Narrando para sobreviver: As 1001 Noites, o filme | Sobre as Artes, por Mauro Henrique

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Domingo, 1/1/2017
Narrando para sobreviver: As 1001 Noites, o filme
Mauro Henrique Santos

+ de 900 Acessos

Divulgação

Os últimos momentos do ano de 2016 nos reservaram ainda as estreias do segundo e terceiro volumes da trilogia As Mil e Uma Noites, O Desolado e O Encantado. Para quem não pôde assistir ao primeiro capítulo da obra, o Belas Artes, em São Paulo, exibe As Mil e Uma Noites Volume 1 – O Inquieto, para que possamos apreciar a sua integralidade.

A tríade foi concebida como um projeto único, contudo todas possuem unidade e coesão, não prejudicando quem, por ventura, testemunhar apenas uma ou outra. Se valendo da máxima atribuída a Tolstoi: “se queres ser universal, comece a falar da sua aldeia”<, o cineasta se apropria do histórico recente do seu país, entre agosto de 2013 e julho de 2014, momento em que Portugal, sub o jugo de um “programa de austeridade imposto pelo governo sem senso de justiça social” e pelos órgãos financeiros internacionais, que empobrece ‘quase’ – bom frisar esse quase – toda população portuguesa. Essa premissa traz um ar de atualidade com Zeitgeist, além do país lusitano, de outras nações como Espanha, Grécia, Brasil e etc.

Seu diretor, o português Miguel Gomes, do excepcional Tabu [2012], teve, portanto, não mais que três anos para realizar o seu projeto de recriar, à sua maneira, a história árabe, que em que pese tome para si o nome do preclaro livro, não se trata de uma adaptação cinematográfica, embora se inspire na estrutura fabular, como expresso no início do filme.

Apesar da unidade da obra, a primeira parte d’As 1001 Noites é a que possui carácter mais experimental. A maneira de Fellini, em 8 ¹/², a personagem interpretada por Gomes demonstra certo esgotamento e impossibilidade de realizar o seu ofício, em que o próprio diretor, a maneira do italiano, se aproveita da dificuldade de se realizar um filme como uma força criativa para ajudar na construção e estruturação do filme. Desse bloqueio de levar à tela o problema que seu país, seja financeiro ou ético, Gomes usa o artifício de convocar para o seu filme provavelmente a maior contadora de histórias que se tem notícia.

Divulgação



Xerazade, como sabemos, personagem literária d’As Mil e Uma Noites, coletânea de histórias originadas principalmente no Oriente Médio, em que o rei Xariar, após descobrir um caso de fidelidade da esposa e matá-la, decide passar todas as noites com uma mulher diferente e ordenar que a matem na manhã seguinte, escapando assim de qualquer caso de infidelidade. Depois de certo tempo, Xerazade pede ao pai, o Vizir, para ser entregue como noiva ao rei, pois tinha um plano para frear a gana do rei em matar. Ela passa a noite contando uma história ao rei e suspendendo-a meticulosamente ao amanhecer, prometendo termina-la assim que anoitecer. O rei sedento por saber o final da história poupa-lhe a vida, esperando até o final do dia para saber o desfecho do que passou a noite ouvindo. Xerazade narra histórias como forma de subsistência, narra para não morrer.

Concebo a Xerazade como um espelhamento do diretor, ao menos do diretor em crise, aquele exposto no início do primeiro filme. O cineasta levou por volta dos mil dias para realizar os três filmes, desde o final de Tabu ao lançamento dos três filmes, assim como o empreendimento de Xerazade deu-se em período semelhante. Se o diretor sofre de bloqueio criativo no filme, ela foge do castelo e passa pelo mesmo processo agônico e de instabilidade, julgando-se incapaz de continuar narrando histórias, noite após noite, ao seu esposo – acompanhamos boa parte da sua aflição ao som da música Fala escrita por Luhli e João Ricardo, em performance do grupo Secos e Molhados.

