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Quarta-feira, 20/11/2002
Comentários
200.213.80.5


Os donos do campo e da bola
Antes, o colunista Alexandre Silva tentou me desqualificar para o debate devido ao meu nome (cf. comentário 39). Agora, lendo o comentário do acreditável Felipe Ortiz, percebo que fui censurado. Diante de tais atitudes, percebo que neste "Digestivo" a liberdade de opiniões funciona em apenas um sentido. Assim sendo, retiro-me deste debate, entregando-o às louvações recíprocas e ao pensamento único.

[Sobre "Filhos de Francis"]

por Irã Dudeque
20/11/2002 às
07h55 200.213.80.5
(+) Irã Dudeque no Digestivo...
 
fingimentos e imitações
Enfim, Hélion, ao deixar tudo sem resposta, esses caras estão, tacitamente, aceitando que são trogloditas, sub-intelectualizados, "literatos" semi-alfabetizados, irresponsáveis, pré-iluministas, que escrevem sobre o que não entendem e que - o pior dos piores nessas alturas - sequer conhecem a obra do Francis. Não existe programa de idéias. Nem idéias. Só frases soltas, desconexas, citações sacadas a esmo e sem a menor necessidade. Na falta de talento e capacidade para formular análises estruturais, submergem num mundo de arremedos, de simulacros, paródias e caricaturas. E isso só pode ser entendido como um "programa" se tomarmos a palavra "programa" no mesmo sentido em que é utilizada por prostitutas. Ou seja, um conjunto de posições definidas ad hoc e cujo objetivo é um êxtase momentâneo e, quiçá, bem-remunerado.

[Sobre "Filhos de Francis"]

por irã dudeque
19/11/2002 às
20h46 200.213.80.5
(+) irã dudeque no Digestivo...
 
Programa de idéias?
Helion, você diz que "é bom que a direita se manifeste e demonstre ter um programa de idéias". Programa de idéias? Esses caras? Eles podiam estar citando intelectuais conservadores e requintadíssimos como o Raymond Aron, por exemplo, mas estão fazendo o que? Prometendo murros nos dentes, guilhotina, limpeza étnica, bomba nuclear em cada capital árabe, chutes entre as pernas, fechamento de tribunais, mão na fuça, fechamento das Universidades Públicas. Isso é um "programa de idéias"? Isso aí é uma baderna mental que mistura positivismo, impressionismo intelectual e esnobismo. E além do mais, são uns sujeitos muito esquisitos. Afirmou-se por aqui que os caras são trogloditas, sub-intelectualizados, "literatos" semi-alfabetizados, irresponsáveis, pré-iluministas, que escrevem sobre o que não entendem, que sequer leram o Francis, e eles se fixam no quê? No adjetivo invertido (adjetivo, aliás, que eu aprendi com o Francis, que o usava a torto e a direito).

[Sobre "Filhos de Francis"]

por irã dudeque
19/11/2002 às
20h01 200.213.80.5
(+) irã dudeque no Digestivo...
 
errata
Onde se grafou "Se esses aí são os mais inteligentes e os que melhor escrevem nessa geração (como modestamente se definem), imaginem os piores?", leia-se "***2) Se esses aí são os mais inteligentes e os que melhor escrevem nessa geração (como modestamente se definem), imaginem os piores..."

[Sobre "Filhos de Francis"]

por Irã Dudeque
18/11/2002 às
14h23 200.213.80.5
(+) Irã Dudeque no Digestivo...
 
imaginem os piores?
***1) A definição "Cruza de Ratinho com Amaral Netto" é perfeita. ***2) Se esses aí são os mais inteligentes e os que melhor escrevem nessa geração (como modestamente se definem), imaginem os piores? ***3) O e-mail de autoria de Leonardo Marques é de minha lavra (como pode ser verificado pelo número da CPU). Já que o meu nome é indigno de debate nada como alguém com nome e sobrenome adequado, ah, ah, ah; para um Rafael, um Leonardo; para um Azevedo, um Marques. ***4) (PASSO DO GANSO) seres inferiores (UM-DOIS-UM-DOIS) protozoários do mundo (ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRÁ FRENTE, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô) distribuir panfleto é coisa de quem não bate bem da cachola (EUGENIA, EUGENIA, JÁ) o desprazer de ler todo mundo que se diz esquerdista (HEIL! HEIL!) qualquer pessoa que passa seus 15 anos de idade entregando panfletos na praça da Sé (MINHA GENTE) definitivamente não bate bem da cachola (AME-O OU DEIXE-O! AME-O OU DEIXE-O!) o desprazer de ler todo mundo que se diz esquerdista (HEIL! REICH VON TAUSEND JARE)definitivamente não bate bem da cachola (O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, APÓS CONSULTA AO CONSELHO DE SEGURANÇA NACIONAL) adoro despertar a ira em seres inferiores (DECIDE BAIXAR ATO INSTITUCIONAL) seres inferiores (MINHA GENTE) o desprazer de ler todo mundo que se diz esquerdista (TRADIÇÃO) o desprazer de ler (FAMÍLIA) todo mundo que se diz esquerdista (PROPRIEDADE) que se diz esquerdista (PASSO DO GANSO; UM-DOIS-UM-DOIS-UM-DOIS...

