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Sexta-feira, 26/3/2004
Pai, perdoai-os; eles não sabem o que fazem
Julio Daio Borges

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Digestivo nº 168 >>> Se o século XX foi da política, o século XXI aparentemente será – como tantos outros foram – da religião. Quando se pensa nos anos 2000, a primeira referência que vem à mente são os atentados ao World Trade Center e a inconseqüente “guerra santa” travada entre Oriente e Ocidente de várias formas (o conflito no Iraque e as recentes retaliações em Madri, por exemplo). O “choque de civilizações”, de Samuel Huntington, já é um fato. Nesse contexto se insere, portanto, “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Afinal, não se trata de um filme inocente: o seu diretor sabe muito bem onde quer chegar. “A Paixão”, primeiramente, se encaixa na pregação (de “combate aos infiéis”) do governo Bush, que não mencionou as “Cruzadas” à toa (na época em que proclamou sua “guerra ao Terror”). No longa, a mensagem é clara: quem estiver do lado do “bem”, vai se salvar; quem estiver do lado do “mal”, vai sucumbir sob chuvas e trovoadas, e sob os escombros (como aconteceu, em tela grande, ao tempo de Caifás). Em segundo lugar, o anti-semitismo é flagrante na fita (basta dizer que Jesus é preso, julgado e condenado, de acordo com Gibson, pelos judeus – e não pelos romanos). Nesse sentido, a resposta dos Estados Unidos ao “fundamentalismo islâmico” parece ser o “cristianismo ortodoxo”, que pede a volta da missa em latim e que ainda reza, durante a mesma missa, pela “conversão” dos judeus (hereges). Se isso não foi uma mensagem subliminar incitando à “jihad” ocidental, o que será? O flagelo humano está em moda no cinema (vide a onda de “realidade” que atinge até o Brasil), e Mel Gibson soube explorar, com precisão cirúrgica, a degradação física a que o filho de Deus foi submetido. Numa época de culto ao corpo, não poderia haver apelo mais forte. Resumindo: vamos mostrar quem são nossos “amigos” e quem são nossos “inimigos”, usando um argumento que é muito caro ao materialista contemporâneo: atacando a última morada do espírito, o corpo. O pior de toda essa história é que Jesus pregou a paz e – eu sei que está fora de mora – o amor. Se as intenções de Gibson são as de alimentar um confronto de proporções planetárias, ninguém foi tão infeliz na compreensão dos ensinamentos de Cristo.
>>> The Passion of The Christ
 
Julio Daio Borges
Editor

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