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Quarta-feira, 30/3/2011
Digestivo nº 477
Julio Daio Borges

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Internet >>> E a internet está, de novo, mudando o mundo... no Egito, na Líbia...
Para quem ainda duvida do papel que as chamadas mídias sociais desempenharam, ultimamente, no Egito, e, mais recentemente, na Líbia, deveria ler apenas o prólogo de O Efeito Facebook, de David Kirkpatrick, pela editora Intrínseca. Em breves páginas, Kirkpatrick explica como uma singela comunidade no site de Mark Zuckerberg, que se dizia cansada das FARC, redundou em passeatas históricas, na Colômbia, e na posterior soltura de reféns como Íngrid Betancourt, num gesto inédito dos terroristas para com o povo. A imprensa tem dificuldade em aceitar que exista uma ferramenta mais eficiente — que ela própria — ao discutir os interesses das pessoas, arregimentar multidões e, como no caso desses países, transformar efetivamente a sociedade. O que os impressos, o rádio e a televisão sustentaram por décadas, a internet conseguiu derrubar em poucos anos. Basta lembrar que os jornais têm séculos e o Facebook... menos de dez anos. A internet representa melhor os interesses de todos. Para se manifestar na imprensa, é preciso se submeter a uma casta (hoje, uma burocracia): os jornalistas. Para se manifestar na internet... é virtualmente mais difícil não se manifestar! Aproveitando a interligação, sem precedentes, que redes como o Facebook proporcionam, questões são levantadas em segundos e movimentos se formam, eletronicamente, em instantes. Nos jornais, um protesto ficaria, no máximo, relegado à "seção de cartas". Os jornalistas não são mais os juízes supremos do que interessa à opinião pública, e esse fato produz um incômodo profundo. Ninguém mais lê os jornais para saber o que pensar, uma vez que a ação está no Twitter, e, nesses países, nas ruas! Quem tentou ler a cobertura pífia da nossa imprensa, constatou que alguns segundos de Al Jazeera, na internet, transmitiam muito mais informação do que páginas e páginas de press-releases (de anteontem) traduzidos das agências de notícias. Nossos jornalistas monoglotas acreditam que a nossa imprensa está fazendo seu trabalho, mas qualquer pessoa que conheça os rudimentos do inglês consegue perceber que ficamos a anos-luz dos acontecimentos... Fora que existe um princípio de subversão, inerente à rede, que não combina mais com o paternalismo de regimes ditatoriais, nem de editores da velha mídia. Do mesmo jeito que povos não querem mais ser dirigidos por tiranos, cidadãos querem ter acesso irrestrito ao conhecimento, não aceitam mais filtros, nem, muito menos, uma casta de verdadeiros burocratas da informação. O sucesso de iniciativas como o WikiLeaks comprova: os antigos meios de comunicação perderam sua função de fiscalizar o poder; só resta aos cidadãos interferir diretamente no processo, através da internet, mudando o estado de coisas. A imprensa morreu, como sempre. E a internet renasceu, mais uma vez. [2 Comentário(s)]
>>> AJE
 



