A arte de se vender | Daniela Sandler | Digestivo Cultural

busca | avançada
54626 visitas/dia
1,3 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
>>> Banco Inter É uma BOLHA???
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Um estranho incidente literário
>>> Na Cama Com Tarantino
>>> Someone On Your Side
>>> No cotidiano de alguém
>>> A batalha perdida do pastor
>>> Um governo que nasceu morto
>>> Wikia Search
>>> A difícil arte de viver em sociedade
>>> Ações culturais
>>> A história do amor
Mais Recentes
>>> O filósofo e sua história de Michael B. Wringley (org.) pela Fapesp (2003)
>>> Cadernos de Tradução de Núcleo de Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999)
>>> Afro Ásia 41 de Centro de Estudos Afro Orientais pela Universiadade Federal da Bahia (2011)
>>> A democracia ameaçada: o MST, o teológico político e a liberdade de Denis Lerrer Rosenfield pela Top books (2006)
>>> Onde existe amor, Deus aí está de Tolstói pela Versus (2001)
>>> Unidos pelo casamento de Rinaldo Seixas pela Mundo Cristão (2014)
>>> Sempre, às vezes, nunca de Fábio Arruda pela Arx (2003)
>>> Educação Geográfica em movimento de Larissa Corrêa Firmino (org.) pela Fapesc (2010)
>>> Sobre moeda, método e Keynes de Victoria Chick pela Unicamp (2010)
>>> Política & Sociedade - Revista de Sociologia Política Nº 04 de Ufsc pela Cidade Futura (2004)
>>> Política & Sociedade - Revista de Sociologia Política Nº 04 de Ufsc pela Cidade Futura (2004)
>>> A Trama da Privatização - a Reestruturação Neoliberal do Estado de Waldir J. Rampinelli pela Insular (2001)
>>> A Trama da Privatização - a Reestruturação Neoliberal do Estado de Waldir J. Rampinelli pela Insular (2001)
>>> Política & Sociedade - Revista de Sociologia Política Nº 12 de Ufsc pela Cidade Futura (2008)
>>> O Bom Ladrão de Hannah Tinti pela Rocco (2011)
>>> Política & Sociedade - Revista de Sociologia Política Nº 03 de Ufsc pela Cidade Futura (2003)
>>> Um Grapiúna Em Frankfurt de Cyro de Mattos pela Dobra (2019)
>>> Biblioteca Universitária da Ufsc: Memória Oral e Documental de Ieda Maria de Souza / Joseane Chagas e Outros pela Ufsc (2002)
>>> Grávida Com Estilo: um Manual Como Se Vestir - de Christiana Francini pela Alegro (2004)
>>> Arte Contemporânea Em Santa Catarina de João Evangelista de Andrade Fo - Organizador pela Museu de Arte de Santa Catarin (2001)
>>> O Peru Indutivista Temas de Filosofia de Marconi Oliveira da Silva pela Ufpe (2014)
>>> Terceiro Setor: um Estudo Comparado Entre Brasil e Eua de Simone de Castro Tavares Coelho pela Senac (2002)
>>> Celso Ramos - um Perfil Político de Carlos Alberto S. Lenzi pela Terceiro Milênio (1997)
>>> Celso Ramos - um Perfil Político de Carlos Alberto S. Lenzi pela Terceiro Milênio (1997)
>>> Celso Ramos - um Perfil Político de Carlos Alberto S. Lenzi pela Terceiro Milênio (1997)
>>> Dores Ocultas de Juliana Bueno pela Outras Linhas (2012)
>>> Silêncios de Paz e Guerra de Conrrado Balduccini pela Autor (2013)
>>> A Prática da Conversão Pastoral de Heije Faber e Ebel Van Der Schoot pela Sinodal (1973)
>>> Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental - um guia ilustrado de Jesse H, Wright, Monica R. Basco, Michael E. Thase pela Artmed (2008)
>>> Crítica da Razão Existencial de João Arthur Fortunato pela Autor (1998)
>>> Liderança e Dinâmica de Grupo de George M. Beal e Outros pela Zahar (1972)
>>> Instituições do Processo Civil - Volumes I -ll - Ill de Francesco Carnelutti pela Classic Book (2000)
>>> Perícia Judicial para Fisioterapeutas de José Ronaldo Veronesi Junior pela Andreoli (2013)
>>> A Cruz e o Punhal de David Wilkerson/ John e Elizabeth Sherrill pela Betânia (1983)
>>> Só para Mulheres de Sonia Hirsch pela Correcotia (2000)
>>> Papai é Pop de Marcos Piangers pela Belas Letras (2015)
>>> Catecismo da Igreja Católica Edição Típica Vaticana de Edições Loyola Jesuítas pela Edições Loyola Jesuítas (2000)
>>> Catecismo da Igreja Católica Edição Revisada de Acordo Com o Texto... de Loyola pela Loyola (1999)
>>> Cem Anos de Solidão de Gabriel Gárcia Marquez pela : Record
>>> Biologia do Desenvolvimento de Scott F. Gilbert pela Sociedade Brasileira de Genéti (1994)
>>> Energia, Ambiente & Mídia - Qual é a Questão de Vânia Mattozo pela Ufsc (2005)
>>> Montando Estórias de Milton Neves pela Ibrasa (1996)
>>> Terra á Vista... e ao Longe de Maria Ignez Silveira Paulilo pela Daufsc (1998)
>>> Conhecendo Sua Coluna - Informações Científicas para o Leigo de Dr. Fernando Schmidt e Dr. Ernani Abreu (org.) pela Conceito (2004)
>>> Modernidade Com Ética de Cristovam Buarque pela Revan (1998)
>>> Metodologia do Ensino de Artes - Filosofia da Arte de Engelmann Ademir Antonio pela Ibpex (2010)
>>> Vocabulário do Charadista - Volume 1 de Sylvio Alves pela Livraria Acadêmica
>>> Dissolução do Casamento de Valdemar P. da Luz pela Conceito (2007)
>>> Filosofia da Arte de Engelmann Ademir Antonio pela Ibpex (2008)
>>> Guia Gladiadores 01 de Claudio Blanc (Editorial) pela On Line
COLUNAS

