A moral da dúvida em Oakeshott e Ortega Y Gasset | Ricardo Gessner

busca | avançada
22804 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> FÁBRICA DE CALCINHA, PARTE DA MOSTRA CENA SUL, EM TRÊS APRESENTAÇÕES NO SESC BELENZINHO
>>> PROJETO MÚSICA EXTREMA, DO SESC BELENZINHO, TRAZ EM MARÇO A BANDA REFFUGO, DE DEATH METAL
>>> ESPETÁCULO DE DANÇA ENCHENTE, COM DIREÇÃO DE FLAVIA PINHEIRO (PE), EM TRÊS DATAS NO SESC BELENZINHO
>>> EU e MÁRIO DE ANDRADE Livro de Anotações para Viagens Reais e Imagin
>>> Atom Pink Floyd Tribute retorna ao Rio Grande do Sul
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Minimundos, exposição de Ronald Polito
>>> Famílias terríveis - um texto talvez indigesto
>>> O Carnaval que passava embaixo da minha janela
>>> A menos-valia na poesia de André Luiz Pinto
>>> Lançamentos de literatura fantástica (1)
>>> Cidadão Samba: Sílvio Pereira da Silva
>>> No palco da vida, o feitiço do escritor
>>> Um olhar sobre Múcio Teixeira
>>> Algo de sublime numa cabeça pendida entre letras
>>> estar onde eu não estou
Colunistas
Últimos Posts
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
>>> Mon coeur s'ouvre à ta voix
>>> Palestra e lançamento em BH
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
Últimos Posts
>>> Prefácio
>>> Descendências
>>> Nem mais nem menos
>>> Profissão de fé
>>> Direções da véspera III
>>> Mirante
>>> In Albis
>>> Mulher, ontem hoje e sempre
>>> Amor, entre o céu e o fardo
>>> O Estranho Mundo Atual que Julgamos
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Festival da Mantiqueira
>>> Eleições
>>> Portal dos Livreiros: 6 meses!
>>> Por que ler poesia?
>>> Entrevista com Miguel Sanches Neto
>>> Os superestimados da música no Brasil
>>> O pai da menina morta, romance de Tiago Ferro
>>> Quanto custa rechear seu Currículo Lattes
>>> Influências da década de 1980
Mais Recentes
>>> Noções do Grego Bíblico de Lourenço Stelio Rega pela Vida Nova (1995)
>>> Análise Real: uma Introdução de A. J. White; Elza P Guimarães (coordenação) pela Edgard Blucher; Edusp (1973)
>>> Juventude e Revolução : uma Investigação Sobre a Atitude Revoluci de Hermes Zaneti pela Edunb (brasília) (2001)
>>> Ritos Mágicos e Ocultos de Idries Shiah pela Três (1973)
>>> Sócrates: os Pensadores de Nova Cultural pela Nova Cultural (1987)
>>> Da Revolução de 30 ao Terror do Estado Novo de J I Cabral de Vasconcellos Filho pela Cátedra (1982)
>>> Quo Vadis: a Ordem Mundial Perspectiva 2 de Alexander Zhebit pela Bennett (2003)
>>> Antologia Mitavaí: Poesia e Prosa da Oficina Literária Icp de Ivan Cavalcanti Proença pela Mitavaí (rj) (1986)
>>> Joana dos Santos de Ivan Bichara pela Bertrand Brasil (1995)
>>> Dictionnaire de La Bible de Andre Marie Gerard pela R Laffont (1989)
>>> Terapêutica Clínica - Segunda Edição de Paul G. Ramsey e Eric B. Larson & Cols. pela Artes Médicas (porto Alegre) (1995)
>>> Introduction to Opera (capa Dura) de Mary Ellis Peltz (editor) pela Barnes & Noble (1957)
>>> A Princesa e o Profeta de Shafique Keshavjee pela Ediouro (2004)
>>> Michelin Red Guide 1990: Main Cities, Europe de Michelin Travel Publications pela Michelin Travel Publications (1990)
>>> O Mandado de Seguranca e Outras Acoes Constitucionais Tipicas de Jose da Silva Pacheco (3ª Edição) pela Revista dos Tribunais (1998)
>>> Pedro Calmon de Luis Henrique Dias Tavares pela Fundação Cultural da Bahia (1977)
