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BLOG

Quarta-feira, 12/3/2008
Blog
Redação

O Cabotino reloaded

Eu há muito tempo estou querendo escrever sobre este livro que andei renegando. Foram quatro anos de auto-desprezo. Por vários motivos. O mais importante deles — e quem é meu leitor há tempos já deve ter percebido isso — é que eu não sou mais aquele autor. Não sou há tempos. Para ser sincero, às vezes me pergunto se era quando pus o ponto-final no livro. Desconfio que não.

* * *

O mais interessante do livro diz respeito à minha obsessão com a problema da literatura como forma de auto-afirmação social. É um fenômeno extremamente interessante que, acho, ainda não foi estudado a fundo nem por críticos literários nem por antropólogos e psicólogos. É algo tão entranhado nas engrenagens da literatura que a maioria das pessoas sequer o percebe. Lendo a biografia de Joaquim Nabuco, por exemplo, fico abismado com a relação absolutamente simbiótica entre literatura e afirmação social.

* * *

Penso em, um dia, escrever uma espécie de continuação de O Cabotino. Mas não seria mais um "guia de anti-ajuda", e sim uma autobiografia literária. Acho que vivi algumas coisas extremamente interessantes neste meio e gostaria de deixar estas memórias registradas. Mas antes de fazer isso é preciso estar completamente sereno em relação ao passado como crítico e persona non grata da literatura brasileira. Não falta muito para chegar a este ponto — felizmente.

Paulo Polzonoff Jr, que pôs O Cabotino de volta na praça, em PDF.

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por Julio Daio Borges
12/3/2008 à
00h49
 
Curso sobre crítica musical

Neste final de semana, o Espaço da Revista Cult vai abrigar jornalistas, críticos musicais e músicos, como Sérgio Dias (Os Mutantes) e Zeca Baleiro para aulas e palestras sobre a crítica musical. O curso conta com um time de primeira para falar sobre o assunto e acontecerá ao longo do sábado e do domingo (dias 15 e 16 de março).

No sábado, os alunos vão ter aula com os críticos Sérgio Martins (Veja), Jotabê Medeiros (O Estado de S. Paulo), Ademir Correa e Pablo Miyazawa (editores da revista Rolling Stone no Brasil). Já no domingo, os palestrantes serão Mariana "Piky" Levy Candeias (assessora de imprensa da área musical), Pedro Alexandre Sanches (Carta Capital) e o maestro Abel Rocha.

O desfecho do curso será bem interessante. Sérgio Dias e Zeca Baleiro serão entrevistados pelos alunos do curso, com auxílio e orientação do jornalista Filipe Luna, editor da revista Cult e também colaborador do site Radiola Urbana.

Para ir além
Espaço da Revista Cult

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por Débora Costa e Silva
11/3/2008 às
10h41
 
Lenny Kravitz paz e amor

Um retorno às raízes muitas vezes é crucial em uma carreira. Depois de saborear o sucesso (e os excessos), é importante um artista fazer uma releitura de si mesmo, nos tempos em que não havia flashes de câmeras nem groupies ― só ele e seu sonho. E, da mesma maneira que essa reviravolta pode revigorá-lo, deixa exposto aquele auge que ficou para trás. It's time for a love revolution, oitavo álbum de estúdio do americano Lenny Kravitz chega para, mais uma vez, comprovar esta tese.

Como de costume, ele assume todas as funções no disco. Algumas composições têm a tímida co-autoria do guitarrista Craig Ross (seu parceiro de longa data). Fora isso, é 99% Lenny, como letrista, produtor, arranjador e ainda tocando todos os instrumentos. Depois de algumas incursões na música eletrônica ― algumas bem sucedidas como em 5 (1998) e outras nem tanto, como em Baptism (2004) ― Kravitz volta ao som cru, de batida retrô e mensagens pacifistas, que remetem o ouvinte ao seu primeiro disco, Let love rule (1989).

E revisitar-se musicalmente, para Lenny Kravitz, significa ressoar suas maiores influências do classic rock de fins dos anos 1960 e começo dos 70, emulando seus principais heróis. "Bring it on" e "Will you marry me" é Led Zeppelin até a última nota. A influência stoneana aparece em "Dancin' till dawn" e fica praticamente impossível não imaginá-la na voz de Mick Jagger. A mensagem anti-guerra de "Back in Vietnam" evoca Jimi Hendrix e a contracultura hippie. A influência da black music fica evidente na funkeada "Love love love", em que ele soa como um James Brown roqueiro.