A tese de que o cineasta passava por uma angústia criativa encontra consonância com Diário de Fabricaçãodo filme, disponibilizado à imprensa, que exprime, dia a dia, o processo de construção do filme, em que nem mesmo o diretor sabia o que viria a seguir e que, "encontraria" o tom da sua obra no seu desenvolvimento:

21 de novembro

Tento colocar-me no lugar de Sayombhu Mukdeeeprom, o director de fotografia tailandês queaceitou vir viver para Lisboa durante um ano para fazer este filme. Dissemos-lhe que tínhamos garantido durante doze meses uma câmara de 16mm e um jogo de objectivas anamórficas apesar de não fazermos a mínima ideia do que iríamos filmar[...]

25 de novembro

Mas que (...) andamos aqui a fazer? Sinto-me o Ed Wood! De manhã ensaiámos com 73 actores e distribuímos dildos [N.E: pênis de borracha] a todos (rodagem de Os Homens do Pau-Feito para a semana. Almoço a ver fotos de camelos. À tarde vejo vídeos com depoimentos de desempregados em Aveiro para o filme de fim do ano (O Banho dos Magníficos?): deixam-me prostrado. A produção está nervosa com a ideia de reservar hotéis para o ano novo e quer saber pormenores. Eu também mas ainda não há argumento. Peço que me construam uma baleia. Aconselho qualquer realizador a mandar construir uma baleia quando estiver em sarilhos [N.E: situação complicada][..].

25 de fevereiro

É preciso dizer alguma coisa ao Thomas Ordonneau, o produtor francês, que está à rasca porque tem de organizar a rodagem do episódio com Xerazade em Marselha. Vemos pelo google Earth o que há por lá. Mar e ilhas. Que seja! A Xerazade ganha uma casa (na verdade um Castelo): o Château d'If. O que vai ela fazer por lá?Não faço a mínima ideia.[...]


O procedimento de construção das histórias também é parecido. Se no livro os personagens que participam das histórias, voltam a diante em outras, no filme há casos como o de Catá que é a ligação dos capítulos “Floresta Quente” e "O Inebriante Canto dos Tentilhões”, bem como os de outros atores que ao ir e vir interpretando diversos personagens ao longo do longa-metragem trazem à obra uma fluidez narrativa interessante. Se esta inovação na articulação das histórias pode ser creditada à Xerazade, Gomes não se faz de rogado, de maneira que pôde aprofundar algumas escolhas narrativas ao longo dos mais de 380 minutos da trilogia.

Utiliza como recurso de narração a linguagem instantânea dos SMS, quebra a quarta parede ao utilizar personagens que interagem com a câmera – sobretudo com crianças interpretando adultos -; tudo isto acontece apenas no primeiro volume, somando-se a isso também a metalinguagem em relação a incapacidade do diretor. O segundo volume – O Desolado apesar de ser mais convencional do ponto de vista narrativo, possui a melhor história de toda obra, "Lágrimas da Juíza", que a partir do julgamento de um caso corriqueiro em que uma senhora se apodera de móveis de uma casa alugada a juíza se vê envolta em uma rede de crimes, sejam eles econômicos ou de outra natureza, machismo e culpa que permeia toda sociedade portuguesa e que a impedem de julgar de maneira justa.

O volume 2 é o mais resolvido, no sentido de estabelecer de maneira mais nítida a distância entre o real e o imaginado, neste escolhido como representante português para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Entenda-se convencional não como mesmice, neste diretor que possui um texto e imagens de elegância ímpar. Nas três histórias desse volume 2, o diretor expõe de maneira crítica o complexo momento social que se vivia ali, sem perder o humor e o sarcasmo. A primeira história intitulada “Crônica de Fuga de Simão ‘Sem Tripas “, em que mesmo decidindo praticamente narrar em off toda o conto realiza um grande cinema, ressaltado pelo surpreendente final da história do homem que a despeito dos crimes que cometeu, cativou toda população por enganar o governo.

