Digestivo nº 337 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 27/7/2007
Digestivo nº 337
Julio Daio Borges

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Imprensa >>> Os Jornais Podem Desaparecer?, de Philip Meyer
Veio rapidamente a tradução de um dos livros mais polêmicos dos últimos tempos sobre jornalismo. The Vanishing Newspaper ou — em português, ainda mais provocativo — Os Jornais Podem Desaparecer? é um lançamento da editora Contexto. Embora a obra tenha ficado famosa por anunciar a morte dos jornais em papel, exatamente em 2043, sua intenção é, como diz o subtítulo, "salvar o jornalismo na era da informação". E seu autor não é — ao contrário do que possa parecer — um arrivista das novas mídias, mas, sim, um catedrático, em matéria do jornalismo, na Universidade de Carolina do Norte. Philip Meyer retrocede até os primórdios — relembrando porque uma imprensa saudável é importante para o bom funcionamento da democracia —, explica didaticamente como os jornais ganham dinheiro, passa pelo problema dos anunciantes, pela credibilidade, pela reportagem e até pelo papel fundamental dos editores. Reserva um capítulo inteiro para a "salvação" do jornalismo e outro para o que pode, efetivamente, ser feito. O livro é inteligente o suficiente para não menosprezar a internet — e para não colocar os velhos jornais como vítimas do sistema —, e é sábio, em igual medida, ao demonstrar que a herança do velho jornalismo não vai toda para o ralo, boa parte dela permanece. No Brasil, será um grande teste para revelar quais veículos (e quais profissionais) estão realmente maduros para essa transição. Certamente, os que ignorarem o vaticínio de Meyer — e serão muitos — apenas revelarão sua miopia, e terão grandes chances de perecer, junto com o papel, nos próximos anos (antes até de 2043 — o dono do The New York Times, por exemplo, não dá nem mais cinco anos para os impressos). Afinal, não é mais uma questão de se perguntar se os jornais vão acabar ou não (porque, em papel, eles já estão acabando), mas, sim, uma oportunidade única de reinventar o jornalismo, preservando o que ele tem de melhor e jogando todo fora o resto (hierarquias e burocracias inúteis, inclusive). Philip Meyer percebeu isso a tempo, e seu livro vai sobreviver. [3 Comentário(s)]
>>> Os Jornais Podem Desaparecer?
 



Música >>> Carnaval só ano que vem, da Orquestra Imperial
De uma atração mais localizada para um público específico do Rio, a Orquestra Imperial vem se firmando como uma séria alternativa para a música brasileira que, há muito, não se renova. Luís Antônio Giron mostrou, na Bravo!, que a MPB é autofágica (afinal, os grandes nomes estão à beira da aposentadoria criativa, mas não largam o osso), e até os fãs já perceberam que o rock BR não sobreviveu musicalmente aos anos 80. Sobrou a geração surgida na década de 1990, entre as majors e a decadência delas, entre as poses estudadas e o escasso talento. A esperança para a música brasileira no novo século, não adianta, está em nomes como Kassin, Rodrigo Amarante e Domenico Lancelotti – e a prova, justamente, está no segundo álbum da Orquestra Imperial, Carnaval só ano que vem, que mistura essas figuras com outras, pelo selo Ping Pong. Abre com “O mar e o ar”, que é Amarante ainda melhor do que na época do Los Hermanos, segue com “Não foi em vão”, de Thalma de Freitas, que além de ótima intérprete é boa compositora, registra pérolas como “Yarusha Djaruba”, alternando a malandragem com as melhores intenções, junta veteranos como Wilson das Neves com Max Sette, em “Era bom”, e fecha com a superbacana “Supermercado do amor”, onde Nina Becker faz as vezes de Gal Costa e Pedro Sá (ou Bartolo) as de Lanny Gordin. A O.I. abriu a quinta edição da Festa Literária Internacional de Parati, mas soou muito moderna (e/ou desconhecida) para o público médio da FLIP – portanto, não foi unânime. O resgate da gafieira – muito alardeado pela imprensa viciada em press releases – é hoje, felizmente, mais um pretexto, porque, ao contrário da linha de regravações do primeiro EP da Orquestra Imperial, Carnaval só ano que vem aposta saudavelmente na veia autoral. Em fins de agosto, São Paulo confere o vanguardismo da Orquestra. E a grande lição da O.I. talvez seja, finalmente, a de que um grupo eclético, mas coeso, chega a soluções mais interessantes do que artistas individualistas emulando o batido mainstream. [Comente esta Nota]
>>> Orquestra Imperial
 



Além do Mais >>> Com: Atitude, 5ª edição
A marca, que sempre foi a jóia da coroa de qualquer empresa, anda meio ressabiada ultimamente. Saindo por aí pela internet, caindo na boca do povo, forjando uma relação tão pessoal, mas tão pessoal, com o consumidor, que as próprias empresas não conseguem mais controlar suas marcas como antigamente. As marcas se tornaram rebeldes, desobedeceram solenemente as velhas regras da comunicação corporativa e, graças às novas mídias, decidiram fazer o que querem (e ser o que bem entendem). Assim, casos abafados de marcas vazam pela internet, mal-entendidos evitados nas empresas são perpetuados na blogosfera e qualquer passo em falso pode redundar num “fora” eterno. Algumas empresas entenderam estes novos tempos, soltaram as rédeas de suas marcas e deixaram os consumidores fazerem de sua comunicação o seu playground. Outras empresas ainda resistem: pensam que podem controlar tudo, como antes; acham que têm a primazia no discurso; e, depois, não entendem porque estão perdendo mercado, e porque suas marcas, aos olhos do consumidor, estão se tornando irrelevantes. A mensagem, como o meio, está hoje livre – uma novidade ainda não processada por todos... A fim de travar essas e outras discussões, em torno da marca – essa entidade palpitante –, a agência Significa, presidida por Yacoff Sarkovas, vai realizar a 5ª edição do seu Com: Atitude, no início de agosto, no Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo. Desta vez, vai trazer Jim Andrews, vice-presidente do IEG, que falará, naturalmente, de marcas globais e do mercado nos EUA. Ao longo de dois dias, outros cinco painéis abordarão, ainda, as expectativas em relação às marcas contemporâneas, as experiências pessoais dos consumidores e as diferenças entre “atitude” e simples publicidade. A comunicação, como o jornalismo, não morreu com a internet – mas, até em termos de marcas, é preciso entender o que está acontecendo. [Comente esta Nota]
>>> Com: Atitude
 
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* Anne Frank - Uma história para hoje
(De 1 a 31 de agosto, CN)

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(Ter., 31/07, 12h30, CN)
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(Sex., 03/08, 20h00, VL)
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Julio Daio Borges
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