Aos mais saudosistas It's time for a love revolution agradará, pois muito do que se encontra aqui lembra aquele Lenny Kravitz dos primórdios, porém sem aquela mesma paixão e inspiração, típica de quem está sedento pelo estrelato. Mas, mesmo impossíveis de se reviver completamente, os velhos tempos ainda podem ser festejados.

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por Diogo Salles
11/3/2008 às
10h18
 
Drama e glória de escrever

[Qual a maior glória e o maior drama de quem vive de escrever?] A maior glória: perceber que teu livro não te pertence, pertence ao leitor. Toda vez que um leitor descobre meu livro, é como se ele deixasse finalmente de ser meu. Paradoxal, mas eu gosto de me livrar do que eu escrevo.

O maior drama: não é publicar, hoje em dia é tão fácil! É vender. E viver dignamente da escrita. Não se vive dignamente da escrita, a não ser por raras exceções ― e muitas delas não são o melhor exemplo de literatura.(...)

Paula Mastroberti, em entrevista, sobre viver de escrever.

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por Julio Daio Borges
11/3/2008 à
00h34
 
Novo site da Filmes Polvo

(...)um ano de revista, novo visual do site, novo redator, novas sessões, apresentação da edição especial: eis um momento de tal forma especial para nós que, independente de quantas palavras forem ditas(...), não seria minimamente possível transmitir, aqui, nosso estado atual, misto de satisfação plena, espanto, alegria, exaustão, emoção e, sobretudo, de amor.(...)

Rafael Ciccarini, no editorial da Filmes Polvo (você pensou que fosse outra coisa?), que está com novo site (e que, claro, linca pra nós).

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por Julio Daio Borges
10/3/2008 à
00h27
 
Frases de Mario Quintana

O despertador é um acidente de tráfego do sono.

* * *

O bom da chuva é que parece que não tem fim.

* * *

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.

* * *

O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade.

* * *

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.

* * *

Amar é mudar a alma de casa.

* * *

A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.

* * *

Só o que está perdido é nosso para sempre.

* * *

Quem nunca se contradiz deve estar mentindo.

* * *

Um lugar só é bom quando a gente pode fugir para outro lugar.

Mario Quintana, em Para viver com poesia, que acaba de sair do forno.

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por Julio Daio Borges
7/3/2008 à
00h15
 
Um Luis no fim do túnel

No fim do túnel Rebouças tem uma luz. Lá é o Rio, a zona sul do Rio de Janeiro, que é uma cidade feia, no geral, como qualquer outra grande cidade. Digo, a maior parte da cidade do Rio de Janeiro é muito feia. A exceção é essa zona sul que, por contraste, é um lugar famoso pela beleza natural. Mais do que isso, o que existe ali é uma vibração peculiar. Ali é o Rio, simplesmente o Rio, em qualquer época do ano, sem a definição mensal do seu nome completo, inalterável em sua alegre urbanidade.

Entrei nessa luz, atravessando o Rebouças, numa tarde quente e cinzenta; margeando a lagoa Rodrigo de Freitas até desembocar na Av. Nossa Senhora de Copacabana e, dali, contando as ruas até virar e estacionar o carro na Barão de Ipanema, uma rua calma, sombreada por aquelas árvores que a gente só vê no Rio, cujos troncos negros estão sempre úmidos ao contato. Estacionei muito próximo a uma árvore dessas e bati com o joelho nela, ao sair do carro, sujando meu jeans.

O suposto barão de Ipanema, seja ele quem for, provavelmente não iria reclamar do fato da sua rua estar em Copacabana. É uma característica carioca legítima, todos parecem estar permanentemente à vontade, na zona sul do Rio.

Depois de me acomodar no apartamento em que eu me hospedava, desci e liguei de um orelhão para o Luis Eduardo Matta, o LEM, um dos colunistas do Digestivo Cultural, que mora por ali e marcamos um encontro. Fui esperá-lo na calçada do cine Roxy, no final da tarde. Ou princípio da noite, tanto faz.

Eu não conhecia o Luis e, no telefonema, disse a ele que era fácil me identificar: careca com blusa preta. Ele disse que não haveria problemas, mesmo porque era um bom fisionomista e havia visto alguma foto minha na Internet. Caminhando para o cine Roxy, começei a torcer para que ele fosse mesmo um bom fisionomista porque, como constatei, o Rio é uma cidade cheia de carecas. De blusas pretas, inclusive.

