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Sexta-feira, 22/9/2006
Por que os blogs de jornalistas não funcionam
Julio Daio Borges

+ de 28200 Acessos
+ 30 Comentário(s)

De repente, a imprensa toda descobriu os blogs... Baixaram um decreto-lei em cada redação e, impreterivelmente até o final do ano, todo jornalista tem de colocar seu blog no ar. Todo. "Mas, pera lá, eu vou blogar sobre o quê?" "Ah, sei lá, não importa: blogue! Inscreva-se no Orkut, visite os fotologs, abra uma conta no Gmail, compre até um iPod se for necessário... mas blogue!" "Como assim 'blogue'? Eu preciso saber por quê..." "Ora, porque toda a concorrência está blogando - que-nem-lou-ca! Ah, sei lá, por quê... Blogue!".

E lá foram os jornalistas blogar... Mas jornalista que é jornalista não entende nada de internet, tem preguiça: fugiu dela enquanto pôde, torceu para que a Bolha mandasse a tal "nova economia" pro espaço... Mas, mesmo com a Bolha que enterrou a euforia das pontocom em 2000, a imprensa jamais recuperou seu antigo posto... Outra bolha se formou e os jornalistas têm agora de, inescapavelmente, blogar!

Mas não sejamos injustos. Alguns jornalistas entenderam pra que serve o blog, isso se já não internetavam antes... Então esta crítica não vale para todos, absolutamente todos: vale para uma grande maioria que está blogando por obrigação, quase se arrastando, já que passou os últimos anos menosprezando a internet e, agora - muito a contragosto -, tem de fazer parte... (Depois não entende por que seu blog não funciona...)

Jornalistas não lêem blogs
Se os jornalistas lessem mais a internet, estariam muito mais bem informados e teriam começado a blogar, por contra própria, antes. Um dos "marcos zero" para o nascimento (ou para a expansão) dos blogs remonta ao Blogger, uma ferramenta que facilitou a vida de quem não queria registrar domínio, mexer com HTML, upload, essas coisas... Isso foi em 2001.

Portanto, há mais de cinco anos, o mundo está blogando. Você não vai guardar a quantidade de blogs que existem agora, mas vale repetir o que a BBC (como medida) consagrou: nasce um blog novo a cada segundo. Por incrível que pareça, os jornalistas brasileiros não atinaram para essa informação: preferiram esperar vir "uma ordem de cima" para - aí, sim - começar a blogar. E estão blogando, claro, meio sem direção...

Blog não é notinha de coluna social, sobre a última fofoca (sobre o último "furo", então, nem pensar...). Blog também não é o que você comeu ontem (blog gastronômico); nem se está frio ou se está calor (blog meteorológico); nem, muito menos, clipping do que você andou lendo em papel! Seus velhos hábitos de jornalista não valem pro blog. Jogue todos fora, se quiser começar a blogar. Bem-vindo à blogosfera... mas, antes de emitir uma opinião, olhe em volta, pense bastante - fale só se for acrescentar alguma coisa à conversação.

Jornalistas não sabem lincar
Os jornalistas passaram a vida inteira escutando que não podem - em hipótese alguma - citar a concorrência. Se a concorrência "der" antes, azar - "vá lá e dê de novo (como se fosse você o primeiro a dar). E jamais confesse isso em público." Se a concorrência tiver mais razão, "cozinhe" a notícia e dê de novo ("como se a notícia fosse sua"). Admitir um erro é a suprema humilhação. "A concorrência, oficialmente, não existe para nós." (Estenda esse raciocínio, também, a seus colegas de trabalho... Todos.)

Acontece que a internet é o contrário disso tudo. O link é a moeda de troca da internet. Tanto para quem "linca" quanto para quem "é lincado". Link não é nota de rodapé; link não é referência bibliográfica; link não é, muito menos, auto-referência (embora, às vezes, aconteça...). Link é link. E existe toda uma arte em lincar... Os jornalistas não aprenderam ainda; porque eles nunca aprenderam a citar!

Então você acessa um blog de um jornalista-blogueiro, desses de agora, e vê lá que ele fala tudo por alto, fingindo que está dando em primeira mão - mas tá na cara que ele tirou tudo aquilo de algum outro lugar... E quando vai lincar, não se dá nem ao trabalho de marcar a palavra, expressão ou frase (a que o tal link se refere): copia e cola aquele endereço que é uma centopéia (e o link, pra variar, não funciona!).

