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BLOG

Sábado, 3/12/2016
Blog
Redação

 
Que bela lição a Colômbia está dando ao mundo

O tempo jamais apagará da nossa memoria este terrível acidente aéreo que envolveu a delegação do time da Chapecoense em Medelín. Uma tragédia que abalou o mundo inteiro.

Dizem que através da dor é que surge a união e o amor. Pois é. Aquilo que andava “tão esquecido” no meio de nós, motivado certamente pelo momento de crise política e social que vive o Brasil, reaparece agora com um belo exemplo de altivez e carinho do povo da república colombiana:solidariedade e fraternidade.

Os colombianos nos deram, neste momento de dor e de profunda tristeza, um extraordinário exemplo de amor ao próximo.

Momentos inesquecíveis foram vistos no estádio de futebol onde seria decidida a copa sul-americana.

O carinho que eles tiveram para conosco foi muito emocionante.

Descobrimos uma nação nobre e cheia de princípios para ensinar o mundo todo.

Os jovens atletas da Chapecoense que iriam, nesta quarta-feira, 30 de novembro de 2016, disputar o título da Copa Sul-Americana, vão ficar para a história. Não apenas do futebol brasileiro, mas do sul-americano e mundial como verdadeiros heróis.

Não se encontram palavras para expressar a nossa tristeza pelas 71 vidas ceifadas. Nosso respeito e admiração ao povo Catarinense, às famílias enlutadas dos atletas da Chapecoense, da comissão técnica, bem como dos jornalistas e de toda tripulação.

Pedimos ao Deus da vida que proporcione forças aos familiares, parentes e amigos das vitimas para que encontrem a paz e superem este momento de intenso sofrimento.

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Postado por BLOG de Ezequiel Sena
3/12/2016 às 18h13

 
Taxi Driver 40 anos - um retrovisor do presente.



Você poderá não lembrar daqui a 10 minutos de seu último comentário sobre um meme compartilhado por seu amigo, mas daqui a 10 anos estaremos falando de meio século de Taxi Driver (1976). Travis Bickle continuará, como nós, esquizofrenicamente, se olhando no espelho.

É verdade que nem sempre artistas são os melhores analistas de suas obras. Scorsese diria certa vez que se tivesse que explicar o filme, ele não o teria feito. Mas, das muitas falas sobre a obra, a que mais me chama atenção hoje é a do roteirista Paul Schrader.

Em uma edição especial do filme ele diz: “Bickle é o que fui, um jovem alienado e zangado. O filme é sobre um jovem. De várias maneiras, é um filme meio adolescente. Ele contém a raiva adolescente de jovens frustrados cheios de adrenalina e sêmen que querem controlar o mundo ou se vingar dele. Ou seja, dos familiares, dos primos, das colegas de escola e tudo mais”.

Isso, em parte, explica os pôsteres do filme nos quartos juvenis. Schrader está generalizando. Ele não quer dizer, evidentemente, que todo jovem se tornará um Travis Bickle. Mas, pelo menos, sua leitura é menos determinista do que aquelas que apontam Bickle totalmente como o resultado da sociedade norte-americana da época.

Sim. É a cidade a personagem principal a contracenar com De Niro. É através dela que se potencializam as pulsões do psicótico protagonista. Lugares, publicidade, tipos passam pelo para-brisa de seu taxi. Já no ápice de sua paranoia esquizoide, é para fora da janela, com a câmera focalizando a rua, que ele, ao comprar seu arsenal, aponta a arma.

Sua alienação está correlacionada ao seu desejo de pertencimento. Demasiadamente humano. Se a Nova York é a capital do século XX, é porque, dentre outras coisas, é com ela, naquele período especialmente, que a experiência citadina podia suscitar essa representação.

Nosso desejo de pertencimento continua a se relacionar com a grande cidade, mas ele agora também se faz através de um cenário virtualizado. Travis percorre a cidade em suas telas e decrepitude; nós, jovens tecnófilos, percorremos um cotidiano sedentos por fantásticas concretudes.