Fiquei por ali, zanzando na calçada, até que um cara saiu pelas portas envidraçadas do Roxy e veio diretamente em minha direção, "Guga, muito prazer em te conhecer". Embora eu também já tivesse visto alguma foto do Luis na internet, demorei um segundo para ajustar o foco. Porque só conhecia o Luis textualmente e, nos textos, é um sujeito mais velho, ou menos jovial, sei lá. Mas ali estava um cara que aparentava ser ainda mais jovem do que já é, ainda que sua jovialidade seja uma coisa cuidadosamente controlada. Trajes, atitude e cordialidade impecáveis, um controle muito fino da situação, assumindo discretamente o papel do anfitrião que deixa os convidados à vontade, apesar do convite ter partido de mim. Mas, tudo certo, ali é o território do Luis. Ele, como eu já disse, com a roupa impecável de um jovem executivo bem sucedido. Eu, totalmente pecável, jeans, camiseta e barba por fazer. Tudo bem, as ruas de Copacabana são cheias de tipos estranhos.

Caminhamos até um pequeno bar das imediações, onde escolhi uma mesa na calçada, porque gosto de fumar enquanto bebo. Uma garçonete gorducha nos atendeu. Quebrei o gelo, pedindo logo um Red Label com duas pedras e meia. De gelo. Ela saiu, toda sorridente. Quando voltou, Luis pediu uma taça de vinho, mas acho que atrapalhei um pouco o ritual dos tomadores de vinho, que gostam de uma certa seriedade ao escolher, pedir e serem servidos. A moça ficou rindo porque eu contei três pedras de gelo no meu copo de uísque e não duas e meia, como havia pedido.

Conversamos um bom par de horas, talvez mais, talvez menos. Falamos do Digestivo Cultural. Luis se interessava pelos outros colunistas mineiros atuais, a Ana Elisa e a Pilar Fazito, que ele conheceu no último réveillon. Eu me interessava pelos amigos dele, o Ram, o Rafael Lima, ex-colunistas, o Polzonoff. Contou casos engraçados, vivenciados com essa turma. Imitou, com perfeição, a fala do Lula, a voz do Paulo Coelho, com seus sotaques distintos. O Luis tem um talento mímico que ele usa quando quer, mas duvido que consiga me imitar com o pouco material que ofereci, porque não falo muito e gosto de ouvir coisas interessantes, de forma que nossa conversa era, basicamente, eu ouvindo o que ele tinha pra dizer, sobre assuntos diversos. E ele tem muito a dizer. Passamos sobre o problema educacional brasileiro, religião, literatura e coisas assim. Luis tem uma opinião muito clara e bem estruturada sobre cada um dos assuntos que aborda. Não é muito de perguntar. Melhor pra mim, que não sou muito de responder.

Lá pelo quarto uísque me bateu uma fome. Mandei vir um omelete, presunto e queijo. Luis, ainda bebericando sua única taça de vinho, pediu um carpaccio. A comida tem o poder de assentar as coisas em seus devidos lugares e eu senti que já estava meio cansado. Mas eu disse que ia passear um pouco pela Av. Atlântica, antes de ir dormir. Pagamos a conta e o Luis, muito gentilmente, ainda me acompanhou até lá. Atravessamos alguns quarteirões e ele me mostrava detalhes de uma arquitetura oculta, nas fachadas dos prédios mal iluminados do bairro. Preocupou-se, mais de uma vez, com a forma com que eu pretendia atravessar as ruas, passando à frente dos poucos carros que vinham. Um hábito mineiro, talvez, porque em Belo Horizonte, se você não fizer isso e esperar pacientemente que todos os carros passem, não vai sair da calçada.

No calçadão da Av. Atlântica havia o burburinho normal de uma noite quente, uma noite de sábado. Gringos passeando, exibindo um exotismo de feições, cor da pele, roupas, mas nada fica muito exótico no Rio. Moças, que parecem ter saído daquele filme da Demi Moore, pernas nuas e saltos plataforma, batendo impacientes pelo calçadão, nas imediações da boate Help. Os gringos seguiam atrás, como sonâmbulos. Um povo sentado pelas mesas sem fim na calçada; o carioca não faz alarde e toma seu chope no meio do fuzuê. Ali nos despedimos, eu e o Luis. Ele voltando e eu indo noutra direção. Eu estava com a idéia boba de ver o mar à noite, mas desisti. Deixei para fazer isso na manhã seguinte, antes de voltar a BH.

Estava chovendo, garoando, na manhã seguinte. Andei por ali e, mais uma vez, senti que minha cidade natal estava mais dentro de mim do que eu dentro dela. Não me lembrei se eu cheguei a comentar isso com o Luis, que eu também nasci no Rio. Mas sou da zona norte, o que, pra ele, deve significar tanto como se eu dissesse que nasci na Baixa Eslobóvia. Não sei.

