A revista das revistas | Eduardo Carvalho | Digestivo Cultural

busca | avançada
39185 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
Colunistas
Últimos Posts
>>> Analisando o Amazon Prime
>>> Amazon Prime no Brasil
>>> Censura na Bienal do Rio 2019
>>> Tocalivros
>>> Livro Alma Brasileira
>>> Steve Jobs em 1997
>>> Jeff Bezos em 2003
>>> Jack Ma e Elon Musk
>>> Marco Lisboa na Globonews
>>> Jorge Caldeira no Supertônica
Últimos Posts
>>> O céu sem o azul
>>> Ofendículos
>>> Grito primal V
>>> Grito primal IV
>>> Inequações de um travesseiro
>>> Caroço
>>> Serial Killer
>>> O jardim e as flores
>>> Agradecer antes, para pedir depois
>>> Esse é o meu vovô
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Cigarro, apenas um substituto da masturbação?
>>> De volta às férias I
>>> Redes e protestos: paradoxos e incertezas
>>> 2005: Diário de bordo
>>> Alfa Romeo e os bloggers
>>> Defesa dos Rótulos
>>> O Jovem Bruxo
>>> Sua Excelência, o Ballet de Londrina
>>> O diabo veste Prada
>>> Hilda Hilst delirante, de Ana Lucia Vasconcelos
Mais Recentes
>>> Organize-se num Minuto de Donna Smallin pela Gente (2005)
>>> Assassinato no Expresso do Oriente de Agatha Christie pela Nova Fronteira (2011)
>>> Quatrocentos Contra Um - Uma História do Comando Vermelho de William da Silva Lima pela Vozes (1991)
>>> Confronto pedagógico: Paulo Freire e Mobral de Gilberta Martina Jannuzi pela Cortez & Moraes (1979)
>>> Escravidão, Homossexualidade e Demonologia de Luiz Mott pela Icone (1988)
>>> Socialismo Síntese das origens e doutrinas de Edgar Rodrigues pela Porta Aberta (2003)
>>> Sentença: Padres e Posseiros do Araguaia de Rivaldo Chinem pela Paz E terra (2019)
>>> Pancho Villa O revolucionário Mexicano de Earl Shorris pela Francisco Alves (1983)
>>> México em Transe de Igor Fuser pela Scritta (1996)
>>> Sociologia Política da Guerra camponesa de Canudos - Da destruição do Belo Monte ao aparecimento do MST de Clóvis Moura pela Expressão Popular (2000)
>>> Exclusão Escolar Racializada - Implicações do Racismo na Trajetória de Educandos da EJA de Tayná Victória de Lima Mesquita pela Paco Editorial (2019)
>>> Crítica da Razão Negra de Achille Mbembe pela N-1 Edições (2018)
>>> Esferas da Insurreição - Notas para uma vida não cafetinada de Suely Rolnik pela N-1 Edições (2013)
>>> Arqueofeminismo - Mulheres filósofas e filósofos feministas – Séculos XVII-XVIII de Maxime Rovere (Org.) pela N-1 Edições (2019)
>>> A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos de José de Oiticica pela A Batalha (1976)
>>> Helena de Machado de Assis pela Ática (1994)
>>> A 3° Visão de T. Lobsang Rampa pela Record (1981)
>>> A História Da Indústria Têxtil Paulista de Francisco Teixeira pela Artemeios (2007)
>>> Ciência tecnologia e gênero abordagens Iberoamericanas de Marília Gomes de Carvalho (org.) pela utfPR (2011)
>>> A Jornada de Erin. E. Moulton pela Nova Conceito (2011)
>>> A Melodia Feroz de Victoria Schwab pela Seguinte (2016)
>>> Despertar ao Amanhecer de C.C. Hunter pela Jangada (2012)
>>> Sussurro - Coleção Hush Hush de Becca Fitzpatrick pela Intrínseca (2009)
>>> Holocausto Nunca mais de Augusto Cury pela Planeta
>>> Lusíada (Nº 1): Revista Ilustrada de Cultura.- Arte.- Literatura.- História.- Crítica de Martins Costa/ Portinari/ Texeira Pascoaes (obras de) pela Simão Guimarães & Filhos./ Porto (1952)
>>> Fábulas que Ajudam a Crescer de Vanderlei Danielski pela Ave Maria (1998)
>>> Ninguém é igual a ninguém de Regina Otero e Regina Rennó pela Do Brasil (1994)
>>> Você Pode Escolher de Regina Rennó pela Do Brasil (1999)
>>> Apelido não tem cola de Regina Otero e Regina Rennó pela Do Brasil (2019)
>>> Coração que bate, sente de Regina Otero e Regina Rennó pela Do Brasil (1994)
>>> A galinha que criava um ratinho de Ana Maria Machado pela Ática (1995)
>>> Pinote, o fracote e Janjão, o fortão de Fernanda Lopes de Almeida pela Ática (2000)
>>> A lenda da noite de Guido Heleno pela José Olympio (1997)
>>> A História de uma Folha de Leo Buscaglia pela Record (1999)
>>> Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque pela José Olympio (1999)
>>> O último judeu: uma história de terror na Inquisição de Noah Gordon pela Racco (2000)
>>> Confissões de um Torcedor: Quatro copas e uma Paixão de Nelson Motta pela Objetiva (1998)
>>> Controle de Infecções e a Prática Odontológica em Tempos de Aids de Vários pela Brasília (2000)
>>> A Roda do Mundo de Edimilson de Almeida Pereira e Ricardo Aleixo pela Mazza/ Belo Horizonte (1996)
>>> Roda Mundo de Fanny Abramovich/ Ilustrações: Paulo Bernardo Vaz pela Formato/ Belo Horizonte (1993)
>>> Roda Mundo de Fanny Abramovich/ Ilustrações: Paulo Bernardo Vaz pela Formato/ Belo Horizonte (1993)
>>> Roda Mundo de Fanny Abramovich/ Ilustrações: Paulo Bernardo Vaz pela Formato/ Belo Horizonte (1993)
>>> A Propagação do Amor: Sobre o Plantio e a Colheita do Bem de Betty J. Eadie pela Nova Era/ Record (2003)
>>> Auto- Estima: Amar a Si Mesmo para Conviver Melhor Com os Outros de Christophe André - Françoise Lelord pela Nova Era/ Record (2003)
>>> Os Lusíadas: Reprodução Paralela das duas Edições de 1572 / Ed. Ltd. de Luis de Camões pela Impr. Nac. Casa da Moeda/ Lis (1982)
>>> Administração de Marketing: Desvendando os segredos de: Vendas. Promoç de Stephen Morse pela McGraw Hill (1988)
>>> Obras Completas de Álvares de Azevedo - 02 Tomos ) de Álvares de Azevedo/ Org. Notas: Homero Pires pela Companhia Ed. Nacional (1942)
>>> Obras Completas (Poesia, Prosa e Gramática) de Laurindo José da Silva Rabelo/ Org: O. de M. Braga pela Companhia Ed. Nacional (1946)
>>> Sempre Em Desvantagem de Walter Mosley pela Record (2001)
>>> Sempre Em Desvantagem de Walter Mosley pela Record (2001)
COLUNAS

