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BLOG

Segunda-feira, 29/8/2016
Blog
Redação

 
Bel Pesce, empreendedorismo e crowdfunding

Não vou falar da Bel Pesce especificamente, porque não a conheço (embora tenha amigos que a conheçam)

Nem vou falar do conteúdo que ela produz, porque nunca me embrenhei a fundo nele (não teria como avaliar)

Mas vou usar o exemplo da Bel Pesce para falar de "empreendedorismo" (essa "moda" de falar de empreendedorismo, na verdade); e de "crowdfunding" (ou, em português, financiamento coletivo)

O empreendedorismo virou um assunto de uns tempos pra cá, e, como todo modismo, cansou

Dizer que todo mundo pode ser empreendedor, é como dizer que todo mundo pode ser artista, coisa com a qual eu nunca concordei

Em ambos os casos, existe o fator talento, e ele não pode ser ensinado. Ou a pessoa tem, ou não tem

Depois, existe o fator sorte (sim, eu acredito em sorte). Concordo com Maquiavel que metade é "virtù" (talento) e outra metade é "fortuna" (sorte)

Sorte, em empreendedorismo, você pode traduzir por oportunidade

Oportunidade não dá em árvore. Ela surge ou não. Não pode ser "gerada"

A oportunidade pode ser percebida, sim. Mas, mesmo percebê-la, é um dom. E eu não acho que esse "dom" - ou senso de oportunidade - pode ser ensinado

Por último, existe a execução. Você pode ter o talento, a ideia (oportunidade) pode ser ótima, mas se a sua execução for ruim, não adianta nada

"Sua ideia é melhor que a minha. Minha execução é melhor que a sua. Eu ganho", tuitou, outro dia, o Tom Peters

E esse modismo de "financiamento coletivo" é bem isso. Muito barulho durante a captação. Uma vez captado o dinheiro, como fica a execução?

E mesmo depois de executado o projeto, quem avalia? Cumpriu com as expectativas dos financiadores?

Pergunta final para a Bel Pesce (e outros que rezam pela cartilha do "empreendedorismo serial"):

Se o projeto era tão bom assim, por que temos de financiar outro? E mais outro? E, ainda, outro?

É mais ou menos como pedir às pessoas que venham à sua festa de casamento - só que você se casa todo ano, com uma nova pessoa

Fora que vale aquela história da Lei Rouanet: vamos financiar quem precisa. Quem não precisa, não deveria pedir financiamento - não é mesmo?

Eu sei que no Brasil é tudo ao contrário e que os que mais se beneficiavam dos financiamentos do BNDES - o maior financiador do País -, eram os que menos precisavam...

Mas não deixa de ser um escândalo

E não deveríamos banalizar o uso do financiamento coletivo, que é uma boa ideia na origem

E nem o uso da palavra empreendedorismo, porque precisamos de empreendedores, no Brasil, sim

O que eu faria se fosse a Bel Pesce?

Não sei, ela se meteu numa errascada. Acabou virando bode expiatório - para essas práticas que eu listei acima, e que acabaram viciadas

Que o erro da Bel Pesce sirva, então, para refletirmos sobre uso que se faz do "financiamento coletivo" na internet - e do empreendedorismo em forma de autoajuda...

Eu sabia que essa bolha iria estourar, um dia. Vamos aproveitar para fazer uma correção de rota

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Postado por Julio Daio Bløg
29/8/2016 às 09h49

 
Todos à USP!

Quanto custaria mandar metade dos jovens brasileiros estudarem numa universidade padrão USP?

O Brasil tinha aproximadamente 17 milhões de jovens em idade universitária, entre 20 e 24 anos, segundo o censo de 2010. Em países com sistemas de ensino superior mais bem sucedidos, metade dos jovens recebem diploma universitário. Levando em consideração que a faculdade no Brasil em geral demora entre 4 e 5 anos, seria desejável que aproximadamente 3½ milhões de estudantes universitários recebessem diploma de graduação anualmente.

