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Sábado, 4/3/2023
O Semáforo
Raul Almeida
+ de 1600 Acessos

Três cores, vários intervalos de tempo, a orientação fundamental.
Ainda na escola, antes até, quando os mais velhos começavam a nos preparar para o Mundo, as cores do semáforo nos chamavam atenção. Era só encontrar um cruzamento, um ponto de travessia entre os lados da rua, e aquela lanterna sisuda estava ali avisando o momento para continuar o caminho.
Verde, amarelo, vermelho.
Aprendemos a temer no vermelho, a esperar no amarelo e a seguir em frente com o verde. Conforme o lugar, o verde ou o vermelho demoravam mais ou menos.
O amarelo sempre alertou para a necessidade de aumentar o cuidado e a atenção com o próximo passo.
Ainda contidos pela mão do pai, avó, mãe ou alguém mais velho e responsável, ficávamos esperando o momento para seguir. Nessas horas a lição era sempre repetida: “Só se atravessa com o sinal fechado para os carros”. Se estava no amarelo, esperava-se o ciclo seguinte.
Às vezes, uma confusão entre o vermelho para os pedestres e verde para os carros e vice-versa, obrigava a um rápido raciocínio para entender um cruzamento múltiplo, um semáforo moderno, mas a lógica sempre prevaleceu.
A lição que se aprende com os semáforos é mais que uma simples regra de segurança urbana. É uma norma pétrea para toda a vida. Só avançar em segurança e depois de avaliar os riscos, vantagens e desvantagens, possíveis lucros ou irreparáveis perdas.
Não desprezar nunca os lampejos do amarelo. Nunca tomar decisões sem avaliar bem a situação. Controlar as emoções sejam felizes ou não. Jamais colocar os pés fora da calçada antes de olhar para os dois lados. Não se deixar levar pela mão de alguma companhia afoita, algum parceiro ou parceira sem avaliar, por si mesmo, quais serão os resultados da pressa ou da cautela.
Quando o vermelho aparece, não há dúvida quanto ao fracasso do rumo escolhido. Quando o verde libera o caminho chegou a hora de prosseguir.
A vida vai ser toda sinalizada com as três cores. Entretanto, o amarelo é o principal aviso.
No começo, quando as emoções têm sabores mais fortes, os desafios lançam sombra sobre os lampejos do amarelo e o vermelho parece seduzir sem maldade. O bom senso é a única alternativa ao abstrato que é a sorte. Há quem diga que não existe sorte. Opiniões, divagações, filosofia. Mas, nascer é um fato de domínio da sorte.
O atavismo, a geografia e a economia não são suficientes para validar ou não uma vida.
Valeu a pena? Está valendo?
O amarelo em determinado momento começa a piscar. Olha-se para um lado e para o outro, não vem nada. Nenhum perigo. Voltamos para o semáforo virtual da consciência, da mente e do pensamento.
Ah, o amarelo parece que entrou em pânico. Apaga-se completamente e logo após tomado o fôlego, volta a insistir em sinais ritmados, talvez um código Morse, uma frequência do futuro, aquele que fica além do muro.
Quantos caminhos ainda a percorrer? Valerá a pena ou será mais uma atribulação, um baú de tranqueiras que ficará para alguém descartar? Uma pilha de livros,um porta-retrato a ser esvaziado, uma ausência que virou um brinde?
Ah, o amarelo anda sinalizando. É hora de prestar muita atenção.


Postado por Raul Almeida
Em 4/3/2023 às 12h16

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