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COLUNAS

Terça-feira, 19/9/2006
Sim, é possível ser feliz sozinho
Luis Eduardo Matta

+ de 36900 Acessos
+ 42 Comentário(s)

Antes de começar o artigo que dá nome à coluna de hoje, quero comunicar aos meus queridos quatorze leitores que não pretendo fazer nenhum comentário a respeito da novela Páginas da Vida, apesar de haver, informalmente, sinalizado que o faria, tão logo a novela estreou em julho. Isso porque, embora tenha assistido a alguns capítulos da primeira semana, logo em seguida acabei me desinteressando (Belíssima era bem mais interessante) e deixei de acompanhá-los. Nem sei a quantas anda a trama (aliás, para ser franco, nem sei mais direito do que trata a trama), pois, ultimamente, só tenho ligado a televisão para sintonizar as estações de rádio que o meu serviço de TV por assinatura oferece, principalmente as estações de new age, jazz e música clássica, que embalam com suavidade a penumbra do meu quarto, enquanto gasto horas e mais horas das minhas noites lendo gostosamente ou escrevendo.

Mas se por um lado Páginas da Vida não tem neste colunista um espectador, não posso deixar de confessar que foi da novela que nasceu a inspiração para esse artigo, ou mais precisamente, da sua música de abertura: "Wave", primorosa composição de Tom Jobim, de 1967, que se consagrou nas vozes de notáveis intérpretes como João Gilberto, Gal Costa, Nara Leão e até Ella Fitzgerald. Logo na primeira estrofe, a música afirma que “Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” Não nego que desde a primeira vez que ouvi "Wave" (já tem algum tempo) essa frase me incomoda ligeiramente, pelo seu tom pretensioso e categórico. Ela soa como uma constatação definitiva, irrecorrível, sem direito a argumentações e a ressalvas, quando todos sabemos que a incrível multiplicidade do ser humano não nos permite fazer generalizações, sob pena de nossas teorias serem facilmente desmentidas pela realidade; e, em geral, o são, pois a realidade sempre se impõe, a realidade sempre é soberana. E ela não pode ser resumida em teoremas ou frases feitas. Por tudo o que já aprendi, posso dizer sem nenhum medo de errar que, salvo a morte, a fome, a sede, o sono, a necessidade de oxigênio e mais um ou outro item básico da existência humana, nada é impossível. Absolutamente nada.

Não defendo a solidão total como a melhor maneira de se viver, pois o ser humano é gregário e poucas coisas na vida são tão agradáveis e construtivas quanto o convívio saudável com outras pessoas. No entanto, esse convívio deve ser espontâneo e prazeroso, senão não tem razão de ser. Lembram-se da velha máxima de que “antes só do que mal-acompanhado”? Como todo velho provérbio, ele é sábio e direto. Muitas vezes, estar sozinho pode ser mesmo a melhor opção. A solidão nos proporciona o encontro com nós mesmos, nos induz à reflexão e ajuda a iluminar o nosso caminho rumo ao autoconhecimento. O problema é que, cada vez mais, percebo que não vivemos numa sociedade de livres pensadores e sim numa sociedade de autômatos sem personalidade, que acatam com espantosa subserviência todos os modismos e exigências do sistema. As pessoas, simplesmente, não se permitem pensar e chegar a conclusões tão óbvias, preferindo abraçar cegamente e de maneira desesperada o modus vivendi estabelecido pela mídia e abrir mão da sua individualidade em nome de uma falsa sensação de aceitação social. Dessa maneira, o que passa a valer é o que a sociedade considera correto e aceitável e não o que cada um deseja sinceramente para si. E a nossa sociedade condena veementemente a solidão, como se fosse uma aberração. De maneira silenciosa, porém ostensiva, ela nos obriga a estar sempre acompanhados como condição sine qua non para podermos interagir plenamente com o meio. Uma pessoa sozinha é vista como alguém doente, sem atrativos, um rejeitado social, um infeliz que não teve competência para encontrar um(a) parceiro(a) e agora amarga a solidão por pura falta de opção. A sociedade latina em geral e a brasileira em particular ainda não aprendeu a aceitar a solidão como uma opção. Nos finais das telenovelas, por exemplo, a maioria dos personagens “bons” acaba, de alguma maneira, encontrando um par; os “maus” são punidos com a solidão e o abandono. É o supremo castigo na ficção, só comparável à prisão ou à morte.

