Digestivo nº 206 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
44847 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
DIGESTIVOS

Quarta-feira, 22/12/2004
Digestivo nº 206
Julio Daio Borges

+ de 8500 Acessos
+ 3 Comentário(s)




Imprensa >>> Uma leitura jornalística
Otavio Frias Filho é mormente conhecido por ser o herdeiro do Grupo Folha. Diretor de redação do jornal, está envolvido com a administração do maior diário do País há mais de 20 anos. É também dramaturgo e autor de um dos mais bem-sucedidos livros de ensaios do ano passado, Queda Livre (Companhia das Letras). O que pouca gente sabe é que Otavio, se não fosse o que é hoje, gostaria de ter sido professor universitário. Talvez por isso, tenha seguido tão envolvido com a USP, onde recebeu sua formação e de onde recrutou penas para engrossar as fileiras da Folha (o periódico com o maior número de acadêmicos por centímetro-quadrado). Pois Otavio Frias Filho pôde exercitar sua outra vocação, pedagógica, na Casa do Saber, conduzida por seu ex-ombudsman, Mario Vitor Santos, onde ministrou com brilhantismo o curso “Alguns textos que marcaram a ‘ideologia’ americana”. Modesto, Otavio não se confessou um estudioso da história dos Estados Unidos da América, mas em quatro semanas se revelou um profundo conhecedor do país das 13 Colônias e dos Pais Fundadores. Partiu do estabelecimento das primeiras fronteiras orgânicas, passou pelas guerras de conquista, ressaltou a tradição política herdada da Inglaterra, invocou Max Weber, contrapôs a Thomas Jefferson, atravessou Lincoln e a Guerra da Secessão, varreu o século XX e aterrissou na era do neoconservadorismo de George W. Bush. Devido às paixões que hoje assaltam a discussão política norte-americana, o curso teve momentos acalorados, quando Otavio resistiu muito em dar sua opinião, preferindo ponderar ambos os lados da questão. Entre Tocqueville e Thoreau, claramente dois autores de sua predileção, Otavio Frias Filho flanou pela historiografia dessa nação continental que, segundo seu ponto de vista, tem muito a ensinar a nós. Acredita ele que a China vai dar, igualmente, as cartas no novo milênio, mas que, no futuro quadro geopolítico do mundo, o Brasil também tem lugar. Que a História o ouça – como a Casa do Saber fez, com sabedoria, aliás. [Comente esta Nota]
>>> Casa do Saber | Otavio Frias Filho (entrevista)
 



Música >>> Samba e amor
Qualquer pessoa que tenha acompanhado minimamente a cena musical brasileira dos anos 90 ouviu falar do Nouvelle Cuisine. Mais do que uma inspiração da “nova cozinha” francesa, que deixou discípulos gastronômicos fiéis até hoje, o conjunto se sustentava na interpretação e na voz cool de Carlos Fernando. Claro que “cool” é um termo batido que perdeu seu significado, e claro que não adiantaria falar aqui também em cult (outra palavra vazia) no que se refere ao Nouvelle Cuisine. Ainda assim, qualquer coisa que sugira sofisticado, econômico, jazzy, bossa-novístico (no que esses dois estilos têm de melhor) pode ser aplicado ao binômio Carlos Fernando-Nouvelle Cuisine. Isso é uma ponta; a outra ponta é Toninho Horta, o mestre mineiro das 6 cordas e que influenciou (para não dizer que “ensinou tudo a”) Pat Metheny – o guitarrista americano que ganhou o mundo salpicando música brasileira aqui e ali, solo ou em grupo. Pois em 1994, quando o Nouvelle Cuisine dava as cartas, Carlos Fernando e Toninho Horta se reuniram para gravar Chico Buarque. Dada a importância e a relevância do registro, pode-se dizer que ele praticamente passou em branco (por algum motivo obscuro) – a não ser pelo fato de que a Dubas relançou o álbum, Qualquer Canção, agora, 10 anos depois (e justamente em comemoração dos seus próprios 10 anos). É um disco para sentar e ouvir, porque Carlos Fernando conseguiu ser tudo o que os novos vocais masculinos tentam hoje e não conseguem; e porque Toninho Horta está em sua melhor forma, rivalizando com performances histórias como, por exemplo, a do reeditado Elis & Tom (1974). Já Chico Buarque, que tantas homenagens recebeu (mesmo sem contar essas dos últimos anos), poucas vezes foi tão compreendido e bem trabalhado. “Pedro Pedreiro” virou quase um bebop; “Tatuagem” se transformou na canção mais joão-gilbertiana que João Gilberto jamais gravou; “Brejo da Cruz” produziu um inusitado, e improvisado, diálogo entre violão e voz; “As Vitrines” ganhou versão arpejada, densa, recitada, inebriante. Num tempo em que a noção de álbum se perdeu ou se fragmentou, Qualquer Canção resgata esses fundamentais “vestígios de estranha civilização”. [Comente esta Nota]
>>> Qualquer Canção - Carlos Fernando e Toninho Horta - Dubas
 