[Sobre "Filhos de Francis"]

por Irã Dudeque
18/11/2002 às
13h33 200.213.80.5
(+) Irã Dudeque no Digestivo...
 
Sou fã do Francis
Sou fã do Francis e, por recomendação de um amigo, dei uma olhada nesse debate e nos blogs dos "intelectuais" citados. E aí quase caí da cadeira. Veja-se, por exemplo, o blog de Rafael Azevedo e sua coleção de aberrações: para quem ia votar no Lula, Rafael Azevedo prometia "um murro nos dentes". Para os magistrados, Rafael Azevedo propõe a guilhotina (ou ainda que sejam "pendurados de ponta cabeça numa árvore"). Para resolver as divergências do "ocidente civilizado" com o oriente, Rafael Azevedo propõe uma "limpeza" étnica e mais "uma bomba nuclear em cada capital desses caras". Para quem gostou do filme "Cidade de Deus", Rafael Azevedo promete "um murro no meio da boca, e um chute entre as pernas." Para Rafael Azevedo, as pessoas "mais repulsivas" do mundo são advogados e defensores dos direitos humanos; estes são "a escória do universo" (abaixo dos neo-nazistas, por exemplo - afinal, Rafael Azevedo defende uma "limpeza" no oriente). Quanto à democracia, o pensador político Rafael Azevedo é anglófilo no seu parecer "Thank God I'm outta here!". Além disso, Rafael Azevedo é contra TODOS os advogados. Agora, naquilo que foi um debate sobre o Paulo Francis, Rafael Azevedo comete mais uma série de atos "intelectuais": Primeiro, destrata o debatedor Marcelo porque este escreve em revistas como Geek e Hacker, enaqunto "eu [Rafael Azevedo] tenho que me contentar com fatos e argumentos". Só isso já seria suficiente para situar a posição intelectual de Rafael Azevedo, pois a invocação peremptória a "fatos e argumentos" guarda um quê do ranço positivista. Depois Rafael Azevedo parte para um ataque pessoal contra um "sujeito chamado Irã", pois com um nome desses (árabe?), ele seria indigno de um debate. Ao que tudo indica, Rafael Azevedo (belo nome!) defende que só pessoas com nomes apropriados tenham direito ao debate. Num primeiro momento, devemos banir alguém chamado Irã, depois talvez devamos abolir as opiniões e os escritos de pessoas intituladas Ezra, Millôr ou ainda o pobre indiano Vikran Seth (ainda bem que eu me chamo Leonardo!). Feita a restrição ao nome de Irã (árabe?) Rafael parte para a agressão de fato, e convoca o dito cujo para um duelo (São Paulo, dezembro), quando promete-lhe "enfiar a mão na fuça". Intelectualizadíssimo, o Rafael Azevedo. Porém, apesar de tão disparatadas idéias, Rafael Azevedo é ídolo de Alexandre Soares Silva, que, aparentemente, considera-o um grande pensador. Talvez porque Rafael Azevedo seja mais furioso nas suas soluções de "limpeza", enquanto Alexandre Soares Silva sai-se com ideiazinhas irresponsáveis como as que "os fuscas e os mavericks [dos anos 70] enfeiavam mais a orla de Ipanema do que todos os prédios atuais juntos" (viva a especulação imobiliária, por ser menos nociva que os mavericks!). Então, que tal juntar admirados e admiradores numa campanha, digamos, em prol da volta da dinastia Bourbon ao trono da França, com direito a um rei que curasse escrófula? Talvez sobrasse algum viscondado para gente como Rafael Soares. Ou uma campanha pelo reconhecimento público de Torquemada? Talvez sobrasse algum cargo de inquisidor para gente como Rafael Soares, adepto de "limpezas". Ou ainda, que tal a criação de um centro para a divulgação das idéias de Adolf Hitler? Peço desculpas aos outros escritores citados nesta página se cito em demasia o nome de Rafael Azevedo. Divulgo tal nome para essas nobres ocupações, pois entendo que nelas Rafael Azevedo poderia mostrar um resumo dos seus argumentos "intelectuais", argumentos que envolvem murros nos dentes, guilhotina, limpeza étnica, bomba nuclear, chutes entre as pernas, mão na fuça e, the last but not the least, música erudita (ah, o efeito cenográfico de bombas atômicas atiradas ao som da Cavalgada das Valquírias; Rafael Azevedo é um esteta). Divulgo o nome de Rafael Azevedo pois ele tem a cabeça talhada para tanto. Uma cabeça dividida entre o Ocidente pré-Iluminismo e Munique, 1936 (música erudita, por favor!). Ou, talvez, eu esteja sendo meio genérico. Tomo o irabundo Rafael Azevedo como exemplo, por ser o exemplo mais aberrante. O mais provável é que não só a cabeça de Rafael Azevedo, mas as de todos os outros produtores de blogs citados nesta página, estejam situadas em um endereço mais específico: Rua Maranhão, em São Paulo, sede da TFP. Ou, ainda, em algum Centro Positivista. Eu, da minha parte, continuarei lendo revistas como Geek, e me preocuparei com nazistinhas agressivos e semi-alfabetizados como Rafael Azevedo, apenas para evitar que um reacionário vulgar como ele faça alguma outra coisa na vida além de redigir suas insanidades num blog.