Jornalistas não estão acostumados a ter leitores
"Leitores; vocês existem? Pensei que fossem, todos os dias, inventados pelos estagiários da redação... - como a seção 'horóscopo'!" Nenhuma publicação no Brasil, até hoje, viveu exclusivamente de seus leitores. Então os jornalistas até perguntam o que você - leitor - acha; mas, no fim das contas, é a consultoria quem manda; ou o modelo (estrangeiro) de negócio (que alguém da diretoria decidiu copiar...); ou é a "pesquisa" (que ninguém sabe se foi respondida por pessoas de verdade ou se foi inventada pelo pessoal do marketing...).

O grande problema para os jornalistas é que, na internet, os leitores estão presentes em carne e osso. "Quem colocou eles lá? Eles estão atrapalhando! Sai, sai..." Mandam e-mail, "enchem o saco" nos comentários ("tem de monitorar toda hora...") - "quando não inventam blogs inteiros (ou comunidades do tipo 'eu odeio...') só pra sacanear..." Para os jornalistas, os internautas são uma pedra no sapato. Ainda mais agora, que alguém disse, lá nos Estados Unidos, que "blogs são conversações"!

Mesmo com a internet a manivela (de antes), era mais fácil. Se um e-mail não agradava, bastava apagar. Fingir que não chegou... Quem iria provar? Carta, então... nem precisava abrir; bastava rasgar e jogar fora. Se o chato incomodasse muito, era só inventar, em cinco minutos, uma metáfora qualquer para humilhar o leitor em público - e ele saía de circulação. "Agora é uma desgraça: tem 'leitor' publicando em tudo quanto é canto! Onde é que nós vamos parar?"

Jornalistas não estão acostumados a ter resposta
A dependência jornalística dos governos no Brasil é histórica (e até folclórica). Quantos governos não montaram seu próprio jornal apenas para apoiar seus atos? Quantas revistas, até hoje, não foram criadas pela oposição (que era governo antes e que perdeu seu pedaço do bolo)? Então, nenhuma opinião, jornalisticamente falando, é 100% firme no Brasil - jornalista que é jornalista, dança conforme a música. As bravatas, quando as há, estão sempre a serviço de alguém (de algum lado ou de algum grupo). Como se ordenasse a um matador desses de aluguel, o editor aponta uma pessoa na rua e resume: "Nesta semana, vamos meter o pau naquele lá - senta aí e manda brasa!"

Como é a bravata pela bravata, quase nunca é contestada. Até porque, na comunidade jornalística, todo mundo sabe que é infundada... E quando o é, o contestador apela para a honra, desqualifica a moral do adversário - mas nunca responde nada. E fica cada um pro seu lado, xingando a mãe do outro - até cansar (os leitores geralmente cansam antes). Nunca foi discussão séria, de verdade. De vez em quando, algum presidente se mata (ou "é matado") - mas, aí, não é por causa de nenhum jornalista ou jornal...

Os jornalistas, então, caem na internet e ficam horrorizados... Como alguém tem o desplante de contestá-los? E com fatos! Onde é que já se viu isso? Golpe baixo! Morrem de raiva mas não conseguem, eles próprios, contestar. "Travam" naquele mandamento que, justamente, os impede de citar os outros (e de lincar). Por isso, os blogs dos jornalistas são aquele negócio moroso, morno, morto, sem links... (Quando os jornais de papel acabarem e a dependência governamental não fizer mais sentido, aí, talvez, os blogs dos jornalistas vão melhorar...)

Jornalistas são interesseiros e, não, desprendidos
A internet começou por questões estratégicas, de geopolítica, e evoluiu, junto com os computadores, por questões militares, de guerra. Mas quem inventou a World Wide Web foi um acadêmico, Tim Berners-Lee, interessado em organizar os documentos das universidades interconectadas, e em facilitar o acesso a eles - por meio de links (!). E quem alimentou a WWW, depois que ela foi aberta ao público, foram as empresas, claro, mas também as instituições - e as pessoas!

Os jornalistas relutaram muito em aceitar, alguns vão morrer não aceitando, mas o fato é que poucos, pouquíssimos, entenderam a noção de "desprendimento" que permeia as relações na World Wide Web. Então, de início, acharam que a internet tinha "alguma coisa" contra eles - que "esses blogueiros", da WWW, vieram para tomar o emprego (e os leitores) deles. Ocorre que os blogueiros da internet, por agir individualmente, não podem ter nenhum "interesse" organizado... (E, ainda por cima, tendo como "alvo" os jornalistas e seus preconceitos de classe...!)

