Digestivo nº 204 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
84924 visitas/dia
1,7 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Espetáculo teatral “Odila” chega ao interior de Caxias do Sul
>>> Empresário caxiense que instalou complexo de energia em aldeia indígena no Acre lança documentário
>>> Fernanda Porto lança música e videoclipe em homenagem a Gal Costa
>>> 75% dos líderes de marketing veem a IA generativa como ferramenta criativa essencial
>>> Printed Editions Online Print Fair
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Olimpíada de Matemática com a Catarina
>>> Mas sem só trapaças: sobre Sequências
>>> Insônia e lantanas na estreia de Rafael Martins
>>> Poesia sem oficina, O Guru, de André Luiz Pinto
>>> Ultratumba
>>> The Player at Paramount Pictures
>>> Do chão não passa
>>> Nasce uma grande pintora: Glória Nogueira
>>> A pintura admirável de Glória Nogueira
>>> Charges e bastidores do Roda Viva
Colunistas
Últimos Posts
>>> Como enriquecer, segundo @naval (2019)
>>> Walter Isaacson sobre Elon Musk (2023)
>>> Uma história da Salon, da Slate e da Wired (2014)
>>> Uma história do Stratechery (2022)
>>> Uma história da Nvidia (2023)
>>> Daniel Mazini, country manager da Amazon no Brasil
>>> Paulo Guedes fala pela primeira vez (2023)
>>> Eric Santos sobre Lean Startup (2011)
>>> Ira! no Perdidos na Noite (1988)
>>> Legião Urbana no Perdidos na Noite (1988)
Últimos Posts
>>> CHUVA
>>> DECISÃO
>>> AMULETO
>>> Oppenheimer: política, dever e culpa
>>> Geraldo Boi
>>> Dê tempo ao tempo
>>> Olá, professor Lúcio Flávio Pinto
>>> Jazz: 10 músicas para começar II
>>> Não esqueci de nada
>>> Júlia
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Dostoiévski era um observador da alma humana
>>> Leitura, curadoria e imbecilização
>>> Frank Miller vem aí, o bicho vai pegar
>>> A propósito de Chapolin e Chaves
>>> Bob Fosse, o gênio
>>> 70 anos de Caetano Veloso
>>> Eu sou a favor do impeachment, mas eu acho triste
>>> A Crítica de Teatro
>>> Se a literatura subisse o morro...
>>> Por que o Lula Inflado incomoda tanto
Mais Recentes
>>> Juizados Especiais Federais Cíveis de Guilherme Bollorini Pereira pela Lumen Juris (2006)
>>> Veja Como Se Faz - 500 Coisas Que Você Saber de Derek Fagerstrom; Lauren Smith pela Sextante (2009)
>>> Temas de Responsabilidade Médica na Anestesiologia de Não Identificado pela Conselho Federal da Medicina (2016)
>>> Administração Estratégica de Samuel C. Certo; J. Paul Peter pela Pearson Education (1993)
>>> Temas de Psicologia de José Bleger pela Martins Fontes (1980)
>>> Horripilantes Contos de Fadas de Michael Coleman pela Cia das Letras (2006)
>>> Feliz Ano Velho de Marcelo Rubens Paiva pela Objetiva (2006)
>>> Shooting Stars (audio Cd Included) de Polly Sweetnam pela Macmillan Education (2010)
>>> 60 Dias Comigo 3ªed de Pierre Dukan; Ana Adao pela Best Seller (2015)
>>> Projeto Eco - Arte e Voce - 7º Ano de José Aguiar; Fernanda Baukat pela Positivo Didáticos (2011)
>>> 10 Years Younger de Nicky Hambleton-jones pela Desconhecida
>>> Quem Jogou esse Lixo Aqui? de Cristiane Maria Lenzi pela Fráter (2016)
>>> Uma Vida Em Segredo de Autran Dourado pela Coquetel (2003)
>>> Cálculo um Curso Moderno e Suas Aplicações 1 de Laurence D Hoffmann pela Ltc (1996)
>>> Fogo Morto 44ª Edição de José Lins Rego pela Jose Olympio (1995)
>>> Matemática de Ronald Oliveira Manno pela Forum (1970)
>>> Vida Longa Com Qualidade II de Antero Coelho Neto pela Abc (2006)
>>> Fundações, Associações e Entidades de Interesse Social de José Eduardo Sabo Paes pela Brasilia Jurídica (2006)
>>> A Igreja da Misericórdia de Papa Francisco pela Paralela (2014)
>>> Construindo Valores - 7º Ano de Alvaro Modernell pela Mais Ativos (2015)
>>> Literatura Em Contexto - Arte Literaria Luso-brasileira de Clenir Bellezi de Oliveira pela Ftd (2011)
>>> Gente Nova no Pedaço de Dênio Maués pela Escala Educacional (2006)
>>> Ignez e Pedro de Caio Ramacciotti pela Geem (2013)
>>> Convivendo com Seu Sexo (3 a 7 anos) de Hália P Souza pela Paulinas (1998)
>>> Hegel de Raymond Plant pela Unesp (2000)
DIGESTIVOS

