Digestivo nº 266 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 17/2/2006
Digestivo nº 266
Julio Daio Borges

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+ 1 Comentário(s)




Imprensa >>> Quem ri por último, ri melhor?
O Ano Miles Davis chegou agora na revista Bravo, e dá-lhe páginas com adjetivos e imagens de fazer o queixo cair. A publicação, que há quatro anos prometia uma saída para a Imprensa Cultural, acabou se especializando em embalagem (imbatível) e em insossos textos. Mais uma vez a capa sugere um ensaio revelador, mas oferece (na prática) um artigo que chove no molhado, talvez porque o público peça por obviedades. Como todo mundo sabe, existem dois Miles Davis: um, mais conhecido, que atravessou a fronteira do jazz e foi parar no pop; outro, que arrastou a música negra norte-americana do bebop ao fusion, passando pelo cool. Para o público, os dois não se cruzam, porque quem aprecia sua fase jazz não suporta sua fase pop - e vice-versa. É sempre precipitado julgar um artista desse tamanho, mas Howard Mandel (o pai da matéria na Bravo) deixa subentendido que Miles teria se impressionado com as cores e as figuras do rock e seus sucedâneos. Seguindo esse raciocínio: pareceu-lhe irresistível a possibilidade de converter-se em ícone, o que resultou no "tímido espalhafatoso" dos últimos anos - um mudo embrulhado em papel alumínio. O resumo da ópera são os álbuns da era "hardbop" (Cookin', Workin', Relaxin' e Steamin'); a revolução contida em Birth of the Cool; os caminhos cruzados com John Coltrane (culminando em Kind of Blue); a fase orquestral com Gil Evans (Miles Ahead e a releitura de Porgy and Bess); e - para os jazzistas - a derradeira época dos Young Lions (de Miles In Antibes até E. S. P.). Já quem tem estômago para experimentações segue até Decoy e Tutu, passando por Bitches Brew (onde cada músico gravava sua parte sem entender patavina do contexto geral). Como sempre, a obra é muito maior do que a imagem do artífice forjada pela mídia. Miles Davis é muito mais complexo do que as fotografias e o garoto propaganda da Apple (think different). A solução é fechar o bico e ouvi-lo. Até a próxima efeméride. [Comente esta Nota]
>>> Exame
 



Música >>> Clarity
O Ano Miles Davis chegou agora na revista Bravo, e dá-lhe páginas com adjetivos e imagens de fazer o queixo cair. A publicação, que há quatro anos prometia uma saída para a Imprensa Cultural, acabou se especializando em embalagem (imbatível) e em insossos textos. Mais uma vez a capa sugere um ensaio revelador, mas oferece (na prática) um artigo que chove no molhado, talvez porque o público peça por obviedades. Como todo mundo sabe, existem dois Miles Davis: um, mais conhecido, que atravessou a fronteira do jazz e foi parar no pop; outro, que arrastou a música negra norte-americana do bebop ao fusion, passando pelo cool. Para o público, os dois não se cruzam, porque quem aprecia sua fase jazz não suporta sua fase pop - e vice-versa. É sempre precipitado julgar um artista desse tamanho, mas Howard Mandel (o pai da matéria na Bravo) deixa subentendido que Miles teria se impressionado com as cores e as figuras do rock e seus sucedâneos. Seguindo esse raciocínio: pareceu-lhe irresistível a possibilidade de converter-se em ícone, o que resultou no "tímido espalhafatoso" dos últimos anos - um mudo embrulhado em papel alumínio. O resumo da ópera são os álbuns da era "hardbop" (Cookin', Workin', Relaxin' e Steamin'); a revolução contida em Birth of the Cool; os caminhos cruzados com John Coltrane (culminando em Kind of Blue); a fase orquestral com Gil Evans (Miles Ahead e a releitura de Porgy and Bess); e - para os jazzistas - a derradeira época dos Young Lions (de Miles In Antibes até E. S. P.). Já quem tem estômago para experimentações segue até Decoy e Tutu, passando por Bitches Brew (onde cada músico gravava sua parte sem entender patavina do contexto geral). Como sempre, a obra é muito maior do que a imagem do artífice forjada pela mídia. Miles Davis é muito mais complexo do que as fotografias e o garoto propaganda da Apple (think different). A solução é fechar o bico e ouvi-lo. Até a próxima efeméride. [Comente esta Nota]
>>> John Mayer
 



Internet >>> Let us protect you in the labyrinth
O Ano Miles Davis chegou agora na revista Bravo, e dá-lhe páginas com adjetivos e imagens de fazer o queixo cair. A publicação, que há quatro anos prometia uma saída para a Imprensa Cultural, acabou se especializando em embalagem (imbatível) e em insossos textos. Mais uma vez a capa sugere um ensaio revelador, mas oferece (na prática) um artigo que chove no molhado, talvez porque o público peça por obviedades. Como todo mundo sabe, existem dois Miles Davis: um, mais conhecido, que atravessou a fronteira do jazz e foi parar no pop; outro, que arrastou a música negra norte-americana do bebop ao fusion, passando pelo cool. Para o público, os dois não se cruzam, porque quem aprecia sua fase jazz não suporta sua fase pop - e vice-versa. É sempre precipitado julgar um artista desse tamanho, mas Howard Mandel (o pai da matéria na Bravo) deixa subentendido que Miles teria se impressionado com as cores e as figuras do rock e seus sucedâneos. Seguindo esse raciocínio: pareceu-lhe irresistível a possibilidade de converter-se em ícone, o que resultou no "tímido espalhafatoso" dos últimos anos - um mudo embrulhado em papel alumínio. O resumo da ópera são os álbuns da era "hardbop" (Cookin', Workin', Relaxin' e Steamin'); a revolução contida em Birth of the Cool; os caminhos cruzados com John Coltrane (culminando em Kind of Blue); a fase orquestral com Gil Evans (Miles Ahead e a releitura de Porgy and Bess); e - para os jazzistas - a derradeira época dos Young Lions (de Miles In Antibes até E. S. P.). Já quem tem estômago para experimentações segue até Decoy e Tutu, passando por Bitches Brew (onde cada músico gravava sua parte sem entender patavina do contexto geral). Como sempre, a obra é muito maior do que a imagem do artífice forjada pela mídia. Miles Davis é muito mais complexo do que as fotografias e o garoto propaganda da Apple (think different). A solução é fechar o bico e ouvi-lo. Até a próxima efeméride. [Comente esta Nota]
>>> Avast
 

 
Julio Daio Borges
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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
15/2/2006
19h05min
Pequenos comentários meus: sobre o Cocadaboa.. excelente! E sobre o Avast, há tempos eu o utilizo e endosso as palavras do autor. É isso! Saudações.
[Leia outros Comentários de Manoel Pinho Filho]

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