Com as mulheres essa cobrança é ainda mais forte. Lembro-me de uma entrevista muito interessante que Lucía Etxebarría – escritora espanhola de que gosto muito, autora de Amor, curiosidad, prozac y dudas – concedeu a Antonio Skármeta, a propósito de uma matéria publicada na prestigiada revista literária Qué Leer que anunciava ter sido 1999 “o ano das mulheres”, referindo-se a uma espécie de boom na publicação de livros escritos por mulheres em língua espanhola. Etxebarría minimizava o fato: “Todos dizem: ah, você é uma escritora famosa ou dirige uma empresa ou está à frente de um conselho administrativo... Mas quando vai se casar?” – declarou ela, com a sua costumeira ironia e mordacidade, deixando claro que, aos olhos da sociedade, por mais bem-sucedida profissionalmente que seja uma mulher, ela só será considerada plenamente realizada se encontrar um marido. Nada muito diferente do que acontecia há algumas décadas.

É claro que um casamento ou mesmo um namoro prolongado podem ser extremamente gratificantes e muitas uniões duradouras comprovam isso. Mas o ato de se casar ou de ter um parceiro ao lado deve partir, sobretudo, de um anseio íntimo e genuíno e jamais de uma cobrança social coletiva. Quantas mulheres preferem cancelar sua presença em eventos sociais a ter de comparecer desacompanhadas, com medo de serem mal-vistas? Quantos homens se obrigam a se casar apenas para mostrar masculinidade à sociedade, para provar que não é um solteiro “maricas” ou adquirir mais respeitabilidade no meio que freqüentam? Quantas pessoas se empenham na busca desesperada pelo relacionamento a qualquer custo, unicamente por temerem ficar “sozinhas” e “encalhadas”? É perigoso viver à mercê do que a sociedade espera de nós. Quando não prestamos atenção aos apelos do coração e da alma e encaramos os relacionamentos de uma maneira mecânica, como uma obrigação social, passando por cima das nossas necessidades e idiossincrasias, o preço a se pagar é alto demais. O ser humano é de uma complexidade impressionante. Entender essa realidade é o primeiro passo para se compreender a essência da vida. Não só as pessoas são diferentes entre si como apresentam, ao longo do tempo, múltiplas facetas que vão se alterando à medida que os anos avançam. Ignorar isso ao abraçar um modelo pronto de comportamento ditado pelo meio é quase um suicídio da alma e da autonomia.

A solidão, muitas vezes, é necessária e não são poucas as pessoas que recorrem a ela de tempos em tempos. Existem algumas que chegam ao extremo de viver a maior parte do seu tempo sozinhas. Infelizes e frustradas? Eu não me arriscaria a defini-las assim, tão precipitadamente. Elas podem, simplesmente, ter feito essa escolha. Sim, a solidão pode ser uma escolha consciente para muita gente que consegue viver, e muito bem, dessa maneira, melhor até do que se estivessem casadas e com muitos filhos. Afinal, cada um sabe qual o melhor caminho para si. Optar por não se casar, por não constituir uma família nos moldes tradicionais não é, obrigatoriamente, uma anomalia. Pode ser o fruto de uma decisão pensada, de anos de reflexão. Eu lhes afirmo com largo conhecimento de causa: muitas vezes, estar sozinho é maravilhoso. Ainda porque creio que só somos capazes de apreciar plenamente a companhia alheia, depois que aprendemos a apreciar a nossa própria companhia e a nos conhecer com mais profundidade.

Seja como for, não podemos permitir que a sociedade influa tão fortemente num terreno íntimo quanto a afetividade e a nossa relação com o mundo exterior. Casar ou não, namorar ou não, ter filhos ou não deve ser uma decisão nossa e exclusivamente nossa, uma decisão individual e movida unicamente pela nossa vontade e pelo impacto nas nossas vidas. Não importa o que prega a mídia, não importa o que a sociedade supostamente considera certo. Cada um deve eleger o seu caminho e trilhá-lo, ainda que este caminho não leve ao altar, à maternidade ou à vida a dois. Afinal, ao contrário do que pregava Tom Jobim, é, sim, possível ser feliz sozinho, desde que essa solidão seja voluntária e construtiva. E conduza a uma vida feliz, em conformidade com a maneira de ser e as necessidades de quem optou por ela.