Segunda-feira, 8/4/2002
A revista das revistas
Eduardo Carvalho

+ de 5400 Acessos

"O que a New Yorker publicou de bom é melhor do que qualquer coisa publicada na imprensa dos EUA neste século."
Paulo Francis

Dizer que a The New Yorker é a melhor revista do mundo talvez seja forçar a barra - ainda existem, entre outras, a "The New Republic", a "The Economist", a "The Spectator". Mas ela é, na minha opinião, a revista mais agradável de se ler. Pela qualidade do texto, pela elegância gráfica, pelos divertidos cartoons, pela variedade dos assuntos, pela fina ironia, pela inteligência dos colaboradores, pela criatividade das capas. E, sobretudo, pelo completo desprezo pelo chato e pelo vulgar, que, das revistas ao cinema, parecem dominar o ambiente cultural brasileiro. Que uma revista dessas tenha edições semanais é a prova mais evidente de que viver bem, apesar de tudo, ainda é possível - mesmo que seja longe daqui. Poder ler a "The New Yorker" é o maior reconforto ao desiludido, a melhor distração ao entediado. Se escolher a melhor é difícil, tanto Churchill como Nabokov concordariam: a "The New Yorker" é a revista mais inteligente e sofisticada do mundo.

A capa da revista é um capítulo à parte. Seus ilustradores são, sem dúvida, os melhores do mundo, e semanalmente surpreendem, provocam e agradam tanto os leitores da revista como os freqüentadores de banca. Se ainda há arte legítima sendo produzida no mundo, ela parece estar na capa da "TNY". Harold Ross, que fundou a revista em 1925, proibiu que as capas fizessem referência a qualquer pessoa que pudesse ser reconhecida. Nem a Hitler, durante a Segunda Guerra: quem saberia se na semana seguinte ele ainda seria importante? Não por outro motivo tanta gente a coleciona. Algumas podem valer um dinheirão, no futuro, ou, enquadradas, como é comum, enfeitar a parede de uma sala.