Cinema >>> Acossado
Por algum motivo, têm pipocado, através do mundo, revisionismos sobre os anos 60. Desde as incursões discursivo-cinematográficas de Denys Arcand até romances, como no Brasil, O Silêncio do Delator, de José Nêumanne. Bernardo Bertolucci, o diretor italiano que já havia visitado o tema, digamos, indiretamente, resolveu também mergulhar de cabeça e escolheu o episódio de maio de 68. O interessante é que, embora tenha tomado para si um marco político dos mais candentes, produziu um filme lírico — chegando, até onde se pode afirmar, a conclusões muito semelhantes às do brasileiro Nêumanne e às do canadense Arcand. A maior herança dos anos 60, segundo Os Sonhadores (The Dreamers, o longa), foi a revolução comportamental, de costumes, e não a política, de engajamento social. Óbvio que essa visão irritou os sobreviventes ideológicos daquele então, e fez com que, por exemplo na França, se lançassem trocadilhos depreciativos em cima do título em francês, Les Innocents. The Dreamers, de certa forma (consciente ou não), faz pouco da agitação juvenil que envolveu a Paris de 1968 — pois seus protagonistas, mais do que se encantar com a movimentação nas ruas, preferem explorar sua sexualidade, solitária ou em grupo, com ou sem tabus. Os Sonhadores começa com a interdição da Cinemathèque Française, onde os personagens se descobrem, e se encerra com o enfrentamento entre policias e estudantes, com direito a gás lacrimogêneo e coquetéis motolov. Mas são apenas molduras finas que justamente contextualizam o miolo do filme, onde um americano, uma francesa e seu irmão se trancam num apartamento e se amam sem restrição. Malgrado os protestos dos detratores da "arte pela arte" (eles acham inconcebível que se fale de 68 sem exatamente se falar em 68), Bertolucci conseguiu o feito brilhante de retratar, vá lá, o desbunde sexual daqueles anos, sem cair em clichês inevitáveis e sem produzir uma "novidade" que não traz nada de novo (três décadas e meia depois). Mesmo para quem não vê graça em política (e essa é a reclamação das viúvas de 1968), The Dreamers é uma viagem irresistível com trilha sonora de Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin. Não vai conquistar todo mundo, é lógico — mas os poucos fisgados já terão compensado as atuais chuvas e trovoadas. [Comente esta Nota]
>>> The Dreamers - Bernardo Bertolucci (entrevista)
 
>>> CHARGE: "O PRESIDENTE MEDICAMENTO" POR DIOGO



Clique aqui para ver outras charges no diogosalles.com.br

 
Julio Daio Borges
Editor

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/12/2004
21h56min
Caro Julio, acho que se tem "repensado" os anos 60 em função da caretice, dos fanatismos religiosos e guerrinhas inacabáveis que nos assolam. algo anteriormente talvez tenha sido mais interessante, utópico ou apenas divertido. abraço, jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
22/3/2005
04h25min
saudosismo,nostalgia! eta mundinho chato, careta, cuja transformacao talvez dependa de nossa praxis pessoal, politica sem medo de fazer parte do coro dos contrarios, com muito humor e desbunde.
[Leia outros Comentários de eleni coronado]
27/3/2005
3. Idem
21h01min
Muito bom, gostei mesmo.
[Leia outros Comentários de Camila]

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




PROBLEMAS BRASILEIROS DE ANTROPOLOGIA
GILBERTO FREYRE
LIVRARIA JOSÉ OLYMPIO
(1962)
R$ 15,00



A SITUAÇÃO DO ESCRITOR E DO LIVRO NO BRASIL
MOACIR C LOPES
CÁTEDRA (RJ)
(1978)
R$ 23,82



ARQUITETO, O
TAVARES, RUI
MARTINS
(2008)
R$ 36,47



CURSO DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
GUSTAVO FILIPE BARBOSA GARCIA
ABDR
(2017)
R$ 130,00



A GRANDE ESPERANCA
ELLEN G. WHITE
CPB DIDATICOS
(2011)
R$ 8,00



DICIONÁRIO DE CINEMA AMERICANO + OS ANOS CINQUENTA
OLIVIER-RENÉ VEILLON
DOM QUIXOTE PORTUGAL
(1985)
R$ 30,00



A BUSCA DE CADA UM
DENIS MANDARINO
PLÊNAIDE
(2010)
R$ 10,00



O SENHOR DOS ANÉIS AS DUAS TORRES
J R R TOLKIEN
MARTINS FONTES
(2002)
R$ 18,00



ACEITA UM CAFÉZINHO?- MEMÓRIAS DESINIBIDAS DE DUAS AEROMOÇAS
TRUDY BAKER & RACHEL JONES
EXPRESSÃO E CULTURA
(1971)
R$ 4,00



O FANTASMA - 1ª SÉRIE - Nº 28 - A LENDA DO DURUGU - O MACACO BRANCO
SABER S/A - EXPANSÃO INDUSTRIAL COMERCIAL CULTURA
SABER
(1972)
R$ 70,00





busca | avançada
44847 visitas/dia
1,1 milhão/mês