One-man show | Digestivo Cultural

busca | avançada
69457 visitas/dia
2,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Lançamento do livro 'Pesquisa e ensino de história na Amazônia'
>>> Maurício Limeira lança coronavídeo GUERRA
>>> Mostra de Teatro traz quatro peças para assistir on-line
>>> Festival Som na Faixa apresenta edição online com atrações da música instrumental
>>> Leituras Urbanas começa novo ciclo literário
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Cuba e O Direito de Amar (1)
>>> Aos nossos olhos (e aos de Ernesto)
>>> Carol Sanches, poesia na ratoeira do mundo
>>> O fim dos livros físicos?
>>> A sujeira embaixo do tapete
>>> Moro no Morumbi, mas voto em Moema
>>> É breve a rosa alvorada
>>> Alameda de água e lava
>>> Entrevista: o músico-compositor Livio Tragtenberg
>>> Cabelo, cabeleira
Colunistas
Últimos Posts
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
Últimos Posts
>>> Saudade do amanhã
>>> Cata-lata
>>> A busca
>>> O poder da história
>>> Caraminholas
>>> ETC. E TAL
>>> Acalanto para a alma
>>> Desde que o mundo é mundo
>>> O velho suborno
>>> Normal!
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Defesa dos Rótulos
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Mapa da sala de aula
>>> Gostar de homem
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> O chá do imperador
>>> Papa Francisco
>>> Pequena notável
Mais Recentes
>>> O pastor que Deus usa de Eugene H. Peterson pela Textus (2003)
>>> As Idéias da Álgebra de Arthur F. Coxford, Albert P. Shulte pela Atual (1995)
>>> Buso Renkin volume 2 de Nobuhiro Watsuki pela Jbc Mangás (2003)
>>> Caminhos da Justiça de John Grisham pela Rocco (2010)
>>> Fullmetal Alchemist volume 28 de Hiromu Arakawa pela Jbc Mangás (2006)
>>> Fullmetal Alchemist volume 27 de Hiromu Arakawa pela Jbc Mangás (2006)
>>> Fullmetal Alchemist volume 5 de Hiromu Arakawa pela Jbc Mangás (2002)
>>> Da reforma protestante á pentecostalidade da igreja de Bernardo Campos pela Sinodal (2002)
>>> Vampire Kisses Laços de sangue de Ellen Schreiber e Rem pela Tokyo Pop (2008)
>>> De Repente nas Profundezas do Bosque de Amóz Oz pela Seguinte (2007)
>>> Onegai Twins volume 2 de Please1 e Akikan pela Jbc Mangás (2008)
>>> Nana volume 2 de Ai Yazawa pela Jbc Mangás (2008)
>>> Regras de Cortesia de Amor Towles pela Rocco (2012)
>>> Paradise kiss volume 2 de Ai Yazawa pela Conrad (2007)
>>> Comentário de Romanos versículos por versículo de C. E. B Granfield pela Vida Nova (2005)
>>> Omega complex volume 3 de Shonen Izu pela Astral comics (2014)
>>> Tenho Tenge volume 1 de Oh Great pela Jbc Mangás (2009)
>>> Ainda Sou Eu de Jojo Moyes pela Intrínseca (2018)
>>> A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak pela Intrínseca (2007)
>>> Estruturas de Dados e Algoritmo em Java de Michael T. Goodrich e Roberto Tamassia pela Bookman (2001)
>>> Pablo Escobar: Meu Pai - As Histórias que Não Deveríamos Saber de Juan Pablo Escobar pela Planeta do Brasil (2015)
>>> Dom Hélder Câmara: Entre o Poder e a Profecia de Nelson Piletti; Walter Praxedes pela Ática (1997)
>>> O Andarilho das Estrelas de Jack London pela do Conhecimento (2004)
>>> Kill la Kill volume 3 de Ryo Akizuki e Trigger/ Kazuki Nakashima pela Jbc Mangás (2015)
>>> O Homem que Comeu de tudo de Jeffrey Steingarten pela Companhia das Letras (2000)
>>> A Costureira de Dachau de Mary Chamberlain pela Agir (2015)
>>> Doos Of Chaos volume 1 de Ryoko Mitsuki pela Tokyo Pop (2008)
>>> Kanpai volume 1 de Maki Murakami pela New pop (2008)
>>> Aprender Depois dos 50 de Ivonne Assunta Cortelletti; Miriam Bonho Casara; Isabel Aurora Marrachinho Toni pela Educs (2007)
>>> Bleach volume 7 de Tite Kubo pela Panini comics (2007)
>>> À Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón pela Suma de Letras (2017)
>>> A Bolsa Amarela de Lygia Bojunga pela Casa Lygia Bojunga (2003)
>>> Naruto volume 18 de Masashi Kishimoto pela Panini comics (2008)
>>> Senhor Gelado e Outras Histórias de Igor Natusch pela Zouk (2016)
>>> Hunter x Hunter VOLUME 14 de Yoshihiro Togashi pela Jbc Mangás (2009)
>>> The lost Canvas Os Cavaleiros do Zodíaco a Saga de Hades volume 11 de Masami Kurumada e Shiori Teshirogi pela Jbc Mangás (2008)
>>> Death Note volume 3 de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2004)
>>> Death Note volume 2 de Tsuneo Takano e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2004)
>>> Death Note volume 1 de Tsuneo Takano e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2004)
>>> O estrangeiro de Albert Camus pela Record (2004)
>>> O governo Kubitschek de Maria Victoria de Mesquita Benevides pela Paz e Terra (1975)
>>> Fairy Tail volume 1 de Hird Nahima pela Jbc Mangás (2010)
>>> Death Note volume 7 de Tsuneo Takano e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2007)
>>> Mistério Magazine(16=17=18=19=20) de Ellery Queen pela Globo (1950)
>>> Death Note volume 6 de Tsuneo Takano e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2007)
>>> Death Note volume 4 de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata pela Jbc Mangás (2007)
>>> Mamãe & Eu & Mamãe de Maya Angelou pela Rosa dos Tempos (2018)
>>> Mistério Magazine(7=8=9=10=11=12=13) de Ellery Queen pela Globo (1977)
>>> Poemas Coronários de Cyro dos Anjos pela Globo (2009)
>>> Hunter x Hunter de Yoshihiro Togashi pela Jbc Mangás (2009)
BLOG >>> Posts