Enfim, os blogs dos jornalistas não funcionam também porque o blog por dinheiro, e só por dinheiro, é uma contradição em termos. Como o blog político o é, se for mero instrumento de assessoria de imprensa (e se não houver, por parte do blogueiro, nenhuma paixão que o mova). Os jornalistas brasileiros passaram muitos anos amarrados, manietados, obedecendo a ordens e replicando as opiniões de seu empregador - é natural, portanto, que se movimentem desajeitadamente num ambiente onde a liberdade de expressão nunca foi tamanha... O pior é que a internet, generosa como sempre, vai absorvê-los no final.

Update
Leia também "Blogs de jornalistas reloaded".


Julio Daio Borges
São Paulo, 22/9/2006


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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
22/9/2006
06h45min
E como tudo que você escreveu é a mais pura verdade, os jornalistas não lerão este texto. Muito bom, Julio!
[Leia outros Comentários de José Alberto Farias]
22/9/2006
09h05min
jornalistas podem não ler esse texto, mas estudantes de jornalismo já o leram... (rs) muito bom!
[Leia outros Comentários de Jorge Wagner]
22/9/2006
14h33min
Eu sou jornalista, já li, adorei e dei muita risada. Primeiro porque sei que tem jornalista que é tudo isso mesmo que o Júlio falou e que se resume a uma casca que sai nas fotos com cara de conteúdo, mas não tem conteúdo algum. Muitos são blogueiros e povoam as redações. E é lógico que, como em toda profissão, tem também os jornalistas com conteúdo, talvez algum tenha blog, mas isso não faz a mínima diferença. O que interessa não é o veículo, é o conteúdo.
[Leia outros Comentários de Adriana Carvalho]
22/9/2006
16h58min
Julio: E o blog do Reinaldo Azevedo? Não funciona???
[Leia outros Comentários de Marcos Castro]
22/9/2006
17h25min
Julio, me responda: virou espião de redação? Nunca li tanta realidade num único artigo. Parabéns! (Sorry, mas como uma jornalista, aprendiz na arte de blogar, vou ter que linká-lo no meu blog...)
[Leia outros Comentários de Ceila]
22/9/2006
17h35min
Jornalistas não leram o seu texto, mas quem gosta do bom jornalismo, sim.
[Leia outros Comentários de Alan ]
22/9/2006
17h36min
É principalmente porque jornalistas são ARROGANTES, não são?
[Leia outros Comentários de Vitória]
22/9/2006
18h05min
O veículo não só importa, como determina. O conteúdo é, sim, o mais importante, mas se vier desprovido de citações lincadas, nada feito! Blog que é blog linca abrindo uma nova página... uma questão de autopreservação não é mesmo, Julio?
[Leia outros Comentários de Vanice Campos]
22/9/2006
18h28min
Sou radialista, infelizmente não sou jornalista diplomada, mas se não for ofensa, tenho alma de jornalista. Mas, olha, seu texto é muito claro no que diz respeito à hostilidade que tinha o jornalista para com a Web. Vivemos em mundos "real" e "virtual" que, por vezes, se confundem. Lembro-me de uma palestra onde Paulo Henrique Amorim disse que a internet era uma grande ferramenta e que o jornalista deveria conviver, aprender e aceitar e, não, temer... Mas, muitas vezes, os jornalistas são arrogantes e acham que sabem tudo, que sabem demais, e não se abrem para aprender... pois, os blogs estão aí... Um abraço!
[Leia outros Comentários de Rita Silva]
22/9/2006
18h31min
Vanice, vou ser então mais clara, não devo ter sido, no meu comentário: onde se lê que o veículo não importa, leia-se: qualquer que seja o veículo, o mais importante é o conteúdo que ele veicula. Não entrei na discussão se ele linca ou não linca. Agora para todos, não só para Vanice, para continuar deixando o comentário claro: o que acho periogoso nessas discussões é que o assunto principal do artigo se desvirtue e que comece uma generalização e uma malhação desta ou daquela classe de profissionais. Do tipo: os jornalistas são arrogantes, os jornalistas lerão e não compreenderão, os jornalistas são feios, sujos e malvados. Há jornalistas analfabetos, ridículos, amarelos, cabeludos, carecas, qualquer adjetivo que queira se dar. Assim como há jornalistas muito bons, bonitos, cheirosos, educados. O mesmo se dá com advogados, engenheiros, pipoqueiros, etc., etc.