>>> Comandos do Ms-dos: Inclui Versão 4 e dos Shell de Van Wolverton pela Campus (1989)
>>> Ensayos Sobre Narrativa Francesa Contemporánea de Willi Hirdt pela Alfa (1984)
>>> A Filosofia da Medicina Oriental de Georges Ohsawa 5ª Edição pela Associação Macrobiótica (rs) (1977)
>>> La Muerte En El Alma - los Caminos de La Libertad III de Jean Paul Sartre pela Losada (1967)
>>> A Sociedade e o Crime de Luís de Carvalho e Oliveira pela Arcádia (lisboa Portugal) (1960)
>>> São José do Norte Aspectos Linguístico-etnográficos do Antigo Municípi de Heinrich A. W. Bunse (2ª Edição) pela Mercado Aberto (1981)
>>> Daemon de Daniel Suarez pela Planeta do Brasil (2011)
>>> Gustavo Cisneros: un Empresario Global de Pablo Bachelet pela Planeta (buenos Aires) (2004)
>>> Guia do Acervo do Arquivo Museu de Literatura Brasileira de Eliane Vasconcellos e Laura Regina Xavier pela Casa de Rui Barbosa (2012)
>>> Lista Vermelha de Animais Ameaçados de Extinção no Estado do Para de Márcia de Guadalupe, Olaf Mielke e Outros pela Sema; Piab (1995)
>>> Redigindo a Sentença Cível 5ª Edição de Elpídio Donizetti pela Lumen Juris (rj) (2008)
>>> Hip Hotels: Paris (em Inglês) de Herbert Ypma pela Thames & Hudson (2007)
>>> A Máquina de Xadrez - 2ª Edição de Robert Löhr pela Record (2007)
>>> Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (rename) de Ministério da Saúde - 5ª Edição pela Ministério da Saúde (2007)
>>> Quem Matou John Maynard Keynes? de W. Carl Biven pela Mcgraw Hill (1990)
>>> Química na Sociedade: Projeto de Ensino de Química Em um Contexto de Eliane Nilvana F. de Castro, Rogério S. Mol pela Unb (1998)
>>> Curso de Direito do Trabalho Aplicado. Parte Geral Vol 1 de Homero Batista Mateus da Silva 3ª Edição pela Revista dos Tribunais (2015)
>>> Antes Tempos Depois: Pequenos Ensaios de Roberto Cavalcanti de Albuquerque pela José Olympio (2007)
>>> Na Imprensa... Coletânea de Artigos (1987 - 2004) de Ives Gandra da Silva Martins (capa Dura) pela Do Brasil (2005)
>>> Antes Tempos Depois: Pequenos Ensaios de Roberto Cavalcanti de Albuquerque pela José Olympio (2007)
>>> Cultura del Renacimiento - Tercera Edicion de Robert F Arnold (capa Dura) pela Labor (barcelona Espanha) (1936)
>>> Reengenharia do Setor Público: as Bases para a Construção do Esta de Francisco Paulo de Melo Neto pela Quartet (1995)
>>> O Novo Oriente Médio de Shimon Peres pela Relume Dumará (1994)
>>> Expedições Militares Contra Canudos: Seu Aspecto Marcial de Tristão de Alencar Araripe pela Bibliex (1985)
>>> Petrobrás: um Monopólio Em Fim de Linha de Gilberto Paim pela Topbooks (1994)
>>> Estratégia Militar e Desarmamento de Nelson Freire Lavenère Wanderle pela Bibliex (1971)
>>> O Estado Super Desenvolvido de Gilberto Mathias e Pierre Salama pela Brasiliense (1983)
>>> Manual da Constituição - 2ª Edição de Themistocles Brandão Cavalcanti pela Zahar (1963)
>>> Jesus de Nazaré: Esplendor no Ocidente de Marco Aurélio Baggio pela Compos (bh) (2002)
>>> O Demônio da Barba Manchada de Rodolfo Gomes Pessanha pela Saint Paul (niterói) (1991)
>>> Três Faces de uma Cidade de José Aparecido de Oliveira pela Gdf (1987)
>>> O Problema do Trabalho de Alceu Amoroso Lima (2ª Edição) pela Agir (1956)
>>> O Homem do Gravador de Jean Jaques Abrahams pela Imago (1978)
>>> Fresno Contra o Mundo; o Passado Secreto do Nazismo no Brasil de Rolling Stone, Nº 51 de 2010 pela Spring (2010)
BLOGS >>> Posts