Quarta-feira, 8/6/2005
One-man show

+ de 1300 Acessos

[Como você avalia a crítica musical da atualidade?] A falta de uma publicação forte, de penetração nacional entre os mais diferentes fãs de estilos musicais, a extrema segmentação das publicações e a facilidade tecnológica com que qualquer um pode montar um blog ou um site ajudam a criar essa dispersão atual. A internet criou a ilusão de que todos podem ser críticos, graças ao MP3, que permite conhecimento rápido das novas tendências, e à praticidade com que se pode publicar uma opinião. E, por isso, talvez o último nome da crítica musical, como a conhecemos, seja Lúcio Ribeiro, que em sua coluna atualiza a função de garimpagens de bandas novas que começou nos anos 80. Lúcio é sincero e realmente gosta do que recomenda. Mas não deixa de incorporar e inspirar o jornalismo hiperlativo dos blogs. Se por um lado todos acreditam que têm direito a criticar e opinar, seja na imprensa como blogueiro ou num blog como jornalista, a crítica cultural se reduz a encontrar novidades ou tendências. Por outro lado, o efeito colateral dessa explosão de opiniões faz com que nenhuma opinião seja realmente relevante. Há consensos brutais que tornaram a função do crítico supérflua. Ele só tem que concordar com o que todos dizem. Lembrando que há o bloco dos contras, que devem discordar dos consensos porque é a única forma de se destacar da manada. Mas, na verdade, a crítica tinha que crescer. Deixar os blogs para os meninos e levar o jornalismo cultural para uma fase adulta, em que se torne jornalismo investigativo ou antropologia cultural.

