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>>> Um Amor Alem Do Tempo de Leila R. Iannone pela Moderna (1990)
>>> O Novo Mapa do Mundo de Demétrio Magnoli pela Moderna (1999)
>>> Olhinhos de gato de Cecília Meireles pela Modernao (1983)
>>> As Maiores Historias do Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster. Capa: Alex Ross pela Panini Comics (2008)
>>> DC Especial vol.3 - Lanterna Verde de Ben Raab, Charlie Adlard, Tatjana Wood pela Panini Comics (2004)
>>> Superman versus Exterminador do Futuro de Alan Grant (roteiro), Steve Pugh (desenhos, arte-final e capa), Mike Perkins (arte-final) e David Stewart (cores) pela Abril (2000)
>>> X-Men - Filhos do Átomo de Joe Casey, Steve Rude, Esad Ribic pela Abril (2001)
>>> Anjos e Demônios: a primeira aventura de Robert Langdon de Dan Brown pela Sextante (2004)
>>> Ponto de Impacto de Dan Brown pela Sextante (2005)
>>> Fortaleza Digital de Dan Brown pela Sextante (2005)
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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 24/6/2005
Digestivo nº 232
Julio Daio Borges

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Literatura >>> Boa tarde às coisas aqui em baixo
Não consta que o mercado editorial, como o fonográfico, viva uma crise recente. Mas, à maneira das coletâneas, das regravações e das reinterpretações em CD, popularizam-se, também na indústria do livro, as compilações, os compêndios e as coleções. A quase impossibilidade de firmar novas referências, e principalmente novos nomes – nunca mais como antes –, obrigam, ainda que inconscientemente, à reedição, à revisão, à revisitação. E não à renovação: que, além de muito arriscada como business (quanto custa para construir um autor?), não encontra eco em meio à balbúrdia contemporânea; nem aparato conceitual – uma vez que o pós-modernismo, no que tange ao conhecimento, se apóia da máxima de Chacrinha: “Eu vim para confundir; não para explicar”. Assim, meio como uma estratégia de sobrevivência, só resta explorar o parco repertório que as pessoas já têm – e não tentar ampliar-lhes os horizontes, porque não dá. Como em todos os cenários desse tipo, os oportunistas se refestelam – porque não há investimento, apenas a recolha de dividendos. Por outro lado, contudo, os honestos ainda encontram saídas hábeis para prover uma resposta inteligente ao atual panorama. É o caso de Enrique Vila-Matas, e do seu Bartleby e companhia, pela editora Cosac Naify. Num dos volumes mais elogiados pela imprensa brasileira nos últimos tempos, Vila-Matas faz por merecer, ao revisitar a sina de escritores ágrafos – sujeitos que ou nasceram estéreis, ou se tornaram estéreis ou ainda, mais interessante, optaram deliberadamente pela esterilidade. Claro que retoma exemplos clássicos, como o de Rimbaud, o de Melville (pai do Bartleby) e o de Truman Capote. Mas são nas pequenas histórias, de personagens obscurecidos, que a narrativa toma corpo e justifica a empreitada. Para escrevinhadores, é um volume delicioso (um consolo? um conforto?). Para leigos, mais uma chance de lidar com o fracasso – tirando até proveito dele – numa sociedade onde o sucesso, quando não é amplo e consagratório, se transforma num fardo que, invariavelmente, todos temos de carregar. Apesar do marasmo, apesar das fórmulas fáceis – de quem requenta referências as mais manjadas –, Vila-Matas mostra que a criatividade ainda vale (por mais que haja reloaded). [Comente esta Nota]
>>> Bartleby e companhia - Enrique Vila-Matas - 188 págs. - Cosac Naify | Uma ferida iletrada | All the rest is silence | Guía de lacónicos | Weblog sobre o livro Bartleby e companhia
 



Música >>> Quintessência
Apesar da histeria de Tinhorão que vê plágio e falta de originalidade em tudo, é inegável a influência do jazz sobre a bossa nova. Infelizmente, com a música brasileira, estritamente falando, descendo a ladeira em termos de sofisticação, nas últimas décadas, a nova geração de ouvintes em CD praticamente não pegou o tempo áureo de instrumentistas e compositores brasileiros com sólida formação... em jazz. Pois isso aconteceu, nas épocas pré-bossa-nova, e depois, quando nossos melhores músicos (ou, está bem, nem todos), sacramentada a consagração naquele lendário show no Carnegie Hall, debandaram para carreiras nos EUA e no exterior. Como o contato com essas sonoridades foi ficando cada vez mais distante, do Brasil, até pela simplificação imposta pelo mercado, ao gosto e ao público, é quase com um susto, caindo da cadeira literalmente, que nos deparamos com o exímio Esquema Novo, álbum mais recente de Meirelles e os Copa 5, pela Dubas. Meirelles, para quem não sabe (o que não é crime, porque quase ninguém sabe hoje), foi o pai daquele arranjo mais que conhecido, tatuado na memória, de “Mas Que Nada”, que catapultou, em 1963, o estreante Jorge Ben (Antes de Jor). Só por isso, Meirelles já mereceria a pecha de autor clássico, afinal “Mas Que Nada” vive ressuscitando fora e fazendo a fama&fortuna de disc joqueys e de selos eletrônicos em geral. O Esquema Novo, do título de agora, é obviamente uma referência ao LP Samba Esquema Novo, que renomeou outros CDs até um passado bem recente. Tirando esses acertos históricos, Meirelles tocou com a fina flor do dito “samba-jazz”: Luiz Carlos Vinhas, Dom Um Romão, Roberto Menescal e Eumir Deodato, entre outros – como, aliás, comprova O som, de 1964, relançado pela mesma Dubas. Em Esquema Novo, além de destilar novas e jeitosas composições, Meirelles relê Milton Nascimento, Edu Lobo e Johnny Alf. E para quem duvidou que o instrumental brasileiro poderia ir tão longe, reembala “Naima”, de John Coltrane, o maior jazzista de todos os tempos segundo Ken Burns. Para a nossa salvação e redenção, graças a Deus, nem só de “festas no apê” vive o cancioneiro luso-brasileiro. [Comente esta Nota]
>>> Esquema Novo - Meirelles e os Copa 5 - Dubas
 