Domingo, 21/10/2018
A moral da dúvida em Oakeshott e Ortega Y Gasset
Ricardo Gessner

+ de 300 Acessos

Segundo o filósofo espanhol Ortega y Gasset, em Rebelião das massas, “A liberdade sempre significa (...) autonomia para ser o que autenticamente somos. É compreensível que aspire a prescindir dela quem sabe que não tem uma autêntica missão” (p.50). Com isso, são estabelecidos dois tipos de pessoas: o que aceita a liberdade de ser quem realmente é, assumindo a responsabilidade pelas consequências de suas escolhas; e o que abdica dessa responsabilidade, transferindo-a para outras instâncias, como a ideologia. Essa diferença define a base do indivíduo e do homem-massa, aquele que não tem individualidade.

A formação do indivíduo consciente de si mesmo é fruto de um processo gradual, ilustrado por Michael Oakeshott com uma “nova linguagem para falar acerca do homem como personagem histórico” (p. 95). O primeiro registro dessa nova consciência se deu na Itália, com o desenvolvimento do Uomi Singulari, caracterizado não mais pelo anonimato da convivência comunal da Idade Média, mas pela “autodeterminação (...), cujas atividades expressavam preferências pessoais de comportamento” (p. 96). Noutras palavras, devido a mudanças sócio históricas, permitiu-se às pessoas desvincularem-se de laços comunais e traçarem seus próprios destinos, de acordo com suas escolhas pessoais.

O item fundamental é que o indivíduo, ao adquirir consciência autônoma, não mais vinculada a conceitos externos, estabelece a si mesmo como base reflexiva: o “indivíduo autônomo se mantém como o ponto de partida da reflexão ética” (Oakeshott, p. 99). Desse modo, o Humanismo foi sua apoteose e Pico della Mirandola (clique aqui para ler "A moral da dúvida em Mirandola e Nietzsche") um dos principais representantes e teóricos – mesmo que não verbalize isso – do Uomi Singulari. Quando o filósofo estabelece o humano como o mais afortunado dos seres, nesses termos estabelece o indivíduo autônomo como novo personagem histórico: representa aquele que é capaz de decidir o seu próprio destino e, com isso, assumir a responsabilidade e arcar com as consequências de sua decisão. O livre-arbítrio em Mirandola diz respeito ao destino universal do homem: suas escolhas no plano terreno terão impacto no plano transcendental. Nietzsche, por sua vez, desloca para o plano terreno, exclusivamente, modificando a maneira de se compreender a capacidade de fazer escolhas, incluindo-a na transvaloração de todos os valores. Entretanto, ambos são humanistas.

Ser um indivíduo autônomo se caracteriza pela capacidade e pela responsabilidade de fazer escolhas: “Havia muitas formas modestas com que essa predisposição em ser um indivíduo pudesse se manifestar. Toda empreitada prática e toda busca intelectual se revelaram uma montagem composta de oportunidades para fazer escolhas: arte, literatura, filosofia, indústria-comércio e política; cada uma chegou a compartilhar esse caráter” (Oakeshott, p. 106). Não é à toa, portanto, que o Humanismo se desenvolveu como nova corrente de pensamento seguida da Idade Média.

No entanto, nem todos aceitaram ou compreenderam a nova possibilidade: “(...) havia algumas pessoas que, seja por circunstância ou temperamento, estavam menos dispostas a entrar na onda; e para muitos o chamado para fazer escolhas viera antes de possuir a habilidade para fazê-las de fato, sendo portanto tidas como um fardo” (Oakeshott, p. 106). Esse indivíduo, incapaz ou descrente em relação à necessidade de fazer escolhas, é o protótipo do que veio a ser o “homem-massa”.