Diz Scorsese: “O ponto central é quando De Niro tenta se abrir com Peter Boyle [que faz um colega motorista]. Mas o sujeito não consegue conversar com ele. [...] Para mim aquilo era o portal, que está mais fechado do que nunca. [...] Trata-se apenas do que é ser humano, essa parte da condição humana; é disso que estamos tratando com Travis Bickle”.[1]

Não. Não nos tornaremos todos Bickle. Tentamos contornar nossas neuroses refletindo-nos na virtualidade de uma cidade, em bytes, arquitetada. Mas contornar também é se aproximar, observar, submergir.

Na última cena do filme, Travis, após deixar (ou imaginar deixar - é o prazer que está aqui) Betsy (sua salvação/obsessão) em casa, continua a dirigir. De repente, os reflexos borrados da cidade surgem novamente diante de seus olhos. Ele então ajeita o retrovisor para se ver. A trilha sonora aterrorizante de Bernard Herman retorna. Bickle, assustado e confuso, se reconhece e sabe que sua psicose é um passageiro fiel.

Ele, como um “Homem da multidão”, reflete-se na cidade. Na contemporaneidade, apesar de nos exibirmos mais do que nunca, olhamos no retrovisor e, projetando-nos, vemos nós mesmos.


[1] SCHICKEL, Richard. Conversas com Scorsese. São Paulo: Casac Naify, 2012.

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Postado por Relivaldo Pinho
2/12/2016 às 23h54

 
Arrogância



Vesti-me de mim mesmo,
Sorri o sorriso que é meu,
Calcei-me com as palavras,
Meu falar emudeceu,
O luminar ofuscou-se
Em mim, a ira elevou-se,
De nós! Resto apenas eu.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
2/12/2016 às 15h38

 
Fogo que se alastra

Fico surpreso quando alguém me chama de poeta.

Nada contra, fico até envaidecido, mas não sou poeta, sou cronista, contador de casos, inventor de frases.

Devo isso ao gosto pela leitura, sou para sempre um devorador de textos.

Não tive uma infância diferente dos da minha geração, algum tipo de píncaro ou coisa assim, gostava de jogar bola, soltar pandorgas e competir com bolitas.

O único senão é que, diferente dos meus amigos, sempre gostei de ler, não dormia sem antes pegar um velho livro empoeirado na estante, daqueles que traziam na essência o prazeroso cheiro das páginas do livro.

Numa época que não existia internet, eu mergulhava no mundo através da leitura e disso carrego enorme orgulho, aprendi muito, descobri até que a Lituânia existia, vi terras que meus olhos jamais alcançarão, conheci lendas, vesti roupas iguais às de Carlos Magno e junto dele caminhei em busca da conquista da Itália.

Fiz armas, armazenei amores impossíveis e, num rompante, desprezei Rapunzel.

Num espasmo de surpresa profunda, descobri que no interior da Inglaterra, viveu no século XIX uma escritora de excepcional talento para criar personagens que entraram na minha memória para nunca mais sair.

Era uma moça extremamente tímida chamada Emile Brontë, que me contou de um certo morro, pelo qual se espalhavam os ventos uivantes.

E desde então, o vento se misturou ao fogo que em mim se espalha.

Eu ainda não havia lido Vinicius de Moraes quando escrevi pela primeira vez “Fogo que se alastra”, até que me peguei diante de um texto que o poetinha escreveu, muito antes, em homenagem ao Antonio Maria: “Fogo que se alastra”, dizia em forma da saudade que a morte do amigo lhe causou.

Ah, eu achei aquilo tão lindo, mas ao mesmo tempo decepcionante, porque imaginava que a frase fosse minha, já que a construí num momento de incertezas, diante de um desses percalços da vida que a gente não sabe o que vai acontecer mais adiante e se assusta quando percebe as dificuldades aumentando sem cessar, sem dar trégua.

Então escrevi no canto direito do meu caderno a frase seca: “A dor que me consome é fogo que se alastra!”

E não parei nunca mais, permitindo que o fogo prosseguisse se alastrando.

Quando acordei nesse sábado, me detive diante da foto do Mário Quintana.

A ternura constante emoldurando o rosto do poeta serviu-me de inspiração para escrever essa crônica.

Diante dos olhos serenos do grande poeta, o fogo começou a se alastrar dentro de mim.