Quarta-feira, 22/12/2004
A arte de se vender
Daniela Sandler

+ de 6300 Acessos
+ 1 Comentário(s)

A pergunta veio de onde eu menos esperava: o meu próprio orientador, professor universitário, historiador da arte, editor de publicações acadêmicas - enfim, um profissional cuja carreira se desenvolveu à margem do mercado, por assim dizer, na torre-de-marfim da universidade, onde pesquisadores se dedicam (ao menos em tese) primariamente à busca do conhecimento e ao ensino de novas gerações. Mas foi ele mesmo quem perguntou, ao saber que eu pretendia concorrer a um emprego universitário: "How are you going to market yourself?" ("Como você vai se vender"?).

Foi como um bofetão. Ora, ué, antes de perguntar "como", ninguém perguntou "se" eu queria me vender. É claro que eu estava pensando em como eu iria me apresentar, ou me representar, ou me descrever. Afinal, a luta por um emprego em universidade é competitiva, e a cada candidato cabe o ônus de fazer com que a sua ficha de inscrição se destaque das centenas de outras. Tão importante quanto um bom currículo ou um histórico estelar é saber apresentá-los de modo atraente e convencer os empregadores de que você (ou eu) é o par perfeito para o departamento ou faculdade. É um processo de sedução, sim, que envolve carisma e outros talentos inefáveis. Mas daí a comparar o processo a um mercado, a um processo de compra e venda (intermediado por publicidade), é um pouco demais.