A história seguinte é a já comentada acima, Lágrimas da Juíza, em que tendo novamente como mote o empobrecimento da população causado pelo programa de austeridade do governo português, os acusados são levados à Justiça – também instituição portuguesa – que por fim, se sente incapaz de julga-los. O interessante é que o tom de farsa dado ao julgamento está no texto e revelados por outros elementos como a roupa do Gênio – semelhante a uma fantasia carnavalesca – e uma vaca feita de papel que conversa com oliveiras.

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Aliás, um aspecto recorrente nos três filmes é a relação do homem com os animais, da comunicação do homem com o animal. Se permitindo a utilizar fartamente deste expediente, por ser adequado a sua estrutura fabular, Miguel Gomes, em O Inquieto nos revela a história de um galo que é levado à julgamento por cantar fora de hora. No desenrolar da história percebemos que o bicho estava tentando se comunicar, para indicar um delito, mas ninguém se interessou por decifrar o aviso. A vaca, do mesmo modo, nos ajuda a elucidar de alguma maneira, um crime. Enquanto no derradeiro episódio deste volume “Os Donos de Dixie” vemos a história de um cão que muda de dono diversas vezes, similarmente por conta do desarranjo financeiro do país.

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Penso que essa questão da [in]comunicabilidade com os animais, isto é, de tentar ouvir ou decifrá-los, liga as três partes, como sustenta o roteiro do volume final, O Encantado. O tom muda completamente, ainda que não perca totalmente o tom de fábula, o registro é claramente documental, em que se tem como foco o povo português simples. Além, de ser uma atitude transgressora em relação ao original, posto que a narrativa árabe retrata predominantemente nobres e enredos que em algum momento o elemento mágico se faz presente. O ato é insubmisso também, por exemplo, em “O Inebriante Conto dos Tentilhões”, em que homens numa espécie de comunidade secreta, tentam ouvir pássaros, cria-los, reproduzir seu canto de uma geração à outra e leva-los para competições. Transgressão, por que desafiam a autoridade, para fazer essas ações que são proibidas pelo governo, ‘apenas’ para ouvir os pássaros.

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Este episódio poderia ter se condensado um tanto mais, para preservar o ritmo geral da obra, no entanto, sem prejudicar a dramaticidade total da obra. Não que esse episódio destoe dos outros, muito pelo contrário, vê-se claramente uma habilidade do realizador português em entrar e sair das histórias, como no episódio "Floresta Quente", que inicia e termina entre o conto dos "Tentilhões...", assim como utiliza a música como contraponto aos momentos mais contemplativos do filme, como temos na música dos Secos e Molhados, bem como no clipe de Samba da Minha Terra, , dos Novos Baianos – que surge em um momento em que a comunidade árabe e os portugueses se queixavam de saudades da nossa terrinha – bem como das diversas versões da música Perfídia, bolero de Alberto Dominguez, levadas à tela em momentos diferentes. Esta música, diga-se de passagem, se adequa ao contexto do que vemos na tela. Além de revelar uma incompreensão de entendimento, semelhante à falta de comunicação ou dos sentimentos alheios serem inatingíveis, centraliza a mulher como detentora de poder de comunicar diretamente com Deus e com outros elementos, como o mar, que após a Xerazade ir se banhar, para conhecer o mundo, pois vivia enclausurada, enamorou-se do Peddleman, nativo, mas um parvo.

Por esse poder de comunicação, escolhas narrativas refinadas e acertadas para dar conta de um mundo pós-moderno em que não existem grandes narrativas totalizadoras que dão conta de explicar tudo que acontece em nossa volta e se aproximar de uma personagem mítica para abordar a história recente do seu país, Miguel Gomes se inscreve na categoria dos grandes contadores de histórias do cinema moderno.

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Trailer - Volume 2:

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Trailer - Volume 3:

Cotação:

AS MIL E UMA NOITES - VOLUME 1: O INQUIETO *****

AS MIL E UMA NOITES - VOLUME 2: O DESOLADO ****

AS MIL E UMA NOITES - VOLUME 3: O ENCANTADO ***

Direção: Miguel Gomes

E Feliz 2017 a todos!

Mauro Henrique Santos.



Postado por Mauro Henrique Santos
Em 1/1/2017 às 22h52


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