Quanto isso custaria se adotássemos o padrão USP, que combina ensino, pesquisa, extensão, e pós-graduação? A USP tem 60 mil alunos de graduação, dos quais 7 mil são diplomados anualmente. Para chegar à metade dos brasileiros, precisaríamos de 500 instituições como a USP. O orçamento da USP é um pouco mais do que R$5 bilhões; portanto o total necessário para educar metade dos nossos jovens seguindo o padrão USP seria de R$2½ trilhões. Quase a metade da renda nacional total, estimada para $6 trilhões em 2016.

Não vai acontecer.

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Postado por O Blog do Pait
28/8/2016 às 20h19

 
O acumulador

Persigo
tudo
o que
tenho
e nunca
alcanço

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Postado por Metáforas do Zé
28/8/2016 às 07h19

 
A ABSTRATA MARGEM

Sinto o mar lamber meus pés, acariciando-me com sua língua aveludada. Sua lâmina imóvel reflete a cor do céu e fico achando que dessa associação deve ter nascido a expressão espelho d’água. É uma dessas manhãs de aquarela, irretocáveis. A certa distância, à esquerda, duas canoas de pesca dormitam ao sol, parecendo não se incomodar com as gaivotas pousadas e imóveis sobre elas.

Deixo a praia com a sensação de que o mar está completo e desembarco no meu quarto sem ter molhado meus pés, nem ter dado um passo sequer. É um aposento austero com área suficiente para as divagações de um velho octogenário, guarnecido pelo mobiliário que se resume a uma escrivaninha pequena, dessas com tampo corrediço, uma cama de solteiro e uma cadeira de braços para visitas que jamais chegaram. Um exíguo banheiro com chuveiro e vaso sanitário estabelece os limites de meu território privado, no qual se entra obviamente por uma porta entreaberta por onde diariamente passa Joana, uma espécie de anjo de avental, sempre com um sorriso atarraxado nos lábios e uma bandeja com minhas frugais refeições. Quando estou de bom humor, chego a pensar que sorri para mim, mas a impressão mais comum que tenho é de que sorri de mim...

Somos as únicas presenças de vida nesta casa, na verdade um cubículo.

Valquíria vem visitar-me, de quando em quando, à noitinha, mas ela não precisa passar pela porta nem saltar a janela. Chega em silêncio, senta-se na borda cama e parece segurar minha mão. Sempre foi uma mulher de poucas palavras e agora menos ainda, mas seus olhos interrogadores pedem que lhe diga como vou indo. Tenho muitas saudades, Val, de você e de mim mesmo. Até hoje não sei por que você partiu assim de súbito, assumindo uma postura de estátua. Seus olhos então me respondem de um modo um tanto oblíquo, reticencioso, sei lá, parecendo dar a entender que havia outros caminhos a seguir até chegar à abstrata margem, e não me dá maiores explicações.

Ontem fiz um poema para você, e ela me diz com os olhos que quer ouvi-lo, mas a audição é interrompida antes mesmo de começar, pois Joana chega com o meu jantar. Bom apetite, ela me diz gentilmente, como se fosse possível degustar uma tisana daquelas. Se ela tivesse um miligrama de massa cinzenta eu seria capaz de pensar mal dela, mas, não, seria impossível, dali só saíam mesmo gestos mecânicos: Joana definitivamente não se definira entre ter nascido uma pessoa ou um robô. Alguma coisa falhara na sua estrutura genética, a mãe natureza dera um cochilo ao projetá-la.

Sabedora de minha contumaz inapetência, Valquíria, com sua mão de vento, me ajuda a segurar a colher que a contragosto levo à boca, incentivando-me a tomar aquele líquido gosmento, de um verde catarroso. Olhe, Val, sei muito bem que, à medida que o círculo da vida se vai fechando, os extremos se aproximam, mas ainda não cheguei à segunda infância. Mas você precisa se alimentar para chegar à longínqua margem, dizem seus olhos.