Mario Quintana escreveu certa vez: “O que mais enfurece o vento são esses poetas invertebrados que o fazem rimar com lamento.” E derreteu outra frase que eu vinha aprontando e que falava algo semelhante a isso, que se tornou imbecil depois que li o Quintana, algo mais ou menos assim: “Não se pode desprezar a suavidade do silvo do vento.”

Resolvi então deixar o vento em paz.

Mas sigo tentando outras frases, que logo virão, ainda que o vento não assopre e o silvo muitas vezes se perca entre as labaredas do fogo que se alastra.

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Postado por Blog de ANDRÉ LUIZ ALVEZ
28/11/2016 às 10h52

 
Prazer, meu nome é corrida!

Percebo que muitas pessoas têm uma impressão distorcida sobre a real finalidade da corrida em minha vida.

Ouço coisas do tipo: “Ah, você corre, então deve viver até os 100 anos.”, ou “Você nunca vai morrer do coração!”.

O fato é que a corrida é muito mais do que isso. Para mim, a corrida, que começou como um remédio para reduzir minhas altas taxas de colesterol, acabou gerando benefícios que eu jamais imaginei, pois sempre tive a impressão de que correr era somente sacrifício, quando na realidade, o sacrifício inicial não é nada perto dos benefícios e prazeres que ela me proporciona.

Por isso, acredito que pensar dessa forma seria muito simplista e uma espécie de aposta no futuro, mas a corrida é o agora, o presente... Na verdade, a corrida é “o” presente! E é por isso que eu gosto de uma frase que diz mais ou menos assim: “Não corro por mais dias de vida, mas sim, por mais vida em meus dias” (autor desconhecido). E essa frase resume bem o que eu quero transmitir com esse texto.

Tudo bem, eu confesso... No início, ou seja, na transição que eu tive de fazer entre a caminhada e a corrida, houve momentos que eu pensei que ia “jogar os bofes pra fora”. Eu simplesmente não tinha o fôlego suficiente para correr mais de dois minutos seguidos. Eu corria um pouco, caminhava um “poucão”, tomava fôlego e voltava a trotar. Sim, foi um sacrifício gigantesco, mas posso afirmar que foi uma espécie de renascimento, tamanha é a diferença entre o caminhar e o correr.

Foi aí que eu descobri que ainda tinha um coração pulsando dentro dessa carcaça mal cuidada e, pasmem, descobri que ainda possuía aquele órgão responsável pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue, e que, gentilmente, elimina o dióxido de carbono do nosso corpo.

Mais conhecido como pulmão, nós, em geral, não o utilizamos corretamente nem na sua plenitude, e essa troca do piloto automático (ao qual estamos habituados) por uma respiração mais lenta e controlada, e o simples ato de prestar atenção ao ar que entra e sai do nosso corpo produz um efeito extraordinário em nossa saúde e em nosso bem-estar.

Mas esse “pequeno desconforto” inicial foi por um período tão curto que eu tive dificuldades para relembrar dos detalhes para elaborar esse texto. E é justamente durante essa transição que muitas pessoas desistem, e, por vezes, o fazem isso a poucos metros da linha de chegada, pois não têm noção de que a “chegada”, que está logo ali não é a chegada, mas sim o começo de tudo, o começo de uma nova vida. E é essa nova vida que eu quero compartilhar com você.

Pois, a partir do momento em que eu comecei a correr sem me esbaforir, sem sentir aquela incômoda “dor no lado”, sem ter que parar a cada vinte metros para “respirar”, sem achar que o meu coração iria saltar pela boca, eu pude começar a sentir o prazer da corrida correndo, literalmente, pelas minhas veias e por todas as células do meu corpo. E o suor que escorria por ele já não era mais o suor do sacrifício, mas sim o suor de um tipo de prazer que eu jamais imaginei que pudesse existir.

E esse líquido salgado expelido através da minha pele acaba representando a materialização do sopro da vida em sua forma mais radiante, refletindo a força e a sincronia de todos os órgãos do meu corpo em perfeita harmonia com a energia do universo.