Uma das análises de maior fôlego e profundidade sobre a essência do homem-massa foi feita pelo filósofo espanhol José Ortega y Gasset, em A rebelião das massas. Assim como o indivíduo autônomo é um produto da modernidade, o homem-massa também é. Entretanto, são figuras antagônicas.

A figura que melhor representa o homem-massa é a criança mimada: tem uma falsa percepção de que a vida é (ou deveria ser) fácil, mesmo que cheia de obstáculos; impõe-se sem qualquer autocrítica, visto que acredita-se pleno, soberano; e intervém em tudo, pois crê que sua opinião é soberana, mesmo que irrefletida, sempre preciosa e válida. Por um lado, é herdeiro e desfruta de valiosas conquistas civilizacionais; de outro, não tem o senso de ser civilizado, pois acredita que tudo existe exclusivamente para ele. Sabe que não poderia fazer certas coisas, mas, mesmo assim, faz, refletindo uma sensibilidade simulada, isto é, finge-se uma realidade moral que não corresponde à sua verdadeira conduta.

“Encontra-se rodeado de instrumentos prodigiosos, de medicamentos benéficos, de Estados previdentes, de direitos cômodos. Em compensação, ignora o quão difícil é inventar esses medicamentos e instrumentos, e assegurar sua produção no futuro; não adverte quão inviável é a organização do Estado, e nem sente obrigações dentro de si” (Ortega y Gasset, pp. 177-8)

A consolidação histórica do homem-massa se deu no decorrer do século XIX, graças ao desenvolvimento da técnica, que proporcionou uma crescente melhoria na qualidade de vida material. No passado, viver estava associado a limitações, dificuldades e dependências. Para comer um frango assado no almoço, era mister criar o frango, matar, limpar, preparar, cozinhar e, ainda por cima, aproveitava-se seus subprodutos para outros fins; hoje, toda padaria, supermercado, boteco servem frango assado, normalmente acompanhado com farofa, quando não o cliente escolhe somente as partes que gostaria de levar. Se, antes a vida se dava por meio do aprendizado de adaptação às limitações, agora, praticamente sem restrições ou grandes dificuldades, o homem-massa pode abandonar-se num mundo confortável e seguro, cujo único esforço de escolha é entre qual marca de bolacha recheada irá levar. Na dúvida, leva duas ou três. Contudo, não aprendeu a reconhecer que todo esse conforto não é gratuito, mas foi preciso investir muito esforço para conquistá-lo.

Seu perfil psicológico é de alguém centrado – fechado – em si mesmo; um novo modelo narcísico. O homem-massa não apela para nada fora de si ou de sua zona de conforto, pois além de vaidoso, acredita-se autossuficiente e cheio de plenitude; é a definição etimológica de idiotia. “O hermetismo nato de sua alma lhe impede o que seria condição prévia para descobrir sua insuficiência: comparar-se com outros seres. Comparar-se seria sair um pouco de si mesmo e deslocar-se até o próximo. Mas a alma medíocre é incapaz de transmigrações – o esporte supremo” (Ortega y Gasset, p. 142).

Apesar de o homem-massa possuir mais recursos, inclusive mais capacidade intelectiva, “essa capacidade não lhe serve de nada; a rigor, a vaga sensação de possuí-la lhe serve somente para se fechar mais em si e não usá-la” (Ortega y Gasset, p. 143). A melhoria na qualidade de vida, somada ao conforto material, contribuíram para formar um perfil psicológico acomodado, que não se esforça para se aprimorar: é autossuficiente e/ou os demais têm a obrigação de lhe conceder o que deseja.

Com isso, nas situações em que é defrontado, desafiado a sair de si mesmo – quando é obrigado a fazer uma escolha fora do seu campo de interesse ou zona de conforto, por exemplo – torna-se agressivo. Conscientemente ou não, o homem-massa tende a recusar a ser indivíduo; na verdade ele é um anti-indivíduo. Consequentemente, não tem apreço pela cultura nem pelo passado: “O característico do momento é que a alma vulgar, sabendo-se vulgar, tem a audácia de afirmar o direito à vulgaridade e o impõe em toda parte” (Ortega y Gasset, p. 84).