Luis Eduardo Matta
Rio de Janeiro, 19/9/2006

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Os dilemas de uma sociedade em Escudo de Palha de Guilherme Carvalhal
02. Imitação da Vida e as barreiras da intolerância de Carla Ceres
03. Assange: efeitos da internet em nosso cotidiano de Humberto Pereira da Silva
04. Os Livros que me Fizeram Mal na Infância de Lisandro Gaertner
05. Todas as Tardes, Escondido, Eu a Contemplo de Duanne Ribeiro


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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
19/9/2006
06h07min
Parabéns! Mais um daqueles textos que dizem por nós o que queremos dizer. Vou voltar para reler, certamente.
[Leia outros Comentários de Claire]
19/9/2006
17h18min
Seu texto foi muito bem escrito! Parabéns... mas vou deixar minha opinião: Nossa vida é feita de fases. A fase de ser solteiro e sair com os amigos, seja para dançar, "azarar" ou simplesmente dar boas risadas. A fase das paixões, onde achamos que encontramos nossa alma gêmea... entre outras grandes! Mas chega uma fase em que isso tudo acaba cansando... e queremos mesmo é encontrar uma pessoa para partilhar nossos momentos. Aquela pessoa para dormir de conchinha e esquentar os pés no inverno... Claro que não devemos sair por ai desesperados, procurando alguém só porque a sociedade nos pede... mas se deixarmos bem abertas as portas do coração e soubermos discernir o que é verdadeiro... com certeza seremos muito mais felizes do que sozinhos! Acredito que quem acha que pode ser muito feliz sozinho, não deve estar errado, se eu fosse "fria" e sem romantimo, conseguiria... Porém, se for como eu, romântica, com certeza sonha com um grande amor!
[Leia outros Comentários de Mariana]
20/9/2006
11h38min
Caro LEM, se essa é a sua fase (a da solidão voluntária), curta-a. Afinal, como disse a Mariana, a vida é feita de fases. Não que eu acredite que "é impossível ser feliz sozinho", pois nem mesmo a felicidade deveria ser obrigatória, como disse João Pereira Coutinho em seu artigo: "O direito à infelicidade" (Folha de São Paulo). Mas a convivência diária com outra pessoa, e sobretudo a paternidade, ou maternidade, nos obriga a sermos mais "compreensivos", mais tolerantes, é um aprendizado imenso. Pode apostar.
[Leia outros Comentários de Janeth Fontes]
21/9/2006
00h03min
A felicidade jamais dependeu de termos ou não um parceiro, seja namorado, marido, amante... Estar só não significa solidão visto que podemos sentir solidão a dois ou ainda nos sentirmos sós no meio de uma multidão. O sentimento de solidão é algo que vem de dentro e independe se temos ou não companhia. O casamento ou o fato de vivermos com alguém nunca foi solução para nossos problemas... pode até agravá-los! Pela minha experiência de vida, tenho observado que pessoas que buscam, incessantemente, companhia, geralmente, desejam fugir de si mesmas, evitam pensar nas próprias vidas. Somos seres gregários, mas isso não implica que necessitemos de companhia 24 horas por dia. Além disso, cada um é cada um, somos diferentes - felizmente - e cada qual encontra o bem-estar de forma diversa. Não existe receita pronta para a felicidade. Se assim fosse, bastaria que se publicassem os 10 mandamentos para ser feliz. Sim, há os livros de auto ajuda... Será que ajudam mesmo? Eu duvido!