Antes que me acusem de sonhadora anacrônica ou socialista obsoleta, deixo claro: não sou "contra" o mercado. Em primeiro lugar, porque não adianta ser contra uma realidade, seja a cor do céu ou a natureza das relações sociais. Em segundo lugar, porque mercados não são essencialmente bons ou ruins, ainda que possam se tornar uma coisa ou outra. Relações mercantis fazem parte da história, talvez até da pré-história, em todas ou quase todas as sociedades. De sua forma simples, como escambo, passando pelas primeiras moedas de metal valioso, até as operações abstratas e complexas do mercado de futuros - não dá para separar ser humano de mercado. A troca ou venda de coisas tem seu paralelo em câmbios simbólicos, como oferendas e sacrifícios em troca de favores divinos, ou mecenato artístico em troca de prestígio social. E foi graças aos mercados burgueses que a Idade Média se desenroscou lentamente da servidão rural dos feudos e desaguou na cultura urbana e (mais) livre da Idade Moderna, não à toa o período do mercantilismo.

O lado mascate

Não admira, então, que hoje o mercado esteja por toda parte. Eu, dentro do mundo acadêmico, tenho de me transformar em mercadoria, bolar uma estratégia de publicidade, desenvolver uma embalagem atraente, e finalmente me oferecer como produto nas feiras profissionais ("career fairs"). Assim como nas universidades, quase todo o resto das profissões tem caráter semelhante. O equilíbrio cadente dos salários depende não do valor intrínseco de cada trabalhador, mas do valor pelo qual o trabalhador decide ou aceita se vender.

Um dos programas de televisão mais bem sucedidos da tevê americana, The Apprentice (O Aprendiz, no Brasil), consiste basicamente em duas dezenas de candidatos tentando se "vender" ao chefe, Donald Trump. A vinheta do programa cantarola, "money, money, money, money", e, na hora da decisão, cada competidor se promove como se a mesa de reunião fosse uma banca de feira e fosse preciso vencer a grito para vender mais bananas que o vizinho. A linha entre concorrência profissional e disputa comercial é tênue. A maioria das provas do programa exige que os concorrentes vendam alguma coisa - literalmente, saindo às ruas e oferecendo um produto. Eu nunca trabalhei em corporação e não tenho idéia do que as tarefas de um executivo demandam, mas sempre imaginei que envolvessem cálculos e tabelas e conceitos complicados e negociações sofisticadas. Nunca pensei que um administrador de empresas precisasse provar seu lado mascate (sem nenhum demérito dos últimos). Mas esse é o conceito do programa como um todo, e depois de cada episódio semanal, é possível comprar os produtos desenvolvidos pelos participantes. Até a arte de vender está à venda.

Talvez seja um sinal dos tempos. Tudo vira mercadoria - seja o espaço urbano de centros históricos promovidos como destinação turística, seja a história, até mesmo a história trágica de guerra e holocausto transformada em indústria bilionária de filmes, livros, museus e passeios. A lógica do shopping center se estende pelas cidades, até mesmo em ruas e espaços abertos, muito além da "praça" de alimentação; e o mundo vira um E-bay gigante, em que tudo, não importa o quão estapafúrdio, pode ser comercializado.

Mercado bom, mercado mau

Como eu dizia antes, o problema não é o mercado - o problema é qual mercado, e onde ele está. Que alguém receba um salário por seu trabalho (seja trabalho intelectual ou manual, seja prestando um serviço ou produzindo algo) é natural, é desejável e esperado. Mas isso não significa que a pessoa esteja se vendendo. Podemos falar em remuneração, retribuição, recompensa por um trabalho (em vez de preço). Mas, muito antes de minha coluna rabugenta, Marx já havia revelado parte do problema: quando nada resta ao trabalhador senão vender sua própria força de trabalho (destituído de instrumentos, meios de produção, matéria-prima), quando os trabalhadores em excesso (ou, melhor dizendo, os desempregados estruturais) puxam os salários para baixo, quando os recursos se concentram nas mãos de poucos empreendedores (em vez de espalhados em iniciativas diversas e cooperativas) - bem, quando tudo isso acontece, o mercado se torna um lugar inóspito e injusto para a maioria das pessoas.