Além do Mais >>> Hitler, de Ian Kershaw, pela Companhia das Letras
O século XX não ficou indiferente a Hitler e é uma ilusão achar que o século XXI ficará. Hitler, os nazistas e a Alemanha, em menor escala, mudaram a paisagem europeia, quase destruíram a nossa civilização e redefiniram a política, a sociedade e a cultura. Se os anos 50 foram amargos e conservadores ao extremo, redundando em rock'n'roll, nos hippies, na subversão e no "poder jovem", tudo isso aconteceu porque houve um Segunda Guerra Mundial e um gênio do mal que a provocou, amparado por um partido e, vamos admitir, por um povo. Nosso temor de uma Terceira Guerra, nosso medo das armas atômicas, nossa prevenção contra radicalismos (não só religiosos) são herança de uma época que não vivemos, mas que ainda paira sobre nós, como um lembrete de que, se voltar, pode levar à extinção do gênero humano. Ler a vida de Hitler, portanto, não é um mero exercício fetichista, de puro sadismo ou de curiosidade mórbida: é um mergulho na nossa História, é um oportunidade de entender como aceitamos conclusões tão óbvias (agora) e, sobretudo, um alerta de que a tirania, a barbárie e o apocalipse podem estar, logo ali, ao lado. Hitler foi um gênio. Mas um gênio incômodo. E maligno. E terrivelmente perigoso. A ponto de seu biógrafo se posicionar o tempo todo, praticando raramente a isenção e, muitas vezes, desistindo de entender o homem. ("Que homem?") O Hitler, de Ian Kershaw, é narrado em ritmo de thriller. Suas origens familiares quase obscuras, sua juventude de dissipação em Viena, seu alistamento na Primeira Guerra, seu crescimento como orador, e doutrinador, sua ligação com o Partido, sua fase de agitador social, sua tentativa de golpe, sua prisão, sua libertação, seu livro e sua ascensão à chancelaria - sua carreira meteórica, enfim - são narrados epicamente, sem tempo para delongas. Os personagens coadjuvantes vêm e vão, e ficamos imaginando se na versão original da biografia, em dois volumes, estão os pormenores que faltaram neste volume único. O poder supremo, na Alemanha, claro, não foi suficiente para Hitler. Era preciso anexar a Áustria, subjugar a Tchecoslováquia, invadir a Polônia, humilhar a França... Até atacar a União Soviética, declarar guerra à Inglaterra, desafiar os Estados Unidos, perseguir, prender e, em última instância, exterminar milhões de judeus. Kershaw dedica capítulos inteiros à "questão", pois, além da violência do regime, de sua fome de poder (e da sua megalomania suicida), o ódio mortal aos judeus ainda sobressai, e consegue ser um dos aspectos mais monstruosos de Hitler. O ataque à democracia, à propriedade, seguido do ataque ao estado de direito e, finalmente, aos direitos humanos reduziram uma das civilizações mais admiráveis da Europa à barbárie mais condenável. Mesmo lendo o Hitler, de Kershaw, não conseguimos entender o que ocorreu. Essa tentativa é, contudo, o melhor que temos no momento... [Comente esta Nota]
>>> Hitler
 



Literatura >>> Correspondência Walter Benjamin e Gershom Scholem
Um contraponto à ascensão de Hitler, na recente biografia de Kershaw, é a Correspondência entre Walter Benjamin e Gershom Scholem, lançada pela editora Perspectiva, em 1993. Benjamin, já considerado um dos maiores escritores da língua alemã em sua época, vaga sem destino, pela Europa, naturalmente perseguido em sua condição de judeu. As cartas têm início em 1933 e se encerram em 1940, com o suicídio de Benjamin (que suportara, até então, estoicamente). Ainda que flerte com a possibilidade de tirar a própria vida desde a primeira missiva, é com sua saída da Alemanha que começam seus tormentos. Nota, já em 1933: "[a] simultaneidade quase matemática com que me devolveram manuscritos em todos os lugares possíveis, foram interrompidas todas as negociações em curso ou prestes a chegar a uma conclusão, e as minhas interpelações não obtiveram sequer resposta". Nem Max Brod, o homem que legara ao mundo a obra de Kafka, poderia ajudá-lo. Quase sem publicar seus escritos em periódicos ou sequer editá-los em livro, Benjamin reconhece já em 1934: "O mais elementar da existência tornou-se tão precário que não toco no assunto [dinheiro] sem necessidade; quanto àquilo que não é tão notório, sem por isso deixar de ser precário, a minha produção lhe dá uma ideia de vez em quando". Lembraria, com nostalgia, "[os] tempos em que comprar um livro era a coisa mais natural do mundo para mim". E, mesmo com a existência em frangalhos, seguiria produzindo: "Fico admirado de encontrar forças, que não sei de onde vêm, para iniciar outro [trabalho]". Numa mesma carta, de 1935, menciona o ensaio "A Obra de Arte na Época da Reprodutibilidade Técnica" (um título ainda provisório). E encerra, definitivo: "Com todas as minhas dificuldades, não sei quando irão esgotar minhas forças para resistir, pois só disponho do necessário, no máximo, para uns quinze dias por mês. A aquisição mais insignificante sempre depende de acontecer um milagre". Materialmente combalido, Benjamin sofreria cada vez mais abalos psicológicos: "O isolamento em que vivo, e às vezes trabalho, cria uma dependência anormal da receptividade que encontra aquilo que faço" (escreve em 1939). E conclui, finalmente, sobre o autor de A Metamorfose algo que poderia ser aplicado a si próprio: "Para fazer justiça à figura de Kafka em toda a sua pureza e peculiar beleza, não se pode perder de vista uma coisa: trata-se da pureza e da beleza de um fracassado. Poder-se-ia dizer que uma vez seguro do fracasso final, tudo deu certo para ele no caminho, como em sonho" (profetizava Benjamin em 1938)... Volta e meia, escrevinhadores tupiniquins redigem manifestos para tentar salvar a própria "literatura", querendo salvar, na verdade, a própria pele — sendo que a literatura, a grande literatura, padeceu de sofrimentos que eles nem conseguem imaginar... [Comente esta Nota]
>>> Correspondência
 