Quarta-feira, 8/12/2004
Digestivo nº 204
Julio Daio Borges
+ de 3000 Acessos




Imprensa >>> Tudo é tudo e nada é nada
O que aconteceu com o mercado editorial brasileiro? De frente para a banca de revistas, cada vez menos coisa parece comprável. Muito pouco merece um minuto de consideração. Quase nada vale o preço de capa. Informação. Continua cada vez mais abundante, e de graça. Exemplo: o novo CD da maior banda de rock do planeta não pode ser “baixado” e/ou pirateado? Pois está disponível, inteiro, no site do semanário inglês New Music Express. Depois de uma primeira audição, desanimadora, quantos mais ainda vão comprar (o original)? 50%, 25%, 10%? Jornalismo. Ninguém faz mais. Jornalismo de celebridades? Jornalismo de “as melhores compras”? Jornalismo de revista de marca? Mil perdões (aos envolvidos) mas isso não é jornalismo. O jornalismo de verdade não está na mídia. O jornalismo de verdade, descomprometido, não tem patrocínio. O jornalismo parece extinto. Serviços. Ainda sobrevivem. Cada vez mais superficiais e específicos, a moda agora é bombardear os vestibulandos – com guias disso, guias daquilo. Muita gente acredita que a imprensa caminha para um misto entre a auto-ajuda e o utilitarismo. Mas não é essa a sua função. Para isso, existem médicos, enciclopédias (modo de falar) e até a internet. Ninguém vai pagar por um manual. Leitores. Estão em toda parte e em nenhum lugar. Todo mundo é potencial leitor de tudo hoje em dia, mas as estatísticas, as pesquisas, as sondagens não tem cara. Ninguém sabe quem está por trás daqueles números... O mercado editorial brasileiro. Se continuar do jeito que está, vai se deteriorar. Os jornais, talvez, consigam sobrar. E os semanários. (Alguém sempre vai assinar algum.) Agora, os títulos de variedades... Se forem encontrados no meio da banca de jornal, não conseguirão – como aquelas capas – comunicar nada. Se forem comprados, de tão superficiais, vão frustrar. Se forem sustentados – artificialmente, é óbvio –, vão resistir até o boom passar. Depois, tchau. Ou será que eles pensam que conseguem enganar todo mundo o tempo todo? [Comente esta Nota]
>>> New Music Express
 



Música >>> História de uma gata
Embora estejamos todos nos anos 2000, Vanessa da Mata é uma estrela típica da indústria fonográfica do final do século XX: preocupada com uma produção impecável, combinada com um marketing avassalador; excessivamente ocupada com a própria imagem, estudando cada aparição, cada gesto, cada fala...; tutorada por grandes nomes da realização artística contemporânea (ontem, Nelson Motta; hoje, Liminha). Todas as apostas então apontam no sentido de transformar a mato-grossense numa nova Marisa Monte. Esse quadro e essa desconfiança já seriam suficientes para descartá-la como artista – a não ser por um simples motivo: ela, ainda que fria e “montada”, é talentosa. E a prova está em seu novo álbum de estúdio: Essa boneca tem manual. Logo na segunda faixa, ela mostra que é boa intérprete, na correta gravação de “Eu sou neguinha?” (de Caetano). E logo na quinta faixa, a que dá título ao disco, ela mostra que pode ser igualmente boa compositora. A atual guinada mais pop, e menos MPB, nesse CD talvez soe mais como uma estratégia mercadológica para fazê-la emplacar, mas, no seu caso, caiu como uma luva. A diluição dos violões e da percussão provavelmente não seja mesmo tão condenável, e uma menor pretensão, musical, naturalmente casa com alguém que se assume, assim, tão... comercial. Essa boneca tem manual promove uma sessão de audição lúdica, prazerosa – sem querer reinventar o “cancioneiro” ou os ritmos brasileiros. Vanessa, mesmo que quisesse, não teria maturidade para tal – ela é nova –, mas a aceitação desse fato já a torna simpática, aos olhos (e ouvidos) daqueles que andam cansados das eternas gerações de “cantoras” nacionais... Se ela vai acabar, futuramente, em “tribalismo” infantil ou num autismo destrutivo (de quem perdeu o fio da meada em matéria de repertório) não há como adivinhar. Se ela vai “evoluir” para novos desafios “adultos”, tampouco. O lado bom e o lado ruim de Essa boneca tem manual é que o CD não permite extrapolações espaço-temporais – algo que pode torná-lo um álbum sábio, porém, ao mesmo tempo, tolo. [Comente esta Nota]
>>> Vanessa da Mata: Site | Entrevista
 