O direito do indivíduo autônomo é incompatível com o homem-massa. O primeiro requer autonomia, o segundo, tutela: exige “o direito de poder gozar a substantiva condição da circunstância humana, na qual não era obrigado a fazer escolhas por si próprio (...); em suma, o direito que ele [homem-massa] reclamava, o direito compatível com seu caráter, era o direito de viver em protetorado social que o libertava do fardo da autodeterminação” (Oakeshott, p. 122). Portanto, a liberdade do indivíduo é a de fazer escolhas; a do homem-massa é a de não-fazer escolhas.

A reflexão de Nietzsche sobre o livre arbítrio, nesse contexto, aclara a diferença entre um e outro: uma escolha livre não se faz segundo as preferências particulares, pois intensificaria uma personalidade mimada. Uma escolha verdadeiramente livre é aquela consciente de suas limitações, mas que que é feita em direção a um melhoramento, a uma superação de si mesmo, apesar de acarretar sofrimento pelo esforço. É o que separa o nobre da massa: “nobre”, etimologicamente significa “o conhecido: entenda-se o conhecido de todo o mundo, o famoso, que se fez conhecer se sobressaindo da massa anônima. Implica um esforço insólito que motivou a fama” (Ortega y Gasset, p. 136). Por isso o ressentimento da massa, quando vê o sucesso do outro.

“a vida nobre fica contraposta à vida vulgar ou inerte, que, estaticamente, se recolhe em si mesma, condenada à perpétua imanência, se uma força exterior não a obrigar a sair de si. Por isso chamamos massa a esse modo de ser humano, não tanto porque seja multitudinário, e sim porque é inerte” (Ortega y Gasset, pp. 137-8).

Segundo Oakeshott, o governo popular surgiu para atender à necessidade de populismo da massa, numericamente maior, diferenciando-se do governo parlamentar, que, representando o indivíduo, garante as liberdades individuais.

A liberdade é um conceito caro ao individualismo, este um palavrão aos ouvidos de muita gente: da massa. Confunde-se individualista com egoísta, egocêntrico, narcisista, associando-se a liberdade individual com uma conduta desregrada, de alguém despreocupado com os demais. Liberdade e indivíduo são categorias complementares, mas não definem uma moralidade egocêntrica; na verdade, essa confusão espelha uma tipicidade, esta sim, verdadeiramente narcísica: a do homem-massa.


Postado por Ricardo Gessner
Em 21/10/2018 às 15h01


Mais Ricardo Gessner
Mais Digestivo Blogs
Ative seu Blog no Digestivo Cultural!

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MERCHANDISING NO PONTO-DE-VENDA
REGINA BLESSA
ATLAS
(2003)
R$ 56,00



CONVERSANDO COM DEUS (LIVRO II)
NEALE DONALD WALSCH
AGIR
(2011)
R$ 22,00



CADÊ A AGUA DO MESTRE ALEIJADINHO (NOVA ORTOGRAFIA)
FERNANDO A. PIRES
FORMATO
(2014)
R$ 34,90



(RE)PENSAR AS PRÁTICAS EDUCATIVAS
ROSA MARIA GOMES
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 594,00



A RELAÇÃO ENTRE PÚBLICO E PRIVADO NAS TV CULTURA E TV BRASIL
MELISSA RABELO
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 391,00



SINASTRIA - ESTUDO DOS RELACIONAMENTOS - TEORIA E PRÁTICA
ANNA MARIA DA COSTA RIBEIRO
HIPOCAMPO
(1989)
R$ 65,00



CARTILHA DO CONSUMIDOR
DEPARTº DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR
SEC. DIREITO ECONÔMICO
(1999)
R$ 6,00



DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO: REPRESENTAÇÕES DOS ALUNOS DO 3º CICLO
CARIDADE MARIA DIAS COSTA DE ALMEIDA LIMA SANTOS PEREIRA
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 489,00



RELACIONAMENTO NA CADEIA PRODUTIVA DA MAÇÃ E TEORIA DA COMPLEXIDADE
MARCIA ROHR DA CRUZ
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 454,00



E AGORA, CHE? A REVOLUÇÃO DAS BANANAS
HUMBERTO BORGES
EUROPA (RJ)
(1980)
R$ 28,82





busca | avançada
22804 visitas/dia
1,1 milhão/mês