O tempo me embruteceu, vivi dias maravilhosos e dias horrorosos, estes em maior número; ou você pensa que minha vida se resume nessa praia elegíaca que sempre emoldurou minhas melhores recordações e que até hoje frequento com os passos da imaginação?

Sou um homem sem raízes, embora paradoxalmente arraigado a esta cela franciscana. Ando com dificuldade e quando a artrite generalizada me permite mover-me dentro do meu quarto, ensaio penosamente uns poucos passos com a ajuda desse par de muletas postado à minha cabeceira como duas sentinelas de prontidão. Sabe, já não escrevo mais. Até aquele poema interrompido não foi escrito por mim, (devo confessar-lhe), e ficou bem melhor que ficasse assim pelo meio, como um aborto de filho indesejado.

Você nunca me descreveu essa abstrata margem e nada posso fazer quando seus olhos se calam.

São assim os meus diálogos com Valquíria.

O fim da estrada muitas vezes é assim mesmo. A nossa história pessoal morre conosco e em alguns casos até antes, quando o denso nevoeiro apaga a memória. Não sei afinal de contas o que vem a ser a tal de abstrata margem e nem ousei perguntar a Joana cujo sorriso alvar denuncia um cérebro de formiga. Certa feita, indaguei de um pescador se ele conhecia a abstrata margem, mas ele laconicamente respondeu que era um homem do mar e não de água doce...

Há manhãs em que com muito esforço vou até a praia pendente de um quadro na parede de meu quarto, mas até isso me cansa enormemente. Então começo a divagar, engolfado em meus pensamentos que me atordoam, sentindo-me à deriva, como um náufrago em seco sem esperança de salvação.

Ayrton Pereira da Silva



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Postado por Impressões Digitais
27/8/2016 às 15h22

 
Nada disso estaria acontecendo...

Sendo a favor ou contra o impeachment, é forçoso concordar com o Ruy Falcão. Nada disso aconteceria se o PT tivesse feito o controle social da imprensa, a reforma eleitoral, o controle do judiciário, o controle dos governos e prefeituras por conselhos populares, e o controle ideológico das forças armadas. O presidente eleito reinaria eternamente.

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Postado por O Blog do Pait
27/8/2016 às 08h23

 
O homem nu

Era um homem honrado.

Trabalhou com afinco, estudou até se formar.

Só então se casou, na paz dos homens de bem.

Os pilequinhos de fins de semana faziam seu corpo arrepiar ao perceber que era o orgulho dos pais, modelo para os amigos, exemplo para os filhos.

Em todas as discussões, era o último a falar, ponderado.

Afirmava, envolto numa aura de bondade, que seus conselhos eram simples e fáceis de ser seguidos.

Apegado à religião, tinha sempre pronta uma frase bíblica para exemplificar o seu pensar.

Temia a Deus e acreditava na justiça dos homens.

Mas esse homem bom, esse brasileiro repleto de virtudes, trazia escondido alguns defeitos.

De repente danou a versar sobre política, afirmando que precisava dar a sua parcela de contribuição.

Quando preencheu a ficha de filiação ao partido político, um risco de arrepio tomou conta do seu corpo, mas foi adiante.

Vestido de candidato caminhou pela cidade, os sapatos ficaram gastos, a pele ressecou, o bigode e as pontas dos poucos cabelos precisaram de tinta.

De repente, já não rezava antes de dormir.

Comprou dois pares de terno, vestia um a cada dia, desconsiderando o desconforto, se acostumando aos poucos com a distância da antiga bermuda, a camisa folgada, o par de chinelos.

E foram tantos os apertos de mãos que logo o gesto se tornou costume.

Não percebeu quando passou a olhar o frentista nos olhos, nem notou que o vizinho era solitário, mas sentiu prazer ao perceber que aquele tio, distante e velho, dele se lembrava com riqueza de detalhes.