Daí o meu desconforto em dizer que vou "me vender". A caracterização da universidade como ela mesma um mercado significa, na maioria dos casos, adotar valores comercialistas, mercantis e superficiais. Nos Estados Unidos, é claro, o mundo universitário é extremamente integrado à economia pública e privada. As universidades privadas (entre as quais estão as melhores do país) são geridas como empresas ou corporações. Em si isso não é ruim - afinal, é bom que a universidade seja auto-suficiente e não drene recursos sociais necessários por exemplo à saúde ou educação básica; é bom que a gestão universitária seja eficiente e produtiva, gerando a melhor educação e infra-estrutura para os alunos e as melhores condições de trabalho para os professores. O problema é quando essas benesses tornam-se secundárias, e o que conta é o lucro. O resultado, por exemplo, é uma pirâmide social em que matérias como história, filosofia, literatura, história da arte, teologia e antropologia são empurradas para o fundo, punidas com recursos escassos e parcos salários porque não produzem lucros imediatos. (A desigualdade disciplinar e a relação das humanidades com a vida "prática", aliás, é outra polêmica - tema de colunas recentes no Digestivo - em que não vou entrar, pelo menos por enquanto.)

A escolha das palavras

É claro que nem eu, nem meu professor, nem os comitês de seleção dos departamentos acadêmicos somos necessariamente cúmplices deste estado de coisas. Mas a nossa linguagem revela muito mais que a casca das palavras. O problema de adotar o vocabulário mercantil para descrever a busca de emprego universitário não é simplesmente o som dos fonemas ou a sua denotação. A linguagem também forma, sutil e gradualmente, o modo como percebemos o mundo. Repetimos inocentemente a frase "vender a mim mesma", e depois de um tempo estaremos achando natural, pois acostumados, que as pessoas tratem a si próprias como mercadorias.

Qual é a diferença? Se eu vou me candidatar a uma vaga na universidade, espero que o empregador me veja como uma adição valiosa a seu departamento de acordo com o que eu sou, com o que acredito, com o que fiz até agora e com o que planejo fazer. Ou seja, como uma pessoa independente, que irá obviamente cooperar com seu empregador e seguir regras de conduta, mas poderá manter sua individualidade. O que eu não espero é ser vista como uma fonte de serviço que pode ser moldada e usada de acordo com a moda intelectual vigente (o que afeta os temas de minha pesquisa), ou com a corrente política que detém o poder acadêmico (determinando o conteúdo de aulas ou a perspectiva crítica), ou com a sanha de lucro dos administradores (resultando em professores que fazem o trabalho de duas pessoas e recebem o salário de meia).

Quando eu me apresento, ainda que eu possa usar de sedução, propagandear meus méritos com um discurso estudado, melhorar minha embalagem com um terninho novo, dizer as coisas certas na hora certa, ainda assim eu estarei apenas e sempre me colocando à disposição para realizar um trabalho que desejo e posso fazer. Já quando eu me vendo, estou entregando o controle desse mesmo trabalho, do meu desejo e da minha capacidade, a quem quer que esteja me comprando. A mentalidade da "apresentação" comporta defeitos, contingências, imperfeições, tanto quanto arroubos criativos e mudanças de curso. Já a mentalidade da "compra e venda" assume produtos perfeitos, previsíveis e imutáveis, o que, no caso de gente, há de significar apenas ocultar os defeitos. E o produto, quando quebra ou não funciona do jeito que a gente quer, é jogado fora e substituído.

O lugar do mercado

Eu poderia estender esta coluna em comparações. Relações afetivas, por exemplo - a diferença entre me apresentar como sou da melhor maneira possível, ou "market myself" como um ideal feminino (o que, aqui na Califórnia, envolve a lista obrigatória de procedimentos: cabelo tingido, seios de silicone, bronzeado artificial, dentes sobrenaturalmente brancos, etc.). Essa atitude é tão disseminada no cotidiano (e não apenas na praga dos "dating shows" televisivos), que a maneira de se referir a um bar de paquera é dizer "meat market" (mercado de carne).

