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Sexta-feira, 11/9/2009
Cameron Frye: o rapaz que se cansou de sentir medo
Eduardo Haak

+ de 5300 Acessos

Eu diria que certos filmes são mais do que bons ― são inesgotáveis. Você assiste, assiste, assiste, assiste e, se bobear, assiste de novo. Desenhos animados costumam ser assim. Você consegue contar quantas vezes já assistiu a certos desenhos ― por exemplo, aquele em que o Pica-Pau é obrigado a tocar ininterruptamente a Rapsódia Húngara de Liszt por dois ladrões em fuga que estão escondidos dentro de seu piano? Impossível dizer. Assim como é impossível dizer quantas vezes mais você ainda vai assistir com prazer a esse desenho. Ele não está sujeito àquela degradação que acomete mesmo obras de arte superiores ― algo que o Luis Fernando Verissimo, se não me engano, definiu muito bem ao dizer que todo ser humano tem um limite quanto ao número de vezes que é capaz de suportar ouvir o Bolero, de Ravel. (Estendo essa regra à Carmina Burana. Assim que ouço aquelas primeiras fatídicas estrofes, o fortuna, velut luna, tenho vontade de furar meus tímpanos, de gritar por socorro, de dar com a cabeça na parede até entrar em coma.)

Como eu disse, alguns filmes têm essa inesgotabilidade, também. Em geral são comédias que exploram um humor de expressão mais visual do que verbal. Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller's day off, 1986, direção de John Hughes), embora não possa ser definido apenas nesses termos, não deixa de ser um filme que se baseia bastante em gags visuais ― um filme em que certas leis naturais foram levemente modificadas, tornando plausível o que, de acordo com as chatíssimas relações de causa e efeito que regem a vida cá fora da tela, seria simplesmente absurdo.

Sim, Ferris Bueller's day off em boa parte é costurado com uma lógica típica de desenho animado ― lógica antes lúdica do que causal, para a qual sempre suspendemos temporariamente nossa incredulidade com prazer. Ferris Bueller, interpretado no filme por Matthew Broderick, é um rapaz que está no último ano do colégio e que decide tirar por conta própria um dia de folga. Inventa para os pais que está doente, que vai ficar em casa, descansando, em vez de ir para a escola. Os pais caem em sua lorota. Mal eles saem para a rua e Ferris já começa a mexer seus pauzinhos para agitar o seu day off. "A vida passa muito rápido", diz ele. "Se a gente não dá uma parada de vez em quando para curtir um pouco as coisas, a vida passa e a gente nem percebe."

Ferris é irreverente sem ser acintoso. Ele tangencia, flerta com a marginalidade, mas é esperto o bastante para não cair no logro de virar um outsider. Cita o John Lennon, um ícone da contracultura dos anos sessenta, mas só para justificar seu exacerbado individualismo: "I don't belive in Beatles, I just belive in me". Ele é um herói de certo modo semelhante ao Holden Caulfield, um puer aeternus que sabe que os adultos são todos uns trouxas, um bando de múmias que com a passagem dos anos perderam o élan vital e que talvez não haja delícia maior do que a de se tirar uma com a cara deles. É um rebelde charmoso e sedutor, que não tem ilusões quanto a grandes gestos transformadores ou revolucionários ― que se contenta em, de vez em quando, tirar um day off e ir curtir um pouco a vida. Só que, nessa aparente despretensão de seus propósitos, Ferris acaba, sim, sendo um agente profundamente transformador da realidade ― pelo menos da realidade interna de seu amigo Cameron Frye (Alan Ruck). Cameron na verdade é o personagem principal de Ferris Bueller's day off ― Ferris é só um agente catalisador das mudanças profundas e significativas que, no decorrer da história, irão ocorrer no íntimo de seu amigo.

Ferris, no tal do day off (dia de folga, feriado) a que o título do filme se refere, monta uma operação logística das mais complexas para enganar seus pais, o diretor da escola e, assim, poder faltar à aula com reduzidos riscos de flagrante. Na verdade, não está fazendo nada mais do que uma exibição magistral de suas habilidades. Sim, nós sabemos do que Ferris é capaz ― ele nos demonstra o tempo todo o quanto ele é sacado, esperto, inteligente. E os obstáculos que a história impõe a ele, além de serem facilmente superáveis por um sujeito de seu gabarito, não irão lhe provocar qualquer mudança interna, qualquer questionamento de quem ele é e do que ele pretende a respeito da vida. Aliás, nisso o Ferris é imbatível ― ele não tem qualquer dúvida a respeito de quem ele é e do que pretende. Presunçoso? Sim, extremamente presunçoso. Mas a presunção lhe cai muito bem. Seria decepcionante ver na tela um Ferris cheio de ponderações e hesitações, um Ferris Hamlet, to be or not to be. A vida tem uma necessidade imperiosa desses malucos que simplesmente vão lá e fazem as coisas acontecerem. Pessoas sem grandes complexidades ou indagações, cuja energia arquetípica é bem representada pelo arcano O Louco, do tarô. (Se bem que Ferris, prestidigitador e malandro, tem mais a ver com a figura do Mago.) O desafio existencial de Ferris, em todo caso, é muito, muito simples: se o diretor da escola, o patético Edward Rooney (o senex que se contrapõe ao puer na história), conseguir botar as mãos nele e desmascarar sua farsa, ele terá de passar mais um ano na escola. Certamente levará um baita sabão de seus pais. Não ganhará o tão almejado carro. E não muito mais do que disso.