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Postado por Blog de Isaac Rincaweski
28/11/2016 às 10h16

 
Fidel era uma celebridade

Famoso por ser famoso. Não pelos feitos ou contribuições, relativamente menores. A morte dele é um fenômeno midiático. Todo mundo dá opinião porque todo mundo dá opinião sobre celebridade.

Até eu, que finjo não acompanhar celebridade, dou essa minha opinião. Como escreve @StaJuliana, "No fundo no fundo todo mundo tem um ditador sanguinário favorito". O meu é Júlio César.

E repito a previsão: com saída de Fidel, analfabetismo em Cuba aumenta, expectativa de vida desaba, HDI desce atrás do Paraguay. Esperem uns 5 anos e confiram as estatísticas.

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Postado por O Blog do Pait
26/11/2016 às 21h58

 
Verde safira (série: sonetos)

Impulsos da torrente que acalento,
remo a perfurar veios esquecidos;
no silêncio pesando-me aos ouvidos,
memória a desdobrar panejamento.

Girando o dia feito catavento,
colho o instante roendo tempos idos,
nessa várzea dos amores havidos
que retornam de corpo e pensamento.

Brincando, a correnteza, nesse espaço
abrindo-se ao desejo, nos retira
do que somos entre tédio e cansaço.

Ao reencontro vive e inda respira
infinita chama em que me refaço
à fluida errância de verde safira.


(Do livro Roteiro de Mitavaí)

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Postado por Blog da Mirian
26/11/2016 às 09h06

 
Aprendendo a viver com menos

Hoje recebi um e-mail de uma pessoa aflita com a situação econômica

E hoje, por coincidência, vi uma previsão, Mansueto Almeida Jr, sobre o superávit primário

No e-mail que eu recebi, a pessoa falava sobre "ter a paciência de um monge budista"

E na previsão do Mansueto, o superávit não era para 2016. Nem para 2017. Muito menos para 2018...

O superávit, segundo o Mansueto - que está no governo -, é para 2019!

Sim, você leu certo: dois mil e dezenove. Daqui a três anos...

E para piorar um pouquinho, o Mansueto completou: "Se Deus quiser..."

Então eu respondi ao e-mail da pessoa aflita: "Teremos de ser monges budistas durante um bom tempo ainda"

Por mais três anos, pelo menos

Ou mudar de país...

"Se bem que eu desconfio", escrevi à pessoa, "que, depois da vitória do Trump, a economia está assim, estagnada, no mundo inteiro"

Eu sei, pode ser que o Mansueto esteja errado. Pode ser que o Trump acerte - em seus investimentos em infra-estrutura nos Estados Unidos - e que o mundo inteiro cresça, por consequência, já no ano que vem...

Mas pode ser que o Mansueto erre no outro sentido, também. Pode ser que o Brasil não tenha superávit *nem* em 2019...

Pode ser que os investimentos em infra-estrutura do Trump gerem inflação nos EUA, alta na taxa de juros do FED, e consequente fuga de dólares, e de investimentos, no Brasil

A verdade é que desde 2014, aquele ano de Copa e eleição, quando a Dilma foi reeleita e o Brasil que produz esmorreceu, desde então eu não enxergo crescimento num horizonte tão próximo...

O impeachment, em maio, parecia um alento - mas as reações não vêm rápidas, o crescimento foi revisto para baixo em 2017 (pela própria equipe econômica), e o Trump hoje é visto como "fator de incerteza", por mais que prometa um choque de capitalismo...

Eu não escrevi no e-mail que respondi, mas eu poderia ter escrito:

Vamos ter de nos acostumar a viver com menos

E, sinceramente, acho que já estamos vivendo...

O Uber, por exemplo

O carro está deixando de ser um "bem de capital" para se tornar meio-de-transporte (quero dizer primordialmente)

Telefone fixo, TV a cabo... Netflix e streaming não crescem só porque são mais legais, não - mas porque são mais *baratos*

E não só no Brasil... no mundo!

Estou lendo um livro sobre "economia do compartilhamento" (minha tradução para "sharing economy") - e nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, as pessoas estão compartilhando tudo e mais um pouco

Basta lembrar do Airbnb - que te permite compartilhar sua casa, e que está gerando controvérsia junto a hotéis e corretores de imóveis...

