha (2009)
>>> Os Grandes Mitos da Feminilidade de Iwonka Blasi pela Record Rosa dos Tempos (1996)
>>> Andanças de Oroncio Vaz de Arruda Filho pela Nobel (1987)
>>> Curso de Direito do Trabalho de Amauri Mascaro Nascimento pela Manole (2010)
>>> Novo Codigo de Processo Civil ao Alcance de Todos de Marcelo Fonseca Guerreiro; Larissa Moreira Zottis pela Ltr (2016)
>>> Comentário ao Regime Processual Experimental de Luis Filipe Brites Lameiras pela Almedina (2007)
>>> Manual de Direito Processual do Trabalho. de Acordo Com o Novo Pcp de Mauro Schiavi pela Ltr (2016)
>>> Bate-papos Educacionais na Internet de Erisana Célia pela Appris (2019)
>>> Motivación 360 de David Fischman / Lennia Matos pela Gestion 2000 (2014)
>>> O Saber e Seus Embates de Cesar Augusto Battisti; Joao Antonio pela Sulina (2016)
BLOG >>> Posts

Sábado, 8/7/2006
O óbvio final de Belíssima
+ de 27500 Acessos
+ 11 Comentário(s)

A novela Belíssima chegou ao fim neste final de semana, após muito suspense e uma enorme celeuma em torno de dois enigmas: o nome do "grande vilão" que estaria por trás do golpe desfechado contra Julia (Glória Pires) e a identidade do filho de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) e Murat (Lima Duarte), abandonado pela mãe ainda bebê.

Foi, no mínimo, frustrante assistir ao último capítulo, transmitido na sexta-feira, dia 7/7, e constatar que o autor, Silvio de Abreu, apelou para as soluções mais simplórias, fazendo de Bia a vilã misteriosa que levou Julia à ruína e de Vitória (Claudia Abreu), a filha renegada por Bia e desaparecida há mais de trinta anos. A impressão que ficou foi a de que faltou criatividade e que, após oito meses de trabalho, Silvio de Abreu estava cansado e decidido a pôr um ponto final na história de qualquer maneira. Um thriller seja ele um livro, um filme, um seriado ou uma novela de televisão não pode, de forma alguma, terminar de maneira tão óbvia e previsível, ainda mais depois de gerar tanto mistério. O ideal seria que o filho de Bia e Murat fosse também o grande vilão e tivesse arquitetado o golpe com o intuito de ajustar contas com o próprio passado. E que fosse alguém totalmente insuspeito, capaz de causar surpresa e espanto entre os telespectadores quando sua identidade e seu plano maquiavélico fossem, enfim, revelados.

Sob esse aspecto, Belíssima se assemelha menos a A Próxima Vítima, novela policial escrita pelo próprio Silvio de Abreu em 1995 e cujo desfecho surpreendente para os crimes em série praticados ao longo da trama entrou para a História da televisão brasileira, e mais a O Astro, de Janete Clair, grande sucesso de 1978 e que, assim como Belíssima teve um final decepcionante, após meses de suspense intenso. Nele, Janete escolhia como o assassino de Salomão Hayalla (Dionísio Azevedo), o personagem Felipe (Edwin Luisi), que era amante de sua mulher e fora desde sempre o maior suspeito. Pelo visto, ainda está para surgir um escritor de thrillers realmente competente na televisão brasileira e que não traia os seus telespectadores com tramas em que predominem o anticlímax e a falta de criatividade na solução dos mistérios.


