Festival do Rio 2005 (III) | Digestivo Cultural

busca | avançada
31843 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
Colunistas
Últimos Posts
>>> 100 nomes da edição no Brasil
>>> Eu ganhei tanta coisa perdendo
>>> Toda forma de amor
>>> Harvard: o que não se aprende
>>> Pedro Cardoso em #Provocações
>>> Homenagem a Paulo Francis
>>> Arte, cultura e democracia
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
Últimos Posts
>>> João Gilberto: o mito
>>> Alma em flor
>>> A mão & a luva
>>> Pesos & Contra-pesos
>>> Grito primal II
>>> Calcanhar de Aquiles
>>> O encanto literário da poesia
>>> Expressão básica II
>>> Expressão básica
>>> Minha terra, a natureza viva.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Quem é (e o que faz) Julio Daio Borges
>>> Mulher no comando do país! E agora?
>>> YouTube, lá vou eu
>>> YouTube, lá vou eu
>>> Bar azul - a fotografia de Luiz Braga
>>> Eu + Você = ?
>>> Virtudes e pecados (lavoura arcaica)
>>> Pela estrada afora
>>> A vida sem computador
>>> Sobre os blogs de jornalistas
Mais Recentes
>>> Coleção Os Pensadores de Vários pela Abril Cultural (1973)
>>> Passando a Limpo: a Trajetória de um Farsante: História Completa... de Pedro Collor de Mello/ Coord. Dora Kramer pela Record (1993)
>>> Passando a Limpo: a Trajetória de um Farsante: História Completa... de Pedro Collor de Mello/ Coord. Dora Kramer pela Record (1993)
>>> Um Diplomata da Regeneração - O 1º Conde de Villa Franca do Campo de Fernando Abecassis pela Tribuna da Historia (2007)
>>> Inspeção do Trabalho de Nelson Mannrich pela LTr (1991)
>>> Jurupari - Estudos de Mitologia Brasileira de Silvia Maria S. de Carvalho pela Ática (1979)
>>> Sport in the 21st Century de John Mehaffey & Reuters pela Thames & Hudson (2007)
>>> Matemática para economistas de Alpha Chiang pela Unesp (1982)
>>> Memórias do cárcere 3º volume Colônia Correlaccional de Graciliano Ramos pela José Olympio (1954)
>>> As hortaliças na medicina doméstica de A. Balbach pela Edel
>>> Caderno de teses vol.2 28ºCongresso Nacional procuradores Estado de Helena Maria Silva Coelho pela Metropole industria gráfica ltda (2002)
>>> Casais Inteligentes Enriquecem Juntos de Gustavo Cerbasi pela Gente/ SP. (2004)
>>> Ordem Juridico-econômica e trabalho de Ricardo Antonio Lucas Camargo pela Sergio antonio fabris (1998)
>>> Capo Verde. Una storia lunga dieci isole de Marzio Marzot & Maria de Lourdes de Jesus et alii pela D'Anselmi (1989)
>>> Investimentos Inteligentes: Para Conquistar e Multiplicar o seu Primeiro Milhão de Gustavo Cerbasi pela Thomas Nelson do Brasil (2008)
>>> Esquecidos e Renascidos - Historiografia Acadêmica Luso-americana de Iris Kantor pela Hucitec (2004)
>>> Nova York anos 40 de Andreas Feininger pela Museu Lazar Segall (2011)
>>> O Intelectual e o Poder de Eduardo Portella pela Tempo Brasileiro/ RJ. (1983)
>>> Indivíduo e Cosmos na Filosofia do Renascimento de Ernest Cassirer pela Martins Fontes (2001)
