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Quarta-feira, 5/10/2016
Escritor e Fisiculturista
Heberti Rodrigo

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A Árvore da Vida, de Klimt

Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”.

Na segunda-feira, dia em que completei 40 anos, fiz o que muitas vezes faço quando meu filho não acorda junto comigo ou enquanto estou tomando o café da manhã. Olhei para os livros que tenho em casa, peguei um ao acaso e comecei a folheá-lo. Naquele dia, o livro que tinha em mãos era Les Livres de Ma Vie, de Henry Miller. Em certo momento, deparei-me com uma passagem com a qual tanto me identifiquei que a transcrevi mais abaixo. Ela está intimamente relacionada com o meu sentimento de vida, com tudo aquilo que venho buscando ao longo da minha própria. Aos 40 anos, reconheço em mim o mesmo impulso descrito por Henry Miller de buscar conhecer e libertar-se. Aos 40, quero mais daquilo que sempre quis: um acréscimo de força e vitalidade, a ousadia de viver aquilo que corre em minhas veias. Dizem que antes de morrer há três coisas a se fazer: ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. A árvore que quero cultivar é a minha própria vida. Quero ver a semente germinar e acompanhar o amadurecimento de minhas potencialidades. Quero colher seus frutos, mesmo que espinhosos. É com essa mentalidade que vou para Paris daqui a poucos meses. É também por encarar este momento de minha vida como decisivo para alcançar o que aspiro que iniciei um treinamento mais intenso com um campeão brasileiro de fisiculturismo. Abri este post com uma citação aplicada à caminhada. A meu ver ela se encaixa perfeitamente à musculação. Esta permite que se conheça melhor o próprio corpo e é através de nossos corpos que adquirimos conhecimento a respeito do mundo. Todo o conhecimento fundamental na vida de um homem está de algum modo relacionado ao funcionamento de seu corpo. Quando as palavras calam, o corpo ainda pode falar. É um poderoso instrumento de linguagem, como demonstrou Chaplin, e não apenas ele. Basta pensar na dança. Desejo aprofundar meus conhecimentos sobre mim mesmo e isso me parece impossível sem explorar as possibilidades de meu corpo. Para mim, escrever é explorar todo os recursos de linguagem e conhecimento. Quero expressar o que fez e continua a fazer parte de meus dias, compreender o padrão de minha vida. Ambiciono que tudo aquilo que sempre me interessou, que sempre me foi vital, se expanda e frutifique antes que eu morra. Quero deixar de ser alguém meramente potencial para me tornar parte da realidade, tornando real a minha realidade mais íntima. Aos 40, quero me tornar cada vez mais eu mesmo. Não necessariamente melhor ou pior, mas ser mais eu mesmo e menos do que os outros acham que deveria ser. Isso significa romper preconceitos e limites, como os que envolve o fisiculturismo, sobretudo aqui no Brasil. O que diriam de um escritor fisiculturista? Que ou se é uma coisa ou outra, como se fossem atividades que se excluem? É para ganhar força para romper preconceitos como esse - e aqui tomo todo preconceito como um limite, uma estreiteza - que escrevo e sou tão apegado às atividades físicas. Escrevendo e treinando ganho confiança para prosseguir em minha busca de expressar e libertar e afirmar tudo aquilo em que se resume minha pessoa, meu sentimento de vida e de mundo. Escrevendo e treinando me sinto vivo e sentir-se vivo, para mim, é vivenciar em si mesmo aquela força vital que se confunde com esse querer tantas vezes repetido ao longo deste post. O que hoje sei de mim é que eu sou alguém que quer viver plenamente o que me faz sentir vivo.

Seguem, então, as palavras de Henry Miller que estão relacionadas com o que escrevi e tive a felicidade de me deparar na segunda-feira ao acordar.

Quels ont été les sujets qui m'ont fait rechercher les auteurs que j'aime, qui m'ont permis d'être influencé, qui ont façonné mon style, mon caractère, ma conception de la vie? Les voici en gros: l'amour de la vie, la poursuite de la vérité, de la sagesse et de la compréhension, le mystère, la puissance du langage, l'ancienneté et la gloire de l'homme, l'éternité, le but de l'existence, l'unité de toute chose, la libération de soi-même, la fraternité humaine, la signification de l'amour, les rapports entre sexe et l'amour, le plaisir sexuel, l'humour, les bizarreries et les excentricités dans tous les aspects de la vie, les voyages, l'aventure, la découverte, la prophétie, la magie (blanche e noire), l'art, les jeux, les confessions, les révélations, le mysticisme, et plus particulièrement les mystiques eux-mêmes, les religions et cultes divers, le merveilleux dans tous les domaines et sous tous ces aspects car "il n'y a que le merveilleux et rien que le merveilleux". En ai-je oublié? Remplissez vous-mêmes les vides! Je me suis intéresser à tout. Même à la politique..."vue d'en haut". Mais le combat que livre l'être humain pour s'émanciper, c'est-à-dire pour se libérer de la prison qu'il s'est bâti lui-même, voilá pour moi le sujet suprême. C'est pour cela, peut-être, que je ne parviens pas à être complètement l'"écrivain". C'est peut-être pour cela que, dans mes ouvrages, j'ai fait une si grande place à la simple expérience de la vie. Peut-être aussi est-ce pour cela - bien que si souvent les critiques ne sachent pas le percevoir - que je suis tellement attiré vers les sages, ceux qui ont fait pleinement l'expérience de la vie et qui donnent la vie - les artistes, les grandes figures de la religion - les pionniers, les innovateurs et les iconoclastes de toute sorte. Et peut-être - pourquoi ne pas le dire - est-ce pour cela que j'ai si peu de respect pour la littérature, si peu de considération pour les auteurs accrédités, que je apprécie si peu les revolutionnaires sans lendemain. A mes yeux, les seuls vrais revolutionnaires sont les inspirateurs et ceux qui poussent à l'action, les figures comme Jésus, Lao-Tseu, le Bouddha Gautama. La mesure que j'emploi c'est la vie: la position des hommes face à renverser um gouvernement, un ordre social, une forme de religion, un code moral, un système d'éducation, une tyrannie économique. Mais plutôt quelle influence ils ont eue sur la vie elle-même. Ce qui distingue, en effet, les hommes auxquels je pense c'est qu'ils n'ont pas imposé leur autorité à l'homme; au contraire, ils ont cherché à détruire l'autorité. Leur but et leur dessein étaient de révéler la vie, de donner à l'homme le goût de la vie, d'exalter la vie... et de ramener tous les problèmes à la vie. Ils ont exhorté l'homme à comprendre qu'il possédait tout la liberté en lui-même, qu'il n'avait pas à se préoccuper du destin du monde (problème qui ne le concernait pas) mais à résoudre son propre problème individuel, lequel était de se libérer, et rien de plus.

Contato: [email protected]


Postado por Heberti Rodrigo
Em 5/10/2016 às 07h43


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