Logo seu riso começou a tornar-se falso.

Não sabia que tinha tantos parentes, nem mesmo que os amigos lhe eram gratos pelo passado de hombridade.

A foto no santinho não tinha rugas, o brilho mascarado, azul ao fundo, obscura pelos pensamentos.

Foi eleito raspando, graças aos votos de outro candidato, um ser desprezível que tinha dinheiro.

Quando deu por si já possuía dezoito pares de ternos, fez implante nos cabelos e raspou o bigode.

Tentou ser um político honesto, mas foi ligeiramente tragado pelo sistema.

Alguém lá atrás avisou sobre o sistema.

Rasgou sem pudor o que antes chamava de ideologia, ao povo deu bananas, se importava apenas em cumprir as ordens do grande chefe.

Era outro homem, quase rico, quase dono de todas as coisas que sempre almejou.

Quando a primeira nota de jornal denunciou as falcatruas, não recuou, pensou sinceramente que era um ataque da oposição, que havia feito um trabalho bom o suficiente para tentar a reeleição.

E afrouxou os botões da camisa.

Não conseguia mais encarar o rosto da mulher, a companheira já não era cúmplice, mas uma estranha que lhe cobrava com olhares muito mais que palavras.

As denuncias cresceram e logo as algemas tomaram lugar da pulseira de ouro.

No dia que saiu da prisão, conseguiu reunir todos os filhos.

Quando abriu a porta do restaurante, foi saudado por olhares inquisidores, a fogueira que ardia em cada canto do lugar.

Só então se sentiu despido.

Estava nu e todos os olhos apontavam suas partes pudendas, que em vão tentava esconder.

Saiu sem se despedir, se juntando aos outros que limpavam o ranho das crianças pobres, ciente que não estava só.

Pelas ruas da cidade, as calçadas estão repletas de homens nus.

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Postado por Blog de ANDRÉ LUIZ ALVEZ
25/8/2016 às 15h32

 
24 de Agosto, um dia na recente historia do Brasil

Hoje, 24 de agosto e aniversario do suicídio de Getúlio Vargas, Com ele se foi a ideia do trabalhismo original.Os herdeiros de Vargas desfiguraram uma das vertentes do fascismo brasileiro. A outra era o Integralismo do Plinio Salgado e o seu anauë, saudação caricata, 'a moda hitleriana.

Vargas fortaleceu os sindicatos, mantendo o seu controle, abusou do nacionalismo ao ponto de, ate, prestigiar um substituto para o Papai Noel, o Vovô Indio, mas isso e outra conversa.

Negociou a CSN com os americanos em troca da construção da base militar de Natal, usada pelos gringos durante a segunda guerra e parcialmente desmantelada, para ser entregue aos brasileiros.

Foi um ditador cruel e impiedoso...Depois de ser deposto pelo General Dutra, o carola,em 1945, voltou nos braços do povo com a alcunha de Bom velhinho. Durante seu domínio, foram criadas leis importantes como a CLT copiada do fascismo italiano pelo Dr. Marcondes Filho, seu ministro. Estabeleceu o salario mínimo, e criou a Policia Politica, a Policia Especial, o SAPS que. em versão moderna, tomou o nome de: Restaurantes Populares.

Risonho, simpatico, sempre com um bom puro entre os dedos, distribuía sorrisos e deixava para o Filinto Muller, que morreu torrado num acidente de avião muitos anos depois, (1973) a tarefa de torturar seus maiores inimigos: Os comunistas e integralistas. A historia conta que o choque elétrico poderia ser considerado caricia, entra as varias formas de truculências e barbaridades praticadas pelos empregados do bom velhinho GeGë, alcunha suave para a doce figura do caudilho, que distribuía simpatia e fala mansa. Em 1950,cinco anos depois de sua defenestragem, voltou nos braços do povo, eleito com absurda vantagem.