[Sobre "Filhos de Francis"]

por Leonardo Marques
18/11/2002 às
11h18 200.213.80.5
(+) Leonardo Marques no Digestivo...
 
Descontextualizando Francis
Durante o governo Ribamar Sarney, apareceu o Pérsio Arida na televisão, defendendo um daqueles planos econômicos. O Francis comentou que o Arida falava um inglês direitinho e que tinha idéias direitinhas, mas que naquela idade, ele, Francis, estava se encharcando de bebida e fazendo bobagem nas noitadas cariocas. É o caso dos blogueiros citados aí: meninos bem comportados, posando de aristocratas, deslumbradinhos com suas leituras (todas devidamente catalogadas, previsíveis e sem nenhum traço de ousadia). Um desses aí, tido como "inteligente", até faz questão de ser chamado de "senhor" e horrorizou-se quando foi apresentado à filha do "famoso" (quá-quá-quá) jornalista Mino Carta, chamou-a de senhora, e foi destratado. Diz-se preocupado com "respeito, gentileza, preocupação com o bem estar alheio" mas, livresco, e pedante como é, não se dá conta que pode ser imensamente incômodo ao insistir num tratamento pernóstico. Comentando o bacharelismo brasileiro, Gilberto Freyre lembrava um diplomata genovês que, no final do século XVI, escreveu um relatório onde comentava o estranho hábito português de todos se tratarem mutuamente por senhor e senhora, sem que fossem senhores ou senhoras de coisa alguma no mundo. É por aí. E nessa levada, o tal senhor blogueiro (ou seria senhor doutor blogueiro?) ainda se horroriza com a namoradinha de um amigo, que ficou constrangida quando ele foi abrir a porta do carro para ela. E daí? Fosse um sujeito inteirado do mundo ao redor, saberia que há n variedades de mulheres, que uma jamais é igual a outra, e que, portanto, o tratamento jamais poderá ser normatizado. Se ela não quer que abra, é fácil. Basta não abrir. Depois, o citado senhor doutor blogueiro ainda "deita elogios" (sic) à "fantástica" (sic) "iniciativa" (sic) de um certo Bruno, para encerrar com um "Parabéns!" (sic). Nada contra o Bruno, mas um amontoado de clichês como esse foi redigido por alguém "inteligente" e "que sabe escrever"? Qual é a idade mental dessa pessoa? No romance "Cabeça de Papel", havia um poeta bêbado e boêmio que, meio no embalo, celebrava "imitadores baratos que lhe copiam os manerismos, substituindo o que, no original, se autogerara nas entranhas, pelo arremedo de salão" (p. 117). Bingo. A produção dos senhores doutores blogueiros citados não passa disso, de um arremedo de salão, cínico e descontextualizado, da obra do Francis. Um esnobismo de desajustados e invertidos. Paulo Francis trataria esses jovens assépticos a facão.

[Sobre "Filhos de Francis"]

por Irã Dudeque
17/11/2002 às
09h36 200.213.80.5
(+) Irã Dudeque no Digestivo...
 
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