A revista oferece, naturalmente, um apropriado guia cultural da cidade, com o que acontece nos cinemas, teatros, casas de shows, museus, galerias, etc. Serve de orientação para quem mora na cidade ou como guia para quem está indo para lá - ou, ainda, como documento da mais abrangente e melhor produção cultural que, em uma cidade, a humanidade já conseguiu reunir.

Na seção permanente "The Talk of The Town", os colaboradores contam casos interessantes que acontecem no dia-a-dia de Nova York, de pequenas coincidências a curiosidades impressionantes. É o espaço em que os mais importantes acontecimentos - discurso do prefeito, jantares beneficentes, entrevistas com famosos - são reportados ao lado de impressões corriqueiras - conversas ouvidas em um café, o clima de um jogo de beisebol, uma situação no trânsito. As conveniências e os incômodos de se viver em Nova York são solidariamente compartilhados com os leitores de Manhattan a Hong Kong. A "TNY" sabe combinar sua elegância provinciana com um amplo interesse cosmopolita: os textos de "The Talk of The Town" são os bastidores do incansável espetáculo da civilização.

Em muitas edições sai a seção "Letter from..." - que pode ser do Canadá ao Camboja. Funciona como uma longa reportagem descrevendo a situação - econômica, política, social, etc. - do país em que está o correspondente, ou apenas uma mais longa e detalhada observação de um acontecimento especial (Olimpíadas, guerras, desastres, etc.). E segue a máxima imposta por Harold Ross: "Eu não quero saber o que você pensa sobre o que acontece em Paris. Quero saber o que os franceses pensam."

Há também normalmente um conto inédito, de autores famosos (de John Updike a Stephen King) ou desconhecidos - com o rigoroso critério, sempre, de que preste para ser publicado. Alcançar as páginas da "TNY" significa, para um escritor internacional de talento, o mesmo que um brasileiro medíocre conseguir agendar uma entrevista com o Jô Soares.

Analisando uma borboleta: a assumida postura arrogante e autocrítica

Entre críticas e ficções, já passaram por ali, entre muitos ilustres, Hemingway, H. L. Mencken, Edmund Wilson. E mesmos autores das ficções, como John Updike, de vez em quando publicam suas críticas de outros livros na própria revista. Um dos desenhos que ilustram a seção "The Critics", aliás, é engraçadíssimo, e revela a assumida postura da revista, ao mesmo tempo arrogante e autocrítica. Na praia, um menino está construindo um engenhoso castelinho de areia, feliz e sorridente; enquanto uma menina chata, provavelmente sua irmã, de braços cruzados, mão no queixo e cara emburrada, analisa a brincadeira. E a ilustração confirma, assim, a imprescindível necessidade da crítica, antecipando o preconceito do leitor e afastando, com bom humor, a ligação entre crítica e chatice. Porque, até quando precisa ser, a "TNY" consegue não ser chata.

É comum ouvir por aí gente que, talvez por não ter conseguido entender, respeite um filme como, por exemplo, "Vanilla Sky", como se fosse original ou ousado. Mas, se ele engana jornalistas ingênuos, não escapa do crítico da "TNY". Em minha arriscada tradução: "Esta refilmagem hollyhoodiana do filme espanhol de 1997 'Abre los Ojos' só pode ser chamada de un desastre(...) É um desses raros filmes que conseguem ser extremamente agitados e completamente entediantes. Cameron Crowe, que escreveu e dirigiu, precisa começar tudo de novo e descobrir por que quis ser diretor de cinema". Mas o tom das sinopses dos filmes não é, apesar desta, azedo. Os jornalistas sabem reconhecer um filme despretensioso, uma diversão honesta. Mas certas babaquices precisam ser apontadas - e o pessoal da "TNY", por mais que não seja educado, mete o dedo na cara. Sua honestidade não lhe permite ser politicamente correta.

Na academia que eu freqüentava em Vancouver, no Canadá, escolhia-se exemplares da "TNY" do mesmo modo que, em São Paulo, somos condenados às babaquices da Vejinha. Acabar de ler um artigo da seção "Shouts & Murmurs" pedalando uma bicicleta parada e, ao levantar a cabeça, poder apreciar, através de enormes janelas envidraçadas, a admirável criatividade da arquitetura canadense, é uma das vantagens de uma sociedade civilizada. Enquanto isso, é preciso tropeçar pelas sujas calçadas de São Paulo para, sabendo quais são as duas ou três bancas que vendem a revista, pagar 20 reais por exemplar. E depois dizem que estamos quase lá.