Cercado dos mesmos corruptos e ordinários, cujas dinastias seguem por ai, foi perseguido pelos adversários, igualmente politicos, com diversos matizes de caráter O Jornalista Carlos Frederico Werneck de Lacerda, de lingua ferina, pena ligeira e coragem para peitar a fachada mentirosa de um governo populista e cheio de mutretas, foi alvejado por capangas da "guarda pessoal" de Vargas. A empreitada falhou, o escândalo mobilizou o pais e Vargas se matou.

R.I.P Vargas. Poucos, mas bons acertos. O resto a historia se encarrega de encobrir.



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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
24/8/2016 às 11h26

 
Primeiro Debate dos Candidatos à Prefeitura

Assisti mais por curiosidade. As eleições não estão longe, mas os escândalos no noticiário são tantos que querem adiar o assunto o mais que podem. Com o fim das Olimpíadas, porém, não têm como adiar mais

Me parece que todos os candidatos têm telhado de vidro e, mais uma vez, vamos votar "no menos pior". É lamentável, depois de tudo o que aconteceu na política desde a eclosão da Lava-Jato. Mas o fato é que a política brasileira não se renovou (como, aliás, é desejado desde as manifestações de 2013!)

Vale um puxão de orelha nos partidos novos - ou que se denominam assim - e nos movimentos de rua, que poderiam ter lançando um candidato próprio ou que até poderiam ter apoiado um candidato do establishment - mas não se pronunciaram e, hoje, deixam o eleitor sem opção, mais uma vez

Como foi o primeiro, me pareceu um debate "de aquecimento". Não vou entrar muito nos temas, porque considero que foram abordados superficialmente. Prefiro falar um pouco de cada candidato - do que imaginava de cada um; do que acabei vendo; e do que concluí a respeito

Começando pelo Major Olimpio. Você nunca deve ter ouvido falar nele (nem eu). Me pareceu o azarão do debate. Como não tem nada a perder, bate em quem é governo ou em quem está na frente, para ver se consegue algum Ibope. Agora, o interessante foi descobrir os "bolsonaristas" das redes sociais elogiando um candidado, no máximo, sofrível. Aí tem coisa. Mas não tem nenhuma chance. Não ameaça ninguém

Na sequência, o Haddad. Depois de uma gestão, diuturnamente, criticada, ou ele é muito sem noção (de se apresentar), ou é muito cara de pau mesmo. Quando perguntaram para ele do João Santana na sua campanha e ele não respondeu; ou quando veio falar que as multas não aumentaram e o auditório deu risada - você percebe que ele, simplesmente, adotou o padrão "PT" de negação da realidade. Parece um louco falando. Parece a "afastada" em seu delírio. Carta, provavelmente, fora do baralho. (Espero)

João Doria Jr. começou bem o debate, melhor do que eu imaginava. Mas sua postura muito ensaiada, querendo passar um excesso de informações, soou meio artificial. Vestido como um catálogo de moda, muito arrumadinho, não convence 100%. Parece "distante", não combina com o lado feio de São Paulo, por exemplo. (E sabemos que ele existe.) Precisa aprimorar sua "persona" política. Não foi dessa vez, Doria (não foi dessa vez, Alckmin)

Russomano, por incrível que pareça, me surpreendeu. Acho que está mais tranquilo, porque está na frente (não se sente na obrigação de bater em ninguém). Passa até uma certa serenidade. Mas, dele, devemos desconfiar bastante - veio da televisão, domina a linguagem etc. Foi o que melhor se saiu. Se não tivesse um lado obscuro - que ninguém explica (muito menos ele) -, convenceria muita gente... Quase ganhou a última eleição. Devemos ficar de olho. É perigoso