Postado por Luis Eduardo Matta
Em 8/7/2006 às 08h45

Mais Luis Eduardo Matta no Blog
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
9/7/2006
16h01min
Respeito sua opinião, mas não concordo. Se bem que não acompanhei a novela. Acho que o Sílvio de Abreu terminou bem a novela pelo seguinte: ele fez com que todos procurassem pelo culpado, sendo que a Bia estava por trás de tudo mesmo. Acho que dizer que ele apelou ao mais simples não é justo, pois ele desenvolveu bem toda a trama - se não tivesse desenvolvido, ninguém estaria tentando descobrir o culpado ou quem seria o filho de Bia - e, segundo a imprensa, gravou mais de um final ou escreveu mais de um final. Pode não ter sido um final à altura de "A próxima vítima", talvez a última novela que eu tenha acompanhado, mas não foi um final tão ruim como eu já ouvi muita gente dizer. Abraços!
[Leia outros Comentários de Rafael Rodrigues]
10/7/2006
09h49min
Creio que ninguém esperava um final como esse. Talvez seja esse mesmo o mais surpreendente da trama. Todos esperavam um final como o de "A Próxima Vítima" e, então, Sílvio de Abreu usou muito bem sua liberdade de autor e encerrou "Belíssima" da melhor forma: sem surrealismo. Parabéns por mais um sucesso, Sílvio de Abreu.
[Leia outros Comentários de Sergio Capozzielli]
10/7/2006
18h24min
Olá, LEM! Além do final ter sido óbvio e sem surpresas, fiquei bastante chocada em ver que também nas novelas reina a impunidade!!! Bia Falcão, livre em Paris, copiou demais a vida real (adoraria ver justiça: nem que fosse só num final de novela...).
[Leia outros Comentários de Luisa del Monte]
10/7/2006
18h28min
Concordo em gênero, número e grau, depois de meses de rodeios, mistérios e artimanhas de propaganda, o final foi, no mínimo, acachapante. Talvez para não afrontar o senso comum ou, talvez, porque até mesmo o gosto do telespectador tenha piorado. Enfim, foi um fiasco de final!
[Leia outros Comentários de Leonardo]
10/7/2006
18h31min
Concordo com o Luis Eduardo. Achei o final de Belíssima muito fraco e fiquei muito decepcionada. Fizeram muita fumaça para pouco fogo. Depois de tanto suspense, a novela merecia um final melhor. E ainda tiveram umas incongruências, como o caráter dúbio do André, que era bonzinho, virou vilão e depois bonzinho de novo, que, sinceramente, não deu pra engolir nem com muito boa vontade.
[Leia outros Comentários de Debora Soares]
11/7/2006
10h40min
Concordo plenamente, LEM, e não vou fazer maiores comentários porque vc e a Debora Soares já disseram tudo o que eu tinha a dizer.
[Leia outros Comentários de Janethe Fontes]
11/7/2006
14h19min
O autor mostrou para a grande massa brasileira que o crime compensa. Deveria ter mais responsabilidade considerando a grande penetração da novela na população mais pobre e locais onde existe maior incidência de crimes. Ivo Samel
[Leia outros Comentários de Ivo Samel]
11/7/2006
16h24min
Também esperava que o vilão fosse o filho bastardo, mas talvez este fosse um final também previsível. O problema das novelas é que são sempre feitos vários finais e com isso perde-se a lógica. "A próxima vítima" teve dois finais: o que passou no Brasil e outro em Portugal. Essa elasticidade na trama é que não deixa uma novela ser tão bem engendrada como um filme por exemplo, onde o público não tem como influenciar o autor. Em "O astro", dizem que o culpado era pra ser o irmão da vítima, mas como eles eram judeus, a comunidade judaica reclamou. Daí o desfecho ter sido mal recebido, e não tanto pela obviedade do assassino. Em "Belíssima", parece que o autor quis fazer uma tragédia grega, já que a Grécia foi um dos temas da novela. Seria perfeito, senão tivesse faltado mais ousadia e, ao contrário da tia casar-se com o sobrinho, feito com que irmãos se casassem. Quanto ao final de Bia, achei ótimo. Não via um final tão realista desde a banana dada pelo personagem de Reginaldo Faria em "Vale tudo".
[Leia outros Comentários de Aline Ponce]
11/7/2006
19h44min
Concordo com vc plenamente. Adorei o título do Leonardo: "tristíssima".
[Leia outros Comentários de Bernardo]
14/8/2006
15h26min
Concordo plenamente, LEM! O final de Belíssima foi não menos que ridículo. Não queria acreditar que estava vendo aquilo. E além do mais, na sinopse da novela, a trama devia girar em torno de Julia Assumpção, uma empresária que não pertencia ao padrão estereotipado imposto pela avó, e que ficava entre dois amores, Nikos e André. O ator mudou todo o roteiro e conseguiu arruinar o horário nobre da Rede Globo!
[Leia outros Comentários de MCarrera]
31/8/2006
12h05min
Na minha opinião, foi um fim injusto, porque a Bia Falcão não teve o fim merecido. Deveria ter sido presa!
[Leia outros Comentários de ileia machado]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Cenas da vida brasileira/ Marafa/ Vejo a lua no céu - 3 livros de bolso
Marques Rebelo
Edições de ouro



Domingos Vera Cruz
Glauco Ortolano
Altana
(2000)



Mano Descobre o @mor
Heloisa Prieto, Gilberto Dimenstein
Senac sao paulo
(2001)



O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Federação Espírita Brasileira
(2006)



Os pequenos cavalos de Tarquínia
Marguerite Duras
Guanabara
(1986)



Budismo - Uma Introdução Concisa
Huston Smith; Philip Novak
Cultrix
(2015)



O Adeus a Mulher Selvagem
Henri Coulonges
Abril Cultural
(1983)



Divaldo, Medium Ou Genio?
Fernando Pinto
Brasil
(1976)



Televisión y Educación
Joan Ferrés
Paidós
(1994)



Bang-Bang na Italiana
Ganymédes José; Tereza Noronha
Atual
(1988)





busca | avançada
61479 visitas/dia
2,0 milhão/mês