E revista no lixo

Desde quando, pelo impulso quase automático de acertar imediatamente as contas que chegam em casa, minha mãe pagou a última prestação da assinatura da "Veja", eu aguardo ansiosamente para que ela termine. Para nunca mais renovar. Estou cansado de, todo domingo, ao abrir a porta do meu apartamento, receber uma ardida bolachada na cara ao ver a capa da revista.

Há muito tempo eles já redefiniram a estratégia de vendas, e decidiram apelar, aumentando a tiragem e vendendo revistas para uma classe média baixa (cultural, social, econômica, o que seja) que, há dez anos, era analfabeta. E que, cedendo à pressão do "mundo moderno", em que todos precisamos estar bem informados, precisou comprar ou assinar uma revista supostamente informativa - e escolheu logo, como se fosse a melhor, a mais vendida.

Confesso que, aos 15 anos, o estilo dos ensaios do Roberto Pompeu de Toledo, o jornalista do Presidente, me parecia exemplar. Hoje, suas opiniões me parecem convencionais e comprometidas. Nada de mais. Nem seu estilo.

Já Diogo Mainardi, o único outro colunista que compreendo que alguém leia, desde os 15 anos me incomodou - não por suas provocações pueris, mas pela sua incompetência como aquilo mesmo que ele pretende ser: o polemista da "Veja". Antes de tudo, Mainardi escreve inaceitavelmente apressado e mal. Mas o pior é que ele se diverte: o nível de suas polêmicas é tão baixo quanto o do seus leitores. E repetindo uma verdade inegável, a de que o Brasil é uma droga, mas com um texto péssimo, consegue animar leitores tão ingênuos quanto furiosos a enviar cartas para a revista - apenas reafirmando, assim, o seu imerecido sucesso.

Enquanto isso, sem escala na sala, da porta de entrada os meus exemplares seguem diretamente para o lixo da cozinha. E daqui a alguns meses eu vou conferir alegremente, quando voltar ao consultório do dentista, que não perdi nada - a não ser tempo, quando tinha 15 anos.


Eduardo Carvalho
São Paulo, 8/4/2002



Mais Eduardo Carvalho
Mais Acessadas de Eduardo Carvalho em 2002
01. Com a calcinha aparecendo - 6/5/2002
02. Festa na floresta - 9/9/2002
03. Hoje a festa é nossa - 23/9/2002
04. Todas as paixões desperdiçadas - 23/12/2002
05. O do contra - 11/3/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




VOCÊ DIZ QUE SABE MUITO BORBOLETA SABE MAIS
RICARDO AZEVEDO
MODERNA
(2007)
R$ 20,00



O GRANDE SOL DE MERCÚRIO
ISAAC ASIMOV
HEMUS
R$ 25,00



O TESOURO DO TEMPLO
ELIETTE ABÉCASSIS
EDIOURO
(2003)
R$ 13,50



UM MODELO PREDITIVO DE PROVISIONAMENTO DE CRÉDITO COM REDE NEURAL
FRANCISCO JACKSON DOS SANTOS
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 349,00



PROCESSAMENTO DE BLENDAS PET/LCPS: PROPRIEDADES E ORIENTAÇÃO MOLECULAR
LUCINEIDE BALBINO DA SILVA UND ROSARIO E. S. BRETAS
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 419,00



11 : 11 - INSIDE THE DOORWAY
SOLARA
STAR BORNE
(1992)
R$ 25,00



MICHAELIS DICIONÁRIO ESCOLAR ESPANHOL/PORTUGUÊS - PORTUGUÊS/ESPANHOL
EQUIPE MELHORAMENTOS
MELHORAMENTOS
(2009)
R$ 49,00



VOCÊ PODE CONQUISTAR TUDO O QUE SEMPRE QUIS...
ADRIAN CALABRESE
UNIVERSO DOS LIVROS
(2009)
R$ 9,90



BRASÍLIA 3° LIVRO PRIMÁRIO
DAISY BRÉSCIA
LIVRARIA FRANCISCO ALVES
(1971)
R$ 20,00



BUSH NA BABLÔNIA.
TARIQ ALI
RECORD
(2003)
R$ 29,90
+ frete grátis





busca | avançada
39185 visitas/dia
1,1 milhão/mês