[Leia outros Comentários de regina mas]
21/9/2006
09h20min
Felicidade não é uma constante na alma humana, somos acometidos de felicidade ou de tristeza ou de indiferença. Admito que solidão é a melhor forma de autoconhecimento, não há terapia que a substitua, mas deve ser apenas uma faceta da nossa vida. Não devemos nos isolar buscando incessantemente a chamada iluminação. Afinal tudo em demasia é prejudicial. Somos seres riquíssimos, em um mundo cheio de possibilidades de apredizado, assim faz-se necessário tanto olhar para dentro quanto para fora. Estar com alguém especial é uma experiência altamente enriquecedora, e que preenche muitas das nossas dúvidas existenciais, LEM. Mesmo que neguemos, que nos julguemos acima do rebanho que busca constantemente a "alma gêmea", sentimos lá no fundo da alma que a felicidade só pode ser completa ao lado do ser amado, e isso não é por romantismo piegas, nem por exigência do sistema, está nos nossos genes, na nossa natureza. Cissa
[Leia outros Comentários de Cissa]
23/9/2006
21h15min
Gostei muito de seu comentário e principalmente da maneira em que você se refere à frase do Tom. "É impossível ser feliz sozinho". Há muitos anos que vivo só, fora isso me pergunto o que é a felicidade? Tão efêmera, tão diferente para cada ser humano. Sempre achei que existem momentos de felicidade, mas eles não são lineares, são esporádicos, por isso concordo com a proposta oriental de viver intensamente cada momento presente. Acredito que depende muito daquilo que você tem dentro de si, de sua cultura, sensibilidade, cabeça e espírito, você comenta como se sente bem ouvindo música ou lendo um livro, creio que o caminho é por aí. Duvido que alguém se sinta sozinho tendo vida interior, e isto está cada vez mais difícil. Pois é meu amigo, concordo plenamente contigo. Um grande e carinhoso abraço de sua fiel leitora, Martha Leyrós (Historiadora da Arte)
[Leia outros Comentários de Martha Leyrós]
25/9/2006
10h18min
Se não soubermos ser felizes sozinhos, será que realmente o seremos com outro alguém? O que uma pessoa infeliz poderá proporcionar aos que estão ao seu redor? Acredito que não apenas às mulheres, mas à população de um modo geral, atualmente pesa muito o estigma da solidão, as pessoas não sabem viver sozinhas, sempre estão à procura de uma companhia em qualquer idade e meio social, por que será tão difícil estar a sós consigo mesmo? E sobre a tal novela, é irritante notar como trata grande parte das mulheres como neuróticas, histéricas (no termo psicanalítico) e emocionalmente dependentes, enquanto os homens são todos fracos e sem poder de decisão, será que eu vivo num mundo a parte? Obviamente estas relações existem, mas todas as personagens terem tal constituição parece-me um exagero. Certa época eu estava reclusa em minha solidão, por opção e por necessidade, como já citaram o tal auto-conhecimento, foi quando me perguntaram: "Você namora?". Eu respondi: "Não". E então fui surpreendida com um "Por que, não?". Oras, como se eu fosse obrigada a namorar só porque sou mulher e jovem... e a função social pesa realmente, pois agora ao estar namorando começam as cobranças com relação a casamento, até a empregada da casa faz observações com relação a isso... É preciso além de tudo de uma dose de bom humor.
[Leia outros Comentários de Fernanda Valentin]
25/9/2006
12h20min
LEM - excelente texto! Parabéns, abçs!
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
25/9/2006
12h44min
Concordo integralmente com você. Parabéns pelo excelente texto.
[Leia outros Comentários de Basse Silber]
25/9/2006
13h03min
LEM, tudo o que não quero, mesmo, é ter minhas escolhas definidas por uma sociedade que se mostra cada vez mais doente, manquitolante ou qualquer outro termo que possa ser usado. Concordo com seu texto, com cada letra. Ter alguém ao lado, assim como estar sozinho, não é algo que deve ser imposto. Parabéns por seu texto. Um abraço!
[Leia outros Comentários de Alessandro de Paula]
25/9/2006
13h09min
Somos seres, no mínimo, curiosos. Com necessidades peculiares. Temos, por exemplo, a necessidade de sermos aceitos em nosso grupo, comunidade, tribo etc. E olha, estamos falando de alguns milhares de anos de evolução, enraizados em nossa natureza! Ser livre, não é tarefa fácil. Como diria Sarte, estamos condenados a ser livres pois isso gera angústia: decidir o que fazer com nossas escolhas não é tarefa fácil. Existem "forças ocultas" que sempre estão dispostas a nos darem uma ajudinha com as nossas decisões. Se você não decide como quer viver sua vida, tenha certeza que deve ter alguém fazendo isso por você...