Cinema >>> Lonely ranger
No material de divulgação enviado à imprensa, salta aos olhos que a maior preocupação de David Mamet, ao conceber Spartan, tenha sido conferir o máximo realismo às rotinas de preparação e de trabalho dos homens e mulheres envolvidos no serviço secreto norte-americano. Antes de começar o filme, a impressão que se tem é a de que vamos estar diante de grandes revelações. E, de fato, as exigências parecem maiores do que aquelas do exército comum (pelo menos, em tela grande) e os procedimentos, para além do lícito, dão a ilusão de que, por exemplo, a CIA e o FBI têm poderes de vida e de morte sobre qualquer pessoa (mesmo que ela seja, vá lá, o presidente dos Estados Unidos). Ao sair, porém, ficamos nos perguntando se o longa não quis parecer gratuitamente agressivo apenas pela necessidade quase natural que temos de procurar mais e mais violência em widescreen (caso contrário, o filme nem mereceria registro). É um ciclo vicioso e, embora Spartan se prenda a essa obrigatoriedade, digamos, espartana, acaba tendo também outras qualidades. Uma delas é ressuscitar Val Kilmer que, de acordo com a última notícia que tivemos, andava isolado numa fazenda cuidando da família. (Lembremos que ele foi particularmente importante, nos anos 90, por reencarnar Jim Morrison e por encarar subseqüentes bobagens interessantes como o remake de Tombstone (1993) – em que, tuberculoso, gastava até seu latim invulgar.) Kilmer, para Mamet, é um “soldado” incumbido de descobrir o paradeiro da filha de um senador poderoso (pós-eleição). A garota, uma desajustada total, entra para uma rede de prostituição e acaba despachada para os Emirados Árabes. O Governo Americano, para evitar complicações na vida do senador, inventa que a menina se afogou em alto mar no barco de um professor – e o país descansa em paz. Kilmer, obviamente instado, não aceita essa versão dos fatos e passa a investigar por conta própria. Mamet parece querer concluir, de forma niilista – como tantos outros diretores que chafurdaram nos arquivos “oficiais” –, que todas as tentativas individuais de reverter o curso da História são: ou muito arriscadas; ou um total desperdício. O filme termina com a mesma frieza com que começou: atirando a moral pela janela (pois só os “fracos”, hoje, podem ter algum tipo de escrúpulo). Bem, talvez não seja tão profundo quanto parece; e talvez preencha, apenas, a nossa ânsia por violência estilizada – mas continua sendo um David Mamet, e isso, em geral, basta. [Comente esta Nota]
>>> Spartan | David Mamet (entrevista)
 
>>> EVENTOS QUE O DIGESTIVO RECOMENDA



>>> Palestras
* Viver bem com qualidade - Antonio Sproesser
(Ter., 7/12, 19h30., VL)
* The New CIO Leader - Ellen Kitzis
(Qui., 9/12, 19h30., VL)

>>> Noites de Autógrafos
* Constituição e estado de excessão permanente - Gilberto Bercovici
(Seg., 6/12, 18h30, CN)
* Política em Pedaços ou Política em Bits - Gustavo Steinberg
(Seg., 6/12, 18h30, VL)
* As capas da Copa - Orlando Duarte e Fabio Amaro
(Seg., 6/12, 19hrs., CN)
* Salvador 360º - Rogério Randolph e Luiz Cláudio Lacerda
(Ter., 7/12, 19hrs., CN)
* A oferta de Afrodite - Eugênio Benito Júnior
(Qua., 8/12, 18h30, VL)
* Super Empty - José Carlos Lollo e Luciana Pessanha
(Qua., 8/12, 18h30, CN)

>>> Shows
* Música das Nações - Duo Muner/Martelli
(Seg., 6/12, 20hrs., VL)
* Bessie Smith - Traditional Jazz Band
(Sex., 10/12, 20hrs., VL)
* Espaço Aberto - Francisco Araújo
(Dom., 12/12, 18hrs., VL)

* Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (VL): Av. Nações Unidas, nº 4777
** Livraria Cultura Conjunto Nacional (CN): Av. Paulista, nº 2073
*** a Livraria Cultura é parceira do Digestivo Cultural

 
Julio Daio Borges
Editor
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Monteiro Lobato Livro a Livro - Obra Infantil
Marisa Lajolo; João Luís Ceccantini (Org.)
Unesp
(2008)



Espártaco
Howard Fast
Abril Cultural
(1981)



Introdução à Filosofia uma Perspectiva Cristã
Norman L. Geisler; Paul D. Feinberg
Vida Nova
(1996)



Disturbios Psicologicos na Infancia
Alan o Ross
Mcgrawhill
(1979)



Circo Mirandus
Cassie Beasley
Agir
(2016)



Demons de La Cour de Rohan
Rene-victor Pilhes
Albin Michel
(1987)



O Diário de Edith
Patricia Highsmith
Siciliano
(1995)



O Estado das Relações Com Investidores no Brasil
Instituto Brasileiro de Relações Com Investidores
Ibri
(2008)



Fábulas - Guerra - Volume 11
Bill Willingham e Outros
Panini
(2012)



Suplemento Literário 1282
Angela Vaz Leão; Mary Woodbyry; Rita Espeschit; Rina Bogliolo; Cao Guimarães; Vera Casa Nova
Iomg
(2005)





busca | avançada
84924 visitas/dia
1,7 milhão/mês