Digestivo nº 425 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 24/7/2009
Digestivo nº 425
Julio Daio Borges

+ de 1300 Acessos




Imprensa >>> As tecnologias disruptivas e o jornalismo científico
Quem acha que é só em matéria de tecnologia que os blogs dominam, deveria ler o ensaio de Michael Nielsen, um dos pioneiros da computação quântica, sobre o futuro do jornalismo científico. Nielsen centra-se na área que melhor conhece, a de ciência, mas seus insights valem para toda a produção de mídia. Começa falando de tecnologias "disruptivas" (numa aproximação grosseira para "disruptive") — tecnologias que rompem com a continuidade de uma determinada evolução, produzindo "descontinuidades" e tornando-se revolucionárias. A internet é disruptiva, por exemplo, já que obriga muitas indústrias antes consolidadas a uma forte adaptação. A internet rompe com a "continuidade" em muitos setores. Do geral Nielsen passa ao particular, e aborda a indústria que tem sofrido mais, ultimamente, com as "descontinuidades", a dos jornais. Além da ameaça econômica — blogs são mais baratos de manter e de se anunciar —, Nielsen cria uma hipótese original para a tendência dos jornalistas, e dos executivos de jornal, de não enxergar a revolução: estão de tal maneira entranhados na indústria do papel que se tornaram imunes a qualquer tipo de argumentação "de fora". Logo, Nielsen conclui que algo como o Google News jamais seria inventado dentro de uma redação de jornal. Morreria antes de nascer, em realidade. O problema é que qualquer nova tecnologia, como os blogs, parece excessivamente falha, se comparada a um modo de produção centenário, os jornais. Ocorre, porém, que uma tecnologia disruptiva só pode ser detectada, e "combatida", nos seus primeiros estágios. (Veja, agora, a batalha dos jornais para fechar seu conteúdo on-line — depois que todo mundo "abriu", tornou-se inútil... Ou, outro exemplo, a discussão do download...) Michael Nielsen conclui que a indústria de mídia, em geral, está passando às mãos de empresas cujo DNA é tecnológico: Apple (música), Amazon (livros) e Google (conteúdo on-line). Assim, quem quiser sobreviver terá de aprender tudo sobre tecnologia e refundar sua empresa nessas bases. Voltando ao jornalismo científico, Nielsen conta que, enquanto o New York Times costuma jactar-se de ter seis prêmios Pulitzer, a blogosfera que cobre ciência tem quatro medalhas Fields, três prêmios Nobel, entre outros luminares. E tem a tecnologia... Portanto — até cientificamente —, quem vai vencer a guerra? [1 Comentário(s)]
>>> Is scientific publishing about to be disrupted?
 



Além do Mais >>> A invenção dos direitos humanos, por Lynn Hunt
O "pessoal dos direitos humanos", por diversos motivos, é uma expressão que, frequentemente, se relaciona àqueles que vêm salvar um condenado, reconhecida e unanimemente condenado, de "maus tratos". Algo como, hoje, reivindicar os "direitos humanos" de transgressores notórios, como muitos dos nossos políticos em Brasília, o artífice por trás do maior esquema de pirâmide da história ou assassinos confessos, televisionados em reality shows macabros. Lynn Hunt, professora de história da Universidade da Califórnia, ao contrário de tudo isso, conta-nos elegantemente a verdadeira história dos direitos humanos - provando que eles são muito mais importantes do que sua aplicação, hipócrita e demagógica, em casos de condenados pop. Hunt refaz a trajetória desde a literatura do século XVIII, que desenvolveu a capacidade (no leitor) de se projetar no seu semelhante (e entender suas razões), passando pela abolição da tortura em julgamentos (e condenações) na França pré-revolucionária, desembocando nas declarações de 1776 (Independência dos EUA), 1789 (Revolução Francesa) e 1948 (Declaração Universal dos Direitos Humanos). Foi um longo caminho desde o fim da escravidão, a liberdade de credo e, mesmo, a igualdade entre os sexos. Hoje tendemos a tomar tudo isso por algo estabelecido, indiscutível e irreversível, mas, em épocas não tão remotas, escravos não tinham, por exemplo, "direito à vida"; quem não participasse da religião "oficial", não votava; e quem não fosse homem, tinha sua capacidade de julgamento seriamente questionada. Fora questões de classe, privilégios vários e invencionices hoje inimagináveis. Obama e Michael Jackson, por exemplo, teriam sido impossíveis tempos atrás. São avanços que devemos ao estabelecimento dos "velhos" direitos humanos. E todo mundo deveria conhecer a história que Lynn Hunt saborosamente conta... [Comente esta Nota]
>>> A invenção dos direitos humanos
 



Música >>> Trio 3-63, de Andrea Ernest, Marcos Suzano e Paulo Braga
Assim como aprendemos a evitar os discos ruins, fugindo de artistas com trajetórias duvidosas, aprendemos a detectar as obras de indiscutível valor, pelos seus participantes, e pelo seu histórico de realizações importantes. Num tempo em que o rádio se prendeu à decaída indústria fonográfica e os meios de comunicação se renderam a press-releases e modismos forjados, vamos aprendendo a navegar no mar de lançamentos por conta própria, uma vez que as antigas referências foram por água abaixo e as novas, paulatinamente, se formam. Logo, seguindo o raciocínio, o que esperar de um álbum com Marcus Suzano, Andrea Ernest e Paulo Braga senão o melhor possível? Esperar de Suzano, porque tem um faro invejável para obras de envergadura, desde os primeiros de Lenine e Marcos Sacramento até os melhores momentos de artistas consagrados, como Gilberto Gil, em seu Acústico. De Andrea, porque tem o rigor de todo o grande instrumentista, não se deixando seduzir pelo que é fácil e desovando produções com selos de qualidade, como os da gravadora Biscoito Fino. E de Paulo Braga, especialmente, por se revelar um compositor ambicioso, neste Trio 3-63, ao lado de grandes como Joaquim Callado, Guerra-Peixe e Pixinguinha. Andrea (flauta), Suzano (percussão) e Braga (piano) abrem com Tom Jobim (a não-óbvia "Radamés e Pelé"), corajosamente encaram uma bela suíte de Luiz D'Anunciação, passam por Callado ("Lundu característico"), por um surpreendente Roberto Victorio ("Chronos II"), encerrando com Pixinguinha e Gastão Vianna ("Yaô/ Benguelê"), sem contar, claro, os já mencionados Guerra-Peixe ("A inúbia do caboclinho") e o próprio Braga ("Nhonhô da botica"). Trio 3-63 é interessante do começo ao fim, como um grande disco deve ser; sujeito a muitas audições, como um grande disco também deve ser. Ou seja, valeu a pena confiar em Andrea, Suzano e Braga. Podemos nos fiar neles. [Comente esta Nota]
>>> Trio 3-63
 

 
Julio Daio Borges
Editor

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