[Leia outros Comentários de Carlos Santanna]
25/9/2006
13h20min
Concordo, plenamente, com a sua afirmativa, caro Luis Eduardo. Eu mesma sou o exemplo aqui retratado e vivo plenamente feliz sozinha, sem contudo sentir solidão: vivendo em cidade interiorana, pequena, participo das atividades sociais que me satisfazem, vou às compras, ao banco, converso com vizinhos, etc. Da família pequena, que mora distante, tenho notícias semanais e visitas anuais. No entanto, como bem esclarecido no seu texto, a cobrança é grande, tanto por parte da família como por parte das pessoas mais próximas que, inconformadas com a minha opção de vida, não admitem a possibilidade de se viver sozinho. A partir de uma certa idade (tenho mais de 50 anos), nos tornamos mais exigentes, mais seletivos e a própria experiência de vida levou-me a selecionar essa opção que pode não ser a definitiva, mas por enquanto é a que me basta para ser feliz. Ótimo texto! Grande abraço.
[Leia outros Comentários de Giulia Dummont]
25/9/2006
13h20min
O texto foi muito bem escrito, porém acho que devemos estar preparados para todas as fases que a vida nos reserva. Às vezes temos que agir como a águia que se isola uns 5 meses, quebra seu bico, arranca suas unhas e suas penas e volta ao convívio de outras para viver por mais 30 anos. Eu já me acostumei a ser feliz: às vezes sozinha e às vezes acompanhada (tudo a seu tempo). Também sou romântica e após ficar um tempo só, sinto falta de aconchego, carinho e amor. Ao mesmo tempo, quando a companhia de alguém está desgastada por algum motivo, sinto falta de ficar só. Temos que buscar nossos momentos felizes em nossa própria companhia, com e sem alguém por perto.
[Leia outros Comentários de Elisabete R.Tristão]
25/9/2006
14h00min
O artigo confunde a parceria institucional de viver a dois (seja casamento ou não) versus viver só. Ora eu penso que "viver só" pode não significar "estar sozinho". Viver só é uma escolha que pode ou não ser boa, se calhar será mesmo a melhor do mundo!!! Mas viver sozinho tem muito que se lhe diga... E aí é que é o busilis, pois como é dito no artigo, pertencemos ao grupo de "seres gregários", não somos como o gato, mas sim como o cão ou como o lobo. Precisamos da nossa alcatéia, da sua proteção, dos seus afetos, o resto é conversa fiada de quem se sente realmente sozinho e não é capaz de superar isso.
[Leia outros Comentários de Luisa Medeiros]
25/9/2006
14h13min
Muito bom. Muito bom mesmo!!! Vou passar a ler seus artigos. Beijos, Mirtes
[Leia outros Comentários de mirtes]
25/9/2006
16h03min
Ser feliz é o melhor lugar, ser feliz estar gozando do sonho de amar e refletir sobre o amor. O estágio de todos juntos a nossa volta, com opiniões, decisões, ternuras, beijos e pegações, leva-nos ao recolhimento, à busca de respirar solitariamente, tentando obviamente entrar em êxtase com o infinito. Mas necessariamente não significa ficar só, mas aprender a respirar, pra não morrer sufocado com a multidão ou de excesso de amor. A solidão pode ser uma canoa boa pra gente navegar a dois na troca de carinhos.
[Leia outros Comentários de Manoel Messias Perei]
25/9/2006
17h27min
LEM, adorei o que você escreveu, a vida é de momentos, e eles têm que ser bem vividos. Estar só não significa solidão, o mesma. Estou só, no momento, mas sou FELIZ. Abraços, Laura
[Leia outros Comentários de Laura Maria Goes Rod]
25/9/2006
19h13min
Eu já até desisti! Nem discuto mais com pessoas que acham que quem prefere ficar sozinho sofre de frieza e/ou desencanto. Hoje eu até me divirto encarnando o personagem do cara desiludido, frio e amargurado, só para ver as caras de espanto das pessoas "românticas", que não sabem que não é nada disso.