[Leia outros Comentários de Adriana Carvalho]
22/9/2006
19h28min
Você tem toda a razão numa coisa: o que tem de jornalista aí que tem blog porque "tem que ter" não é brincadeira... Gosto muito dos colunistas da Folha, p.ex, mas aquilo não tem nada de blog (basta olhar a caixa de comentarios do Josias)... Abraço!
[Leia outros Comentários de Celinho]
23/9/2006
11h35min
Esse lance de linkar a concorrência é verdade. Eu adoto uma regra no meu blog: não falo do que já foi falado com exaustão. Se acho que é importante, vou lá e dou o link onde já tem tudo explicadinho. Falar a mesma coisa de novo é um gasto de energia, no meu ponto de vista. Mas bem interessante o texto. Vou encaminhar prum colega q tá fazendo mono sobre blogs. Abraço.
[Leia outros Comentários de Augusto Machado Paim]
23/9/2006
23h13min
Adriana: o que Julio trata em seu artigo é sobre a capacidade do jornalista adaptar-se ao veículo Internet no seu formato Blog ou seja: "O veículo não só importa, como determina. O conteúdo é, sim, o mais importante, mas se vier desprovido de citações lincadas, nada feito!" Sem adjetivos, apenas constatações.
[Leia outros Comentários de Vanice Campos]
25/9/2006
12h44min
Julio - perfeito, perfeito! Jornalistas aqui ainda reclamam do Word. Abçs!
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
25/9/2006
12h59min
Pior é aquele que monta um blog mas não permite comentários de seus leitores. "O grande problema para os jornalistas é que, na internet, os leitores estão presentes em carne e osso. Quem colocou eles lá? Eles estão atrapalhando! Sai, sai...' Mandam e-mail, 'enchem o saco' nos comentários ('tem de monitorar toda hora...')". Um abraço.
[Leia outros Comentários de Janeth Fontes]
26/9/2006
02h03min
Vivemos uma realidade dentro de muitas redações em que os jornalistas mal conseguem usar e-mail. É um verdadeiro mistério para muitos a diferença entre site e correio eletrônico. Mesmo nas grandes, como a d'O Globo, alguém confundiu internet com jornal impresso e bolou uma forma impossível de web. O problema não é o blog (ainda), é a base da coisa toda. Sem saber o feijão-com-arroz da rede, fica complicado partir para o jornalismo eletrônico. Seu texto tá ótimo, será distribuído entre alguns colegas. Abraço.
[Leia outros Comentários de Leonardo Fontes]
28/9/2006
19h15min
Ia ganhar dez, nota dez, mas no quesito finalização deu uma escorregada. "blog por dinheiro, e só por dinheiro, é uma contradição em termos" Não concordo. Seria certo dez anos atrás, hoje todo grande blog visa dinheiro, ao menos no exterior. No Brasil há poucos ProBloggers (A rigor nenhum) mas isso também está mudando. De resto a análise está perfeita. Os leitores reais são mesmo muito mais assustadores do que apenas números em um relatório do IVC.
[Leia outros Comentários de cardoso]
29/9/2006
18h14min
É por essas e por outras que estou convencido de que não precisamos mais da "grande imprensa". Eles realemente estão com dificuldades de sair da Era Industrial para a Era da Informação... Gostei do Texto :-)
[Leia outros Comentários de Sérgio F. Lima]
30/9/2006
15h14min
Tenho certeza de que os blogs vão acabar roubando o emprego de muito jornalista, ainda que não tenham esse propósito. Chegou a hora de aprender a ceder o controle para manter a credibilidade. E eles ainda acham que informação é poder, só que informação hoje não é mais exclusiva à imprensa. Basta ver que um fulaninho qualquer começa um blog lá no meio do Iraque e tem mais crédito do que a CNN na cobertura de uma guerra. As empresas também precisam começar a mudar o jeito como pensam comunicação. Assim como o jornalista não tem mais controle sobre o que comunica, as assessorias de imprensa não têm mais acesso único aos editores e grandes veículos. É a arte de aprender a falar, a conversar diretamente com o público, com quem consome (notícia ou produto). Parabéns pelo texto!!!
[Leia outros Comentários de Thiane]
2/10/2006
17h43min
Julio, muito bacana o seu artigo. Só discordo das vezes em que você tenta definir os blogs. Eles são indefiníveis, sem regras. Existem blogs igualmente excelentes com propostas absolutamente díspares. De jornalistas e não-jornalistas...
