A lua de mel durou pouco | Digestivo Cultural

busca | avançada
69435 visitas/dia
2,6 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Shopping Granja Vianna de portas abertas
>>> Teatro do Incêndio lança Ave, Bixiga! com chamamento público para grupos artistas e crianças
>>> Amantes do vinho celebram o Dia Mundial do Malbec
>>> Guerreiros e Guerreiras do Mundo pelas histórias narradas por Daniela Landin
>>> Conheça Incêndio no Museu. Nova obra infantil da autora Isa Colli fala sobre união e resgate cultura
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Poética e política no Pântano de Dolhnikoff
>>> A situação atual da poesia e seu possível futuro
>>> Um antigo romance de inverno
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> Assim como o desejo se acende com uma qualquer mão
>>> Faça você mesmo: a história de um livro
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
Colunistas
Últimos Posts
>>> Hemingway by Ken Burns
>>> Cultura ou culturas brasileiras?
>>> DevOps e o método ágil, por Pedro Doria
>>> Spectreman
>>> Contardo Calligaris e Pedro Herz
>>> Keith Haring em São Paulo
>>> Kevin Rose by Jason Calacanis
>>> Queen na pandemia
>>> Introducing Baden Powell and His Guitar
>>> Elon Musk no Clubhouse
Últimos Posts
>>> Patrulheiros Campinas recebem a Geração#
>>> Curtíssimas: mostra virtual estreia sexta, 16.
>>> Estreia: Geração# terá sessões virtuais gratuitas
>>> Gota d'agua
>>> Forças idênticas para sentidos opostos
>>> Entristecer
>>> Na pele: relação Brasil e Portugal é tema de obra
>>> Single de Natasha Sahar retrata vida de jovem gay
>>> A melancolia dos dias (uma vida sem cinema)
>>> O zunido
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Gilberto Gil: Cultura Viva
>>> Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe
>>> 2006, o ano dos livros
>>> Na toca dos leões
>>> O nome da morte
>>> 7 de Setembro
>>> Sobre Paraíso Tropical
>>> Bernardo Carvalho e a arte da fuga
>>> Uma feira (in)descritível
>>> Quem tem medo do Besteirol?
Mais Recentes
>>> A Educação Sexual de Nossos Filhos- Uma Visão Contemporânea de Ronald Pagnoncelli de Souza pela Mercado Aberto (1993)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Autores Diversos pela Feesp (1991)
>>> O Monge e o Executivo de James C. Hunter pela Sextante (2004)
>>> Quem Mexeu no mau Queijo de Spencer Jonhson, M.D. pela Record (2007)
>>> O Quinto Evangelho de Apóstolo Tomé pela Martin Claret (2005)
>>> Companheiros de Jornada de Anngela Marcondes Jabor pela Mystic (2004)
>>> Curso de Educação Mediúnica 2º Ano de Autores Diversos pela Feesp (1991)
>>> Vendo o Invisível de Argemiro Figueiro pela Adhonep (1998)
>>> Meu Anjo de Fausto Oliveira pela Seame (1996)
>>> Anjos da Caridade de Irmão Virgílio pela Petit (2007)
>>> Sou Exu Eu sou a Luz ... de Joice Piacente pela Madras (2013)
>>> Combatendo o Inimigo de Antonio Carlos Rodrigues de Moraes pela Gente (1999)
>>> Maiores de 40 de Maria Tereza Maldonado e Alberto Goldin pela Saraiva (1995)
>>> A Maior Esperança de Luís Gonçalves E Diego Cavalcanti pela Cpb (2019)
>>> Descubra sua Essência Espiritual de Iyanla Vanzant pela Sextante (2007)
>>> 208 Maneiras de Deixar um Homem Louco de Desejo de Margot Saint- Loup pela Ouro (1999)
>>> Me Apaixonei por um Idiota de Marcelo Puglia pela Matrix (2009)
>>> A Maior Jornada de Todos os Tempos de Amilcar Del Chiaro Filho pela Minas (2002)
>>> Milagres que A Medicina não Contou de Dr. Roque Marcos Savioli pela Ágape (2002)
>>> Gotas de Cura Interior de Pe. Léo, SCJ pela Canção Nova (2006)
>>> Encanto Das Fabulas - V. 2 de Mauricio Heitor pela Base (2012)
>>> De Menina a Mulher de Drica Pinotti pela Alegro (2001)
>>> Dez Amores de Mlacolm Montgomery pela Gente (2000)
>>> Não Leve a Vida tão a Sério de Hugh Prather pela Sextante (2003)
>>> A Hora da Virada de Cyro Masci pela Saraiva (1994)
BLOG >>> Posts