[Leia outros Comentários de Daniel]
25/9/2006
20h17min
Sim, é possivel ser feliz sozinho, e eu concordo com o seu texto. Porém, cabe lembrá-lo que vivemos num mundo de "relatividade", onde uma coisa é relativa a outra, e por esta razão, eu ainda acho que somente em grupos, ou em pares, poderemos realmente crescer espiritualmente. Embora gostemos de ficar sozinhos, o crescimento somente ocorre quando aprendemos a aceitar as diferenças dos outros. Você somente poderá obter uma referência de você mesmo quando você se compara com um outro ser. Somente estando num ponto A que você poderá então perceber a magnitude do ponto B. A felicidade é alcancada quando crescemos espiritualmente. Um ser sozinho somente cresce uma fração daquilo que poderia crescer se estivesse em contato com outros seres. Precisamos desta referência, é bom sabermos que é importante nos relacionarmos para então, assim, crescermos neste mundo de relatividade. Abracos, 1000ton
[Leia outros Comentários de Milton Laene Araujo]
26/9/2006
08h35min
LEM, tenho uma interpretacao diferente para a estrofe de Wave. "Fundamental e' mesmo o amor. Impossivel ser feliz sozinho." Sera que nao se refere a solidao de nao se ter amigos queridos e pessoas com quem dividir ideias e risadas? O amor tem muitas facetas, e nao necessariamente deve se restringir ao amor entre um homem e uma mulher, como defende a nossa sociedade. A realidade e' que e' impossivel ser feliz sozinho, mas sozinho sem contato com outras pessoas, com novas ideias, com cultura, com arte, com a natureza. De alguma forma estamos sempre conectados ao universo a nossa volta... E eu acho que ja' vivi longos periodos bastante sozinho, que a solidao esta' mais na cabeca do que na realidade. Pq sempre temos a oportunidade de estar aprendendo alguma coisa e rindo de outras coisas, e nao existe caminho mais facil para felicidade do que aprender e rir. Tom Jobim era muito ironico, e acho que ate' pelo estilo de vida dele, se referia a amigos, e nao aos amores romanticos...
[Leia outros Comentários de Ram]
28/9/2006
02h10min
Parabéns pela sua capacidade de escrever o estilo de vida de pessoas que por algum motivo vivem só... Adorei o comentário do Ram, também penso como ele disse. Eu amo você!
[Leia outros Comentários de Cecilia]
7/10/2006
10h05min
Simplesmente adorei esse artigo. Posso afirmar também, por experiência própria, que viver sozinho é a melhor escolha. Até porque não precisamos dar satisfação pra ninguém, já que da minha vida cuido eu.
[Leia outros Comentários de Adecio]
10/10/2006
17h19min
Parabens pelo texto! Nossa, eu adoro o Tom Jobim, mas confesso que já me peguei algumas vezes refletindo sobre esta frase: será que é mesmo impossível ser feliz sozinho? Eu trabalho o dia todo, chego em casa ligo a TV pra relaxar um pouco, e estou lá feliz da vida, mesmo solteira e sem a minha familia por perto, e de repente escuto essa frase e fico pensando: será mesmo? Será que todas as escolhas que eu ando fazendo irão me fazer infeliz? Não importa o quanto eu estude, trabalhe, tenha amigos, dance, me divirta, só serei feliz plenamente quando tiver um grande amor? Sinceramente Tom, espero que você esteja errado...
[Leia outros Comentários de Aline]
16/10/2006
17h22min
Gostei bastante deste texto. Acho q estar sozinho (prefiro usar essa expressão, pq, como disse o comentário acima de Regina, a solidão é um sentimento) é fundamental, mas gostaria de lembrá-los q podemos aprender muito de nós mesmos quando estamos com alguém, sim! Os insights da vida nem sempre acontecem quando estamos sozinhos... sem falar q só sabemos de nós no olhar do outro: é o outro q te reconhece e te legitima, é no social q vc descobre quem vc é! Mais importante q ficar sozinho é saber identificar o momento q vc precisa/quer ficar sozinho...
[Leia outros Comentários de Emília ]
16/10/2006
21h05min
Sim, é possível se viver sozinho(a) e bem. Eu que o diga, depois das visitas dos meus filhos, adultos, já um tempão sem vê-los. Não, não é que eu não os ame, mas adoro o meu sossego. Meus 5 doguinhos, a liberdade para fazer o quero, sem precisar prestar contas a alguém. E, felizmente, já passei da idade em que, para me sentir "eu", precisaria ser "legitimada" pelo outro. Eu me legitimo: e é o suficiente.