[Leia outros Comentários de Cássia]
3/10/2006
17h04min
Muito bom seu texto, parabéns. Como uma dentista que virou blogueira e que agora faz jornalismo, afirmo que luto todos os dias contra a retórica ultrapassada dos "papas" das escolas de comunicação. Quem dita as normas é quem consome, e não quem produz.
[Leia outros Comentários de Bia Kunze]
4/10/2006
18h32min
Caro Julio, parabéns por mais um texto obrigatório. O que percebo, até como jornalista que sou, é que a notícia, hoje, se tornou uma commodity. Num exercício de futurologia, creio que em breve teremos algumas agências noticiosas que venderão pacotes com relatos dos fatos. O resto, a diferenciação de cada veículo, virá da análise, da interpretação. Claro, há várias formas de ver um fato. Mas existe a verdade factual, não tenho dúvida: e o relato dela, a notícia, será uma commodity. Aliás, você e o Digestivo, juntamente com o BlueBus, foram um dos primeiros a perceber isso, investindo na interpretação própria, no conteúdo diferenciado. Creio que foram os primeiros blogs da web brasileira, ainda que não soubéssemos ainda que isso existia...
[Leia outros Comentários de Heberth Xavier]
5/10/2006
10h59min
Pior são aqueles que dizem, "dessa água jamais beberei". Terão que engolir o orgulho e entrar na onda.
[Leia outros Comentários de sergio issamu]
11/11/2006
02h06min
Meu amigo, oh, como você tem razão. Sou jornalista e um verdadeiro nabo... Felicito-o pelo conteúdo e pela forma da sua prosa. Vale a pena lê-lo.
[Leia outros Comentários de Manuel Anta]
25/1/2007
02h17min
Lindo, real, firme. Viva a onda da internet, com suas múltiplas vozes, as páginas cheias de comentários, os jornalistas perdidos porque não têm a menor noção de surfe.
[Leia outros Comentários de Lucia Freitas]
28/2/2007
15h54min
ótimo texto, julio. apenas uma correçãozinha: se não me engano, o blogger existe desde 1999, mas com certeza desde antes de 2001. digo isso porque tive um blog lá em 2000, junto com a primeira leva de blogueiros que descobriram a nova ferramenta. e, ah, sou jornalista.
[Leia outros Comentários de rodrigo moraes]
18/6/2007
16h21min
Jornalistas lêem blogs, lêem este texto, escrevem blogs, etc. Mas jornalistas também estão apegados às estruturas atuais de mercado em termos de distribuição de conteúdo. Também preocupados em melhor servir ao seu público, sim senhor, conquanto muitos ainda estejam apegados aos seus pedestais. Mas quero crer que os leitores do Julio já passaram desta fase e não vão querer perder seu tempo só apedrejando jornalistas. Fato é que a Web só agora começa a chacoalhar as estruturas estabelecidas e, no caso brasileiro, ainda são incipientes os recursos orientados exclusivamente para a Web e, sim ProBloggers são avis rara. Mas só porque uma mudança demora a acontecer, não quer dizer que ela não vá acontecer... e tem gente apostando sério nisso...
[Leia outros Comentários de Alexandre Barbosa]
2/2/2009
14h42min
Concordo em inúmeros pontos da coluna. Acho mesmo que o jornalista acredita ser superior a todos os novos conceitos da atualidade. Acontece que, nós, que somos da nova geração de jornalistas, ficamos no meio termo entre os antiweb e os vencidos pela web. Somos aqueles que gostariam de fazer à moda antiga mas sabemos que no formato atual as coisas fluem mais rápido! Obrigada pelos esclarecimentos que você colocou no espaço, foram de grande valia. Abraços, Luciana Meningue
[Leia outros Comentários de Luciana Meningue]
11/10/2010
00h22min
É uma verdade que jornalistas não conhecem a tecnologia, mas o tecnólogos também não possuem a arte de escrever. De qualquer forma, creio que os jornalistas têm um papel fundamental na nova Web 2.0 e no marketing digital. A habilidade e a técnica serão muito úteis, para ajudar marcas a proverem conteúdo para seus clientes.
[Leia outros Comentários de Marcelo Fernandes]
28/11/2010
02h57min
Assino embaixo deste post!!!
[Leia outros Comentários de Roberto]
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