Cinema >>> O segredo de seus olhos, de Juan José Campanella, com Ricardo Darín
Ricardo Darín se converteu numa espécie de Chico Buarque do cinema portenho, arrancando suspiros, inclusive de fãs brasileiras, que revelam querer simplesmente ouvir sua voz, em blogs, depois de uma sessão de cinema, ou então que produzem interjeições, em microblogs, à simples menção de um seminu frontal. Brincadeiras à parte, Darín é um tremendo de um ator, como talvez o cinema brasileiro não tenha hoje (estamos falando, sim, do macho, branco, adulto). E nunca podemos esquecer que sua dobradinha com o diretor Juan José Campanella é responsável por grande parte da — senão por toda a — consagração. Quem esteve minimamente atento ao cinema argentino na última década, não deve ter se esquecido de O Filho da Noiva (2001) e Clube da Lua (2004). Por causa deles, Campanella foi parar no mainstream televisivo global e chegou a dirigir episódios dos concorridíssimos House e Law & Order. A sutileza de sua filmografia, aparentemente, não combina com o ritmo industrial de séries como as supracitadas. O que, possivelmente, deve ter provocado seu retorno, à Argentina, para rodar O segredo de seus olhos (2009). Darín é o fracassado típico, sensível, idealista, que as mulheres adoram, na teoria, e que tem uma vida, inicialmente, sem grandes emoções — quando resolve escrever um romance, depois de ter se aposentado. Para isso, recorre ao aconselhamento do quase amor de sua vida, Soledad Villamil, hoje uma juíza — quando a história efetivamente deslancha... Darín quer, com o livro, revolver um caso que investigou, no anos 70, e que permaneceu, até agora, sem plena solução. O longa, nesse ponto, se transforma num verdadeiro thriller, e somos, habilmente, arrastados por um crime bárbaro, seguido de morte, por um marido inconsolável, por um monstro que recebe indulto, da ditadura militar, por uma polícia corrupta, por uma justiça falha... Nesse labirinto, ainda há espaço para a bonita amizade entre Benjamin Espósito (Ricardo Darín) e Pablo Sandoval (o comediante Guillermo Francella); e, claro, para o romance, "platônico" de Darín com Irene Hastings, a personagem de Soledad Villamil. Com essa receita, O segredo de seus olhos levou o Oscar de melhor filme estrangeiro e vemos, na Wikipedia, a foto do elenco e do diretor, ironicamente, "comemorando" na Casa Rosada, ao lado de Cristina Kirchner. O longa conseguiu, ainda, ser o mais assistido da história do cinema argentino, desde Leonardo Favio, em 1975... E olhando para o lado de cá, na comparação, soa como piada que Lula, o Filho do Brasil tenha ido nos representar — ou tenha sido considerado — nessa mesma categoria da premiação. Enquanto os argentinos fazer sétima arte, flertamos com a nova classe média, sem sucesso, tentando, por tabela, enganar o mundo com uma peça de propaganda... [1 Comentário(s)]
>>> O segredo de seus olhos
 

 
Julio Daio Borges
Editor

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