E, nessa manhã de Domingo, antes de voltar pro ap. em que eu estava, quero crer que vi o Millôr Fernandes, se exercitando pela ciclovia da praia, montado numa bicicleta.

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por Guga Schultze
6/3/2008 às
22h18
 
A loucura por Hilda Hilst

(...)É horrível ser louco. Meu pai foi esquizofrênico paranóico e ele sofreu muito. As pessoas fantasiam muito com a loucura, ficam imaginando só um lado poético, genial de ser louco. Mas não é só isso. Padecer de loucura é terrivelmente doloroso. E não sei até onde a loucura garante a boa qualidade da sensibilidade ou percepção de alguém. O mundo teve loucos geniais, Nietszche, Nijinsky, tantos outros. Mas teve os horríveis. Hitler também tinha uma sensibilidade diferente do convencional, mas era um carniceiro monstruoso. E também deve ter muito louco chato, maluco mesmo, como acontece com [quase] todo o mundo.

Trecho de Hilda Hilst, no Scream & Yell, via Love, love, my season.

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por Julio Daio Borges
6/3/2008 à
00h59
 
A língua nossa de cada dia

"Toda noite, duzentos milhões de pessoas sonham em português" ― com esta frase, começa o documentário Língua ― vidas em português, de Victor Lopes. Filmado em seis países (Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, França e Japão), o filme trata da capacidade que nosso idioma tem de modificar o próprio corpo, como diria o escritor Mia Couto. Mas essas modificações derivadas do casamento com outros solos (para usar outra expressão de Couto) são capazes de transformar o português em outra língua?

Na verdade, não. Apenas mudanças estruturais alteram uma língua, o que não ocorreu no Brasil, nem nos outros países usuários do português. Mas não podemos ignorar as diferenças entre o português do Brasil ― filho que se tornou maior que o pai ― e o de Portugal. Por exemplo: se você estiver em Lisboa, deve pedir uma bica e não um cafezinho. Isso mesmo: bica, que, na gíria dos jovens paulistas, significa pontapé. E quem nunca ouviu um relato das confusões geradas pelo significado da palavra "bicha", que, em Portugal, significa fila? Pensando nessas e em outras diferenças, como as de pronúncia e de morfologia e sintaxe ― em Portugal, diz-se "dá-me um baijo" e, no Brasil, "Me dá um beijo" ―, os lingüistas falam em diferentes modalidades de português. O nosso é o português brasileiro.

Em oito séculos de português, muita coisa se perdeu e se modificou, vossa mercê há de concordar. Os mais conservadores, como José Saramago, acham que nosso vocabulário está diminuindo e que, com isso, a comunicação será prejudicada. Então, nos comunicaremos com grunhidos ― numa espécie de retorno às cavernas. Talvez, esta seja uma visão parcial do nosso idioma, pois da mesma forma que algumas palavras estão em desuso, outras vão sendo criadas. A língua portuguesa também está viva e, como tal, sofre transformações todo dia. Mas o mesmo Saramago, na última parte do documentário, faz diferença entre a língua como mero instrumento de comunicação e a que se transforma, pelas mãos de escritores poetas e cronistas, em fonte inesgotável de beleza. E acrescenta: "Aquilo que sobrou, aquilo que as bibliotecas guardam, dava para passar a vida inteira mergulhado na língua portuguesa".

Para ir além
Língua ― vidas em português, com José Saramago, Martinho da Villa, João Ubaldo Ribeiro, Madredeus e Mia Couto. Já está nas locadoras e entra este mês na programação do Canal Brasil.

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por Daniela Lima
5/3/2008 às
09h36
 
Livros do Mal em Vídeo



Em outubro de 2001, Daniel Galera, Daniel Pellizzari e Guilherme Pilla criaram em Porto Alegre o selo editorial Livros do Mal. Como parte da estratégia de lançamento da empreitada, fizeram esse Vídeo do Mal — VDM #UM. O vídeo foi exibido em telão no evento de inauguração do selo e enviado para uns poucos porcos sodomitas selecionados cuja identidade permanecerá anônima.

O vídeo passou mais de seis anos perdido numa única fita VHS empoeirada que foi carregada de estante em estante ao longo de mudanças interestaduais. Ei-lo, agora, digitalizado em toda (ou quase) sua glória, com porcos, vermes, diabos, máscaras antigás, tacos de beisebol, churros e nonsense no embalo de Mogwai, com flashes de uma Porto Alegre — e de uma época — que jamais será esquecida.

Daniel Galera, em seu Orkut, dias atrás.

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por Julio Daio Borges
5/3/2008 à
00h30
 

Julio Daio Borges
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