Neste domingo, em Taubaté, os interessados tiveram a oportunidade de comparecer à pré-estreia de Nosso Lar. Foi com verdadeira e pessoal comoção que deixamos a sala de cinema. Baseado no livro homônimo do espírito André Luiz, transmitido pela psicografia de Chico Xavier, esperamos que o filme tenha alcance maior que o público espírita. Há detalhes que, si não constam da obra original, como a presença de Emmanuel, enriquecem o filme. A trilha sonora foi composta especialmente por Phillip Glass, incluindo trechos de peças clássicas mais conhecidas, como a Sonata ao luar de Beethoven. Longe de impor ideias ou fazer prosélitos, gostaríamos que, no mínimo, as pessoas incluíssem como temas de suas reflexões a lei de ação e reação, bem como a reencarnação, que nada mais são do que expressões e meios de execução da Justiça Divina.
"Isso tudo é superstição com a qual a Ciência nem lembra de preocupar-se". Cada dia mais assertivas assim adquirem status de lugar-comum, com toda a superficialidade inerente. Nos dias 24 a 26 de setembro, estaremos na capital de São Paulo participando do I Simpósio Internacional "Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro", no qual serão debatidos justamente temas como a mediunidade, a reencarnação e experiências de quase morte. Os expositores, além de dois brasileiros, vêm dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Islândia. Nenhum deles possui titulação acadêmica inferior ao PhD.
Voltando ao filme, chamamos a atenção para cenas marcantes como o encontro de André Luiz com sua mãe, a descoberta de que ela acompanhava-o no momento do desencarne, e a chegada à Colônia das primeiras vítimas do Holocausto.
Revista eletrônica "para ser lida sem pressa" mostra o que o sertão tem de melhor. Numa época de jornalismo em tempo real, o jornalista gaúcho José Paulo Borges, 63 anos, ousa produzir uma revista eletrônica atemporal, a fim de mostrar o que o sertão tem de mais sertajeno. "Um sertão orgulhoso de ser 'do tamanho do mundo', como diria Guimarães Rosa. Mas ciente de que muitos tijolos ainda precisam ser assentados na construção de um sertão livre do estigma de miséria e atraso marcado sua história", diz o jornalista a respeito da missão do site que acaba de ser lançado por ele: Sertão Melhor.
A revista traz seções interessantes, como a "Bem dito Chico" — antologia dos melhores textos sobre o Rio São Francisco. Na seção "Turismo", o destaque da edição do lançamento é a matéria "Nas pegadas do beato Antônio Conselheiro". A manchete da matéria principal diz, corajosamente, que quem se omite a respeito da degradação do Rio São Francisco é cúmplice. Mas também tem o "Sertão Empreendedor", "Sabores e Saberes", "Cultura", e muito mais.
Depois de mais de 30 anos de atuação na imprensa escrita de São Paulo (jornal Última Hora, sucursal paulista de O Globo, do Rio, Agência Estado e Portal do Estadão, entre outros meios impressos e eletrônicos), a paixão por um "Sertão Melhor" só pode ter uma razão: atualmente o empreendedor (BSJ — Borges Serviços Jornalísticos) gaúcho reside no sertão pernambucano, em Petrolina.
Em março publiquei uma extensa entrevista com Ron Bumblefoot Thal, guitarrista do Guns N' Roses. Desde então, ele tem estado bastante ocupado, seja com a banda ou em sua carreira solo. Aproveitei para fazer uma breve entrevista com ele.
1) Nós conversamos há cerca de seis meses e, desde então, você tem estado bastante ocupado com o Guns N' Roses (GNR). Vocês fizeram toda a turnê sul-americana, a primeira parte da europeia e estão retornando para a estrada para a segunda parte da turnê pela Europa. Como está indo até agora? Como você sente a reação dos fãs em relação a essa versão "não-tão-nova" do GNR e para as músicas do Chinese Democracy?
É bom voltar à estrada, com uma versão do GNR "não-tão-nova", mas muito vigorosa. Nós crescemos muito na turnê e têm sido as melhores apresentações do GNR que eu tenha participado. Como nos aproximamos do aniversário de dois anos do lançamento do Chinese Democracy, é bom ver o público cantando junto com as músicas novas, não apenas os clássicos.
2) Mesmo com uma agenda ocupada com o GNR você tem conseguido lançar algumas coisas bem legais da sua carreira solo. Você está relançando seu primeiro disco solo, The Adventures of Bumblefoot; está prestes a lançar um livro de tablaturas e colocou uma música disponível no Rock Band Network ("Guitars SUCK"). Como se sente ao lançar novamente seu primeiro disco? Quais foram os principais desafios par desenvolver o livro de tablatura? E como é a oportunidade de ter uma música no Rock Band Network?
Relançar meu primeiro disco, The Adventures Of Bumblefoot, é como se eu tivesse reconquistado o uso de um dos meus membros que perdi por 15 anos. A Shrapnel Records lançou o disco em 1995 nos EUA, a Roadrunner Records na Europa e no Japão. É um disco instrumental de guitarra, meio experimental, com algo de Zappa... Foi bem na época, bons comentários, foi um bom primeiro álbum. Depois que meu contrato se encerrou, o disco nunca mais foi produzido pela gravadora, não estava mais disponível. Ano passado a Shrapnel entrou em contato comigo sobre relançar o álbum e nós trabalhamos juntos para atualizar a capa e adicionamos uma faixa extra de uma trilha de videogame da SEGA que eu fiz em 1996. Estou muito satisfeito de estar disponível novamente!
O livro de tablaturas é algo que comecei em 1997. Eu coloquei cada parte de guitarra de cada música em fitas-cassete e ouvia com uma guitarra na mão, alguns segundos por vez, reaprendendo tudo que eu toquei e colocava em um software de notação (musical). Demorou seis meses, duzentas páginas de digitação e palhetadas específicos, notação musical e tablatura para cada nota tocada no disco. Tudo foi um grande desafio, mas estou orgulhoso de ter feito. O livro e o CD estão disponíveis na minha loja on-line. Os CDs são autografados e eu doo US$ 5,00 de cada CD vendido para pesquisas sobre esclerose múltipla.
Sim, minha música "Guitars SUCK" está disponível no Rock Band Network! É a primeira de muitas músicas que espero colocar no Rock Band. Eu gostaria de colocar algumas músicas dos discos Normal e Abnormal.
3) Eu sei que você está vendendo dois de seus discos (Normal e Abnormal) aqui no Brasil através de uma distribuição via fãs. Como funciona e por que escolher essa forma? Há planos de vender mais coisas aqui?
Eu tenho procurado distribuição no Brasil e na América do Sul há muito tempo, mas nunca encontrei uma boa opção. Eu queria uma coisa conveniente e fácil para os consumidores, alguma coisa em que o preço não ficasse tão caro pelas taxas de distribuição. Quando ouvi sobre o Mercado Livre, pareceu a melhor opção, a forma mais direta de conexão com as pessoas. Com uma grande ajuda dos amigos no Brasil, nós fizemos acontecer. Estamos vendendo o Normal e o Abnormal e se houver demanda por mais CDs e produtos, nós vamos disponibilizá-los.