>>> Fundamentos Culturales de Civilizacion Industrial de John U. Nef pela Editorial Paidós/ Buenos Aires (1964)
>>> Noções Preliminares de Direito Previdenciário de Wagner Balera pela Quartier Latin (2004)
>>> Salvador Negro Amor de Sérgio Guerra pela Maianga (2007)
>>> Ensaios de Biologia Social - Encadernado de Josué de Castro pela Brasiliense/ SP (1957)
>>> A imprensa na História do Brasil & Fotojornalismo no século XX de Oswaldo Munteal & Larissa Grandi pela Desiderata/PUC (2005)
>>> Roteiro de Macunaíma (Encadernação de Luxo) de M. Cavalcanti Proença/ Autografado pela Ahembi/ SP. (1955)
>>> Alferes Teófilo Olegário de Brito Guerra -Um Memorialista Esquecido de Raimundo Soares de Brito pela Coleção Mossoroense (1980)
>>> HQ Os Grandes Inimigos do Mandrake Nº 2 + A Volta do Camelo de Barro de Lee Falk pela Globo (1989)
>>> Lugar de Fala de Djamila Ribeiro pela Polen (2019)
>>> Administração Financeira Internacional de David K. Eiteman, ArthurStonehill, e Michael Moffett pela Bookman (2002)
>>> HQ Os Grandes Inimigos do Mandrake Nº 1 + o Retorno do Cobra de Lee Falk pela Ebal (1989)
>>> História da Literatura Portuguesa/ Encadernado de Antonio José Saraiva e Oscar Lopes pela Porto Ed.
>>> Cortez -A Saga de Um sonhador de Teresa Sales -Goimar Dantas pela Cortez (2010)
>>> HQ Os grandes inimigos do Mandrake Nº 4 + Os Oito Tentáculos da Morte de Lee Falk pela Ebal (1989)
>>> HQ Rastros de ódio - Revista Cinemin Nostalgia 3 de Diversos Autores pela Ebal (1989)
>>> Regulamento do ICMS do Rio de Janeiro de Ana Cristina Martins Pereira pela Lex (2006)
>>> A cidade do sol de Khaled Hosseini pela Nova froteira (2007)
>>> HQ Revistsa Elipse nº 1 + Crepúsculo dos Super-heróis de David Campiti & Kevin Juaire & Bart Sears pela Ebal (1992)
>>> Cinquenta tons mais escuros de E L James pela Intrínseca (2012)
>>> As mil e uma noites- os corações desumanos de René Khawam pela Brasiliense (1991)
>>> HQ Quem foi? Os prisioneiros de Sulma de Diversos Autores pela Ebal (1982)
>>> Autoritarismo e Participação Política da Mulher de Fanny Tabak pela Graal/ RJ. (1983)
>>> Cartas entre amigos - sobre os medos contemporâneos de Fábio de melo e Gabriel chalita pela Ediouro (2009)
>>> A Civilização Romana de Pierre Grimal pela Edições 70 (2001)
>>> Centenário de José Bezerra Gomes de Joabel R. de Souza pela Fcjbg (2011)
>>> Alienação na Univesidade - a Crise dos Anos 80 de Paulo L. Hoffmann pela Edit. da UFSC (1985)
>>> O castelo da intriga de Paulo Stewart pela Scipicione (1996)
>>> No Tempo dos Faraós (Crianças Na História) de Ginette Hoffmann - Françoise Lebrun pela Scipione (1993)
>>> No Tempo dos Faraós (Crianças Na História) de Ginette Hoffmann - Françoise Lebrun pela Scipione (1996)
>>> As asas do joel de Walcir Carrasco pela Quinteto Editorial (2019)
>>> No Tempo dos Faraós (Crianças Na História) de Ginette Hoffmann - Françoise Lebrun pela Scipione (1998)
BLOG >>> Posts