A transformação de Ferris em agente ― na verdade, herói ― catalisador das mudanças íntimas que irão ocorrer com o Cameron começa no momento em que ele convence o amigo a acompanhá-lo em seu dia de vadiagem. Cameron recebe o telefonema de Ferris prostrado em seu quarto, debaixo de um monte de cobertores, tendo à sua mesa de cabeceira caixas e mais caixas de remédios. Cameron é um garoto amedrontado, hipocondríaco, sobre quem pesa a sombra sinistra de um pai tirano que, ao que tudo indica, se importa mais com os carros antigos que coleciona do que com o próprio filho. Um pai o qual Cameron teme e odeia com igual intensidade. Um pai que, mais cedo ou mais tarde, ele terá de enfrentar, sob o risco de ― caso não venha a efetivar essa confrontação ― continuar sendo um menininho medroso pelo resto da vida.

Ferris, malaco como ele só, não fez o convite ao amigo de modo totalmente desinteressado. Na verdade, ele está de olho num dos carros da coleção do pai do Cameron ― uma Ferrari 250 GT California, ano 1961, um bólido conversível do qual foram fabricados pouco mais de cem unidades. Quando Ferris sugere a Cameron que eles saiam com o carro, este responde, "Há, há! Você lembra como o meu pai ficou furioso quando eu quebrei meu aparelho de dentes? Hem? Era só um pedaço de plástico. E isso é uma Ferrari, ok? Esse carro é tudo para ele, ele se importa mais com o carro do que com a própria vida". Ferris então responde, já girando a chave no contato e começando a pisar no acelerador, "Uma pessoa com prioridades tão disparatadas não merece ter um carro como esse". "Vem, Cameron! Vem curtir a vida um pouco!"

Sloane (Mia Sara), a namorada de Ferris, junta-se à trupe. O dia se passa com os três indo a um jogo de beisebol, comendo num restaurante grã-fino, visitando o Art Institute of Chicago, sempre com Rooney no encalço de Ferris e Cameron alertando, com graus variáveis de ranzinzice, para a insanidade daquela aventura. Tendo se deixado levar por Ferris sem se deixar totalmente, ele tem um colapso nervoso assim que, na hora em que vão pegar a Ferrari pra voltar para casa, descobre que a quilometragem do carro atingiu índices estratosféricos ― já que os dois funcionários do estacionamento decidiram, digamos assim, dar umas cavalgadas no cavallino rampante. O pai de Cameron, que controla rigorosamente a quilometragem de suas máquinas, não poderá ser tapeado dessa vez.

É quando o Ferris tem uma ideia aparentemente brilhante: se eles suspenderem as rodas traseiras do carro e as deixarem rondando em falso, em marcha-ré, a quilometragem marcada no velocímetro irá retroceder. Certo? Bem, a ideia tem lá sua lógica, mas, infelizmente, não funciona. Cameron, frustrado, antecipando o "crau" que vai levar do pai, sem mais nem menos dá um chute no para-choque do carro. Toma gosto pela coisa e chuta de novo, e de novo, e de novo. Quebra uma lanterna, amassa um pouco o capô com a base do pé, dizendo, "Eu odeio esse carro. Odeio". O carro, que está ligado e engrenado, tem as rodas separadas do chão por um fragilíssimo macaco, que se tornou perigosamente instável depois dos pontapés desferidos por Cameron. Subitamente, ele pára e meio que se dá conta da merda que fez. Pensa daqui, pensa dali, põe a mão na cabeça, ri, tenso, ensaia dizer alguma coisa. Acaba descansando o pé sobre o para-choque amassado, quando então o macaco desaba de vez. As rodas batem no chão, atritam com ele, o que põe o carro em movimento. O fundo da garagem é feito de uma parede de vidro que não oferece qualquer resistência a ser atravessada pela Ferrari, que despenca por uns vinte metros até se espatifar num matagal.

Ferris, perplexo, aturdido, meio que tomado por algum tipo de remorso, diz que irá assumir a culpa por tudo o que aconteceu. Cameron, contudo, sabe que isso será inútil. Ele sabe que não pode mais fugir, o inimaginável aconteceu ― e ele vai ter de enfrentar o inimaginável. Talvez Cameron só pudesse mesmo ser instigado a reagir ao ser confrontado por algo inimaginável. Bobagens como um mísero aparelho de dentes quebrado não teriam força dramática o suficiente para motivar a proteladíssima confrontação com seu pai. Prosaico demais, infantil demais. Agora, não. Cameron destruiu um carro. Uma Ferrari. Uma Ferrari 250 GT Califórnia, ano 1961. Um carro que, segundo ele, é a paixão e a vida de seu pai. Cameron, que está cansado de ser um menino amedrontado, sabe que finalmente tem em mãos a oportunidade de talvez conseguir vir a reverter isso, de uma vez por todas ― enfrentando, certamente, o maior de seus pavores.

When Cameron was in Egypt's land... let my Cameron gooooooo...

Good luck, guy!

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no site de Eduardo Haak.


Eduardo Haak
São Paulo, 11/9/2009


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