Gastronomia >>> La dolce vita
Miguel Reis era um executivo internacional, da área de project management da Asea Brown Boveri (ABB), com formação pela London School of Economics, quando conheceu a italiana Fabiana Vizzani na Europa e se apaixonou. Do amor dos dois, também pela gastronomia, pela vanguarda cultural e pela vida noturna no jet set de clubs e da cena eletrônica, nasceu, em São Paulo, o Chakras. A casa dos hoje empresários transformou, em 9 meses, um sobrado na rua Dr. Melo Alves em um espaço cultural e gastronômico, obviamente com toque oriental, que conjuga, além de restaurante, exposições de arte, sessões de cinema, cursos e eventos afins. O Chakras abriga, ainda, além de bar&café, o La Suite, que implementa, na capital paulista, o revolucionário conceito de dorming restaurant: antes de seguir para a balada, você se prepara e se aquece à base de drinks e aperitivos, confortavelmente deitado num divã ou numa chaise longue. Ambiciosos e com horizontes largos (sem falar no bom gosto), Miguel e Fabiana querem transformar o Chakras, além de uma referência gastronômica (Nilson de Castro, ex-parceiro de Alex Atala, monta um cardápio, de cozinha contemporânea, renovado a cada estação do ano), num pólo cultural como nos Jardins hoje não há. Entre os objetivos para este ano, estão o de estabelecer ciclos ou mostras de cinema, ao ar livre com comes&bebes temáticos, sempre aos domingos; também o de consolidar os cursos (atualmente acontece, às segundas, o de modelo vivo), promovendo igualmente debates e discussões de idéias; ainda, levar a marca Chakras a outros domínios, como o da música (no segundo semestre, o também DJ Miguel Reis prensa seu primeiro CD), e até, quem sabe, expandir em mercados internacionais. São tantas e tão boas iniciativas que São Paulo nem sabe se merece tanta ousadia e tamanho espírito empreendedor. Que o público responda à altura dos anseios de Miguel e Fabiana e que seu talento inspire ações dos nossos empresários e governantes, na maioria dos casos, tão sem imaginação. [Comente esta Nota]
>>> Chakras
 
>>> E A CONSELHEIRA TAMBÉM É CITADA NA CARTA CAPITAL

Daniela Sandler, no site do Digestivo Cultural, desabafa com senso e propriedade. Ao manifestar seu interesse em uma vaga na academia, ouviu de seu orientador (um historiador da arte, editor de journals científicos, enfim, um cidadão acima de qualquer suspeita de relações promíscuas com o “mercado”): “How are you going to market yourself? (Como você vai se vender?)” Ao que reagiu, indignada: “Foi como um bofetão. Ora, ué, antes de perguntar ‘como’, ninguém perguntou ‘se’ eu queria me vender”.

Thomaz Wood Jr., na Carta Capital.

>>> EVENTOS QUE O DIGESTIVO RECOMENDA



>>> Palestras
* Caminhos da ciência e tecnologia
Gildo Magalhães e Julio Kateinsky
(Seg., 27/6, 19hs., VL)
* Globalização e as aulas de História e Geografia
Anselmo Lazáro Branco, Eustáquio de Sene, Maria Luiza Vaz, Nicolina Luiza de Petta, Roberto Catelli Jr. e Tito Marcio Garavello
(Qui., 30/6, 19hs., VL)

>>> Noites de Autógrafos
* O Cântico dos Cânticos: um ensaio de interpretação através de suas traduções - Geraldo Holanda Cavalcanti
(Seg., 27/6, 18h30, CN)
* Toninho Mariutti - Toninho Mariutti
(Ter., 28/6, 18h30, CN)
* Viagem pela carne - Carlos A. C. Lemos
(Ter., 28/6, 18h30, CN)
* Museu de Folclore Edison Carneiro - Sondagem na Alma do Povo
Maureen Bisilliat e Renato Soares
(Qua., 29/6, 18h30, CN)
* Design contemporâneo - Urbano Nojosa (org.)
(Qua., 29/6, 18h30, CN)

>>> Shows
* Chicago Breakdown - Traditional Jazz Band
(Sex., 1º/7, 20hs., VL)
* Espaço Aberto - Lula Barbosa
(Dom., 3/7, 20hs., VL)

* Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (VL): Av. Nações Unidas, nº 4777
** Livraria Cultura Conjunto Nacional (CN): Av. Paulista, nº 2073
*** a Livraria Cultura é parceira do Digestivo Cultural

 
Julio Daio Borges
Editor

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Dicionário de Inglês Corporativo
Adriana Grade Fiori Souza
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(2006)



Feng Shui - Energia e Prosperidade no Trabalho
Roberto Bo Goldkorn
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Instrumentos de Deus: um Livro Que Toca
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(1986)





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