Terça-feira, 4/10/2005
Festival do Rio 2005 (III)

+ de 1400 Acessos


Parte I
Parte II

Se você vai a um festival internacional de cinema, talvez o maior do país, e os filmes do seu próprio território se destacam tão ou mais que os de outras partes do mundo, não tem como não ficar feliz à beça. Foi o caso do meu último final de semana (dias 1 e 2 de outubro) no Festival do Rio. Depois de uma primeira ida apenas razoável, com poucos destaques de peso, agora tudo esteve melhor: a credencial já funcionava sem problemas, o acesso aos filmes estava mais fácil, as sessões eram mais calorosas, a produtividade aumentou (foram dez filmes vistos, no total) e a qualidade subiu para a estratosfera. Nunca imaginei que o evento pudesse me proporcionar momentos tão maravilhosos e grandiosos. Superou.

Em homenagem ao cinema brasileiro, presente na mostra em peso, com obras inéditas e de enorme peso artístico, vou comentar nessa terceira parte da cobertura apenas os que vi realizados aqui no país. Quem estiver no Rio, não pode perder esse restinho de festival (vai até quinta-feira, 6 de outubro). Detalhes sobre horários e ingressos no site oficial.

Cinema, Aspirinas e Urubus - encantador primeiro longa do pernambucano Marcelo Gomes, esteve na prestigiosa mostra Um Certo Olhar do último Festival de Cannes, na França. Como a produtora Sara Silveira disse, ao subir no palco do Odeon do Rio, é "um filme pequeno", e muito bonito e autêntico na sua proposta de retratar duas vidas em fuga. É 1942, a guerra acontece na Europa. Um alemão fugindo do conflito roda o nordeste num caminhão vendendo o mais novo produto contra os "males do corpo", a aspirina. A cada cidade por onde passa, exibe filmetes em 16mm sobre os benefícios do medicamento. No caminho, encontra um nordestino que passa a acompanhá-lo. Ele foge do destino que a seca lhe reserva: pobreza, miséria, trabalho ingrato. Ambos vão se relacionar na amizade, na dor, na solidão, no perigo da morte, nos riscos daquele universo hostil.

O filme aposta na interação desses dois personagens desgarrados e num humor que surge de forma natural, singela, nunca debochada. Acima de tudo, Gomes tem respeito enorme pela história que conta e por quem a protagoniza - e mais, por quem a assiste. Em poucos momentos o filme não é perfeito, quase o tempo todo é impossível deixar de acompanhar os passos dessa dupla improvável. Nada a ver com O Auto da Compadecida, este um outro tipo de abordagem. Em Cinema, Aspirinas e Urubus, o drama vem da tristeza e da aceitação, do imprevisível e do choque de culturas. Os atores, Peter Ketnath e João Miguel, ambos sensacionais, imprimem nos rostos desgastados o que a realidade lhes impõe. A secura das imagens, fotografadas por Mauro Pinheiro Jr, nos faz entender, de uma vez por todas, porque o sertão de filmes como Guerra de Canudos e Eu Tu Eles pode, sim, ser chamado de "cosmético". A comparação com Vidas Secas, aqui, jamais soa exagerada. A tonalidade esbranquiçada da tela, em cores enfraquecidas pelo excesso de sol, simplesmente reflete a falta de cores que reside no interior dos dois novos amigos.

Infelizmente, o filme não será mais exibido no festival (salvo agendamentos de última hora). Pena. Ovacionado pelo público presente na sua primeira sessão, tem enorme potencial de se dar bem no mercado, mesmo não tendo sido realizado no eixo Rio-São Paulo e lidando com temática razoavelmente esgotada no cinema brasileiro. Deve ser lançado em circuito comercial a partir de novembro. Se há uma palavra que qualifique, de cara, esse trabalho de Marcelo Gomes, com certeza é "imperdível". Enquanto isso, vale a pena conhecer o site da produção.

Crime Delicado - quem espera deste novo trabalho de Beto Brant o mesmo tom incômodo, realista e provocador de seus longas anteriores (em especial O Invasor), pode se decepcionar. Brant se afasta da linguagem meio acelerada e do tom marginal para realizar um projeto profundamente autoral, reflexivo, poético. Baseado em livro de Sérgio Sant'Anna, é a história de um crítico teatral que se envolve com uma mulher possuidora de deficiência física (falta-lhe uma das pernas). Ela serve de modelo para pintor que a retrata nua em quadros acusados pelo crítico de "pornográficos".

