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Quarta-feira, 12/1/2022
Olhar para longe
Raul Almeida

+ de 3800 Acessos

Olhar para longe, para o horizonte, sempre remete algo à frente dos olhos. Uma paisagem, uma montanha, uma criança , um projeto de vida. Aqui, o sentido figurado da ideia de horizonte reveste-se de outras filigranas, tais como a esperança, a coragem, a fé, alguma certeza ou incerteza de sucesso.
A vitória, a realização ou mesmo a materialização de um projeto de vida que deu certo vai sobrepondo sinais e marcas, chamados de recordações. O álbum de fotos, a caixinha com as tais “lembrancinhas”, gentis quinquilharias sempre revestidas de um sorriso. Um abraço, um aniversário, o nascimento de um filho ou neto, enfim, algum momento do qual temos enorme dificuldade de nos separarmos, ao mesmo tempo que vamos percebendo a inutilidade em continuar guardando.A vida se mostra, surpreendentemente, curta ao percebermos o quanto poderíamos ter feito se… se isso ou aquilo.
Remeto as montanhas lá no fundo da paisagem à condição de marcadoras virtuais de lembranças do meu passado, a quilômetros de distância do ponto de onde as observo. Nada físico. Não fui alpinista nem esportista radical, escalador, etc. Uso a natureza para estabelecer metáforas, analogias estapafúrdias, reforços avivadores da imaginação.
Bem a frente, lá na serra dos Órgãos, Petrópolis, o Dedo de Deus traz meu filho, único, vencedor, rompendo o céu das dificuldades, ultrapassando os abismos do quotidiano, aprendendo mais e mais a cada passo, sempre para frente, sempre para cima, sempre magistral.
Os contornos próximos fazem coro e apoiam aquela pedra transformada, por um momento, em meu lembrar. O recém nascido, o menino, o rapaz agora homem, o senhor.
Sigo olhando na mesma direção. Há muito mais por ali.
Antes, Muri, cidadezinha próxima onde passei momentos maravilhosos com a esposa e a filha. A família que começava a formar-se. Os olhos brilhantes e curiosos da pequena, as cambalhotas, travessuras, corridas para lá e para cá, sempre cobertas pelo sorriso iluminado, maravilhoso, doce e gentil da mãe. E tome lembranças provocadas por um simples horizonte montanhoso, agora equidistante no plano físico, e virtual. Ainda atordoado com as efervescências do pensamento, memória e mente, consigo ver, olhando na mesma direção, um horizonte sob dois aspectos. Ali na frente uma ideia de viagem, passeio, quem sabe. No passado, quanta coisa boa, quanta alegria, quanto amor. Mas não há saudade, pois os atores estão vivos, ativos, vencedores.
Saio da varanda , fecho a cortina e encaro o espelho da minha vida enquanto dou uma escovada nos restos do que já foi uma cabeleira. Não consegui escapar dele, Sempre um espelho mostrando que o tempo não viu nada do que vi até agora. Não testemunhou, não interviu, não ajudou nem atrapalhou. Apenas seguiu e segue construindo lembranças, saudades e ruínas eventuais.
Penso no Janus, o deus romano de duas faces, uma para frente e outra para trás, e as várias interpretações que li sobre tal figura. Continuo usando o horizonte ali na frente, restaurando as lembranças do passado.


Postado por Raul Almeida
Em 12/1/2022 às 16h41


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