Sábado, 8/11/2014
A lua de mel durou pouco

+ de 1400 Acessos

A lua de mel com o PSDB durou pouco

Talvez o PT reclame para si a "hegemonia" - naquele documento oficial do partido -, porque foi praticamente hegemônico nas eleições de 2002, 2006 e 2010.

Já em 2014, foi como aquele aluno que passa de ano "raspando". Porque a oposição, que praticamente inexistia desde 2002, se uniu em torno de um nome, Aécio Neves.

O quanto dessa oposição é o PSDB? O quanto dessa oposição é o "fator" Aécio? O quanto dessa oposição é o sentimento "anti-PT"? E o quando é o "resto" (desde "marinistas" que aderiram, até governistas que se rebelaram, passando pela quase interditada "direita")?

Não sabemos. Mas estamos descobrindo aos poucos. Porque, durante a eleição, estavam todos unidos em torno de um "projeto". Agora, vamos percebendo que cada grupo - ou, até, cada indivíduo - tem a sua própria maneira de lidar com o governo e de ser oposição.

As "redes sociais" nunca ficaram caladas e a grita começou já no domingo à noite, depois do susto, quando saiu o resultado do segundo turno. Passado o desalento, e a desesperança para com o Brasil, as "redes sociais" começaram a se perguntar qual seria o próximo passo...

Talvez por pressão, talvez por iniciativa própria, talvez por livre e espontânea pressão de Aécio, o PSDB logo protocolou seu pedido de "auditoria" das eleições. Mas foi tão criticado que ficou difícil alguém do partido assumir o ato - até que o subscreveu. Aécio Neves.

Menos de uma semana depois, no sábado, vieram as atabalhoadas manifestações. O golpe - da imprensa ou da militância petista - de tachá-lo de "intervencionista", militarmente falando, funcionou. A ponto de Xico Graziano, do PSDB, condená-lo, nas redes, e Geraldo Alckmin, nos jornais.

Já Aécio, em sua entrevista de retorno ao Senado, não disse nem que sim, nem que não. Ou seja: não condenou as manifestações em si; condenou os extremistas "antidemocracia", infiltrados.

A dissonância interna, que se manifestara no episódio da "auditoria", e que começou a tomar corpo depois das manifestações, ficou bastante clara na história do "acordão".

Aécio Neves fez um discurso enfático, na quarta-feira, no Senado. Como líder da oposição, proclamou que só haveria "diálogo" com o governo se fossem apuradas todas as denúncias do "petrolão".

Mas na quinta de manhã, noticiou-se que Marco Maia, do PT, e Carlos Sampaio, do PSDB, fechavam um "acordo", para que políticos *não fossem* convocados para depor na CPI mista da Petrobras...

Aécio, novamente, teve de corrigir o rumo dos acontecimentos, soltando uma nota, em nome do PSDB, negando qualquer "acordo" com o PT.

Mas, a exemplo do episódio da "intervenção militar", não foi suficiente, porque o "acordão" já havia caído nas "redes"... e os eleitores de Aécio cobravam o PSDB.

Então, na sexta, Aécio soltou mais uma nota, desta vez em nome dos partidos de oposição, não só negando o "acordão" como acusando o governo de confundir a sociedade, com informações desencontradas, e complementando que o deputado Carlos Sampaio repudiava que seu nome estivesse envolvido na história.