A relação tempestuosa do casal é só ponto de partida para Brant viajar pela mente do personagem principal e dar sua visão de arte, ciúme, amor. Apesar da premissa, não existe trama definida, nem encadeamento de cenas que sigam qualquer ordem pré-estabelecida - não é um filme fora de cronologia, mas simplesmente um filme sem cronologia, em que os acontecimentos vão se acumulando nas imagens estáticas (mas jamais sem movimento) e nos embates extremamente intensos de quem aparece na tela.

A ousadia de Brant em mostrar uma amputada nua (algo incomum no cinema mundial, sem dúvida), a entrega total da estreante Lilian Taublib como a deficiente, a interpretação forte de Marco Ricca, a beleza plástica proporcionada por Walter Carvalho (diretor de fotografia), o imbricamento da linguagem teatral analisada pelo crítico na sua própria vida, com esquetes e rápidas conversas (com direito a participação antológica do encrenqueiro Cláudio Assis, diretor de Amarelo Manga), os diálogos do roteiro, escrito por Marçal Aquino (na quarta parceria com o cineasta), são pontos-chave para a compreensão e o apreciamento do filme.

Trabalho sem qualquer apelo ou concessão comercial que certamente não encontrará grandes platéias - apesar do próprio Beto Brant acreditar no potencial de alguns elementos da produção. Em rápida entrevista, ele me disse que o filme possui vários pontos de contato que podem interessar ao espectador, como o teatro, a pintura, o romance meio atabalhoado dos protagonistas. Mas ele provavelmente sabe, inteligente como é, que só isso não garante público. Brant fez um filme intenso, enigmático, atmosférico, que não será compreendido por todos. Ainda assim, um trabalho de peso, fundamental na seara comum que aparentava tomar o cinema feito no Brasil.

Tapete Vermelho - a retomada de um cinema caipira, marcada pelo sucesso de 2 Filhos de Francisco, começa a dar frutos com este filme de força impressionante e de muita delicadeza, que homenageia um dos maiores ícones do cinema popular brasileiro. Quinzinho, jeca do interior paulista, sai pelas estradas com a família na tentativa de cumprir a promessa de levar o filho de dez anos para assistir, no cinema, a um filme de Mazzaropi, o maior dos caipiras da tela. Boa parte da força do filme de Luiz Alberto Pereira reside em dois elementos. Primeiro, a habilidade em incluir na narrativa aparentemente realista "causos" contados no interior, como simpatias, pactos com o diabo, maldições e mal olhado. Assim, em determinado ponto, o filme parece se transformar numa espécie de "deus e o diabo na terra do jeca", tamanha imaginação. E o segundo elemento é a interpretação esplendorosa de Matheus Nachtergaele. Difícil imaginar outro ator na pele de Quinzinho, e o próprio diretor sabia disso, já que esperou nove meses para que Nachtergaele terminasse um trabalho na televisão e se envolvesse com o filme. Ele imprime a Quinzinho inocência e ironia, com um poder de fazer graça das pequenas coisas como raramente acontece. A inspiração em Mazzaropi é clara e assumida, desde o jeito de andar, de lidar com as pessoas, de falar, até de pensar. O carisma e o talento do ator enriquecem ainda mais o que o filme já tinha de bom.

Tapete Vermelho acaba sendo uma ode ao cinema, mas não como o clássico Cinema Paradiso. É algo mais sereno, singelo, sutil, sobre o sonho de um homem humilde que quer apenas mostrar ao filho aquilo que mais marcou a sua infância, mas encontra portas literalmente fechadas (com o fim dos cinemas de rua do interior e a falta de exemplares dos tais filmes de Mazzaropi). E serve ainda de referência ao mesmo cinema que o originou - o enredo, por exemplo, é um arremedo de O Pagador de Promessas, trocando a igreja do filme de Anselmo Duarte por uma sala de projeção, e o burrinho pelo ícone de Mazzaropi. Grande trabalho, tem tudo para agradar ao público quando estrear (talvez só em 2006) e marcar de vez esse ressurgimento do caipira, figura tão ímpar e verdadeira dentro da nossa cultura.