Numa economia mundialmente estagnada, os ativos não aumentam - permanecem os mesmos e sofrem depreciação...

Portanto, é preciso "fazer dinheiro" com eles. Ou se desfazer deles - logo de uma vez

Afinal, quando teremos crescimento econômico? Daqui a três anos?

Você aguenta mais três anos como 2014, 2015 e 2016?

Já pensou o que vai fazer até lá (2019)?

Esta é uma pergunta para todos nós...

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Postado por Julio Daio Bløg
24/11/2016 às 09h36

 
2016 - O Ano da Formatura! O que Fazer Depois?


Então, você finalmente se formou! Parabéns! Isso aconteceu pra mim em 2001! Já faz um tempo, porém parece que foi ontem. E o mais louco é que foi somente uma de muitas formaturas que passei e ainda vou passar na vida, porque convenhamos, o fim de um ciclo equivale também a uma formatura. Rito de passagem final pra um novo começo, colocando um ponto de ignição aos novos dias que virão.

Mas não dá pra negar que a graduação do ensino médio tem um gosto especial. Pois é quando nos tornamos maiores de idade, onde os sonhos e expectativas batem mais forte e pensamos seriamente em escolher uma carreira pro resto da vida. kkk Quanta responsabilidade! Como se fosse verdade!

E se existem aqueles que sabem o que querem como água cristalina, saiba que a maioria está perdida em vista a tantos propósitos e destinos possíveis, com medo na verdade, de não rumar pra nenhum. Infelizmente, não somos como os manequins que imitamos nessa nova modinha da internet. Porque o tempo passa rápido e somos obrigados, em algum instante, a nos mexer.

Parece injusto ter que escolher, contudo até a abnegação é uma forma de escolha. Mas não se exalte nem tenha medo, pois se o tempo passa, também se acerta uma hora dessas. Nem todos os planos foram feitos pra dar certo, nem todas as escolhas são as mais apropriadas e verdadeiras... Isso, meu amigo formando, você só vai descobrir vivenciando e trilhando a estrada. Pra se pegar perdido no mundo, pra aderir a novas resoluções, ser radical, tornar-se exatamente como seus pais, apesar de dizer tanto até aqui que faria tudo diferente...

O importante é aceitar os desafios e seguir adiante, porque na existência, nos formamos todos os anos desde que nascemos. E quem sabe um dia, se fizermos o trabalho direitinho, talvez possamos nos formar também na vida?

E não se apegue as fotos! Deixe-as pros momentos especiais! Desapegue de quem você já foi um dia! A vida aqui fora está a sua espera e não é como num filme cheio de personagens clichês. Ela não quer saber se você foi o valentão, a cdf, a radical, um nerd e até, porque não, fez o estilo líder de torcida. Claro que uma imagem não se apaga e pode até ajudar, porém se apegar demais a certos estigmas destruirá chances e oportunidades que teria se aceitasse ser simplesmente você.

Ninguém será como era na escola, deixe isso de herança pros que virão ano após ano e farão daquele lugar quase o mesmo de quando você estava lá. Pois sempre haverá o garoto que todas amam, a nojenta, quem passasse quase desapercebido entre tantos rostos na batalha por um lugar ao sol. Largue carinhosamente disso, deixe pra trás! Se reinvente pra ser você de verdade, descoberta num acidente proposital. kkk

Vamos combinar que formatura é uma época maravilhosa com vestidos, bailes, festas, amores platônicos e decorações. Tudo conquistado por você, que ralou durante toda sua breve vida, mas se divertiu muito também, não é? Então viva isso plenamente, como se não houvesse nada mais! Preocupe-se depois, no dia seguinte, tudo a seu tempo aproveitando ambos os momentos! Pois já existem filmes demais sobre o tema e você não quer ficar congelado em um deles. E lembre-se, ainda tem faculdade, pós graduação... Ainda tem desafios, festa e formatura de montão!!!! kkk



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Postado por Blog de Camila Oliveira Santos
22/11/2016 às 14h38

 
Trump e adjacências

Embora tenha me impressionado o fenômeno eleitoral, não escrevi mais sobre o Trump. Procurei me informar

Também entrei em discussões quase infinitas (principalmente com meu amigo Ram Rajagopal) - mas tirei algumas conclusões, que gostaria de compartilhar

Não tenho todos os dados, nem ambiciono ter. Hoje li uma frase que me justifica nessa postura:

"Os amadores estão conquistando o mundo - porque os especialistas o destruíram."