O problema é que, desta vez, nem todo mundo ficou convencido. E, desta vez, não daria para jogar toda a culpa na Folha, que soltou a primeira notícia sobre o "acordo"...

Dora Kramer, por exemplo, informou que houve tentativa de acordo, sim. Não porque houvesse intenção de abafar o caso (e simplesmente livrar os políticos associados ao petrolão). Mas porque convocá-los agora, sem as informações completas dos depoimentos, seria perda de tempo.

O fato é que ficou mal para o PSDB, e vem crescendo, progressivamente, aquela parcela "aecista" do eleitorado que se descola do PSDB, apesar de reconhecer o esforço, pessoal, de Aécio Neves em manter a coesão.

Parece haver, pelo menos, duas linhas de atuação dentro do PSDB. Uma é aquela, de Aécio, que solicita a "auditoria"; mas outra é aquela... que não a assume. Uma é aquela, do senador Álvaro Dias, que reconhece a importância das manifestações; mas outra é aquela, de Xico Graziano, que questiona suas motivações. Por fim, uma é aquela, representada por Aécio Neves, que não aceita nenhum tipo de acordo, antes do julgamento do petrolão; e outra é aquela, que num ataque de fraqueza, fecha - com o PT - um "acordão"...

É por essas e por outras que eleitores que hoje se consideram "de oposição", e que até votaram em Aécio Neves, estão descobrindo que não necessariamente aderem ao PSDB. Afinal, parte do PSDB não fechou com a "auditoria", parte do PSDB condenou as manifestações e parte do PSDB quer dialogar com o governo, sim. Vide Geraldo Alckmin que vai se reunir com Dilma Rousseff na segunda-feira, para falar do problema da água. (O que Aécio Neves - que não queria diálogo - deve ter achado disso?)

Será que o PSDB vai encontrar um alinhamento único? Será que Aécio vai conseguir impor sua postura ao resto do partido? São questões que só o PSDB e Aécio Neves podem responder...

Enquanto isso, eleitores "de oposição" vão descobrindo, sozinhos, o seu caminho. E dia 15 de novembro haverá novas manifestações. (O PSDB gostando ou não...)


Postado por Julio Daio Borges
Em 8/11/2014 às 13h59


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Gonzagão e Gonzaguinha de Julio Daio Borges
02. Allan Kardec de Ricardo de Mattos
03. Fórmula mágica de Julio Daio Borges
04. 3 perguntas: Dani Gurgel de Rafael Fernandes
05. Osesp, 22.10 de Fabio Silvestre Cardoso


Mais Julio Daio Borges no Blog
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Guerra Submarina
Revista Militar Ciência e Tecnologia, Vol 23
Bibliex
(2006)



Quatro Baianos Porretas: Castro Alves, Carlos Marighella, Glauber
Silvio Tendler
Garamond Universitaria
(2011)



Três Autos
Gil Vicente
Ediouro
(1997)



Que Nossos Olhos Se Abram
Conferência dos Religiosos do Brasil
Nacional
(2011)



A Exclusão Legal da População Carente - Política Públicas Direitos Fun
Alexandre Lobão Rocha
Thesaurus
(2009)



Orientação Educacional - uma Experiência Em Desenvolvimento
Maria Teresa Freitas Ribeiro / Teresinha de Pai...
E. P. U.
(1984)



Negative Schizophrenic Symptoms: Pathophysiology and Clinical Imp
John F. Greden, Rajiv Tandon (edited) Capa Du
American Psychiatric Press
(1990)



La France Communiste: un Etat Dans Letat
Jean Montaldo
Albin Michel (paris)
(1978)



Dona Flor da Cidade da Bahia
Benedito Veiga
7 Letras
(2006)



Perdas & Ganhos
Lya Luft
Record
(2004)





busca | avançada
69435 visitas/dia
2,6 milhões/mês