* * *

[Você foi um dos primeiros jornalistas a lançar uma revista solo de música, a Vírus, que circulou a partir da segunda metade da década de 90. Ela durou algum tempo e acabou. O que aconteceu? Qual foi a lição tirada dessa experiência?] A Vírus tentou ser uma alternativa à Bizz/Showbizz, apresentando com destaque artistas que não tinham espaço na imprensa mainstream. Era uma aposta ousada, típica de críticos de rock. Foi uma aventura passional, que rendeu muitas brigas e custou dinheiro. Era para ser bimestral, mas com sorte saía a cada três meses. Mesmo assim virou cult. Tinha lá mil indivíduos que compravam a revista sempre que ela saía. Como laboratório de experiências, foi privilegiada. Até distribuição banca-a-banca foi tentada, num esquema de carro e perna mesmo. Deu uma bela canseira, mas provou um ponto: que a distribuição nacional não funciona para pequenas editoras. A revista em que tentamos o corpo-a-corpo foi a que mais vendeu. Quando falo "nós", refiro-me também a Jeferson de Sousa, meu sócio na Vírus. Outro problema é que a Vírus era realizada como projeto paralelo. De dia, tínhamos as nossas carreiras de jornalistas, que pagava as contas, e virávamos a madrugada trabalhando na revista. Isso provocou diversos atrasos. Esta foi outra lição: é preciso dedicação total num projeto impresso. A Vírus nunca deu lucro, nem empatou suas contas. O único dinheiro que entrava mesmo era os das grandes gravadoras. Nenhuma gravadora independente investiu um centavo na Vírus, mesmo concentrando o espaço no alternativo. Foi quando tentamos colocar na capa um artista nacional que estava em alta na época, os Virgulóides, para tentar viabilizar o projeto. Os leitores fiéis ficaram revoltados, apesar do tratamento crítico dado à reportagem - Ricardo Alexandre, que depois criou a Frente, escreveu, a nosso pedido, um texto desancando a banda. Isto, claro, não ajudou a conquistar os fãs dos Virgulóides. Fizemos uma última tentativa: uma revista com capa dupla - de um lado, Planet Hemp, na época da prisão em Brasília, com aposta na reportagem investigativa, e do outro o Blur, no que pode ter sido sua única capa no Brasil. Dobramos a tiragem e prendemos a respiração para ver no que ia dar. Deu em mais de U$ 4 mil de dívidas que inviabilizaram a continuação do projeto.

* * *

[Fale um pouco mais da (sua) revista (atual) Pipoca Moderna.] Pipoca Moderna combina o velho idealismo com uma visão mais amadurecida do mercado. Tem uma tiragem de 30 mil exemplares. É gratuita, portanto tirou do leitor a função de sustentá-la. Quem a sustenta são anúncios - de distribuidoras de DVD, sim, de gravadoras, pizzarias, livrarias, de quem anunciar. Sua ambição não é a de informar um grupo seleto de pessoas, mas de chegar ao maior número possível de leitores. O alcance deve ser amplo porque o público de DVD é amplo. Nem por isso é um produto pobre. Creio que tem ótima qualidade editorial, artística e gráfica. O fato de não tratar diretamente de cinema, mas de DVD, permite que fale aos fãs, e não aos demais críticos. A idéia associada à imagem da Pipoca é essa: diversão. Por esse conceito, Indiana Jones é a coleção mais aguardada do ano, e não a caixa de, digamos, Fellini. É possível fazer uma crítica de cinema com estilo pop, embora não se veja isso sendo feito cotidianamente. Talvez porque, do mesmo modo que na música pop, os consensos da crítica de cinema também são brutais. É pior ainda, pois o cinema tem o status de arte que o rock não tem, e sua seleção de especialistas oficiais não muda na grande imprensa há várias décadas. Assim, seus consensos atravessam gerações.

Marcel Plasse, da Pipoca Moderna, em entrevista perdida a Rodney Brocanelli, no Observatorio da Imprensa (aqui e aqui).


Postado por Julio Daio Borges
Em 8/6/2005 às 08h04


Mais Julio Daio Borges no Blog
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ON TRACK 2
ANGELA LLANAS LIBBY MARCELO
MACMILLAN
(2012)
R$ 9,90



TABELIONATO DE NOTAS - A ASCENSÃO JURÍDICA
N/D
NÃO INFORMADA
(2010)
R$ 40,90



PROJETO DOWN - ADOLESCÊNCIA E SEXUALIDADE
AURENI MARTINS BENATTI E OUTROS
PROJETO DOWN
(1994)
R$ 5,00



MISTICA E ESPIRITUALIDADE
LEONARDO BOFF; BETTO
VOZES
(2010)
R$ 35,90



EM LOUVOR DO NEPOTISMO: UMA HISTÓRIA NATURAL
ADAM BELLOW
GIRAFA
(2006)
R$ 9,90



ALICE NO FUNDO DO ESPELHO
LEWIS CARROLL
DO BRASIL
R$ 6,90



THE SPIRIT OF CHEMISTRY AN INTRODUCTION TO CHEMISTRY FOR STUDENTS O...
ALEXANDER FINDLAY
LONGMANS
(1934)
R$ 52,53



TÁ SE ACHANDO GAROTA?
J. M. VERÍSSIMO
DO AUTOR
(2013)
R$ 6,50



BUSCAI AS COISAS DO ALTO
PE. LÉO
CANÇÃO NOVA
(2006)
R$ 10,00



CATALOG OF MUSIC: 1974 DISTINGUISHED EDITIONS
INTERNATIONAL MUSIC COMPANY
511 FIFTH AVENUE (NEW YORK)
(1974)
R$ 19,28





busca | avançada
69457 visitas/dia
2,0 milhão/mês