Troque "amadores" por outsiders. E troque "especialistas" por profissionais. (Essa frase *me representa*, como dizem. E a você?)

Voltando ao Trump, ao "populismo", Brexit, João Doria, ameaça de Le Pen na França etc. e tal (por que eu acho que isso aconteceu - e por que eu acho que vai acontecer muito mais):

1. A internet mudou o mundo

Para o bem e para o mal (OK, eu concedo)

Acontece que, hoje, as notícias circulam muito mais rápido

E as notícias ruins, você sabe, chegam mais rápido ainda

Isso nos leva ao segundo ponto:

2. As pessoas estão cansadas

Ou porque não têm emprego. Ou porque não têm dinheiro

Ou porque, às vezes, os têm - mas têm medo de perdê-los...

Afinal, por que o dinheiro/emprego está acabando? Ou, melhor dito: por que não se faz mais emprego/dinheiro como se fazia antigamente?

3. A economia estagnou - no mundo

Eu sei que alguém vai dizer: "Mas eu conheço gente ganhando *muito* dinheiro"

OK, eu também conheço

Mas estou falando da *média* das pessoas...

O fato de a economia mundial não crescer não é uma opinião minha - é um dado histórico

E de quem é a culpa?

4. As pessoas acham que a culpa é dos políticos

Ou porque "roubaram" muito. Essa conclusão é a mais fácil. E a Lava-Jato está aí para corroborar

Ou porque administraram mal. E os "anos Dilma" estão aí para provar. (Embora tenha gente que não queira enxergar...)

Ou porque estão há muito tempo no poder - Trump acusava Hillary de estar há 30 anos - e não fizeram "nada" (ou muito pouco) para mudar

Logo, o que as pessoas fazem?

5. Chutando o pau da barraca...

Junte desemprego, falta de dinheiro, economia estagnada (ou decrescendo), corrupção, má gestão e/ou falta de vontade política...

O que você acha que as pessoas vão fazer na hora de votar?

Acostumadas à velocidade da internet, as pessoas não vão mais sustentar o "establishment"

Usando, novamente, exemplos do Brasil:

Foram os políticos que deflagraram a Lava-Jato?

Foram os políticos que lideraram as manifestações?

Foram os políticos que produziram o impeachment?

Os políticos o votaram porque, caso contrário, iriam perder as eleições (como os que votaram "contra" perderam de fato)

6. Em outras palavras

As pessoas não querem mais "políticos profissionais"

As pessoas não querem mais sustentar o establishment

Alguém que queira mudar: vai defender a ordem vigente por quê? (Tem lógica?)

7. Descendo de cima do muro...

As pessoas não querem mais aquela postura "PSDB" diante da vida

"Ah, mas o PSDB não 'ganhou' as últimas eleições?"

Ganhou por falta de opção (e eles sabem)...

As pessoas querem alguém que diga o que pensa (mesmo não concordando 100% com o que é dito)

8. É forma e, não mais, conteúdo

É postura

É "atitude" (como dizem os jovens)

E as pessoas querem resultados

Pra ontem

Você vai me arranjar emprego ou vai ficar só justificando o desemprego?

Vai promover o crescimento econômico ou vai só justificar o não-investimento?

Vai colocar o Estado para trabalhar pela sociedade ou vai ensinar todo mundo a se dependurar nele (até que fique insustentável)?

9. Jogando o bebê fora (junto com a água do banho)

As pessoas não estão mais tolerando

Se tornaram intolerantes? Preconceituosas? Xenófobas? Homofóbicas? Misóginas? Misantropas?

Não adianta chamar as pessoas de "fascistas" agora...

Elas querem saber se vão ter trabalho. E se vão conseguir pagar suas contas...

Das minorias, a gente cuida depois, tá?

É a vez da *maioria* agora...

10. Democracia, lembra?

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Postado por Julio Daio Bløg
21/11/2016 às 14h34

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