Sou Feia mas Tô na Moda - documentário em digital sobre o fenômeno do funk na periferia carioca. Investiga, através de entrevistas e registros dos bailes "pancadões", o que, afinal, esse pessoal, em especial as mulheres, pensa e quer. E a conclusão a que chega é óbvia: as "cachorras", "preparadas" e mais quaisquer outros adjetivos pejorativos que elas levem nas noites regadas ao mesmo tipo de ritmo e letras sexualizadas gostam de ouvir aquele tipo de som, se sentem inseridas e identificadas naquilo. Interessante o filme de Denise Garcia conseguir, a partir de música da pior qualidade, gerar interesse de entender esse movimento de massas que não pode ser ignorado nem marginalizado - é o que a grande maioria diz no filme: por serem favelados negros, os funkeiros não têm acesso pleno à mídia, ficando à mercê da discriminação por conta de uma suposta pornografia, enquanto loiras e morenas se esbaldam dançando "na boca de um gargalo de garrafa", como se diz na produção. "A gente fala da realidade! Não falamos sacanagem, falamos o que acontece de verdade. Sacanagem é o cara mais velho comer a menininha na novela das oito, aquilo é sacanagem", grita em altos brados um dos letristas funkeiros. Como lhe tirar a razão? Sou Feia mas Tô na Moda funciona à perfeição nos seus dois primeiros terços. Ouve pesquisadores, cantoras, gente pobre que enxerga no funk uma possibilidade de crescimento social (através de composições que, se pecam na pobreza de estilo, o que reflete apenas a imagem de suas vidas, se destacam na sinceridade com que berram ao microfone), freqüentadores dos bailes em busca de algo que os torne dignos, que os insira em algum universo com o qual se sintam bem-vindos.

Em compensação, a última parte do documentário é lamentável: tentando legitimar o funk da periferia, Denise Garcia mostra uma turnê do DJ Marlboro por países da Europa e apresenta a opinião nada embasada de produtores culturais que acham a tal música "cool" ou "nice". Chega a colocar um taxista para ouvir a gritaria (que para ele soa sem sentido) e termina o filme com a opinião "favorável" do pobre trabalhador. É aceitável e fundamental a preocupação da diretora em investigar o funk e seus significados sociais, mas não dá para cair na tentativa pífia de querer nos convencer da pretensa qualidade artística do "pancadão". Aí não rola, mermão.

No próximo post aqui no Digestivo, ainda hoje à noite ou amanhã, vou falar sobre os filmes internacionais vistos no final de semana. Desde os badalados Manderlay e Last Days até surpresas peculiares como O Bigode e o impacto de Caché na madrugada carioca. Aguardo vocês, então. Até lá.


Postado por Marcelo Miranda
Em 4/10/2005 às 13h00


Mais Marcelo Miranda no Blog
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




VOCÊ E A ASTROLOGIA -CAPRICÓRNIO
BEL ADAR
PENSAMENTO
R$ 4,03



MEMORIAS DE UM GIGOLO
MARCOS REY
CIRCULO DO LIVRO
R$ 4,50



O HOBBIT
J.R.R.TOLKIEN
MARTINS FONTES
(2009)
R$ 15,00



OURO INCA
CLIVE CUSSLER
TEMAS DA ACTUALIDADE
(1997)
R$ 17,70



PESADELO NA NEVE
GRAZIELA BOZANO HETZEL
ATUAL
(2014)
R$ 14,90



MAR E AZOV
POLVORA,HELIO
EDITORA CASARAO DO VERBO
(2017)
R$ 19,87



ESPECTROS
MATEUS KNELSEN
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 349,00



FLASH O HOMEM RELÂMPAGO 1ª SÉRIE Nº 22
VÁRIOS AUTORES
DIMENSÃO
(1969)
R$ 100,00



OS CHEQUES SEM FUNDOS DA BRANCA DE NEVE
AMARO
ALCANCE
(1995)
R$ 10,00



NEGOCIAÇÕES DE SERVIÇOS NA OMC: RISCOS DO APROFUNDAMENTO DA
MAUREEN SANTOS (ORG E REVISÃO)
REBRIP
(2006)
R$ 30,82





busca | avançada
31843 visitas/dia
1,0 milhão/mês