A Marta Suplicy começou mal. Acho que nervosa; enrolando a língua. De acordo com o que ela mesma revelou, apanhou muito com sua mudança de partido. E na internet, pelo visto, continua apanhando bastante. Abalou muito sua auto-estima - que era alta. Foi se saindo melhor à medida que o debate avançou... Ela conhece a cidade, sabe das limitações todas e me pareceu, depois de tudo, humilde. Prometeu não ser a Marta "das taxas", de novo. O problema é que tem um longo passado com o PT - e isso é difícil de se apagar na memória das pessoas... Vamos ver

Enfim, não enxergo muita escapatória. Ficamos entre o PSDB, oposição frouxa, e o PMDB, um poço de escândalos. Ou os evangélicos; ou a extrema direita. Ou o PT (sim, o PT). Lamentavelmente, esse é o cenário. Mais um ano sem renovação em São Paulo. Não anima. É uma pena. (Oremos)

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Postado por Julio Daio Bløg
23/8/2016 às 10h34

 
Contrariando os pessimistas



A olimpíada Rio 2016 terminou e terminou muito bem obrigado. Contrariando as previsões alarmistas da imprensa e o pessimismo de governos internacionais, que chegaram a recomendar aos seus cidadãos, principalmente as mulheres, conclamando-os a não participarem do acontecimento na cidade do Rio de Janeiro.

Foi uma pena, porque aqueles que não vieram, deixaram de viver e participar de um grandioso e exuberante evento feito pelas mãos dos brasileiros. Não poderia ser diferente claro, este povo quando quer sabe fazer bem feito.

Não lembro de ter vivido uma festa tão maravilhosa, como a que foi realizada em nossa casa, Rio de Janeiro, Brasil. Daqui para a frente, as olimpíadas serão mensuradas como antes e depois da olimpíada Rio 2016, Brasil.

O povo brasileiro não carece de mostrar-se para ninguém, com o que pode e o que não pode realizar. Necessário se faz tão somente, mostrar-se para si mesmo, que é detentor de um potencial empreendedor invejável por todo o mundo.

O brasileiro sabe ser criativo, inovador, destemido, acolhedor e acima de tudo responsável e de caráter inabalável.

Já está na hora dos que permeiam a periferia da honradez, o submundo da corrupção, a falta de vergonha na cara, como os aproveitadores no mundo da política, inserirem-se de patriotismo, de amor pelas cores da nossa bandeira e verdadeiramente gostarem do nosso país e do nosso povo. Assim como, verdadeiramente o fizeram os nossos atletas olímpicos.

Primar pela ordem, direitos e deveres do povo e não apenas subtrair dos nossos recursos, para legislar em causa própria ou partidária, como vem ocorrendo ao longo do tempo.

Vamos jogar o jogo e jogar limpo. Já não dá para rotular o Brasil como país do futuro. No Brasil o que acontece, acontece hoje, no aqui, no agora. Não podemos jogar a sujeira para debaixo do tapete indefinidamente, fingindo que não se sabe, não se escuta e nada se vê.

No Brasil nós temos o que há de melhor: um povo empreendedor, honrado e hospitaleiro. As belezas naturais incontestáveis em todo o mundo. Recursos hidrominerais abundantes. Recursos energéticos diversificados. Imensas áreas agricultáveis entre tantas outras.

Se nós temos tudo isso, o que nos falta para alcançarmos o pódio da vitória? Nos faltam atletas políticos de honestidade ilibada, de punhos fortes e capazes de derrubar as mazelas produzidas pelos que aí estão até o presente momento.

Nas próximas olimpíadas de outubro, pleito eleitoral, vamos malhar a falta de saúde, educação, segurança, a falta de caráter, a falta de vergonha na cara, as transações de poder pelo poder. Abaixo a ditadura partidária dos espertos que se fazem tolos pela permanência nas tetas da pátria, que deveria ser tão somente educadora.