[Leia outros Comentários de eveline]
3/12/2006
22h52min
Passei a conhecer seus textos agora e já virei fã. Lógico que não devemos nos guiar pelo que a sociedade espera de nós, mas para tal é preciso muita, muita força, afinal qdo encontramos uma pessoa que não vemos há muito entre as três primeiras perguntas está: e aí casou? tá namorando??? Como se isso fosse pré-requisito para a vida em comunidade e, em caso de resposta negativa, causamos espanto e um sentimento de dó... Estar sozinho é opção, poxa! Deixem-me viver!!!
[Leia outros Comentários de cleber dias]
22/12/2006
21h27min
Luis, adorei seu texto! Concordo que não é necessário ter uma companhia para ser feliz; imprescindível é que nos sintamos bem com a nossa própria companhia. Ter alguém do lado quando há um relacionamento significativo é muito bom; o problema é quando se busca companhia apenas para fugir do "estar só", como se isso fosse um perigo rondando, uma ameaça à nossa felicidade... Concordo também com a Janeth (comentário lá do comecinho), que diz que a convivência com outras pessoas é um grande aprendizado, que nos ensina a ser pacientes e tolerantes. Isso... eu assino embaixo! PS: mas em todo caso, a música do Tom é lindíssima...
[Leia outros Comentários de Cristine ]
3/3/2007
01h20min
É, foi interessante ir contra uma idéia fixa que algumas vezes nos invade de forma autoritária. Existe a teoria 90/10. Vc conhece? Diz asim: na SUA vida, 10 é o fato e 90 é a sua reação frente esse fato. Portanto, cuidado com a lei da ação e reação: ela sim é decisiva na sua felicidade...
[Leia outros Comentários de Flávia]
27/1/2008
22h41min
Claro que sim! Eu mesmo sou solteiro e uma namorada não me faz falta alguma... Esse negócio de alma gêmea é bobagem, coisa de novela das oito. Respeito as opiniões dos românticos, mas ser feliz sozinho é 100% possível.
[Leia outros Comentários de Leandro Lúcio]
24/2/2008
20h58min
Esses idiotas, que apregoam aos quatro cantos que a felicidade na solidão é impossível, só fazem potencializar o sofrimento dos rejeitados e solitários fracos de espírito. Imagine como devem se sentir as mulheres muito feias e as pessoas deformadas quando ouvem tal proposição. É equivalente a dizer que a pessoa nunca será feliz!! É preciso rejeitar e repudiar toda essa "filosofia de novela" que torna as pessoas tolas, fracas, fracassadas e infelizes. O sujeito que acha que sua bondade será recompensada, que um dia encontrará sua alma gêmea, que amor e paixão devem caminhar juntos, que o coração deve se sobrepor a razão, que o homem "bonzinho", "carinhoso" e "romântico" é o preferido... viverá uma vida de decepção e amargura, já que suas concepções sempre serão refutadas pela realidade. Deixemos os poetas românticos de lado, vivemos num mundo real e não ideal.
[Leia outros Comentários de Leonardo Neto]
2/3/2008
17h22min
Achei o texto muito bom, porém muito pessoal. A minha opinião é a seguinte: viver só é relativo. Ninguém vive só! Quando Tom Jobim indaga que é impossivel ser feliz sozinho não é exatamente viver um relacionamento de casamento. Você, como diz o texto, convive com vizinhos, funcionários de banco, açogueiro, amigos, pai, mãe. Será que vivemos totalmente sós? Não. Na realidade, podemos não optar pelo casamento, mas só estaremos sós quando morrermos! Pense nisso.
[Leia outros Comentários de Sergio Aurelio]
4/4/2008
09h57min
Conforme Sérgio, acho que a solidão é relativa. Mas, sim, é possível ser feliz "sozinho"! Identificação total com o texto, e me faz lembrar daquela poesia de Drummond: "Por muito tempo achei que a ausência é falta, e lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, tão branca, tão pegada, aconchegada em meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres. Porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim..."
[Leia outros Comentários de Nádia]
22/8/2008
13h10min
Nossa, que texto maravilhoso, concordo em gênero, número e grau... Com certeza, acredito, pois fiz a opção de viver sozinha... Já passei pela fase de casar e confesso não me adaptei: era muito mais triste e deprimida do que agora, que estou somente eu e minha filha.