Concluo dizendo, de novo, que o problema não é o mercado. O mercado tem seu lugar, os publicitários têm seu valor, os anúncios têm sua função e necessidade. O problema é quando um aspecto específico de nossa cultura, de nossa sociedade, de nossa vida individual ou coletiva - neste caso, o mercado - extravasa e domina todos os outros aspectos. Nem todas as relações humanas devem ou podem ser medidas e mediadas por dinheiro. Não quero com isso dizer que ocupações intelectuais estão "acima" das demais. Mas há algo de diferente - nem melhor, nem pior, mas diferente - na atividade de pesquisar e lecionar, algo que justifica seu apartamento do mercado. Em parte porque a produção intelectual (universitária ou não) nos dá a chance de fazer e ler críticas sobre nossa sociedade, incluindo o mercado - críticas necessárias, porque se o mercado estivesse mesmo funcionando não teríamos o descalabro de desigualdade econômica que é o Brasil. O ensino e a pesquisa nos permitem rever e melhorar estruturas sociais, em vez de reproduzi-las e endossá-las automaticamente. Você, leitor, provavelmente não gostaria (aliás, provavelmente se sentiria traído) se meus textos fossem produzidos com o objetivo de vender ou promover alguma coisa, ou promover a mim mesma, em vez de simplesmente expressar minha opinião honesta e descompromissada. E é por isso que eu, seja como acadêmica, seja como colunista, me recuso a aprender a arte de me vender.

Nota do Editor
Este texto foi citado na revista Carta Capital por Thomaz Wood Jr.


Daniela Sandler
Riverside, 22/12/2004


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Paris branca de neve de Renato Alessandro dos Santos
02. Carta ao(à) escritor(a) em sua primeira edição de Ana Elisa Ribeiro
03. A cidade e o que se espera dela de Luís Fernando Amâncio
04. Nenhum Mistério, poemas de Paulo Henriques Britto de Jardel Dias Cavalcanti
05. estar onde eu não estou de Luís Fernando Amâncio


Mais Daniela Sandler
Mais Acessadas de Daniela Sandler em 2004
01. Olá, Lênin! - 10/3/2004
02. Brasil em alemão - 7/7/2004
03. Muros em Berlim, quinze anos depois - 24/11/2004
04. Fritas acompanham? - 18/8/2004
05. Dia D, lembrança e esquecimento - 9/6/2004


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/12/2004
22h07min
Daniela, você poderia ter dito "como me prostituirei para ter um cargo no feldos acadêmicos?" mais do que uma questão de mercado, há outras leis que determinam quem vai ficar com as vagas, muitas vezes já devidamente "reservadas", dos cargos universitários. que seja belo o pupilo e submeta-se à lei (às idéias?) do mais forte!!! abraço, jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A SEXUALIDADE NO ISLÃ
ABDELWAHAB BOUHDIBA
GLOBO
(2006)
R$ 15,00



A ROMANA
ALBERTO MORAVIA
ABRIL
(1982)
R$ 10,00



DESPERTAR DOS VAMPIROS LONDRES VOLUME 1
SEBASTIAN ROOK
FUNDAMENTO
(2011)
R$ 35,60



SONHOS NA PRÁTICA CLÍNICA, HOJE
REVISTA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE VOL 29 Nº 1
RBP
(1995)
R$ 19,28



COLEÇÃO MATEMÁTICA FÁCIL - NÚMERO 4 - ANO 1
MORGANA GOMES ORG.
MINUANO
R$ 5,00



CASAIS EM REFLEXÃO - VOLUME 1
ANTÔNIO MAMEDE FERNANDES
PAULUS
(2004)
R$ 10,00



SI É BAYER É BOM
RECLAMES DA BAYER: 1943 - 2006 ENTRE OUTROS
CARRENHO
(2006)
R$ 27,00



A PERSEGUIÇÃO DE HOSEYN
COLIN MACHINNON
ART
(1988)
R$ 13,39



LES AMOUREUSES
ALPHONSE DAUDET
LIBRAIRE ROMBALDI
(1930)
R$ 50,00



DIÁRIOS DE CONSULTÓRIO
JULIO STUDART DE MORAES
BEI COMUNICAÇÃO
(2007)
R$ 15,00





busca | avançada
54626 visitas/dia
1,3 milhão/mês