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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
22/8/2016 às 16h53

 
Sobre o Encerramento das Olimpíadas do Rio em 2016

Escrevo ainda sob o impacto da festa de encerramento das Olimpíadas 2016

Vai demorar um tempo, não sei quanto, para conseguirmos entender o que aconteceu no Rio de Janeiro em 2016

Eu confesso que não acreditava que o Brasil fosse capaz de sediar uma Olimpíada - mas isso acaba de acontecer

Quando o Rio foi anunciado como sede, em 2009, o clima era de megalomania - e eventos como a concessão do "grau de investimento", a descoberta da "camada pré-sal" e o Cristo Redentor "decolando" na capa da Economist se misturam, hoje, na minha cabeça

Depois que perdemos o grau de investimento, o pré-sal se tornou inviável, porque *a Petrobras* se tornou inviável, e o Cristo Redentor afundou, em parafuso, na capa da Economist, o último delírio que restava, de um certo ex-presidente, era a "Rio 2016" (porque "A Copa das Copas", bem, deu no que deu...)

Para completar o quadro, o Brasil vem de uma crise representativa desde 2013, com as primeiras manifestações; e vem de uma crise política, desde o Petrolão e a Lava-Jato - que já derrubou uma presidente, transformou um ex-presidente em "proscrito", ameaça cassar o registro de um certo partido, sem falar no resto do establishment político, respingando em quase todos os outros partidos, e em praticamente todos os demais poderes, Judiciário inclusive

Como se não bastasse, o governo do Rio de Janeiro decretou, semanas atrás, estado de calamidade pública...

Ou seja, vínhamos de um desilusão - os BRICs que não foram -; de uma crise de identidade - no fundo, uma crise liderança -; e de uma crise econômica - que, para nós, o único paralelo é a crise de 29...

Ou seja: não tinha como dar certo. E acho, até, que, no fundo, muitos de nós não queriam que desse certo... Como que para "purgar" a megalomania de 2009, um certo ex-presidente, um certo partido, todo o espectro de governo *a* oposição, todo um povo que "não aprende a votar" etc.

Mas um milagre aconteceu, no Rio de Janeiro, em agosto de 2016, e as Olimpíadas foram um retumbante sucesso, repercurtindo no mundo inteiro, contaminando o planeta com a chamada "brasilidade", e revelando uma cultura, pujante, que, no meio de tanta lama, de tanta vergonha e de tanto escracho, havíamos "esquecido" de que era nossa...

Esse "milagre" precisa ser estudado pelas próximas gerações (coloco entre aspas porque fomos nós que realizamos)

Mas, independente de qualquer coisa, ficam algumas lições:

A primeira é a de que "governo não é estado" e "estado não é nação"

Mais do que nunca, esses políticos *não nos representam*. A vergonha de os termos eleito, sim, é nossa - mas temos de virar essa página da nossa História. Porque a Rio 2016 demonstrou que a nossa História pode ser bem outra...

A segunda lição é de que "crise econômica" não é desculpa para deixar de fazer, para deixar de tentar e, mesmo, para deixar de fazer bem feito

Desde a abertura até o encerramento, não dava para fazer, poderíamos ter desistido e, sobretudo, poderíamos ter feito muito pior do que fizemos...

Só que acabamos fazendo, sem condições - e com muito brilho. O brasileiro é como aquele peixe, de Nelson Rodrigues, que, por viver nas profundezas, e na escuridão, emite luz própria...

A terceira lição é de que, no meio dos escombros, pode nascer um novo dia. A flor no asfalto, de Drummond

O Brasil não acabou. Não chegamos ao "fim do Brasil"

A Rio 2016 provou que podemos renascer das cinzas. Que existe um coração batendo ainda

Que existe uma cultura, exuberante, uma identidade, única, que é a nossa - e da qual não devemos nunca nos envergonhar

Repetindo:

Podemos fazer; podemos fazer *do nosso jeito*; e podemos fazer bem feito - sem ficar devendo nada para ninguém

As Olimpíadas de 2016 eternizaram o Rio. Que elas inaugurem uma nova era para o Brasil

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Postado por Julio Daio Bløg
22/8/2016 às 10h10

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