[Leia outros Comentários de Laura]
24/3/2009
20h25min
Não somente o fato de viver só... mas devemos lembrar também o que a sociedade nos impõe... sucesso financeiro!!! Isso é o pior de tudo!!!
[Leia outros Comentários de Alberto Pinho]
26/5/2009
13h15min
Ótimo texto, parabéns. Minha opinião: concordo com você, hoje em dia a sociedade segue o que é visto na mídia, dificilmente alguém segue suas escolhas sem sofrer, nem que seja um pouquinho por influência dela. Mas é como eu digo: não ligue para o que os outros dizem, seja você mesmo; nós nunca estaremos sozinhos, temos amigos, vizinhos etc. Se você não quer "ficar", namorar, casar, isso foi sua escolha de vida: se você escolheu ser solteiro, é problema seu, o importante é ser feliz...
[Leia outros Comentários de Jordel]
13/7/2009
10h40min
Me entristece muito mais o fato de ter pessoas apontando para mim e dizendo que não sou feliz, que sou mal amado etc. etc. etc., que o próprio fato de ser sozinho. Parabéns pelo texto!
[Leia outros Comentários de Marcos Roberto]
21/7/2009
22h58min
Acho que preciso passar por uma fase assim... Talvez não uma fase de solidão, mas uma fase na qual eu me valorize mais, e os outros eu deixo um pouco de lado! ADOREI esse texto!!!
[Leia outros Comentários de Fran]
29/9/2010
18h08min
Isso aí: também concordo em número, gênero e grau com o colunista. E vou além: o romantismo, que leva as pessoas a terem que estar constantemente "apaixonadas", é uma das maiores desgraças principalmente em países latino-americanos como o nosso. É por culpa do romantismo, gerador de paixões desenfreadas e do consequente exacerbado ciúme, que dezenas -- talvez centenas -- de mulheres morrem por ano assassinadas por parceiros enlouquecidos; que cresce o índice de alcoolismo e consumo de drogas em geral e que, entre outras coisas, nosso povo fica cada vez mais alienado mentalmente e não consegue dar atenção aos reais problemas sóciopolíticoeconômicos que assolam o País. Aliás, já pensei em escrever um artigo desancando de vez esse tal "romantismo", que gera, também, canções idiotizantes como as atuais baladas sertanejas e outras besteiras piegas do chamado "cancioneiro popular", as quais tentam nos empurrar diuturnamente pelos ouvidos, numa verdadeira lavagem cerebral. Urgh
[Leia outros Comentários de Evaldo Nascimento]
20/11/2010
21h34min
Prefiro viver feliz sozinho do que triste e acompanhado, embora, como dizia o Tom, triste é viver na solidão, na dor cruel de uma paixão... Triste é saber que ninguém pode viver de ilusão, que nunca vai ser, nunca vai dar num sonhador, tem que acordar...
[Leia outros Comentários de Roberto]
13/2/2011
23h39min
Adorei o texto, o autor está de parabéns. Estou cansada de ser cobrada por todos os lados, pelo fato de ser sozinha. Afinal ninguém é completamente só, há diversos tipos de relações e não só a sexual ou romântica. Felicidade? Felicidade são momentos bons, agradáveis, de saúde, sucesso, de alegria, isso é felicidade. Temos mesmo que parar de absorver a filosofia de músicas e novelas, de frases feitas e batidas; precisamos sentir e refletir nossas escolhas e nossa situação. Eu sou feliz e tenho amigos.
[Leia outros Comentários de Silvia Tiago]
3/7/2011
18h02min
Tambem vivo sozinha em minha casa, longe de familiares. Ainda estou aprendendo a viver assim, às vezes me sinto em êxtase, devido a tal oportunidade, e em outras ocasioes sinto um vazio muito grande... Daí recorro a comentários que abram minha visão e aceito melhor essa forma de vida. Obrigada! Ajudaram muito!
[Leia outros Comentários de Dora]
30/12/2012
00h17min
FOI SO UMA "LICENÇA POETICA" DO TOM. QUANDO ELE DISSE ISSO TALVEZ QUIZESSE DIZER TABEM QUE É POSSIVEL SER INFELIZ ARRODEADO...
[Leia outros Comentários de gilson macedo dias]
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